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Trump mente como Dilma e não entende nada de economia igual a ela!

De acordo economistas liberais proteger empresas nacionais contra a concorrência estrangeira geralmente é uma má ideia.

No Brasil, boa parte dos economistas são formados em universidades públicas, isto significa que quase todos são fãs dos partidos da esquerda brasileira, ou pensam igual aos chefes de organizações de donos de indústrias, como a FIESP, ou remontam suas teses ao pensamento os antigos comandantes da Ditadura Militar com Delfim Neto et caterva, excetuando-se Roberto Campos.

Tomando isso como pano de fundo, não é à toa, que a economia brasileira é uma das mais fechadas do mundo e ainda resistente a alterações políticas que possibilitem maior dinamismo econômico e social. Em diversos setores importantes – como aviação e comunicações -, as empresas estrangeiras são terminantemente proibidas de atuar no Brasil, sob o argumento de se tratarem de “setores estratégicos”. Assim, acabam dominados por empresas nacionais, que geralmente combinam muitas reclamações de clientes com uma grande fatia do mercado, garantida pela falta de concorrência do capitalismo cartorial agenciado pelo Estado.

Outro exemplo assustador são impostos de importação. Os impostos que recaem nesse setor são mais altos e duradouros que os da União Soviética durante todo regime socialista que lá imperou por setenta anos. Basta recordar que durante o primeiro governo Dilma, diversas medidas aprofundaram o protecionismo, como a exigência feita à Petrobras, que passou a incluir uma cota para produtos nacionais em suas compras para isso ficar evidenciado. Em 2015, os resultados dessa medida aparecem com frequencia em artigos sobre a crise na Petrobras e nas páginas policiais.

 

Isto denota que a política de “proteção” se estendeu muito além da Petrobras: entre 2008 e 2012, o Brasil foi o sexto país do mundo que mais editou medidas anti-comércio, de acordo com levantamento da OMC. Não se trata de uma exceção na história do Brasil. Outros presidentes, em especial do período do governo militar, fizeram o mesmo no passado. O acúmulo dessas medidas ao longo do tempo levou o Brasil a ter, hoje, uma das economias mais fechadas do mundo.

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Nos Estados Unidos, a situação é bastante diferente, mas o polêmico candidato Donald Trump promete mudar isso – e repetir o que Dilma fez por aqui.  Trump promete, caso eleito, trabalhar para que as empresas americanas parem de criar postos de trabalho em países como China e México, e voltem a produzir no país, oferecendo emprego aos locais e combatendo a terceirização.  Ao comentar a implantação de uma fábrica da Ford no México, Trump foi direto e, citando nominalmente o presidente da empresa, disse: “Vou dar algumas más notícias a você (Mark Fields, CEO da Ford): Cada carro, caminhão e peça produzida nessa fábrica pagará um imposto de 35% quando atravessar a fronteira para os Estados Unidos”. E então, explicou a seus eleitores que faria isso porque “eles vão tirar milhares de empregos do país”, embora juristas afirmem que a proposta é ilegal e economistas afirmem que não é isso que vai trazer os empregos de volta aos EUA.

Trump é indesculpavelmente hipócrita ou simplesmente ignorante em economia. Não há diferença econômica, por exemplo, entre uma empresa automobilística americana que investe em fábricas no exterior e os investimentos do próprio Trump em hotéis no exterior. Nos dois casos, são empresas sediadas nos Estados Unidos buscando oportunidades econômicas lucrativas em outros países. A empresa de Donald Trump pretende inaugurar um complexo com 5 “Trump Towers” no Rio de Janeiro, cada uma com 38 andares na região do Porto Maravilha, um projeto da prefeitura que recebeu 4 bilhões de dólares em dinheiro público até as Olímpiadas. Sobre isso ele não falou nada!

 

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Sonegação vs Corrupção

“Se uma lei é injusta, o homem não somente tem o direito de desobedecê-la, ele tem a obrigação de fazê-lo.” (Thomas Jefferson)
 
Muitas pessoas colocam no mesmo saco a sonegação e a corrupção, como se fossem sinônimos. Não são, e a dificuldade de enxergar isso é fruto de anos de lavagem cerebral em prol do governo. A diferença mais básica entre ambas é a seguinte: de um lado, temos pessoas tentando preservar a sua própria riqueza das garras do governo; do outro, temos governantes tentando roubar a riqueza alheia, produzida pelos outros. Não se trata de uma diferença sutil, e sim do abismo intransponível entre legítima defesa e roubo.
 
Para alguns libertários, o governo é em si uma entidade ilegítima, sustentada através dos impostos, que nada seriam além de roubo. Partindo desta premissa, fica evidente que qualquer tentativa de sonegação seria apenas um ato de legítima defesa. Tal crença tem respaldo não apenas na lógica do princípio de não-agressão, que sustenta uma sociedade com trocas apenas voluntárias, como também na história, já que as origens do Estado sempre passaram por conquistas violentas, e não contratos sociais. Para esses libertários, todo imposto será roubo, e qualquer indivíduo está no seu direito natural de se defender, como faria se uma gangue de marginais tentasse invadir sua casa e arrombar seu cofre.
 
Mas não é necessário abraçar totalmente a postura libertária para entender a diferença ética entre sonegar impostos e desviar recursos públicos. Bastam alguns exemplos do cotidiano para deixar isso mais claro. Alguém diria que um médico que resolve fazer uma consulta sem recibo está praticando o mesmo tipo de crime que um prefeito que constrói uma obra superfaturada para embolsar o dinheiro dos impostos? Esse médico já é forçado a entregar quase metade do que ganha ao governo, a fundo perdido – pois acaba tendo que pagar tudo dobrado para ter escola particular decente para os filhos, plano privado de saúde e segurança particular no condomínio. Ele está apenas tentando preservar mais do seu dinheiro, enquanto o prefeito enriquece através dos impostos desviados. Não parece evidente que são coisas bem distintas?
 
Existem inúmeros outros exemplos. Podemos pensar num humilde dono de uma barraca de pipoca, que ganha a vida vendendo seu produto de forma ilegal, pois sem licença do governo, mas nem por isso ilegítima. Os sacoleiros que vendem produtos paraguaios para driblar os impostos extorsivos também estariam nessa categoria, assim como todos os camelôs (assumindo que não são produtos roubados, claro). Cada trabalhador que opta por não assinar sua carteira em busca de um ganho um pouco maior está fazendo a mesma escolha: ficar na “informalidade”, um eufemismo para ilegalidade, porque o custo da legalidade é proibitivo. Enfim, são vários casos existentes de pessoas que ganham a vida de forma legítima – através de trocas voluntárias – mas que acabam na ilegalidade para fugir das garras do faminto leão.
 
A bandeira “moralista” de gente que baba de raiva contra a sonegação e o crime do “colarinho branco” parece bem esgarçada. Afinal, atacar os empresários com “caixa dois” e, ao mesmo tempo, defender as quadrilhas nos governos são coisas bem contraditórias. Além disso, os trabalhadores sem carteira assinada e os empresários com “caixa dois” deveriam ser alvos do mesmo tipo de revolta, se os princípios é que são levados em conta. Não são, o que deixa claro que tal revolta não é contra a sonegação em si, mas contra os ricos empresários, explicada por um ranço marxista. Afinal, a diferença entre as ações é apenas na sua magnitude, e ninguém diria que uma prostituta que cobra R$ 50 é menos prostituta que outra cobrando R$ 500.
 
Quando as raízes do problema são analisadas, fica claro que as causas de tanta sonegação estão no próprio tamanho do governo. A informalidade é o ar rarefeito que todos tentam respirar por conta da asfixia causada pelo excesso de governo e burocracia. Ser legal num país como o Brasil, verdadeiro manicômio tributário, parece tarefa hercúlea. Se as empresas tivessem que pagar todos os impostos e taxas e seguir todas as regras burocráticas, poucas sobreviveriam. O governo cria dificuldades legais para vender facilidades ilegais depois. O mesmo para trabalhadores: se todos tivessem que assinar carteira, o desemprego seria muito maior. A informalidade é a salvação dessa gente, contra as “conquistas trabalhistas” impostas pelo governo. Logo, muitos condenam a sonegação apenas dos ricos, e não atacam suas verdadeiras causas.
 
Como alguém pode culpar um empresário por mandar ilegalmente dinheiro para fora do país na tentativa de fugir dos planos mirabolantes dos governos? Alguém acha que o empresário que fugiu do confisco de Collor é o verdadeiro criminoso, e não o próprio governo Collor? Mas a lei está do lado do governo, pois é ele quem a escreve. Por isso alguns libertários defendem a “desobediência civil”, como Henry David Thoureau fez ao ir preso por não pagar seus impostos. Ele sabia que esse dinheiro seria usado para uma guerra imperialista totalmente injusta, e preferiu ser livre na cadeia, com a consciência limpa, em vez de ser cúmplice na guerra injusta.
 
Quando somos obrigados a pagar os impostos, estamos financiando todos os “mensalões” por aí, o dinheiro na cueca e na meia dos políticos safados, os bandoleiros do MST, as obras superfaturadas que enriquecem governantes corruptos, e muitas outras atrocidades realizadas pelo governo. Para piorar, temos em troca estradas caindo aos pedaços, hospitais públicos decadentes onde faltam os remédios mais básicos, uma “educação” patética que não passa de doutrinação ideológica, e a ameaça constante às nossas vidas por causa de uma violência fora de controle. Não que serviços razoáveis justificassem tantos impostos, o que não é o caso, pois cada um deve ter o direito de decidir como gastar o seu próprio dinheiro. Mas é um agravante, sem dúvida, pagar impostos escandinavos e receber serviços africanos. E por uma ironia de muito mau gosto, ainda somos chamados de “contribuintes” pelos defensores do governo! A situação está tão dominada que até mesmo levantar essas questões todas pode ser visto como um ato ilegal, como “apologia ao crime de sonegação”. Seria eu agora um criminoso por mostrar os fatos?
 
Ora, eu gostaria de não precisar viver dessa forma, tendo que me defender de um governo mafioso e corrupto o tempo todo. Mas não adianta você não se importar com o governo: ele se importa com você! Seria maravilhoso viver num país livre, com trocas voluntárias, e com um governo que, no máximo, ficasse restrito às funções básicas de garantir esta liberdade. Mas o parasita tem fome. O Leviatã é um monstro frio e faminto, com apetite insaciável por nossos recursos e liberdades. O respaldo da lei não é garantia alguma de legitimidade. O policial nazista que executava judeus estava “apenas seguindo as leis” do seu governo, e ninguém diria que ele estava certo por isso. O governo é o verdadeiro inimigo!
 
Em suma, espero ter deixado mais claro que sonegar impostos e desviar recursos públicos para o próprio bolso são coisas bem diferentes. A lavagem cerebral feita ao longo de tantos anos dificulta a compreensão disso, mas um pouco de reflexão honesta pode ajudar. O verdadeiro crime é uma quadrilha no poder tomar metade do que ganhamos. O fato de tal roubo ser legal apenas piora a coisa. Um bandido comum ao menos não tenta mascarar seu ato, tampouco pretende nos fazer crer que nos rouba para nosso próprio bem!”

Nau da capitã Dilma à deriva

Quando encaixamos todos os dados econômicos do governo Dilma I e as medidas de abertura de terreno do seu segundo mandato a cena mais clara que temos é duma grande nau com velas esfarrapadas direcionadas contra o vento e fazendo água no casco e indo em direção ao fundo do mar.

No último mês todas as contas públicas sem exceção fecharam no vermelho. Não apenas devido aos resultados das eleições presidenciais, mas, sobretudo, por causa da hemorragia interna, cujo anúncio o governo adiou para depois do pleito. Em outubro, registramos vermelhos históricos: o pior desempenho das contas públicas desde o Plano Real, o maior déficit da balança comercial em 16 anos, um rombo nas contas externas como não víamos há muito – quase 4% do PIB. Surpreende que a balança comercial tenha ficado no vermelho mesmo com a queda expressiva das importações: mais de 15%. Queda nas importações é, geralmente, sinal de que a atividade econômica não anda nada bem. Caem por terra, portanto, as declarações do Ministro que cumpre aviso prévio de que tudo há de melhorar no último trimestre de 2014. Essa é mais uma grande mentira da gestão econômica que não correspondem aos fatos concretos.

O governo também adiou outro fato nada auspicioso constatado em outubro: segundo estudo do IPEA, a miséria, o número de pessoas sem rendimento suficiente para comprar cesta mínima de alimentos, não só parou de cair, como teve ligeira alta em 2013. Em 2013, a economia brasileira estava melhor do que agora, a inflação, que devora impiedosamente os mais pobres, estava menor do que agora. Portanto, se a miséria já havia subido em 2013, deve ter aumentado novamente em 2014, ante a mais absoluta prostração da economia brasileira que afunda como se tivesse se chocado com um iceberg. Não custa lembrar que a queda acentuada da pobreza entre 2003 e 2012 é motivo de enorme orgulho petista, principal eixo da narrativa do “nunca antes”. Narrativa que sangra entre arroubos inflacionários e a perspectiva cruel de que a economia moribunda comece a estrebuchar com desemprego crescente.

Esse cenário de revés no Brasil começou lentamente em 2011, acelerou-se em 2012, perdeu o freio em 2013 e agora em 2014 chega ao limite. Resta, agora, à nova equipe econômica – envolta por mistérios insondáveis – a mais árdua e penosa das tarefas: Estipular as balizas duma reforma econômica profunda sem interferência ideológica da visão econômica tanto da Presidente quanto de seu partido que em nada se alinham com a realidade dos fatos.

Os botes salvas vidas que sustentam o governo já estão deixando o convés e ao primeiro sinal de instabilidade as reservas irão para fornalha, pois o mercado financeiro não irá perdoar manobras arriscadas advindas do novo Ministério da Fazenda. Nessa hora eles irão ditar regras e rumos a serem seguidos impiedosamente, e caso não sejam atendidos de imediato a sangria no governo toma proporções maiores. Se nem a próxima conjuntura de acordos políticos agrada a gregos e troianos, muito menos o risco de manutenção da política econômica de Dilma agrada investidores.

A primeira rota esperada por todos é que a nova equipe econômica do governo restabeleça a confiança com o mercado, apontando metas viáveis para inflação e superávit primário. Isso sem sombra de dúvidas, passa pela indicação dum ministro da Fazenda confiável e que acelere programas de privatizações. Esse primeiro passo daria uma margem de manobra grande com mercado e colocaria o trem nos trilhos sem ainda fazê-lo mover-se com velocidade

Há ainda o grande temor de que “Dilma seja ela mesma a Ministra da Fazenda” como foram nesses quatro últimos anos de Mantega à frente do Ministério. Isto é, seguir o pensamento do partido de que a melhor forma de conduzir a economia nacional é com o Estado intervindo pesadamente na economia. A conseqüência natural disso será uma inflação ainda mais alta e uma nova onda de falta de credibilidade dos investidores, além duma provável onda de elevação da taxa de desemprego.
A terceira via também não agrada a ninguém: Neste cenário, Dilma escolheria um ministro da Fazenda que não seria tão forte, e que poderia ser facilmente demitido no primeiro alerta vermelho, mas este serviria apenas para dar diretrizes claras para a política fiscal. Neste caso, o governo Dilma II levaria de seis a nove meses para convencer o mercado de que não estaria indo para a direção errada e contra o vento que sopra dos mercados externos.

Neste contexto, dois pontos cruciais chamam a atenção: Se Dilma vai assumir um superávit primário, meta de inflação e trabalhar com Nelson Barbosa (um dos nomes cotados para o ministério da Fazenda) ou se vai nomear Henrique Meirelles, o que claramente mostraria uma intervenção de Lula. Mas se nada disso ocorrer, apertem os cintos, pois o piloto sumiu!

Diante a segunda e terceira via supracitadas o poder de influência e credibilidade de Dilma enfraquecerá e provavelmente a fará perder o controle de tudo jogando o país numa crise que se aproximaria e muito da era Sarney. Com isso o PT também faria água e na próxima eleição, o risco de ver seu grande sonho de trinta anos no poder iria por água abaixo até mesmo com Lula.

Diante disso, o momento não é ainda para pânico e nem para apostar todas as fichas que o Brasil vai virar uma Venezuela ou Argentina, como algumas linhas mais radicais de pensamento vinham alertando. Há ainda a possibilidade do PMDB ingressar no poder substituindo Dilma e toda sua visão distorcida e gestão atabalhoada da economia.

Com um provável impeachment o PMDB no poder que não deixa nossa economia balançar tanto e teria aval até dos mais céticos do mercado devido ser sangue novo para curar feridas velhas. A parte da sociedade que sobrevive de assistencialismo e mamando nas tetas do governo ainda agüenta o PT, mas o mercado e demais trabalhadores e empregadores não. Afinal de contas, são eles quem pagam as contas do governo. Com base no Estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) aponta que mais da metade da carga tributária brasileira é cobrada justamente daqueles que possuem menos, os mais pobres. Segundo o instituto, 53,8% do total arrecadado é pago por brasileiros com renda de até 3 salários mínimo, que representam 79% da população. Outros 28,5% da arrecadação possuem origem nos impostos pagos por brasileiros com renda entre 3 e 10 salários mínimos.

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Procura-se um Ministro da Fazenda que não seja petista

Como diria o pseudo deputado federal que representa a grande maioria da população: “Pior que ta não fica” – Será?

Qualquer abestado coisado que saiba usar uma calculadora consegue perceber que a economia nacional anda em frangalhos e que se o próximo ministro da Fazenda não for alguém que saiba dialogar com o mercado financeiro e fechar as lacunas deixadas pelas pedaladas de Guido Mantega a coisa irá feder tanto quanto fiofó de gambá.

Por falar em Guido Mantega: Ontem o ex-ministro ainda em atividade que se arrasta no cargo feito um morto-vivo do Walking Dead deu declarações tão sem sentido quanto óbvias com se estivesse ora tentando manobrar um sabonete escorregadio no banho ou ora olhando para o céu e dizendo que o céu é azul.

Quem conhece o apego do brasileiro pela quantidade de dinheiro que entra e sai da sua carteira sabe muito bem que essa “nova classe média” turbinada por linhas de crédito e tarada por comprar eletrodomésticos e fazer pose com imitação de i-phone ficará em breve pau da vida se começar faltar cash para suas comprinhas a prestação, ou se começarem a ficarem inadimplentes num efeito avalanche, pois entre pagar a prestação daquela TV quatrocentas polegadas e dever no cartão, eles preferem fazer as duas coisas sem a menor parcimônia e planejamento.

Se o novo Ministro da Fazenda for fraco e dado a fazer “ajustes pontuais” como  seu antecessor isso é meio caminho andado para o desastre financeiro, sobretudo numa hora que decisões difíceis precisam ser tomadas como contenção da média inflacionária e redefinições fiscais para cobrir um Estado gigante com 90 mil cargos comissionados que aparelham o governo só no primeiro escalão. Fora a farra dos conselhos populares que querem instalar a todo custo. Ser Ministro da Fazenda num país onde as pessoas são apegadas ao dinheiro mais do que a própria esposa, filhos e mãe, isso é o mesmo que ser um avarento numa família de torradores de dinheiro, pois é o Ministro desta pasta quem tem o dever de dizer “não” aos demais ministros, em nome da presidente quando o assunto é grana

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A grande pergunta do show do rombo bilionário do Tesouro Nacional é: Por que Guido Mantega não foi substituído até agora ora bolas do meu saco? A resposta é simples: Lula quis manter seu contador pessoal até surgir um nome que aceite ser bucha de canhão e tapar os buracos da desastrada Dilma que implantou o plano econômico do PT integralmente deixando de lado todos os pilares da era FHC. Assim sendo, Guido  só irá rapar fora quando o ex-presidente Lula assim decidir.

Daqui algumas semanas o Ministro Mantega que cumpre seu aviso prévio deverá fazer a “transição” ao novo ocupante do gabinete da Fazenda Nacional, isto é, ele vai dizer: “Toma aqui essa bronca agora é sua e veja o que patroa quer fazer e siga as ordens dela”. Como base na escolha do novo nome que irá ocupar o Ministério da Fazenda é que ficará evidenciado os caminhos que Dilma Rousseff escolheu tomar para gestão econômica no seu segundo mandato. Um nome igual ou à esquerda do atual ministro significará a ampliação da política supostamente desenvolvimentista, a mesma que desarrumou as contas públicas e desalinhou os preços relativos e gerou rombos nas contas públicas: Esse nome seria Aloísio Mercadante que iria apenas piorar o que Guido Mantega já tornou ruim.

Um nome mais conservador significará a sinalização de que a inflação, de fato, será combatida, isto é, Dilma teria que contratar um Armínio Fraga genérico para arrumar a casa com doses de pragmatismo técnico nada consensual com seu estilo de gerentona do PAC.

O grande problema ou equívoco é que a crença reinante no PT, mesmo depois de doze anos exercendo o poder se aproveitando da antiga política de FHC e se aproveitando dos bons ventos da economia mundial até 2008, é que a chamada teoria econômica convencional está errada na cabeça deles. Mudar essa crença dogmática de esquerdistas não é tarefa fácil, pois os petistas acreditam piamente em teses que vão desde teoremas econômicos sem sentido no plano fático, até outras teses que possam gerar até mesmo a tão temida coletivização forçada como era praxe na URSS.

Um ministro da Fazenda que entre cortando gastos e aumentando juros é tudo que o PT abomina e se depender de suas lideranças isso não acontecerá, mas por outro lado essa sangria já começou por ser evidentemente necessária para fazer as contas maquiadas do governo fecharem nesse ano. Isto é, o povo paga a conta do desastre da gestão Dilma. Quem votou nela e vai pagar tudo mais caro deve agora se calar e pagar seus boletos quietinho sem dar um pio.

Mas o fato concreto é que a inflação está subindo e está acima do teto da tal meta, e por mais que a mídia anuncie que está no teto não está. Saiam às ruas e vejam o preço do limão, cerveja e carne para ter um panorama básico da situação. O câmbio está depreciando e ora apreciado artificialmente essa bipolaridade só ajuda a especulação, os preços de tudo nas prateleiras estão desalinhados e o ministro que come caviar e toma champanhe em jatinhos diz que está tudo sob controle.

Ao escolher um novo nome os rumos do futuro serão imediatamente clareados para o mercado e se eles não endossarem o nome podem ter certeza que o juros será elevado na marra novamente pelo COPOM. Se, por exemplo, vier o Henrique Meirelles, teremos uma gestão sob a economia convencional. Se vier um Arno Augustin, teremos a persistência do desenvolvimentismo. Agora se for Nelson Barbosa, aí sim a coisa pode trepidar, pois o mesmo tem um ponto divergente com boa parte da atual e futura base aliada do governo: Ele defende um freio nos gastos em programas sociais, entre os quais se encontram as grandes vitrines dos 12 anos da gestão petista, os programas Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida.

É bom que se diga que a chamada economia convencional é a única que fornece ferramental compatível com o combate aos problemas da crise econômica. Ela “sabe” que a lei da escassez existe e que o Estado não cria riquezas, quando muito a distribui através de pesados fardos para população economicamente ativa e com emprego via tributos que recaem mais onerosamente sobre os mais pobres. Assim, isso facilita   dilapidar boa parte do que se arrecada com impostos antes de chegar ao seu destino final.

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As leis econômicas são naturais e não sujeitas ao controle de nenhum governo. Ou as respeita, ou não. O que Dilma Rousseff fez nos últimos anos foi simplesmente ignorar as leis econômicas e aplicar cartilhas de contabilidade que só fazem sentido numa URSS onde todos os dados sobre economia são pura invenção ao arbítrio do mandante.

O desenvolvimentismo pretende ser a teoria alternativa para inspirar governantes. Sua raiz esquerdista é evidente e ela parte da crença de que tudo é vontade política, incluindo a escassez, e que a emissão de moeda para “desenvolver” a economia não é um problema em si, mas como sabemos é  um problema que gera outros problemas. Toda vez que os governantes brasileiros entraram nessa barca furada levaram o país à crise econômica. É precisamente essa a origem dos problemas econômicos atuais, que Dilma, enquanto presidente da República, quis pôr o pé no acelerador do desenvolvimento se endividando e fazendo contabilidade criativa para conseguir fazer pouco gastando muito. Isto é, Dilma deixou o país mais caro para pessoas mais pobres e gerou pouquíssima riqueza para quem deveria gerar mais riqueza. No mais permitiu que ricos ficassem ricos sem correrem riscos desnecessários.

Nesse cenário dos últimos anos Dilma conseguiu apenas fazer retornar a inflação, que se aproxima dos dois dígitos, e reduzir o crescimento do PIB. De quebra, ressuscitou o fantasma dos déficits na balança comercial, com os quais o país quebrará de novo e de novo e de novo até acertarem as contas internas e investirem em infra-estrutura  e outros setores como a industria. Pior do que isso, ela administra o câmbio, queimando as preciosas reservas internacionais como se fossem sacas de café, impedindo o ajuste natural via sistema de preços. Essa política está entrando em colapso e mais alguns meses dela o barco começa a fazer água e afundar.

Ao meu ver, não é apenas o nome certo para o Ministério da Fazenda que irá fazer tudo entrar nos eixos, o que está em jogo é algo além disso: É toda uma crença política que é defendida ferreamente pelos integrantes do PT, mesmo que alguns deles saibam que a crença é errada e puramente ideológica que não funciona na prática pois não passa de teoria econômica furada. O desenvolvimentismo empobrece e desorganiza a economia, aprofundando as injustiças sociais. A ortodoxia econômica é que pode refazer as bases para a retomada do desenvolvimento e da melhoria da distribuição de renda.

Uma coisa nisso tudo é certa: O novo ministro da fazenda tá fodido logo que entrar no cargo. Simples assim.

E tenho dito!

“Petista não tem pátria, tem partido”

Para os milhões de eleitores que votaram em Dilma Youssef e para toda militância briguenta e fantoche das mentiras de Lula nós brasileiros que não compactuamos com a corrupção estatal ora sistematizada pelo PT em toda a República temos a dizer uma coisa: Aqui, ninguém odeia pobre, rico, negro, branco, nordestino, paulista, homem ou mulher! Odiamos LADRÕES, e temos nojo da corrupção e vimos que a recíproca é verdadeira, pois eles amam e idolatram quem pratica desmandos e atos de improbidade.

Espero que o PSDB não assuma seu tradicional papel de bunda mole metido a lord inglês diante de tantas provas e acusações, pois os Deputados do PT só fazem discursos de ameaças e de pregação que inspira ainda mais o fanatismo de seus militantes mais ensandecidos apelando para a militância perseguir os parlamentares oposicionistas e quem quer que seja que não apóie o PT.


Todas as pessoas com o mínimo de caráter sabem que Lula quando assumiu o governo do país, tudo estava lindo e nos trilhos, afinal, FHC já havia feito a faxina e posto a locomotiva Brasil nos trilhos com vapor total. Com isso o molusco pode surfar nas benesses deixadas pelo governo tucano e se aproveitar inteiramente dos frutos semeados por FHC. Mas agora a história é diferente, dona Dilma pegou um país que foi quebrado por ela mesma, e seu segundo mandato terá um índice de aprovação pífio que só seus militontos irão endossar, ou seja, o inferno astral da megera esta apenas começando.


Ontem o mercado sinalizou claramente que não aceita a atual política econômica do Planalto e que Guido Mantega vai tarde demais pra fora do cenário. Foi só um recado que já surtiu efeito e apressou o alto comando do PT a procurar nomes para assumir a bronca e herança maldita de Dilma e Mantega. Poucos querem saber de entrar nessa encrenca, pois os fundamentos da nossa economia doméstica estão cambaleantes e o tsunami de preços altos e falta de investimento está prestes a chegar devastando empregos e poder aquisitivo do salário mínimo. O cenário é aterrador mesmo. Lembrem-se lulopetistas: “O mercado é soberano, não adianta chorar, brigar e ir contra a maré. Você se cansará e com certeza morrerá na praia”.


Além disso, o jogo sujo eleitoral pode ainda ser punido e fazer Dilma que já tem 14 pedidos de impeachement pagar caro pela sua direção de campanha ter usado os Correios, especialmente em Minas Gerais para fazer propagada difamatória contra o PSDB. A pressão sobre o TSE e demais instâncias deve ser forte devido esses Tribunais estarem repletos de ex-integrantes dos quadros da advocacia petista e outros tantos simpatizantes que se vendem nos bastidores para verem seus nomes escritos em gabinetes do STF de toda maneira. Caso típico disso é ver José Dirceu sendo livre para cumprir o resto da pena em casa após uma decisão de Barroso que já disse estar se lixando para opinião do povo para suas decisões. Desta forma, Barroso deixa claro que serve ao intento do partido e não das leis do Estado que serve de acordo com a Constituição e ordenamento jurídico vigente. Em suma cospem e rasgam a Constituição e querem que todos entrem nisso via plebiscitos aos moldes da Bolívia e Venezuela.


O país está decrescendo economicamente e socialmente depois de surfar na onda e maré alta dos fundamentos bem calibrados da era FHC. O Brasil ainda não é um estado plenamente desenvolvido em suas instituições civis e isso facilita o apodrecimento da probidade pública e aparelhamento estatal ora gerado pelo PT. O limite da expansão econômica das políticas assistenciais já exauriu os cofres públicos para esse setor. De acordo com as palavras de Rui Falcão presidente nacional do PT é hora de suspender o Bolsa Família devido ele já ter cumprido seu papel de cabresto eleitoral. Assim sendo, o bolsa Família deve ser suspenso e aplicadas novas etapas e estágios de controle social e eleitoral.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, se reuniu nesta terça-feira com a bancada do partido na Câmara para debater medidas a fim de controlar a recessão econômica enfrentada pelo governo Dilma.

Uma das propostas mais discutidas na reunião foi a de reduzir o valor do Bolsa Família em 50% já de imediato, a partir de janeiro de 2015. Também foi posto em pauta um eventual fim para o programa em 2017.

Falcão defendeu a ideia e disse que o programa “já cumpriu o seu papel e deve ser suspenso em breve”.

“O Bolsa Família está em vigência há 10 anos e as estatísticas mostram que já cumpriu o seu papel. Além de resultar em um alívio na economia, a extinção do programa também irá interromper a sua transformação em uma iminente política de parasitismo. Estou certo de que esta é a decisão correta a ser tomada”, disse o presidente petista.

Diante da firmeza imposta por Falcão em suas ideias, a bancada petista rachou. Há deputados que defendem o corte e outros que acreditam que o programa ainda é necessário e não deve ser mexido.
O líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP), destacou os avanços induzidos pelo Bolsa Família e disse que ainda “há muito o que ser feito”. “A miséria foi praticamente erradicada no Brasil durante estes 10 anos do Bolsa Família. Existem ainda questões a serem resolvidas, como os altos índices de analfabetismo e analfabetismo funcional no país, e eu tenho certeza de que o Bolsa Família é fundamental para se alcançar essas resoluções”, disse ele.

Aparentemente, a presidente Dilma compactua com Rui Falcão e também quer o fim do Bolsa Família. A bancada petista deve se reunir novamente nas próximas semanas para discutir mais a fundo essas medidas.”

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Hoje mesmo na Câmara dos Deputados foi derrubado o decreto bolivariano 8243/14 da presidente Dilma Rousseff firmada pela mesma antes das eleições. O decreto é destinado a criar conselhos populares em órgãos da administração pública, isto é basicamente colocar a militância do PT dentro do poder num grau de tomada de decisões dentro da sociedade civil visando implantar as políticas do PT de forma mais massiva e impactante. Isso de fato nunca será admitido por qualquer militante ou politico petista, mas no fundo o plano é esse mesmo como se isso fosse um comitê executivo descentralizado do PT dentro da estrutura de governo.  A matéria foi assinada no final de maio em uma canetada da presidente e foi alvo de pesadas críticas de juristas e parlamentares. O Senado ainda tem de avaliar o projeto de decreto legislativo para que a determinação do Planalto seja suspensa.

Para você caro desavisado ter uma ideia, a coisa será tão desgraçada, que o PT não precisará sequer de base aliada a partir de certo momento. Precisará tão somente da fidelidade canina de sua militância que passará a ser de soldados insidioso fundamentalistas do lulopetismo que vivem e morrem como se fossem jihadistas pela bandeira vermelha de seu partido e da esquerda aliada.

Se você já vê essas criaturas vociferando hoje nas redes sociais em breve eles irão fazer o mesmo nas ruas e nos estabelecimentos públicos de cidades grandes e pequenas sem serem punidos por suas condutas fora da ordem pública. Os Black Blocs e MST são uma amostra grátis disso, pois são pagos por sindicatos e financiados pelo governo do PT via BNDES.

Bastará lula ordenar espumando de ódio que eles farão o que o mestre do mal mandar: Lula diz: “Quando eu quiser que os porcos (os eleitores) façam o que e eu quero eu abro os cofres do governo e lhes dou esmolas”. Que a oposição cumpra o seu papel de vencer o PT em tudo, pois a integridade moral e verdade está do lado da oposição e essa é grande arma para se vencer os ladrões quando as leis não funcionarem mais no Brasil.

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A tara dos calouros de economia por Keynes

Esses dias citei a seguinte colocação do Reinaldo Azevedo no grupo Economia Brasil: “Dilma falou uma barbaridade. Em tom de acusação, a petista afirmou que seu adversário queria levar a inflação para 3% e que isso só seria possível se o desemprego fosse levado a 15%. É uma estupidez. Se os mercados levarem a sério o que diz Dilma, segundo quem só é possível ter inflação baixa com desemprego alto, todos entenderão o óbvio: que ela vai manter baixo o desemprego e alta a inflação”.

Essa reprodução da fala do mesmo tinha a intenção de obviamente dar ensejo a um debate sobre o descalabro dito pela presidenta no debate do SBT e logo de cara um sujeito defensor da Dilma já lançou o argumento fundado no impropério: “Mas que bosta” – Em seguida um sujeito que se disse mestrando ou doutorando em economia financeira chamado André Levy fez ilações dizendo que aquilo não era nenhuma leviandade dita pela presidenta. Rebati a segunda posição, visto que a primeira dentre outras eram de fundo nitidamente de militantes desconhecedores de reles jargões tais como Custo Brasil e outros usados hodiernamente na mídia especializada. Para meu maior espanto o sujeito, André Levy ficou aborrecido e enfurecido e passou a exacerbar um comportamento típico de garotinho mimado pela avó, pois já tinha exterminado teorias descabidas do mesmo em outros grupos comprovando que o mestrado e doutorado dele só poderia ser no máximo um curso de técnico contábil via correspondência, visto que ele mal sabe distinguir verba fiscal arrecadada conforme regras de direito tributário de verba dotada para fins de orçamento regidas por normas de direito financeiro ainda mais específicas.

Parecia que ele queria aplicar todo o dinheiro dos nossos impostos em programas e métodos ortodoxos de adequação e transição da nossa economia para uma normatização econômica venezuelana, fazendo isso através duma tributação à moda francesa rígida e pesada. Não faz sentido algum defender esse modelo híbrido de aplicação de tributos aos moldes duma ditadura e arrecadá-los numa formatação mais voltada ao capitalismo. Isso no mínimo é defender que se instale um Estado fascista que torna o contribuinte refém financeiro do governo. Aliás, é justamente isso que vivemos atualmente de certa forma no Brasil. Ao que tudo indica o rapazola andou bebendo detergente e soltando bolhas e bolhas como se aquilo fosse de fato um argumento louvável devido a sua vasta carga de estudos repletos de Keynes até o talo do seu ser magricela no sentido intelectual.

Ao que tudo indica o sujeito parece ser um tanto empadinha que come salada de chuchu com tomate superfaturado com rodelas de ovos cozidos da granja estatal e deixou de consumir carne bovina alegando falaciosamente ser vegetariano e daí passa a defender tais elementos economicamente deletérios. A blasfêmia do mesmo começa pelo fato do mesmo desconhecer a realidade atual e fundo histórico daquilo que diz estudar no seu pseudo-mestrado, pois das três vertentes keynesianas, cada uma a sua moda tem muito pouco ou nada detém em comum com as outras duas.

A começar pelos radicais keynesianos ortodoxos que são uma raça em extinção desde a década de 70 quando foram quase que totalmente dizimados pela estagflação econômica americana daquela época. Como eles  argumentam que o estado deveria aumentar os gastos para reduzir o desemprego e reduzir os gastos para reduzir a inflação de preços, esses teóricos do caos simplesmente não tinham solução para o que fazer quando ocorresse um cenário com dois elementos possíveis: O de inflação e desemprego altos ao mesmo tempo.  Esse era um fenômeno que eles julgavam impossível.  Após a  estagflação década de 70 a tese deles fez água por todos os lados e eles se afogaram em suas próprias lágrimas.

Entretanto, ainda restaram alguns defensores que isso ainda é impossível. E ao que tudo indica Dilma parece advogar essa tese com base na cola repassada por seus assessores nos debates, os quais são cria da equipe econômica que adora pedalar numa bicicleta cujas rodas e rodinhas são os contribuintes.  Dentre estes assessores repletos de descalabros, o mais proeminente é Guido Mantega, aparentemente um devoto fiel do lendário keynesiano ortodoxo Kenneth Galbraith Junior (Júnior é por minha conta)

Certamente os economistas do atual Ministério da Fazenda são aparentemente seguidores dessa seita e assíduos praticantes dos dogmas de Kenneth pai e Kenneth filho, o Messias que anualmente atormenta o mundo ocidental através do website “The Nation”. Os textos lá publicados revelam com solar clareza que Juninho herdou a ignorância econômica de seu pai com maior empolgação do que o supracitado pseudo-mestrando. Numa de suas últimas articulações teóricas Juninho lançou mão dum argumentum non sequitur tão infeliz que me fez ter um ataque de gargalhadas. Juninho Kenneth dizia explicitamente com todas as letras, que os déficits fiscais são maravilhosos, que os gastos estatais são supimpas e que é a dívida pública que faz uma economia crescer. Se algum leitor duvida disso e acha que eu estou inventando ou exagerando, pode conferir por sua própria conta e risco que a verdade é essa mesmo.

Já os neo-keynesianos são farofa do Keynes com sabor de remédio amargo. Estes são vulgarmente chamados de “neoclássicos” e seus  representantes mais idolatrados são: São Gregório Mankiw e Santo Olivier Blanchard, ambos redatores de obras pops de macroeconomia adotados pelas principais universidades do mundo.  Finalmente, chegamos aos pós-keynesianos.  Estes se auto-proclamam os verdadeiros keynesianos com todo ar de seus pulmões. Por sua vez essa laia considera os keynesianos ortodoxos muito ignorantes e os neo-keynesianos muito ignorantes também por não distiguirem uma coisa da outra.

Assim sendo apenas eles, eles são a raça escolhida, os ungidos dentre os 144 mil economistas mais fodões do unvierso cósmico. Os pós-keynesianos parecem Testemunhas de Jeová que dizem realmente leram e entenderam Keynes assim como um TJ diz que leu e realmente entendeu a bíblia — é o que eles próprios dizem.  O problema aqui é que ler Keynes é uma coisa, entender é outra.  O fato mais óbvio é que “A Teoria Geral do Emprego, Juros e Moeda” do Keynes  é  absolutamente incompreensível e explica bem esse fenômeno bizarro de mutações em seus seguidores. Afinal de contas, o mesmo livro foi capaz de gerar três seitas que não se entendem, não se bicam e se vituperam mutuamente como se fossem religiões originadas cada uma para adorar um ser supremo diferente.

Vamos recorrer a uma explicação mais plausível e inteligível aos leigos:

Economicamente falando, os pós-keynesianos estão, por assim dizer, à direita dos keynesianos ortodoxos e à esquerda dos neo-keynesianos, que eles chamam de neoliberais.  Quanto a estes últimos, as principais diferenças estão na política monetária.  Para um pós-keynesiano, a moeda é o segredo de tudo. Isto é, trata-se da pedra filosofal deles.  É ela quem gera a riqueza de uma economia.  Se o país não está crescendo, se a economia está aquela pasmaceira, basta imprimir dinheiro e reduzir os juros  que  crescimento virá como que se maná no deserto.

É fácil encontrar nas universidades (e eu falo isso de experiência própria, pois tive um professor pós-keynesiano) Os professores pós-keynesianos que dizem com absoluta convicção que o Banco Central não deve ter medo de imprimir de dinheiro. Sim é isso mesmo: Quanto mais dinheiro, maiores serão os salários, maior será a demanda, maior será o crescimento econômico.  Inflação? “Ah, isso é perfeitamente ajustável.  Basta controlar os gastos do governo”.  Desemprego? “É só aumentar os gastos e duplicar a velocidade da impressora.” Capital e produção? “Hein?! O que é isso?”

Sim, para um pós-keynesiano, a manipulação monetária é tudo.  É da moeda que vem a riqueza e o bem estar geral da nação e louvado seja Keynes por isso.  São os juros baixos, tendentes a zero, que propiciam investimentos vultosos e profícuos em todos os setores.  O fato de o capital advir da poupança é, para eles, uma ficção científica da mais incomuns e deve ser lorota a bem da verdade.  O fato de a produção ter necessariamente de vir antes do consumo é bobagem. Nada disso possui lógica intrínseca ao sistema econômico moderno.  E, principalmente, o fato de papel pintado e numerado gerar demanda, mas não necessariamente gerar oferta (pois oferta precisa de produção e produção precisa de capital e capital só advém da poupança) é algo totalmente fora do comum — na verdade, isso é sequer é considerado como fator econômico.  Para um pós-keynesiano a vida é simples e fácil: Basta você imprimir dinheiro que as coisas surgem do nada.

Esse professor pós-keynesiano que tive na universidade vivia tecendo loas e louvores ao FED, ainda em 2006 dizia em seus artigos:  “Aquilo, sim, é que é um Banco Central heterodoxo, pós-keynesiano mesmo!  Lá não tem essa bobagem de contenção monetária que praticamos aqui”.  Isso, obviamente, foi antes da crise econômica.  É bem provável que hoje ele não mais fale isso nem sob tortura das mais ultrajantes.  No entanto, não podemos ignorar a exatidão e a honestidade de sua análise.

Feitas essas considerações, vamos ao descalabro dum segundo interlocutor que surgiu nesse debate querendo de todos os modos me expulsar do grupo Economia Brasil: Jhean Steffan Martinez é o nome da criança que ainda não saiu do cueiro e disse que eu deveria respeitar os que taxaram a minha colocação sarcástica, entre aspas e feita de segunda mão como é o meu habitual, pois citei “in verbis” Reinaldo Azevedo comentando na Rádio Jovem Pan o debate do SBT entre Dilma e Aécio.  Ora veiculada lá a fala do mesmo, isso na visão deturpada da realidade do tal Jhean era uma manifestação da turba que eu queria gerar dentre os membros e  gerar ainda intrigas eleitorais e um vendaval de disputas inférteis sem nada ter de teoria econômica. Acima eis que há muita teoria econômica por de trás do que fora por mim pautado e comentado naquele tópico que atraiu anti-tucanos e pseudo-mestrandos que devem ter ingressado na faculdade de economia via PROUNI.

Alguns apedeutas pouco mais amenos e pouco informados, ainda se esforçam para me refutar com gráficos de sites luleiros e tiveram a boa vontade de se calarem quando viram que a realidade se sobrepõe as farsas deles, pois simples cálculos aritméticos desmascaram os gráficos ora postados. E eu que não sou santo nem nada retruquei apenas aquelas colocações do tal Jhean que mais parecia estar num púlbito de igreja pregando moral e bons costumes do que numa comunidade de debates sobre economia. Chegou ao ponto de dizer como um padre em casório: “Quem quer que o Alonso permaneça aqui fale agora ou cala-se para sempre!” – Poucos parecem ter notado, mas sujeito parecia enervado e ao mesmo tempo tristonho e melancólico por querer me retirar a todo custo do grupo por simplesmente não reconhecer dados e teorias embutidas em colocações simples que sempre estão correndo na mídia especializada em economia.

É bastante comum encontrar alunos e estudantes de economia desequilibrados emocionalmente. Eles tem uma aparência pacata e parecem pacíficos e bonzinhos, mas no fundo querem mesmo é impor suas posturas pessoais e intelectuais inseguras goela a baixo dos outros numa demonstração de insegurança quanto a sua própria masculinidade posando de machões autoritários. O tal Jhean se encaixa nessa descrição perfeitamente e seu correligionário André Levy também.  É lógico que, durante dias eles irão ficar lambendo suas feridas, pois causei danos a auto-estima de ambos me valendo duma retórica que ironizava a todo momento a postura psicológica deles e a falta de conhecimento deles sobre os assuntos pautados naquele tópico e em tantos outros.

Em minha defesa digo que não fiz isso por maldade, mas sim por pura diversão, pois ver esmorecer e cair por terra teses e argumentos sem pé nem cabeça desse tipo de calouros é algo muito engraçado.  Agora, como é possível imaginar, esse pessoal posa de casca-grossa e de entendidos no assunto, mas justamente na hora que vão demonstrar isso com algum suposto saber teórico fogem da raia e preferem uma rota de fuga.  Para eles, é condição sine qua non esse tipo de conduta da parte deles para o debate “ser realizado com respeito as idéias deles”.

Aécio Neves consolida vantagem e mercados se recuperam

Por Pedro Paulo Silveira

Sexta feira os mercados sofreram forte queda em função do pessimismo em relação em à economia global. A semana terminou com a bolsa da França caindo 5%, a da Alemanha 4,5% e a dos EUA outros 3%. O Ibovespa amargou uma queda semanal de 3%, depois de oscilar fortemente. Veja o comportamento dos mercados na sexta:

Hoje as bolsas estão reagindo timidamente na Europa mas a China emitiu sinais muito ambíguos para o mercado: dirigentes chineses e FMI chegaram ao acordo de que não será necessário nenhum pacote adicional de estímulo à economia. Apesar do sinal aparentemente positivo emitido aos agentes, essa inação pode refletir o sentimento dos dirigentes chineses de que nada pode ser feito sem piorar muito a situação de endividamento do setor privado e das províncias. Se, de fato, é isso que está ocorrendo, essa notícia tem um viés ruim para o mundo: a segunda maior economia do planeta irá crescer a uma taxa entre 6,5% e 7,5%, longo dos antigos 11% ou 12%. A notícia do dia foi o crescimento das exportações, mas elas foram engrossadas pelas vendas do Iphone; as outras rubricas vieram anêmicas. Vale do Rio Doce (Vale5) beneficiou-se da visão positiva sobre a China e está subindo 4%.

Analistas americanos acreditam na hipótese de realização do mercado acionário: depois de um longo e forte ciclo de alta, as ações podem cair 10% para, depois disso, retomarem seu ciclo de alta. Se estiverem corretos, o S&P500 pode cair mais 7% e atingir os 1.770. Os diretores do FED, que fizeram discursos na sexta feira, passaram a impressão de que a letargia da economia global está afetando as perspectivas da economia americana. Em função disso, a saída do programa de estímulo, o Quantitative Easing, pode ficar mais tarde. Mas como a economia dois EUA anda mais que presto do mundo, o dólar tente a se valorizar em relação às outras moedas e isso atrapalha a sua própria economia: as grandes corporações multinacionais dos EUA passam a ter perdas no exterior e suas exportações ficam mais caras.

Insisto em alertar que a volatilidade dos mercados nos EUA está voltando aos seus patamares normais:

No Brasil a Bolsa sobe fortemente em função da consolidação da candidatura Aécio Neves, com a divulgação da pesquisa Isto É/Sensus e com o apoio efetivado de Marina Silva. Quanto à pesquisa Isto É/Sensus minha percepção é mesma que tive, semana passada, em relação às pesquisas Verita e Paraná. É muito provável que ela esteja superestimando a vantagem de Aécio, já que 17% de vantagem em tão poucos dias parece exagero. Eis o link do post em que comento o resultado das pesquisas Verita e Paraná: http://pepasilveira.blogspot.com.br/2014/10/a-primeira-pesquisa-eleitoral-para-o.html .

Como teremos novas pesquisas Datafolha e Ibope na quarta à noite, vale a pena esperar até lá. Creio que a vantagem que esses dois institutos apontarão será menor que a do Sensus. De qualquer forma, a chance de vitória de Aécio vai aumentando a cada dia e temos poucos pregões até o segundo turno.

Tem + em: http://pepasilveira.blogspot.com.br/

Somos todos lagartos?

A política econômica do governo Dilma finalmente chega ao seu ápice de insustentabilidade. Depois da elevada subida dos preços do tomate no último ano e agora da carne bovina é recomendação do seu governo que nos alimentemos com ovos.

Em síntese Dilma espera que nos tornemos lagartos ao invés de consumir carne, pois afinal de contas sua economia é tão forte que sucumbe a um bife e salada de tomate no prato da população.

O programa Fome Zero nesse contexto faz todo sentido, pois enquanto dona Dilma aparece bem corada e robusta nas propagandas eleitorais tudo indica que carne passou a ser artigo de luxo apenas passível de ser consumido pela odiosa classe média que ganha R$700,00 mensais segundo os índices de classe social do governo lulopetista.

Eu até iria recomendar diversas receitas com ovos a seguir, tais como gemada e ovo cozido ou frito e omelete, mas fiquei tão indignado com a notícia de que a Dilma vai combater a corrupção que fiquei puto da vida mais ainda com o governo petralha.

Dilma alegar que vai combater a corrupção parece minha vizinha obesa em toda festa de fim de ano que sempre promete que vai fazer regime e nunca consegue fazer.

Se não tem pão que comam brioches ou molhem o biscoito e sejam felizes e gordos meus caros eleitores do PT! A esquerda caviar agradece!

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Não sejamos estúpidos!

Olá caros reaças, coxinhas e petralhas sórdidos leitores desse blog irrefutável!

Vamos a mais um episódio do nosso diário eleitoral do segundo turno pró Aécio Neves tendo em vista uma primeira dama loira e uma economia que saia da cova ressuscitada pelo carequinha barbudinho e suas fraguices macro e micro econômicas que demoram a funcionar devido o processo gradual ser lento e degradê, mas quando funcionam dão melhores resultados do que as pedaladas inconsequentes do Mantega.

Essa é a minha aposta tendo em vista uma avaliação prévia da atuação de ambos no cenário econômico nacional em quadros de crises ou supostas crises internacionais que se arrastam como é o caso do Guidão; o qual anda muito de bicicleta e por isso pedala muito querendo dar volta na França e FMI, mas até hoje só passou a Grã-Bretanha e voltou para posição anterior.

Nas eleições presidenciais americanas de 1992 o então candidato à reeleição George Bush (pai) era o favorito. O discurso patriótico baseado no fim da Guerra Fria e no sucesso da Guerra do Golfo uniu o país em torno do presidente. Entretanto os gastos militares e o desequilíbrio fiscal estavam abalando a economia dos Estados Unidos, provocando desemprego e queda do consumo. Foi nesse ponto que a campanha do Partido Democrata atirou.

Sempre que questionados sobre o que se baseavam as propostas e o futuro governo Clinton, ele e seus correligionários diziam sem muitos rodeios: It’s the economy, stupid! Deu certo. Clinton foi eleito e reeleito, zerou o déficit público e fez o país crescer vigorosamente.

O slogan da campanha de Bill Clinton costuma ser utilizado muitas vezes como uma forma de explicar o sucesso ou o fracasso dos governos, independentemente de onde eles sejam. No Brasil há 40 anos, mesmo sem existir o tal slogan, a relação entre política e economia está diretamente interligada. É algo natural e inseparável, pois não só o mundo gira em torno do dinheiro como o próprio instinto do ser humano o leva à competição em busca de uma evolução social.
No início dos anos 70, auge do regime militar, a população apoiava o governo que chegou a fazer o país crescer 14% em um único ano. Era o milagre brasileiro de Delfim Neto. Com o choque do petróleo o mundo inteiro foi afetado e o Brasil, que crescia baseado na importação do produto, desacelerou. A inflação aumentou, os investimentos sumiram junto com o apoio popular.
Com uma economia em frangalhos, Figueiredo abriu o país e entregou o governo ao civil José Sarney em 1985. Sem legitimidade popular por ter sido eleito vice do falecido Tancredo Neves pelo Congresso Nacional, Sarney precisou construir a sua própria imagem. E assim o fez. Em 1986 criou o Plano Cruzado, um congelamento de preços acompanhado de uma nova moeda. A popularidade do civil que apoiava os militares foi à 80%. Só por alguns meses. Depois das eleições de 86, onde o seu partido PMDB elegeu mais de 20 governadores, a inflação virou hiperinflação e o povo que se dizia “fiscal do Sarney” desapareceu. Resultado: o maranhense entregou a faixa presidencial a Fernando Collor com uma aprovação pífia.
Collor, por sua vez, aplicou uma política econômica meio atabalhoada. Seu governo até conseguiu diminuir um pouco a inflação, mas era baseado numa política econômica recessiva ao cortar o consumo das famílias com o confisco das poupanças.

Com problemas econômicos aliados às denúncias de corrupção, encerrou o seu governo com cerca de 15% de apoio popular. Itamar, o homem do fusca, assumiu o país sem muitas esperanças. Chegou a ter apenas 8% do apoio popular no final de 93. Com o início do Plano Real sua popularidade foi às nuvens e ele encerrou o governo com a avaliação positiva de 41% dos brasileiros.

Já Fernando Henrique Cardoso foi o presidente que mais sentiu as variações da economia, para o bem ou para o mal. No seu primeiro mandato, quando o Real foi consolidado através das privatizações e do controle da inflação, a taxa de miséria caiu de 40% para 30% da população brasileira. O país, apesar de não ter um crescimento que possamos classificar como ótimo em virtude das sucessivas crises internacionais, vivia momentos de otimismo e de modernização.

Consequentemente a aprovação do Presidente da República sempre ficou no azul, na casa dos 40% de ótimo e bom. Eis que logo no primeiro mês do segundo mandato (1999), o Real foi desvalorizado e os reajustes de telefone, combustíveis e energia elétrica traumatizaram os brasileiros. FHC chegou a ter apenas 13% de aprovação da população. Mas veio o ano 2000, a economia se estabilizou, o país cresceu mais de 4% e o presidente voltou a sorrir.

As curvas das pesquisas demonstravam que ele terminaria o seu mandato bem aprovado graças à economia. Eis que, em 2001, São Pedro fechou a torneira das chuvas. Sem água nas hidrelétricas o governo foi obrigado a convocar a população para um racionamento de energia. E a economia que ia bem novamente sofreu levando morro abaixo o presidente sociólogo. Nada desesperador. Com a criação de mais de 1 milhão de empregos em 2 anos Fernando Henrique viu novamente a sua popularidade subir em 2002, mas com uma pequena queda diante da crise eleitoral.

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Eis que assume Lula, que logo tratou de acalmar os mercados que tinham medo do seu discurso. Colocou o peessedebista Henrique Meirelles no comando do Banco Central e aplicou uma política econômica ainda mais ortodoxa que a do seu antecessor. O crescimento a princípio ficou estagnado e a sua popularidade foi caindo lentamente até as denúncias do Mensalão em 2005. O ano de 2006 iniciou com a dita auto-suficiência do petróleo e com os resultados de pesquisas que demonstravam a diminuição da pobreza no país aliado ao aumento do consumo. Tudo isso aproveitando a bonança mundial, coisa que seus antecessores não puderam fazer, levaram-no à reeleição.

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O segundo governo veio com um crescimento econômico vigoroso na casa dos 5% ao ano e a popularidade do presidente sindicalista bateu todos os recordes. Entretanto o início de 2009 reservou a este governo o primeiro desafio em mais 6 anos. Quase 1 milhão de pessoas ficaram desempregadas, o consumo caiu e o crescimento do PIB pode até ser negativo este ano. E adivinhe o que aconteceu com a popularidade do presidente? Caiu cerca de 10% em apenas 3 meses e  continuou despencando enquanto os problemas econômicos daquela época até hoje não foram solucionados.
Lula talvez seja o maior comunicador sócio-político que este país já viu graças a João Santana marketeiro do PT que sou usar o talento e carisma de Lula nesses quesitos. O povo gosta do que ele fala e por isso ainda o apóia. Mas, quando o assunto chega ao bolso de cada um, a avaliação muda. Lula não é imune ao desemprego e à estagnação da economia. Sua popularidade, assim como a dos seus antecessores, sofreu variações conforme o humor dos mercados e da geração de empregos.

Quando Lula promoveu um corte de 25 bilhões de reais no orçamento de 2009 que atingiu o turismo, a educação, a agricultura, a saúde, previdência social, e principalmente os investimentos em infra-estrutura através do Ministério das Cidades isso tudo passou batido aos olhos de seus apoiadores das camadas mais baixas que recebem benefícios sociais, mas os aposentados sentiram o reflexo disso no bolso devido não haver possibilidades de reajustes e aposentadorias mais abastadas a partir de então. Sem falar nos altos preços de medicamentos, alimentos, e tarifas das mais variadas.

Essa informação ainda não chegou aos ouvidos dos brasileiros até hoje, mas com certeza será sentida ao longo dos próximos anos, quando os investimentos estiveram parados nas mãos das pedaladas do Guidão que encheu os bancos estatais de grana e fez o país continuar estagnado em crescimento abaixo da média da América Latina.

Hoje vemos Argentina e Venezuela sofrendo duramente com políticas, ideologias e processos econômicos alarmantes, e diante desse cenário comparar a nossa economia e situação política com a desses dois países é uma forte tendência, visto que aqui estão sendo empregados os mesmos métodos políticos e ideológicos lá vigentes de forma insidiosa.

Dizer que 2009 e 2011 e consequentemente os anos posteriores até o presente momento são anos perdidos para economia controlada pela esfera petista é algo natural devido os números inexpressivos de crescimento do PIB e descontrole da inflação gerada nesse período. Guido Mantega deveria tratar de trabalhar para reestabelecer a economia nacional em 2010, ano de eleições que Dilma venceu, mas não está conseguindo fazer isso devido suas falhas e posições tomadas depois dessa fase serem um veneno que  ele  mesmo administrou na economia interna e o qual ele mesmo deve tomar e sucumbir.

Trocar de Ministro da Fazenda não basta também. Precisa-se alterar a filosofia de abordagem na macro e micro economia nacional tendo em conta saneamento de fatores fiscais, contas públicas, e empréstimos subsidiados para grandes empresários que poderiam recorrer a fundos privados e não ao BNDES inflado de dinheiro do contribuinte. Além disso, o cenário econômico internacional já deu demonstrações que se recupera gradativamente, e obviamente devemos pegar carona nessa recuperação gradual e crescer bem mais que zero vírgula alguma coisa visando buscar um patamar acima da média da América Latina em termos de crescimento e investimento econômico interno.

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Se não debatermos economia a fundo nessas eleições de 2014, seremos estúpidos, e se continuarmos com a atual política econômica da era Lula e Dilma, seremos estúpidos ao quadrado e cubo.

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E tenho dito!

As ossadas e pedaladas de Guido Mantega & Cia

O carequinha Armínio Fraga vem advertindo há anos acerca da existência de esqueletos fiscais acumulados no governo do PT em sua gestão econômica chefiada por Guido Mantega.

Embora isso seja uma denúncia de fundo oposicionista com viés eleitoral, não podemos descartar que a política fiscal do governo petralha vez ou outra sempre deixou escapar indícios que podem servir de provas de atividades ilícitas encobertas.

A ginástica financeira feita pelo Ministério da Fazenda e Planejamento atinge especialmente os bancos públicos, em especial o BNDES.

Há diversos esqueletos amontoados e ocultados em cantos obscuros das explicações sobre os reflexos concretos da economia nacional tendo em vista as medidas aditas por Guido Mantega. Especialmente a partir de 2009 e mais ainda em 2011, sem ainda mencionar períodos anteriores da era Lula que desembocaram no Mensalão e outros escândalos.

Essas ossadas são facilmente descobertas pelos olhos mais atentos, pois esses esqueletos são e estão propositalmente camuflados. Desta forma, podemos desconfiar de que existam ainda mais ossadas ocultas e camufladas a serem descobertas, pois lá pelas tantas, sempre surgem do nada uma falange suspeita ou uma ponta de tíbia e até mesmo crânios como caso da Petrobrás hoje noticiado pela imprensa nacional dando destaque ao depoimento de Paulo Roberto Costa na Justiça do Paraná.

O governo petista praticamente fundou um vasto cemitério envolto em trevas devido ser o maior produtor de esqueletos e ossadas deixadas nesses dozes anos de seu governo repleto de pedaladas na economia doméstica.

Resumir isso apenas ao caso do Mensalão, o qual  poderia ser um golpe de mestre devido a estrutura organizada com requintes de Cosa Nostra, sendo que poderia passar imperceptível aos radares das autoridades e impressa devido usar vários núcleos e repasses parcelados supostamente não rastreáveis, mesmo assim, veio tudo à tona. Isso se deve aos esqueletos deixado por figuras como Herinque Pizzolato ex-direitor do Banco do Brasil, e ossadas camufladas pelos núcleos de Marco Valério e Delúbio Soares que tinham em comum um articulador central ora oculto em todo sistema que a Justiça ainda insiste em não trazer para atrás das grades. Nisso Zé Dirceu como co-piloto dessa mega operação serviu de bucha de canhão.

Em outros casos não se tratam meramente de vestígios contábeis que se revelam na execução de projetos da Petrobrás ou de outras estatais e sistemas assistenciais e programas de incentivos fiscais do governo. Por outro lado também não são aplicações de anabolizantes em receitas liquidas do governo federal, nem tampouco, truques de contabilidade inventiva as quais as contas públicas não surgem aos nossos olhos totalmente transparentes.

Atualmente o até agora inexplicável rombo do seguro-desemprego, isto é, Fundo de Amparo ao Trabalhador, já detém a cifra bilionária de R$ 13 bilhões. Isso  apenas neste ano.  O peculiar nesse caso concreto é a circunstância de que vivemos numa fase, ou melhor dizendo, numa conjuntura de pleno-emprego, quando não cabem pagamentos tão altos do seguro-desemprego. Sendo assim para o que isso aponta na verdade? Há suspeitas que recaem sobre estes fatos e podem levar à descobertas de ossadas e esqueletos em sistemas como o Bolsa Família e outros programas de assistência social ou até mesmo impactos em fluxo de caixa de algumas entidades pontualmente escolhidas para serem cemitérios de esqueletos.

Outro dado suscetível de receber desconfiança paralela a esse fato é de que em abril deste ano, o Mistério da Previdência comunicou o déficit das contas da Previdência Social em cerca de R$10 bilhões a mais do que o anunciado anteriormente pelo governo federal. Naquela ocasião o ministro da Fazenda Guido Mantega ficou indignado com esse comunicado, pois de fato se tratava duma revelação que ele dizia ser equivocada e ordenou demitir o autor técnico dessas projeções “bastardas e inglórias”.  Algumas semanas depois, o rombo foi não só confirmado, mas tambm´pem corrigido para a cifra de R$ 15 bilhões. Depois disso, não se falou mais nos cálculos realistas nem do paradeiro desconhecido do técnico que os fez… Estranho não é caro leitor?

Vamos ao famigerado BNDES, este que parece ser isoladamente como o maior cemitério de esqueletos e toneladas de ossadas. Desde 2009 até o fim deste ano, o BNDES terá recebido transferências do Tesouro Nacional de nada menos que R$ 339 bilhões.  Tais quantias estratosféricas são referentes a recursos redirecionados em operações de financiamentos subsidiados ou de participações acionárias cujos destinatários permanecem ocultos sob alegação de “sigilo bancário e fiscal”.

Recordem-se que um frigorífico, o JBS, recebeu subscrições em ações da subsidiária BNDESPar o invejável volume de R$ 8 bilhões. No período de 2002 a 2015, a distribuição de subsídios do BNDES deverá alcançar a cifra de R$ 79,5 bilhões. Então querem mais ou basta?

Vamos às pedaladas entonces…

Existem coisas no mundo do futebol e da contabilidade cujo nome é “pedalada”. São manobras que envolvem bancos oficiais, nesse caso o próprio BNDES, ou a Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil e até mesmo o Banco Central (BACEN).

Essas operações estranhas começam com atrasos propositais de pagamento de obrigações do Tesouro com benefícios sociais, como Bolsa Família e seguro-desemprego. Em seguida, os bancos públicos são chamados a dar cobertura ao Tesouro, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, com operações que funcionam mais ou menos como empréstimos.

Depois, se, além disso, o banco escorrega dos limites de crédito impostos pelas disposições macroprudenciais ou pelos critérios de Basiléia, o BACEN trata de apagar impressões digitais e começa assim a deixar ossos largados em alguns cantos.

Em maio deste ano por exemplo, apareceu o famigerado  caso dos R$ 4 bilhões, um crédito estranho a favor do Tesouro encontrado numa conta paralela de um banco privado a ser contabilizado como ativo federal, aparentemente, para escapar do efeito-calendário (caixa baixa no final do mês).

As autoridades reconhecem e atestam que está tudo em ordem e insistem em que não há nada de errado nessas operações. Se não há, por que então o esquema de despistamento operacional? E por que os peritos do Tribunal de Contas da União estão debruçados sobre elas? Essas respostas ficam para os próximos capítulos, pois como sabemos a avaliação de contas nessa esfera é lenta e recebe entraves de todos os lados, mas os ossos e esqueletos dessas pedaladas estão por aí…e serão encontrados!

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