Arquivo mensal: dezembro 2012

Transcenda sua mediocridade vivendo menos mediocremente!

Filosoficamente todos nós somos um bando de medíocres.  Não é por acaso que insistem em nos dizer que somos macacos evoluídos e não seres criados por um ser supremo – que por sinal seria mais medíocre que um orangotango segundo essa tese. Precisamos contemporizar nossa mediocridade com alguma espécie de independência sórdida e anormal em face nossa natureza humana capenga.

A grande diferença na vida é ser medíocre às próprias custas ou às custas dos outros.

Seja sincero consigo mesmo meu caro leitor: Você se acha mesmo alguém realmente independente em sua vida?

Se pergunte se essa maravilhosa invenção da tecnologia chamada computador estaria ligado nas suas fuças se alguém não tivesse descoberto a eletricidade e outros não tivessem feitos usinas hidroelétricas e se não existissem as empresas do Vale do Sílicio?

Se pergunte se você nasceu do pó soprado pelo vento por auto-aclamação, ou se dum momento de prazer entre um casal heterossexual, tendo que passar ainda nove meses na barriga da sua mamãe e depois mais alguns anos sendo alimentando, e tendo suas bundinhas bem cuidadas com talquinho e fraudas?

Se pergunte porque você reclama daquele político ladrão que recebeu seu voto porque você foi enganado com promessas e ideologias falsas? Você ainda se acha independente?

Nós vivemos às custas dos outros e dependentes uns dos outros. Isso é uma sina. Não somos seres brutos e sem civilização que vivemos dentro pela força suprema do nosso umbigo. Liberdade duma forma ou de outra é dependência de diversas coisas que nos cercam. Independência é para quem não precisa de nada ou de ninguém, e que por não necessitar de nada e de ninguém, consegue viver livre de qualquer influência humana seja ela social, econômica, política, natural, emocional ou sobrenatural.

Às vezes é plausível se perguntar porque ainda não fundaram uma religião oficial para endeusar de vez Nietzsche ou Marx, Isaac Newton ou Einstein. Afinal se Deus não existe e só Jesus Cristo foi capaz de voltar a vida nós deveríamos em tese sermos capazes de fazer o mesmo por ter fé nisso ou porque nossa razão e inteligência é tão mais esperta que a abjeta fé que seria capaz de fazer isso para a glória da raça humana.Nem isso somos capazes de fazer sem ajuda de outrem. Passamos a vida rezando e tomando aspirinas por qualquer dor de cabeça com medo de morrer.

Até para usar a razão e ter razão em algo precisamos e dependemos dum bando de gente medíocre que pensa igual e que concorde com nossas ideias pueris e medíocres.  Precisamos antes de tudo nascer com cérebro, depois duma escola, dum professor, de livros e teorias, e de mais gente que viveu, pensou e morreu para ter alguma orientação básica sobre o que devemos pensar, fazer e ser. Todos estes também foram medíocres e dependentes tanto quanto nós ou até mais que nós.

Olhem ao seu redor e vejam. Escolas, igrejas, shows, empresas todos cheios de gente medíocre e dependente uma das outras. O que nos diferencia?

Ser mais inteligente não significa que vai ter uma saúde melhor. Ser mais rico não significa que vai ser feliz. Ser bonito não significa que vai encontrar o amor. Somos seres que dependemos sempre a todo momento de alguma coisa muitas vezes fora de nosso total controle que minimize esse nosso estado medíocre para que possamos obter alguma coisa na vida.

 

Ah você acha que controla algo em sua vida? Pense um pouco…

 

Olhe para sua geladeira e veja a comida que você precisa ingerir para ficar vivo. Contemple seu fogão como algo com a capacidade de te fazer viver por mais um dia. Você depende do seu fogão, da sua geladeira e da comida e dos supermercados que os vendem e das empresas que os produzem.

 

Você consegue viver sem sua comidinha, fogão e geladeira? Consegue ordenar para os carboidratos, proteínas e gorduras serem gentis para não te engordarem?  Consegue manter sua cervejinha gelada sem freezer e fazer seu feijão sem panela e fogão? Consegue?

 

Você controla sua esposa ou marido e seus filhos? Mal consegue controlar um espirro e acha que tem poder sobre a vida de alguém pelo simples fato de pagar suas contas e dar-lhes sustento e lições capengas de como a vida é? Você é medíocre não tem poder sobre nada e ninguém. Se come demais peida e caga, se bebe demais vomita e fica de ressaca. Só não é mais inútil porque seu patrão precisa de você para produzir alguma coisa que vai servir para outro sujeito como você continuar vivendo cerca de 70 anos nesse planeta.

Voltemos ao começo: A grande diferença na vida é ser medíocre às próprias custas ou às custas dos outros.

O que podemos concluir disso tudo depois dessa breve explanação sobre a mediocridade humana?

Podemos dizer que somos todos iguais? Nem isso. Somos medíocres até para isso.

Portanto, meu querido leitor ou leitora saia agora da frente desse computador e busque viver sua vida duma forma menos medíocre. Não perca seu precioso tempo de vida com aquilo que não te dá alegria ou paz alguma. Olhe para a morte como uma motivação para você viver hoje menos mediocremente, pois se você não fosse medíocre a morte não seria problema.

Afinal, a nossa única certeza absoluta na vida é que ela acaba e que o destino de todos é morrer e ser comido pelos vermes.

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Um basta para Rafinha Bastos

Após alguma reflexão sobre as considerações de Rafinha Bastos sobre a vida etílica de Luciano Huck, ocorreu-me que talvez fosse importante que alguém apresentasse Rafinha Bastos para um psiquiatra.

Quem sabe Danilo Gentili tenha essa alma caridosa se não estiver ocupado demais tramando piadas sobre metrôs e campos de concentração e outras cositas sem graça nem sentido lógico.

Poderia ser um encontro discreto, a dois, só com um terceiro elemento que começasse por fazer as honras e rapapés: “Rafinha, este o Doutor Fulano. Ele é psiquiatra especializado em borderlines viu Rafinha”. E depois ficavam a sós para conversar sobre a irracionalidade dos humoristas de TV sem graça.

Perspicaz como é, o Rafinha Bastos haveria de reparar que, entre ele e as pessoas normais existem duas ou três diferenças no mínimo. O ser humano normal, ao contrário do Rafinha Bastos diz as coisas com base em fatos comprovados antes de sair arrumando confusão com celebridades mais famosas que ele.

Pessoas normais não arrumam bodes expiatórios para sua “ira contra a hipocrisia do planeta”. Ora bolas do meu saco, se não somos como chimpanzés irados que saem descarregando ódio e lançando paus e pedras contra qualquer semelhante quando estão estressados somos o que afinal? Humanos como o Rafinha Bastos?  Eis a questão: É melhor ser um Rafinha Bastos ou um chimpanzé raivoso?

Também não sei por que raios o Luciano Huck se arde tanto com uma declaração dessas. Ora bolas, ele todo certinho e boa praça como é vai ganhar o que processando um humorista emocionalmente desequilibrado que apenas alegra pessoas do mesmo naipe?  Aliás, eu me pergunto se o Luciano Huck fosse realmente garoto propaganda do “bebeu não dirija” porque a Skol não contrata ele?

O Aécio Neves já foi pego na manguaça e também foi aquele festival na mídia e até hoje a Caninha 51 nada de contratar o pobre tucaninho para garoto propaganda de sua marca. Vai ver é porque ele não tem boas ideias.

É deve ser por isso…

Zeca Pagodinho que está certo. Ele bebe e assume e com isso evita de ser alvo desses oportunistas midiáticos que estão de olho no pileque alheio.