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Aécio não é Tancredo, mas você irá querer ele no poder!

Caso você não saiba você já é um eleitor de Aécio Neves em potencial! Isso mesmo! Em 2018 Aécio será eleito presidente caso não se tomem medidas prévias de combate a mídia tendenciosa. As últimas falas do presidente do PSDB na imprensa ou em jantares com jornalistas aniversariantes já tornou evidente que há uma conspiração midiática em favor da leniência em benefício do PSDB.

 

Desde as colunas pútridas de Reinaldo Azevedo até as notinhas do Antagonista de Diogo Mainardi, passando pelos telejornais da Globonews, já começou imperar na mídia o método que cria eufemismos para tratar com condescendência toda e qualquer situação que envolva o pré-candidato presidencial Aécio Neves em escândalos.

 

 

Os jornalões chantagistas de manchetes pirotécnicas expõem atuação institucional da imprensa como uma máquina de retalhos da informação em favor da desinformação eleitoreira partidária. Colunas e textões que defendem a honra e legado político seja de Lula, Aécio Neves; e até do oligofrênico Bolsonaro poluem as redes sociais e blogs criando um clima generalizado de desinformação e idolatria aos políticos de estimação.

 

 

As rádios, da estirpe de Jovem Pan, também trabalham nesse sentido. Ao colocarem em programas da laia do The Morning Show e Pingos nos is, sujeitos chegados a pacandaria verborrágica politiqueira ao estilo Claudio Tognolli e Reinaldo Azevedo no ar, tudo isso favorece a fanfarronice do marketing político enganador no futuro próximo e afunda o debate de teses sérias ao nível do achismo puro e simples por parte da opinião pública fiel ao escracho midiático.

 

 

Tudo isso é prato cheio para marketeiros políticos tucanos garimparem material e idéias de sobra para desconstruírem pré-candidatos já combalidos como Jair Bolsonaro ou qualquer outro aventureiro que se meta a besta na disputa eleitoral em 2018. A seringueira petulante da Marina Silva, sabiamente tem mantido certa distância das polêmicas na imprensa, pois sabe que tudo que ela disser será usado e reciclado contra ela na próxima eleição como remake da eleição de 2014. Ela anda de fininho cumprindo uma religiosa agenda anti-governo Temer, à exemplo de outros supostos candidatos como é o caso do senador Ronaldo Caiado, que vem se alinhando com o lobby do agronegócio, com os movimentos de rua e tantas outras entidades na tentativa de alavancar seu nome para a disputa eleitoral de 2018.

 

 

 

 

 

Não obstante a isso, há sem dúvida um avanço no debate acerca de questões políticas e sociais que ainda é tímido em qualidade, mas que leva em conta a quantidade em relação ao direito à liberdade de opinião e expressão. Esse direito que inclui a liberdade de defender opiniões sem interferências e de buscar, receber e difundir informações e ideias por qualquer meio de comunicação.

 

 

As redes sociais por não serem indiferentes ou sempre reagirem a qualquer polêmica política ou declarações inoportunas de políticos – como foi o caso da “suruba seletiva” de Romero Jucá – tornaram a liberdade de expressão, e facilidade de expressar opiniões por algum meio de comunicação acessíveis aos estudos de marketeiros eleitorais, sociólogos e cientistas políticos, os quais usarão uma média dessas manifestações populares para direcionar o discurso de seus candidatos a uma espécie de “senso comum aceitável pela maioria” no contexto eleitoral.

 

Em breve veremos justamente Aécio Neves falando para uma classe média descontente com a crise econômica as mesmas falácias eleitorais dignas de Trump sobre retomada do emprego dos mais encrencados com a crise, diminuição de tributos para favorecer os empreendedores e valorização do sentimento de que uma nação só pode avançar se houver quem tenha força política para bater de frente contra um sistema pervertido que assola milhões de pessoas cotidianamente.

 

 

Aécio irá vestir a fantasia de mocinho contra os vilões da república com ajuda de um batalhão de colunistas tendenciosos na imprensa de aluguel. Peças de propaganda e convencimento com frases de efeito anti-Lula à moda Dória criarão um clima de que o PSDB não é a melhor opção logicamente, mas sim a opção menos ruim para o avanço político de um candidato que traz consigo a história do avô que lutou contra uma série de desmandos no passado.

 

 

 

Os meios de comunicação e militância dos mortadelas, que repelem todos os termos desclassificados ou inclassificáveis da retórica coxinha, naturalmente terão muito trabalho para combater a “escalada conservadora” ou a temida “agenda da Lava Jato contra a candidatura de Lula”.  Em consequência disso, a liberdade de expressão ultrapassará a função deste ou daquele termo ou locução de opiniões, e será transformada em massa de propaganda eleitoral disseminadas nas redes sociais por cidadãos comuns que brigam nas trincheiras da troca de insultos e fatos controversos sobre seus políticos de estimação.

 

Esse país só irá mudar minimamente de rumo se os coxinhas e mortadelas se absterem de votar por aos menos meia dúzia de eleições. Eles podem até debater nas redes sociais o quanto quiserem, mas está evidente que quem coloca corruptos e demagogos de ego inflado no poder é esse eleitorado abestalhado que critica e continua elegendo essas figurinhas deletérias da república. Esse complexo retardado de ter político de estimação, de votar no menos pior, de se deixar levar por discursinhos megalomaníacos de tolerância zero e gestão eficiente do “político não tradicional” é um câncer! Como diria o porta voz histérico da mídia tucana: #prontofalei

 

16-10-10_-_veja-0

 

 

Um anômalo que coloca os pingos os is…

A política brasileira está cheia de coelhos do Bambi que gritam desarvorados: “Fogo, fogo na floresta”. Aliás, não só na política. Na imprensa também, especialmente na imprensa chapa branca.
Alguns lobos velhos da imprensa, desdentados de tanto rancor, enxergam golpe até na própria sombra. É alguém ameaçar seja Lula ou o Palácio do Planalto com a lei, com a Constituição, com as instituições, e eles tossem suas ignomínias: “Golpe… Cof, cof, cof… Golpe!” ou “Deixa o homem trabalhar!” ou chegam ao cúmulo que colocar a Lava Jato em xeque tecendo comentários sem nexo com a realidade. Alguns estão mais para vampiros com sede de sangue. Sangue do povo nas ruas!
Nos últimos dias, devido o STF ter se aliado aos corruptos de plantão mais uma vez, e terem se irmanado para fazerem deboche institucional contra a lei e contra o povo, ficou evidente que o jornalista da Jovem Pan e VEJA, o famigerado Reinaldo Azevedo, tomou ares de constitucionalista de boteco e resolveu afrontar, tanto quanto Renan, decisões judiciais, mas não com desobediência, e sim com teses jurídicas sub-ginasianas emitidas via rádio, colunas , blogs, por simplesmente discordar delas e porque isso faria um petista insignificante do extrato do pelego acreano Jorge Viana chegar a presidência do Senado por algumas semanas colocando mais gasolina na fogueira contra um governo que sucumbe ante a própria incompetência e trapalhadas.
Uma coisa é certa, seja Marco Aurélio ou Renan Calheiros, todos ali juraram defender a Constituição, contudo fazem dela uma prostituta e a usam da forma que lhes bem convém e praticam estupro coletivo. Todos, sem exceção, desde o presidente da República, que mandou acatar o que diz “o livrinho”; subjugam a Carta Magna a um pedaço de papel de pão que só vale quando lhes convém. A imprensa mentecapta segue a mesma toada: inflama o povão a pensar de acordo com aquilo que os mentores do alto clero tucano querem para poderem ter argumentos úteis em face dessa quizumba. Ou seja, há idiotas úteis de todos os lados hoje em dia.
Ao que parece os críticos da lavra de Reinaldo Azevedo, escolhem suas vítimas com precisão cirúrgica sob ordens de algum partido, os quais ordenam para a peãozada da imprensa bater firme ora no Cunha, ora na Dilma, ora no desafeto de ocasião e babar ovo pra Aécio, FHC ou fazer vista grossa para as trapalhadas dos ministros de Miguel Temer e outros escroques do PMDB, PSDB e suas linhas auxiliares no governo de coalizão temerário.
Desmistificando Reinaldo Azevedo fica nítido que ele é um personagem criado pela Veja para substituir o Diogo Mainardi, que foi defenestrado da revista para capitalizar em cima de um projeto jornalístico muito mais louvável, e não me refiro ao Antagonista, mas sim a um ensaio dele sobre paralisia cerebral pela editora Record. Sendo Mainardi fã de FHC, e Reinaldo seu substituto imediato, dotado da mesma personalidade histriônica, fica nítido que a VEJA optou em trazer mais um sub-tucano arruaceiro da imprensa para versar sobre como o PT, e seus aliados, são o que há de pior na face da terra.
É risível atestar que Reinaldo Azevedo tenha fãs de carteirinha, tanto quanto seu desafeto maioral, a saber; o astrólogo Olavo de Carvalho. Os fanáticos por ambos não arredam o pé de suas posições utilitaristas, seja em prol dum Bolsonaro ou de um Aécio de ocasião. De um lado, seguem os devaneios esboçados em podcasts e livros de um, do outro, creem piamente nas falácias transmitidas todo final de tarde pela rádio Jovem Pan, no programa sensacionalista, ao estilo Aqui Agora travestido para política, o qual Reinaldo diz que coloca os pingos nos is como bom professor de gramática que é, porém como jornalista e comentarista político e aventureiro em análises jurídicas, não passa de um embusteiro de marca maior com espaço na indigitada emissora de rádio e revista.
É típico de Reinaldo Azevedo errar crassamente sobre fatos, e por sorte acertar outros fazendo futurologia barata em seus textos, onde jaz sepultado o bom senso do jornalismo informativo, e donde exala a falsa modéstia da crônica opinativa por vezes desconectada da veracidade dos fatos. Essa é forma taxá-lo de embusteiro, mentiroso e inventor de falácias mais suave possível, pois ao lermos os textos, ouvirmos os comentos da lavra do douto jurista culto e pop star da rádio Jovem Pan, ficamos estarrecidos, nos perguntando como é que pode uma emissora apostar num formador de opinião sensacionalista daqueles cujo maior interesse é manter a fama barata de sub-celebridade da imprensa crítica, ao passo que existem jornalistas sérios e mais abalizados que poderiam ocupar aquele horário discorrendo com sobriedade e concretude factual sobre os temas da vida cotidiana da República.
Como se não fosse muito, ou não bastassem as falácias que Reinaldo se vale, fica nítido que ele é o canal de informação predileto dos militantes anti-petistas de última hora, ou seja, dos coxinhas que começaram a ter opiniões políticas pós protestos de 2013 entrando na modinha e oba-oba das manifestações de rua. Esse tipo de público, sequer entende muito bem como funcionam as instituições e leis do pais, mal sabem como são os bastidores de Brasília, mas creem piamente em tudo que o oráculo da VEJA e Jovem Pan assevera com devoção “PTfóbica”. Inequivocamente resta óbvio que Reinaldo Azevedo é um farsante manipulador de incautos. Apesar do bom humor dele, das imitações do Lula, ele tem momentos de chiliques que atestam sua personalidade histriônica. São momentos nos quais ele ataca com as piores vulgaridades a quem discorde de suas falácias tratando com verborragia os divergentes de suas opiniões.
No mínimo isso é deselegante, e revela um sujeito suburbano, dotado do espírito encarnado das fofoqueiras barraqueiras dos confins das vilas paulistanas; que hoje, graças a Reinaldo de Azevedo, Olavo de Carvalho, Jair Bolsonaro e outros dão a tônica nos debates nas redes sociais. O cidadão que acha que a política e imprensa precisa de melhores práticas, de mais racionalidade, de menos populismo e emocionalismo barato passa ao largo desses sujeitos. Se os cidadãos, mesmo os que tenham pouca instrução e capacidade de abstração, compreendessem que a política vai além das figuras que a usam em benefício próprio, comportando um padrão de modernidade e debates mais civilizados, isso tornaria todo esse emaranhado de opiniões falaciosas de sub-jornalistas um ponto fora da curva.
Desafortunadamente é o contrário disso o que ocorre hoje em dia. Por fim, ante esta visão, está muito claro para muitos que Reinaldo Azevedo pertence ao grupo dos jornalistas espalhafatosos eivados de truculência quando criticados e que reagem com o ego inflado quando aplaudidos.
Por outro lado, Reinaldo Azevedo detesta quando lhe taxam de tucano. Ele dá pitis homéricos nos microfones e blogs se dizem que ele é cego irracional ao ponto de defender o indefensável em prol até de um Renan Calheiros da vida em face de um Marco Aurélio Mello já combalido com a pecha de serviçal petista no STF. Isto aponta, com vasto conteúdo probatório, que o único mote jornalístico do destemido Reinaldão é vociferar contra o PT. Em tese, Reinaldo Azevedo age realmente como um tucano do baixo clero ensimesmado, prepotente e arrogante que não acata nada além do ódio incondicional ao PT.
Por isso que Reinaldo possui fãs, por isso ele é idolatrado pelos coxinhas reinaldetes de última hora, pois nutrir ódio incondicional ao PT é fácil, mas o difícil para essa gente abitolada é enxergar que o PT não vale nada e manter-se desligado emocionalmente desse fato sem pagar mico seja onde for repetindo o que esses jornalistas desmiolados dogmatizam nas cabeças de seus leitores devotos.
Reinaldo e os reinaldetes tiveram seu ápice justamente na época em que o PT estava cambaleando, sendo posto nas cordas, sendo combatido de todas as formas de todos os lados, e para alicerçar a postura anti-PT era preciso elogiar as Forças Armadas, ir em todas as manifestações de rua, bradar palavras de ordem, e incluir no seu menu informativo Olavo de Caravalho, Reinaldo Azevedo como gurus de seitas de coxinhas desavisados que votaram em Aécio Neves, solapando Marina Silva e Dilma nas urnas, mas ao final, graças a Toffoli, Dilma levou e os tucanos ficaram sem eira bem beira. Foi nessa fase que Reinaldo Azevedo se revelou como tucano convicto nas entrelinhas de seus textos e no tom de suas palavras na Jovem Pan. Quem puder analisar os textos e programas dessa época verá isso com clareza.
A tese que Reinaldo seja tucano ainda é alicerçada, pelo fato dele durante o impeachment, ser o mote inspirador do Movimento Brasil Livre, cujos militantes são filiados nas linhas auxiliares tucanas e tem logrado êxito em repetir copiosamente a mesma linha tendenciosa do mestre Reinaldo em suas publicações e conduta política desaforada em alguns momentos. Para eles o PT tem que ser combatido com exorcismo caso as leis e instituições do país falhem.
Esses argumentos acima postos podem até serem alvo de discordância ou causarem dor de barriga nos fãs de carteirinha de Reinaldo Azevedo, mas uma coisa é certa, o jornalismo que ele representa é de péssima qualidade e só tem espaço porque os leitores e ouvintes precisam de entretenimento e sensacionalismo para suportar a podridão da política brasileira ao ponto de fazerem piada de tudo. Para esse público, Reinaldo Azevedo serve como uma luva, mas para quem quer pensar num país de acordo com princípios éticos e legais bem fundamentados, o recomendável é que fuja desse tipo de jornalismo caricatural e busque outras bases para formar opinião e obter conhecimento. Façam isso antes que se contaminem com conceitos errôneos, principalmente no campo do Direito, o qual emana todo ordenamento jurídico pátrio que rege toda a sociedade e instituições.
Em suma, não deixe um serviçal tucano da imprensa adestrar vocês!
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A tara dos calouros de economia por Keynes

Esses dias citei a seguinte colocação do Reinaldo Azevedo no grupo Economia Brasil: “Dilma falou uma barbaridade. Em tom de acusação, a petista afirmou que seu adversário queria levar a inflação para 3% e que isso só seria possível se o desemprego fosse levado a 15%. É uma estupidez. Se os mercados levarem a sério o que diz Dilma, segundo quem só é possível ter inflação baixa com desemprego alto, todos entenderão o óbvio: que ela vai manter baixo o desemprego e alta a inflação”.

Essa reprodução da fala do mesmo tinha a intenção de obviamente dar ensejo a um debate sobre o descalabro dito pela presidenta no debate do SBT e logo de cara um sujeito defensor da Dilma já lançou o argumento fundado no impropério: “Mas que bosta” – Em seguida um sujeito que se disse mestrando ou doutorando em economia financeira chamado André Levy fez ilações dizendo que aquilo não era nenhuma leviandade dita pela presidenta. Rebati a segunda posição, visto que a primeira dentre outras eram de fundo nitidamente de militantes desconhecedores de reles jargões tais como Custo Brasil e outros usados hodiernamente na mídia especializada. Para meu maior espanto o sujeito, André Levy ficou aborrecido e enfurecido e passou a exacerbar um comportamento típico de garotinho mimado pela avó, pois já tinha exterminado teorias descabidas do mesmo em outros grupos comprovando que o mestrado e doutorado dele só poderia ser no máximo um curso de técnico contábil via correspondência, visto que ele mal sabe distinguir verba fiscal arrecadada conforme regras de direito tributário de verba dotada para fins de orçamento regidas por normas de direito financeiro ainda mais específicas.

Parecia que ele queria aplicar todo o dinheiro dos nossos impostos em programas e métodos ortodoxos de adequação e transição da nossa economia para uma normatização econômica venezuelana, fazendo isso através duma tributação à moda francesa rígida e pesada. Não faz sentido algum defender esse modelo híbrido de aplicação de tributos aos moldes duma ditadura e arrecadá-los numa formatação mais voltada ao capitalismo. Isso no mínimo é defender que se instale um Estado fascista que torna o contribuinte refém financeiro do governo. Aliás, é justamente isso que vivemos atualmente de certa forma no Brasil. Ao que tudo indica o rapazola andou bebendo detergente e soltando bolhas e bolhas como se aquilo fosse de fato um argumento louvável devido a sua vasta carga de estudos repletos de Keynes até o talo do seu ser magricela no sentido intelectual.

Ao que tudo indica o sujeito parece ser um tanto empadinha que come salada de chuchu com tomate superfaturado com rodelas de ovos cozidos da granja estatal e deixou de consumir carne bovina alegando falaciosamente ser vegetariano e daí passa a defender tais elementos economicamente deletérios. A blasfêmia do mesmo começa pelo fato do mesmo desconhecer a realidade atual e fundo histórico daquilo que diz estudar no seu pseudo-mestrado, pois das três vertentes keynesianas, cada uma a sua moda tem muito pouco ou nada detém em comum com as outras duas.

A começar pelos radicais keynesianos ortodoxos que são uma raça em extinção desde a década de 70 quando foram quase que totalmente dizimados pela estagflação econômica americana daquela época. Como eles  argumentam que o estado deveria aumentar os gastos para reduzir o desemprego e reduzir os gastos para reduzir a inflação de preços, esses teóricos do caos simplesmente não tinham solução para o que fazer quando ocorresse um cenário com dois elementos possíveis: O de inflação e desemprego altos ao mesmo tempo.  Esse era um fenômeno que eles julgavam impossível.  Após a  estagflação década de 70 a tese deles fez água por todos os lados e eles se afogaram em suas próprias lágrimas.

Entretanto, ainda restaram alguns defensores que isso ainda é impossível. E ao que tudo indica Dilma parece advogar essa tese com base na cola repassada por seus assessores nos debates, os quais são cria da equipe econômica que adora pedalar numa bicicleta cujas rodas e rodinhas são os contribuintes.  Dentre estes assessores repletos de descalabros, o mais proeminente é Guido Mantega, aparentemente um devoto fiel do lendário keynesiano ortodoxo Kenneth Galbraith Junior (Júnior é por minha conta)

Certamente os economistas do atual Ministério da Fazenda são aparentemente seguidores dessa seita e assíduos praticantes dos dogmas de Kenneth pai e Kenneth filho, o Messias que anualmente atormenta o mundo ocidental através do website “The Nation”. Os textos lá publicados revelam com solar clareza que Juninho herdou a ignorância econômica de seu pai com maior empolgação do que o supracitado pseudo-mestrando. Numa de suas últimas articulações teóricas Juninho lançou mão dum argumentum non sequitur tão infeliz que me fez ter um ataque de gargalhadas. Juninho Kenneth dizia explicitamente com todas as letras, que os déficits fiscais são maravilhosos, que os gastos estatais são supimpas e que é a dívida pública que faz uma economia crescer. Se algum leitor duvida disso e acha que eu estou inventando ou exagerando, pode conferir por sua própria conta e risco que a verdade é essa mesmo.

Já os neo-keynesianos são farofa do Keynes com sabor de remédio amargo. Estes são vulgarmente chamados de “neoclássicos” e seus  representantes mais idolatrados são: São Gregório Mankiw e Santo Olivier Blanchard, ambos redatores de obras pops de macroeconomia adotados pelas principais universidades do mundo.  Finalmente, chegamos aos pós-keynesianos.  Estes se auto-proclamam os verdadeiros keynesianos com todo ar de seus pulmões. Por sua vez essa laia considera os keynesianos ortodoxos muito ignorantes e os neo-keynesianos muito ignorantes também por não distiguirem uma coisa da outra.

Assim sendo apenas eles, eles são a raça escolhida, os ungidos dentre os 144 mil economistas mais fodões do unvierso cósmico. Os pós-keynesianos parecem Testemunhas de Jeová que dizem realmente leram e entenderam Keynes assim como um TJ diz que leu e realmente entendeu a bíblia — é o que eles próprios dizem.  O problema aqui é que ler Keynes é uma coisa, entender é outra.  O fato mais óbvio é que “A Teoria Geral do Emprego, Juros e Moeda” do Keynes  é  absolutamente incompreensível e explica bem esse fenômeno bizarro de mutações em seus seguidores. Afinal de contas, o mesmo livro foi capaz de gerar três seitas que não se entendem, não se bicam e se vituperam mutuamente como se fossem religiões originadas cada uma para adorar um ser supremo diferente.

Vamos recorrer a uma explicação mais plausível e inteligível aos leigos:

Economicamente falando, os pós-keynesianos estão, por assim dizer, à direita dos keynesianos ortodoxos e à esquerda dos neo-keynesianos, que eles chamam de neoliberais.  Quanto a estes últimos, as principais diferenças estão na política monetária.  Para um pós-keynesiano, a moeda é o segredo de tudo. Isto é, trata-se da pedra filosofal deles.  É ela quem gera a riqueza de uma economia.  Se o país não está crescendo, se a economia está aquela pasmaceira, basta imprimir dinheiro e reduzir os juros  que  crescimento virá como que se maná no deserto.

É fácil encontrar nas universidades (e eu falo isso de experiência própria, pois tive um professor pós-keynesiano) Os professores pós-keynesianos que dizem com absoluta convicção que o Banco Central não deve ter medo de imprimir de dinheiro. Sim é isso mesmo: Quanto mais dinheiro, maiores serão os salários, maior será a demanda, maior será o crescimento econômico.  Inflação? “Ah, isso é perfeitamente ajustável.  Basta controlar os gastos do governo”.  Desemprego? “É só aumentar os gastos e duplicar a velocidade da impressora.” Capital e produção? “Hein?! O que é isso?”

Sim, para um pós-keynesiano, a manipulação monetária é tudo.  É da moeda que vem a riqueza e o bem estar geral da nação e louvado seja Keynes por isso.  São os juros baixos, tendentes a zero, que propiciam investimentos vultosos e profícuos em todos os setores.  O fato de o capital advir da poupança é, para eles, uma ficção científica da mais incomuns e deve ser lorota a bem da verdade.  O fato de a produção ter necessariamente de vir antes do consumo é bobagem. Nada disso possui lógica intrínseca ao sistema econômico moderno.  E, principalmente, o fato de papel pintado e numerado gerar demanda, mas não necessariamente gerar oferta (pois oferta precisa de produção e produção precisa de capital e capital só advém da poupança) é algo totalmente fora do comum — na verdade, isso é sequer é considerado como fator econômico.  Para um pós-keynesiano a vida é simples e fácil: Basta você imprimir dinheiro que as coisas surgem do nada.

Esse professor pós-keynesiano que tive na universidade vivia tecendo loas e louvores ao FED, ainda em 2006 dizia em seus artigos:  “Aquilo, sim, é que é um Banco Central heterodoxo, pós-keynesiano mesmo!  Lá não tem essa bobagem de contenção monetária que praticamos aqui”.  Isso, obviamente, foi antes da crise econômica.  É bem provável que hoje ele não mais fale isso nem sob tortura das mais ultrajantes.  No entanto, não podemos ignorar a exatidão e a honestidade de sua análise.

Feitas essas considerações, vamos ao descalabro dum segundo interlocutor que surgiu nesse debate querendo de todos os modos me expulsar do grupo Economia Brasil: Jhean Steffan Martinez é o nome da criança que ainda não saiu do cueiro e disse que eu deveria respeitar os que taxaram a minha colocação sarcástica, entre aspas e feita de segunda mão como é o meu habitual, pois citei “in verbis” Reinaldo Azevedo comentando na Rádio Jovem Pan o debate do SBT entre Dilma e Aécio.  Ora veiculada lá a fala do mesmo, isso na visão deturpada da realidade do tal Jhean era uma manifestação da turba que eu queria gerar dentre os membros e  gerar ainda intrigas eleitorais e um vendaval de disputas inférteis sem nada ter de teoria econômica. Acima eis que há muita teoria econômica por de trás do que fora por mim pautado e comentado naquele tópico que atraiu anti-tucanos e pseudo-mestrandos que devem ter ingressado na faculdade de economia via PROUNI.

Alguns apedeutas pouco mais amenos e pouco informados, ainda se esforçam para me refutar com gráficos de sites luleiros e tiveram a boa vontade de se calarem quando viram que a realidade se sobrepõe as farsas deles, pois simples cálculos aritméticos desmascaram os gráficos ora postados. E eu que não sou santo nem nada retruquei apenas aquelas colocações do tal Jhean que mais parecia estar num púlbito de igreja pregando moral e bons costumes do que numa comunidade de debates sobre economia. Chegou ao ponto de dizer como um padre em casório: “Quem quer que o Alonso permaneça aqui fale agora ou cala-se para sempre!” – Poucos parecem ter notado, mas sujeito parecia enervado e ao mesmo tempo tristonho e melancólico por querer me retirar a todo custo do grupo por simplesmente não reconhecer dados e teorias embutidas em colocações simples que sempre estão correndo na mídia especializada em economia.

É bastante comum encontrar alunos e estudantes de economia desequilibrados emocionalmente. Eles tem uma aparência pacata e parecem pacíficos e bonzinhos, mas no fundo querem mesmo é impor suas posturas pessoais e intelectuais inseguras goela a baixo dos outros numa demonstração de insegurança quanto a sua própria masculinidade posando de machões autoritários. O tal Jhean se encaixa nessa descrição perfeitamente e seu correligionário André Levy também.  É lógico que, durante dias eles irão ficar lambendo suas feridas, pois causei danos a auto-estima de ambos me valendo duma retórica que ironizava a todo momento a postura psicológica deles e a falta de conhecimento deles sobre os assuntos pautados naquele tópico e em tantos outros.

Em minha defesa digo que não fiz isso por maldade, mas sim por pura diversão, pois ver esmorecer e cair por terra teses e argumentos sem pé nem cabeça desse tipo de calouros é algo muito engraçado.  Agora, como é possível imaginar, esse pessoal posa de casca-grossa e de entendidos no assunto, mas justamente na hora que vão demonstrar isso com algum suposto saber teórico fogem da raia e preferem uma rota de fuga.  Para eles, é condição sine qua non esse tipo de conduta da parte deles para o debate “ser realizado com respeito as idéias deles”.