Arquivo mensal: junho 2015

Extorsão tributária sustenta a farra fiscal da Dilma

Afogado em ministérios e boquinhas para militantes, o governo Dilma não economiza nem no cafezinho. Apenas extorque os “contribuintes”, aumentando impostos e alimentando a inflação. Tudo para manter esse Estado obeso e cada vez mais voraz:
 
 
O governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) registrou de janeiro a maio um superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de 6,62 bilhões de reais, o pior resultado para o período desde 1998, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira. No mesmo período do ano passado, a economia havia sido de 19,3 bilhões de reais, o que representa uma queda de 65%. Em 12 meses, o governo central acumula um déficit de 32,2 bilhões de reais, o equivalente a 0,57% do PIB.
 
Apenas em maio, o resultado ficou negativo em 8,05 bilhões de reais. No mês passado, as receitas caíram 0,5% e as despesas recuaram 0,3%. “O resultado de maio, de certa forma, deve-se basicamente à queda da arrecadação”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive. No mês passado, houve déficit em todas as esferas do governo central, com resultado negativo de 1,482 bilhão de reais nas contas do Tesouro, de 6,311 bilhões de reais nas contas da Previdência e de 258 milhões de reais no BC.
 
A meta de superávit primário de 2015 para o setor público consolidado – governo central, Estados, municípios e estatais -é de 66,3 bilhões de reais, equivalente a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Desse total, 55 bilhões de reais correspondem à obrigação apenas do governo central. O alvo é considerado ambicioso após o Brasil ter registrado déficit primário de 0,63% do PIB no ano passado e em meio a forte efeito da economia fraca sobre a arrecadação federal.
 
Para atingir o alvo deste ano, o governo adotou um duro ajuste fiscal, que enfrenta resistências no Congresso, baseado em aumento de impostos, restrição de gastos, revisão de desonerações e redução de subsídios.
 
O enfraquecimento da arrecadação federal tem prejudicado as contas públicas. De janeiro a maio, registrou o pior desempenho para o período desde 2011. Nesta semana, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que apesar da queda na arredação, é “um pouco precipitado fazer qualquer movimento em relação a meta”.
 
Pesa ainda os menores pagamento de dividendos de estatais. Segundo o Tesouro, de janeiro a maio deste ano entraram 2,917 bilhões de reais, quase 70% a menos do que o mesmo período do ano passado.
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Caritas in veritate

Caridades lidam com a redistribuição de riqueza: elas coordenam a transferência do “excedente” de algumas pessoas para suprir a “escassez” de outras. Já os empreendimentos do setor privado lidam com a criação de riqueza por meio da produção e venda de bens e serviços que as pessoas querem e desejam.

Sem essa anterior criação de riqueza, as instituições de caridade não teriam nada para distribuir.

Capitalistas e empreendedores são a força que nos retiram do estado brutal da natureza — a pobreza — e nos elevam à pujança. Todos os casos de pobreza têm a mesma solução: a cura não está na distribuição de riqueza, mas sim na criação de riqueza. E isso não é um argumento meramente teórico. Ele pode ser testemunhado em todos os pontos do globo.

Pense, por exemplo, na máquina de lavar. Trata-se de um recurso que consideramos trivial e ao qual não damos a devida importância. Mas a máquina de lavar mudou as vidas de centenas de milhões de pessoas. Não é nenhum exagero dizer que seu inventor mudou o curso da história.

Como?

Reduzindo dramaticamente a quantidade de trabalho manual necessário para fazer a lavagem das roupas sujas. Milhões de pessoas ao redor do globo — mulheres, em especial — foram liberadas da faina de ter de despender várias horas semanais perante um tanque tendo de lavar manualmente as roupas da família. Com a invenção da máquina de lavar, essas mulheres passaram a poder dedicar mais tempo a outros afazeres, como dar mais atenção aos filhos.

Façamos uma estimativa bastante conservadora e digamos que a máquina de lavar poupa cinco horas de trabalho por semana. Se 100 milhões de pessoas possuem uma máquina de lavar, então 500 milhões de horas de trabalho são poupadas por semana — um número tão grande que é difícil sequer imaginá-lo.

São 500 milhões de horas que agora podem ser aplicadas em outras funções mais prementes, como: adquirir educação e cultura, passar mais tempo com a família, trabalhar e adquirir renda, fazer serviços voluntários etc.

O impacto da criação de riqueza e do empreendedorismo sobre as pessoas é enorme, ainda que o engenheiro que criou a máquina de lavar tenha sido uma pessoa egoísta. E essa é a beleza do capitalismo. Talvez a única motivação do criador da máquina de lavar tenha sido ganhar dinheiro. Pode até ser que ele tenha bondosamente pensado “Puxa, gostaria muito que as mulheres não tivessem de gastar tantas horas da semana lavando roupa. Vou inventar algo!”, mas isso é improvável. De qualquer maneira, o resultado foi o mesmo. O mundo mudou por causa da sua invenção.

E mais: os benefícios criam um efeito borboleta.

Considere o que ocorre com crianças que nascem em famílias que possuem máquinas de lavar. Elas, também, se beneficiam do fato de suas respectivas mães terem mais tempo livre. Elas podem ser mais bem cuidadas e mais bem educadas. Com mais tempo livre, suas mães podem até trabalhar fora e ajudar no orçamento da família, o que permite que a criança vá a uma boa escola e até mesmo se torne um engenheiro ou empreendedor.

Quem sabe? Talvez a invenção da máquina de lavar tenha dado uma contribuição essencial para a cura de várias doenças. Afinal, as crianças que crescerem e se tornaram médicas tiveram de ter um padrão de vida alto o bastante que as permitisse cursar uma boa universidade de medicina.

Mas os efeitos propagadores não param por aí. Pense nos indivíduos que são salvos pelo médico que faz cirurgias complexas. Eles, e suas famílias, também se beneficiaram da existência da máquina de lavar, e, consequentemente, poderão continuar trabalhando e produzindo ainda mais para o resto da sociedade.

Em outras palavras, a criação de riqueza é exponencial, e literalmente muda o curso da história. Um capitalista ganancioso pode se preocupar apenas consigo próprio, mas as invenções que ele financia, bem como sua eficiência, acabam beneficiando a sociedade de uma maneira extraordinária.

Agora, compare isso à caridade. Dar uma máquina de lavar para uma pessoa irá mudar a vida dela, sem dúvida nenhuma. E certamente criará benéficos efeitos propagadores. Mas criar uma máquina de lavar — ou inventar uma melhor — é o que muda o mundo.

Até mesmo suprir as indústrias com as matérias-primas necessárias para a construção da máquina de lavar muda o mundo. Os trabalhadores das mineradoras, ou mesmo a garçonete que serve o almoço para esses trabalhadores, estão diretamente envolvidos nesse processo de retirar as pessoas da pobreza.

Somos rápidos em elogiar aquilo que vemos — uma instituição de caridade que distribui comida para os miseráveis –, mas negligenciamos ou até mesmo condenamos aquilo que não vemos: todo o trabalho e cooperação que foram necessários para produzir e distribuir comida. O agricultor, o açougueiro, o caminhoneiro, o cozinheiro, o engenheiro, o empreendedor e o capitalista também deveriam ser louvados pelo seu trabalho que possibilitou a existência daqueles pratos de comida que agora saciam os esfomeados.

Sem tais pessoas, não haveria nenhum excedente de comida para que a instituição de caridade aplacasse a fome dos necessitados.

O humorismo de esquerda

Na abertura da sua História do Riso e do Escárnio, o historiador Georges Minois escreve: “O riso é um assunto demasiadamente sério para ser deixado aos cômicos”. É possível. Mas talvez também não seja sensato deixá-lo aos historiadores. Senão vejamos: Num jornal de grande circulação, o qual o tal Fábio Porchat, um suposto humorista escreveu nesse final de semana um texto primário editado uma cem vezes antes de publicar nos traz outra questão: “Por que é que todos os humoristas da televisão são de esquerda hoje em dia?” Faltam-me instrumentos para saber se essa particularidade sócio-profissional se verifica na realidade com 100% de certeza, mas creio que sim, pois depois da entrevista da Dilma Rousseff no Jô Soares parece não pairarem mais dúvidas.

Sei apenas que Jô Soares, será lembrado pelos petistas convictos que ele foi maior humorista brasileiro da era Dilma, mesmo nunca antes na história deste país ter se revelado de esquerda ou de direita – o que, aliás, tem todo o direito de fazer. Mas admito que caso em questão intrigue cientistas sociais em geral e irrite pessoas de direita em particular: deve ser difícil e até opressivo viver num país sem humoristas de direita. Imagino que o fato de o governo ser de esquerda irrite ainda mais. Além disso, a maioria parlamentar, ao menos no presente instante, parece ser de direita e isso torna a Presidente da República comandante duma República polarizada desde as eleições. Aparentemente é isso que está claro e evidente, mas não temos certeza alguma que isso seja a verdade dos fatos, pois o governo de coalizão é regido por dinheiro no bolso dos políticos e não ideologia. Assim como deve ser para o humorista de esquerda que recebe “licença para captar recursos” através da Lei Rouanet.

O esquerdismo latente dos humoristas brasileiros é assim  revelado dia após dia. Quando Jô Soares teve o atrevimento de debater o mensalão em seu programa e defender José Dirceu tudo ficou claro. Ficou mais uma vez à mostra que regulamentação política do piadismo televisivo chegou ao ponto do sensacionalismo barato típico da esquerda. Não é uma conclusão difícil de tirar, uma vez que o Jô Soares, ao invés de entrevistar Dilma no seu estúdio, a entrevistou longe de qualquer possibilidade de vaia e panelaço tudo ficou escancarado.

De acordo com o que há de mais nítido na cartilha do PT, este esquerdismo maniqueísta enviesa os temas escolhidos pelos humoristas ora contratados: “Pode-se gozar do FHC, mas não com Lula”. Surpreendentemente, a divisão ideológica faz-se entre FHC e Lula que são lâminas da mesma tesoura. Isso sim é hilário. Não se deixem levar pela realidade de que os tucanos são esquerdistas fabianistas, isso estraga a argumentação da militância petista crédula que isso é verdade e os ofende e muito. Uma boa gargalhada ao ler ou ouvir um petista dizendo que o PSDB é de direita chega ser um escárnio, uma afronta a moral e bons costumes do militante do PT mais honesto possível. Se é que isso existe. Não, a direita é FHC e seu partido falso moralista e entreguista que privatizou o Brasil quebrado por três vezes, e o seu contraponto é o PT da pátria grande, da esquerda mais gloriosa e valente de todos os tempos. Isso é dogma e não pode ser refutado!

Eis a prova cabal e irrefutável de que a culpa é do FHC para nós darmos uma boa gargalhada:

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Coar água com a peneira

Dentre as várias abordagens possíveis na Psicologia, com concepções de homem e mundo diferentes, duas delas, talvez as mais comuns no Brasil, são o Behaviorismo Radical do americano Skinner (1904-1990), e a Psicanálise iniciada por Freud (1856-1939). O behaviorismo sempre me pareceu a mais fácil, a mais ajustada aos moldes da sociedade e que cai como uma luva ao que as pessoas querem: diagnósticos e soluções rápidas. Sem, contudo, deixar de ter seus pontos que me agradam.

Suponho que Skinner se contorcia de prazer em pensar uma sociedade onde os governantes teriam como braços direito um psicólogo responsável para pensar em práticas culturais. Os psicólogos seriam capazes de gerir contingências que possibilitassem o “bem” da cultura; Skinner falava em sobrevivência da cultura. – Sim, é algo bem ao estilo dos americanos.

Entre os vários assuntos abordados, um deles, objetivo de estudo em grande número de pesquisas nessa área, é a tal das habilidades sociais. Contendo-me nas palavras, é uma forma de você adaptar o sujeito à sociedade. É uma técnica muito eficaz, digamos, pelo menos para o sujeito comum que não se aventurou muito nos terrenos explosivos da filosofia. Na minha percepção, conversar com alguém que passou por treino de habilidades sociais é sentir-se diante de um ventríloquo, um boneco artificial que parece estar fazendo “lição de casa” na relação interpessoal: “estou feliz por você” – isso é uma piada de mau gosto!

Uma das formas usada até pelo próprio Skinner, na qual é manjada entre as disputas psicanalíticas e behavioristas – as piadas que fazem entre eles – é aquela que ironiza os conceitos de ego, superego e id que Freud usa como elementos reguladores dos comportamentos; segundo os “humoristas” não há nenhum ente ou homúnculo dentro da cabeça controlando o comportamento. Ora, pois, é óbvio que não há. Os três elementos não passam de conceitos criados para criar um possível “sistema” teórico-conceitual, ainda mais para Freud onde o “real” jamais pode ser atingível!

Parece-me que criticar ciência por ciência é como tentar coar água com uma peneira. No entanto, ninguém ousará dizer que não é assim que as ciências caminham. Não vá o leitor pensar que sou “isso” ou “aquilo” somente. As palavras acima não são mais que opiniões; não pretendem expressar nenhuma defesa da psicanálise contra o behaviorismo, se é o que pareceu. Aliás, perspectiva essa última que tão útil pode ser com a forma tal como explica o comportamento como sendo algo sempre controlado pelas contingências presentes no ambiente e requer-se pensar em 3 níveis de seleção, biológico, social e cultural – grosso modo, para o leitor que não conhece, seria dizer que toda explicação comportamental não está em outro lugar senão no ambiente.

Qualquer comportamento pode ser explicado entre as várias abordagens de formas diferentes, por vezes, o que é nocivo em uma é benéfico para outra. Resultados também são produzidos em ambas. Alguns dirão que determinadas abordagens produzem maiores resultados para determinado tipo de problema e não outra: falácia! Não me seria nada agradável ir a um psicoterapeuta e ser tratado em termos de contingências e reforçadores, por outro lado sentir-me-ia bem entre os existenciais; já outras pessoas poderiam preferir o que lhe é “pragmático”, poderiam ainda se sentir pouco a vontade em nenhuma dessas perspectivas.

Ver vários pontos as quais não concordamos nas teorias, bem o que concordamos, inclusive com aquela que mais nos identificamos, é compreensível e faz bem até para a disposição de espírito. Por mais que nos é legítimo dizer que sou “isso” ou “aquilo”, é necessário reconhecer que não há nenhum pressuposto último que nos faz melhores conhecedores da “realidade” do que os outros. Seja quais forem as peças utilizadas para pensar, estamos lidando com ficções que podem ou não potencializar nossas vidas.

Daí me surge uma questão. Não seria melhor se um psicólogo não se relacionasse com as mais diversas abordagens oferecidas dentro de suas áreas e trabalhar com a que parece melhor potencializar a superação dos problemas por parte do cliente? Também, inclusive, permutando dois ou mais pontos de vista? – Claro que decorreria daí uma série de questões a se pensar: como saber a abordagem que mais cabe ao cliente? como usar de pensamentos antagônicos? como não se perder num setting terapêutico adotando vários pontos de vista?

Muitas dessas questões decorrem da nossa própria cultura, bem como dos pressupostos que formam as teorias, muitos dos quais criados dentro da lógica formal. Ignorando que as coisas possam coexistir ao mesmo tempo, que os antagonismos estão presentes e se completam, ou ainda, podem ser complementares e conflituosos concomitantemente.

Certamente que ninguém poderia conhecer a fundo tantas e tantas coisas, mas aceitar as diversas perspectivas juntas e de alguma forma oferecer aquilo que talvez melhor se dispusesse ao bem-estar do cliente implicaria em uma relação diferente. Aliás, a compreensão de uma dada abordagem tanto mais clara pode ficar conhecendo outras, bem como as críticas mais comuns a que lhe são dirigidas; uma é essencial para a outra.

Enfim, tais preâmbulos são rascunhos de alguns pensamentos que me assustam quanto às “especializações” cada vez mais intensas nas mais diversas áreas das ciências e não só da Psicologia, germinados desde meus primeiros passos no meio acadêmico, onde tive oportunidade de conhecer vários professores “xiitas” que muito me desagradavam, bem como tantos outros que os guardo nas melhores lembranças, mesmo que falassem de abordagens das quais não me interessava muito.

Tal disposição de pensamento não significa que as pessoas não deveriam se aprofundar mais em determinados assuntos, mas que aquele especialista que só sabe pensar em termos binários, tal como um computador, e insiste em olhar o mundo somente por uma determinada lente, e não obstante, toma isso como verdade, parece-me ser um profissional de alta periculosidade inserido nas várias dimensões da vida social. Basta dar uma rápida passada entre os resultados sangrentos que as religiões monoteístas demonstram para constatar o que um ciclope do conhecimento pode realizar.

Esse tal de Hayek

Na visão de Keynes, exposta em sua “Teoria Geral”, o ciclo de baixa na Economia teria origem na deterioração das expectativas, ou seja, na quebra da confiança de empresários e consumidores. Com isso, haveria uma queda da demanda agregada (consumo mais investimento) que geraria recessão e desemprego. Como, em sua visão, a política monetária enfrentaria uma “armadilha da liquidez”, popularizada pela idéia de que se pode levar um cavalo ao bebedouro, mas não obrigá-lo a beber, Keynes preconizava então a expansão dos gastos públicos como remédio anti depressivo. Notem que Keynes não deixou clara a causa das crises de confiança.

Enquanto que para Keynes o Estado representava a solução, para Hayek o Estado era o problema. Segundo Hayek, na raiz das recessões ou depressões estava sempre uma política monetária frouxa. Juros artificialmente mantidos abaixo das taxas naturais de equilíbrio favoreceriam malinvestments em setores com ciclos longos de produção. Somente mais e mais artificialismo monetário poderia dar sustentação a estes malinvestments. A liberalidade monetária só poderia levar à inflação e, quando cessasse, resultaria em recessão, pois não haveria demanda para sustentar os investimentos mal feitos. Diante da recessão, os remédios keynesianos só poderiam mascarar problemas e jogá-los para a frente, prenunciando crises ainda maiores. O melhor seria deixar o Estado de fora da crise que ele mesmo causara!

Essas idéias nos rementem para Hayek, e muitos podem estranhar que  Hayek até esteja entre os expoentes de Chicago sendo que ele era essencialmente um “austríaco”. É verdade que a ida de Hayek para Chicago não ocorreu sem alguns percalços. Desde 1945, quando Hayek fazia seu road show nos EUA (com base em Chicago) para divulgar “O Caminho da Servidão”, surgiu um namoro conturbado com a Escola. Este namoro só iria terminar em 1950 com um convite, aceito, para lecionar na Divisão de Ciências Sociais. A admiração de todo o Departamento de Economia era enorme para com o pensador liberal, mas o mesmo não ocorria com a figura de Hayek como teórico da Ciência Econômica.

Os economistas de Chicago não concordavam com a descrição do fenômeno econômico contida na Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos nem com a teoria monetária de Hayek. Havia discordâncias também de natureza metodológica, área onde o empirismo de Friedman passava a ser dominante, não só na Escola como por toda a profissão. Hayek tinha sobre a metodologia uma posição particular. Era contra o cientificismo, que comparava a Economia às ciências físicas e que tentava encontrar constantes no relacionamento entre as variáveis econômicas. Mas aceitava bem o uso da matemática para sistematizar o conhecimento e para estabelecer a natureza geral de padrões de comportamento. Entendiam também os economistas de Chicago que Hayek não concentrava seus esforços intelectuais no desenvolvimento da Teoria Econômica. Diferentemente de seu mestre de Viena, Von Mises, e de mestres do calibre de Friedman e Gary Becker, Hayek nunca tratou a Ciência Econômica como sendo indiscutivelmente a “Rainha das Ciências Sociais”.

A solução encontrada, então, foi contratar Hayek para a Divisão de Ciências Sociais (Committee on Social Thought), à qual o Departamento de Economia estava e está subordinado. Hayek estaria liberto para produzir em outras áreas do conhecimento e ganhariam também com suas luzes os departamentos de Ciências Políticas, Direito, Sociologia, Psicologia e História.

O combate ao Socialismo foi assim uma constante nos afazeres e na produção intelectual de Hayek. Seus trabalhos sobre a transmissão do conhecimento através do sistema de preços livres e sobre a ordem espontânea do Capitalismo complementaram o mais eloqüente e panfletário “O Caminho da Servidão”, para mostrar que, em havendo um regime econômico centralmente planificado, seria inevitável o percurso para o totalitarismo e garantido o insucesso material do país. Na linha de combate ao intervencionismo estatal, cabe notar também a proposta feita por Hayek de completa privatização da moeda, passando esta a ser resultante da livre competição entre bancos privados emissores.

Em 1962, Hayek deixou Chicago. Estava aborrecido por não ser reconhecido por seu pares como um grande economista e deprimido porque o que julgava ser sua obra maior, “The Constitution of Liberty” (Os Fundamentos da Liberdade), não obtivera o sucesso editorial esperado. Convidado então pela Universidade de Freiburg para assumir uma cátedra, aceitou de bom grado o retorno à Europa onde dedicou o final de sua carreira principalmente à produção acadêmica na área do Direito (“Law, Legislation and Liberty”). Viveu o suficiente, no entanto, para ver que na década de 70, em Chicago, foi reabilitado como grande economista por Robert Lucas, em virtude de seu enfoque de equilíbrio geral no trato da macroeconomia e por ter reconhecido teoricamente a incapacidade do governo em lidar com o ciclo econômico. O prêmio Nobel de Economia, recebido em 1974, também viria fazer justiça ao grande intelectual cuja obra influenciou os rumos do século XX.

Nota de repúdio aos escroques interioranos que querem posar de vítimas

Seja cauteloso e tome cuidado para não escrever na janela errada, vá na churrascada e não peça uma lingüiça ao invés de picanha, aprenda a arte de dar um desconvite, não decepcione o papai que lhe deu seu nome e we have a man on their boat… or not!

Acham mesmo que a teoria da conspiração fomentada por sujeitos pés rapados do interior que querem ver esse blog ruir e atingir pessoas as quais não vão com a cara pelo simples fato de serem pessoas e não indigentes que sobrevivem de favores dos outros é realista? Ufa! A sentença interrogativa direta sem vírgulas deve ter dado um nó na cabeça desses semi-analfabetos interioranos que freqüentam esse blog para printar seu conteúdo e levar para seus advogadozinhos pés de chinelo que desconhecem tanto a lei de crimes digitais, quanto as leis de proteção à propriedade intelectual privada.

Nada contra os causídicos do interior paulista que sobrevivem de assistencialismo e captura de clientes dos mais sórdidos e fazem propagandismo vetado pelo estatuto dos rábulas, mas tomem tenência, levar a cabo uma propositura da ação que vai terminar em reconvenção dada a situação de violação da privacidade alheia e falsas acusações quanto à identidade física de determinadas pessoas é no mínimo risível. Basta o sujeito aparecer no dia da audiência, com seu terno alinhado, cabelo sedoso, barba aparada, abrir sua carteira, pegar sua carteira de identidade e esfregar na cara dos peticionários e pedir uma farta indenização por danos morais e quebra de sigilo da informação. Eis a famigerada reconvenção dando o ar de sua graça entonces cavalheiros! Quem conhece os meandros da lei sabem de que estoy hablando. Afinal de contas, o que impera na sociedade é o direito de resposta correspondente ao agravo e não o contrário disso.

Perante isso não convém o sujeito, obeso e em tratamento psicoafetivo ou raquítico com cicatrizes de porrada na cara recorrer aos seus coleguinhas com noções de informática ilegal para alavancar e forjar provas. A lei não considera como provas dados obtidos ou forjados sem tutela de peritos judiciais capacitados para tais finalidades; e isto em sede de motivos que ferem a incolumidade da segurança púbica e não privada dum bando de empedernidos. A lição da árvores dos frutos envenenada é soberba nesse caso e destroça qualquer alegação nesse sentido de aproveitamento próprio. Além do mais, as acusações são cruzadas, começa com um denegrindo a opinião do outro e baseando sua certeza de estar com razão no fato de que o interlocutor fora arrogante e deselegante em sua liberdade de opinar sobre determinados assuntos, além disso, foi tão sem educação com quem ora acusa tratando a figura da mesma maneira inicialmente que recebeu o mesmo tratamento, e agora posa de vítima da sociedade que vive. Portanto, reclama como um garoto mimado com ego minado por uma família ou más companhias que não lhe ensinaram a respeitar as opiniões dos outros. No máximo vai conseguir configurar retorsão injuriosa imediata e levar o juiz a julgar o processo em favor da parte que não violou leis que protegem o conteúdo privado de informações pessoais de outrem, seja Ali Babá e os quarenta ladrões ou Roberto Carlos. Isto é, não importa se é um sujeito é real ou imaterial, o que importa é que ninguém nessa vida pode manifestar uma proposta de violação de direitos violando outros. A máxima latina “prudens in loquendo est tardus” deveria ter sido seguida à risca pelo ora choramingador profissional que me acusa disso e daquilo e acusa outros de coisas ainda mais sem nexo causal. Aprenda ao menos essa lição meu caro desafeto, ou recorra ao colo do papai e da mamãe para eles lhe darem um chupeta. Ao menos isso lhe fará ficar calado. Ou queres uma pica goela  abaixo como o seu coleguinha? Tu és quem sabes, mas não sabes quem sois a quem diz ser outra persona, assim dir-se-á de ti que és néscio, tolo e grastricamente inflado pela gula!

No entanto, fatos de notório conhecimento da sociedade seja local ou nacional, divulgados pela própria pessoa, como ser militante ou não de determinado partido onde ser desonesto moralmente e intelectualmente é toada que perfaz a condição de mamãe quero ser Fernando Haddad e taxar os outros de coxinhas e liberalecos pejorativamente; isto ainda embasa que os sujeitos são dados ao acinte de forma recorrente. Ora bolas do meu saco, senhoras e senhores, criem vergonha nessa cara que nasce barba e cabeças já calvas e honrem ao menos as suas famílias não precipitando uma guerra de egos patrocinada por um gorducho chorão que não admite ser petista e um baitola que não assume sua vida profana de dar marcha ré no kibe alheio.

Já sei que um é isso e outro aquilo por informações repassadas por gente da mais refinada procedência afirmam que um é vítima de bullyng desde os tempos de colégio e é enfiado em encrencas, assim como o outro, a troco de querer estar sempre com a razão. Ora, está mais do que na cara que são dois marmanjos decadentes que querem dizer como os outros devem levar suas vidas e sobre o que é o certo e errado na vida de cada qual daqueles que tem a infelicidade de cruzarem seus caminhos obtusos e tortos. O tormento que essas pessoas adoram granjear na vida alheia faz parte da sua vida medíocre e fracassada. Não há remédio ou tratamento que cure isso, não há nem reencarnação ou tapa na cara e voadoras no peito que façam gente assim desistir de ser malévola e maledicente. Já dizia um ditado: Casa de ferreiro espeto de pau – Assim sendo, clamam por honradez e justiça, porém fazem isso desonrando e injustiçados a quem quer que seja. Isso é no mínimo hipocrisia. Além de tudo, nunca reconhecem que são pessoas de pavio curto e dadas a entrar numa briga por ninharias sem sentido. Se lhe erram o troco são vítimas das mais imoderadas roubalheiras do universo. Gente assim não precisa de razão, gente assim precisa de tratamento psiquiátrico!

E tenho dito!

O povo contra Lula

Mordaça vermelha – Poucas coisas são mais importantes do que o direito de se expressar livremente. Está escrito de forma cristalina na Constituição Federal – artigo 5º, inciso IV – que é livre a manifestação do pensamento, assim como livre é a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. E não há como discutir o fato de que a imprensa é quem melhor personifica essa liberdade.

Contudo, paira sobre a liberdade de imprensa a sombra da censura e do autoritarismo, que enfraquecem não só a liberdade de expressão, mas a democracia como um todo. Essa ameaça torna-se ainda mais grave quando parte de governos que, em tese, deveriam resguardar esses direitos. É isso que se vê nos chamados países bolivarianos da América Latina e, de forma mais disfarçada, no Brasil.

Na tentativa de desqualificar as inúmeras notícias negativas sobre o governo, o PT, mais uma vez, ataca a imprensa e os veículos de comunicação. Em resumo, os petistas não gostam da mensagem e por isso atacam o mensageiro.

No Congresso do partido, realizado em Salvador, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, o lobista e dublê de alarife debochou dos jornalistas e dos meios de comunicação, comemorando a demissão de centenas de profissionais da mídia recentemente. Nunca é demais lembrar que demissões, na imprensa e em outros setores, refletem grave crise econômica que chacoalha o País em todos os quadrantes. Crise essa que surgiu no rastro da conhecida incompetência do PT.

A militância petista, presente no evento, vibrou com o deboche. Assim como deve ter aplaudido a tentativa de setores do Itamaraty de evitar a publicação de documentos que comprometiam Lula e a empreiteira Odebrecht. Mais uma vez, foi a imprensa que evitou o malfeito, divulgando de forma clara e objetiva a relação nefasta entre o ex-presidente e a construtora, que inexplicavelmente ainda não foi dragada pelo Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história da humanidade.

Não por acaso, uma das bandeiras mais caras ao PT é justamente o controle da mídia. Em outras palavras, Lula e seus quejandos querem cercear a informação, dificultando a liberdade de imprensa e de expressão. Líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho  afirma que o partido, assim como as pessoas de bem desse País, jamais permitirão que esse valor sagrado da democracia – a liberdade de expressão – seja tirado da sociedade.

Lula, como sabe a parcela pensante da população, é um malandro experimentado que abusa das teorias do absurdo, insistindo em promover o confronto do “nós contra eles” e incensando diuturnamente a tese do “golpe das elites”. Tudo acompanhado do discurso absurdo de que parte da imprensa tenta alimentar um golpe que só existe no pensamento totalitarista da esquerda verde-loura.

Durante anos a fio, petistas frequentaram as redações dos grandes jornais com o objetivo de repassar informações nem sempre passiveis de comprovação. Surgiam lépidos e faceiros nos veículos de comunicação, carregando debaixo do braço envelopes misteriosos com denúncias dúbias, sempre de origem duvidosa. Hoje, com o Brasil sangrando à sombra da corrupção e do desmando, os petistas não abrem mão de engessar a liberdade de expressão, ressuscitando a censura que tanto condenaram durante a plúmbea era brasileira.

O povo está contra Lula, que de Larry Flynt não tem nada.

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Nota de esclarecimento sobre certo mau elemento que boia no rio

Conhecido como macaco no submundo catarinense Roger D’André o “Scarface made in Paraguai” sem dúvida nenhuma é o mais cretino dos cretinos da história das redes socais. Até mais que o seu mestre João Xavier seu mestre na retórica maledicente.

Há anos esse sujeito está encabeçando a minha lista de bloqueios por ter sido o maior inventor e fabricador de injurias, calúnias e difamações contra minha pessoa. Pai de mais de 50 perfis fakes e dono duma cultura tão somente apenas semi-original sobre WarCraft e Heavy Metal não vejo como um sujeito ainda pode ser acrescentado nas fileiras do chamado movimento “Submundo Cult”. Dizer que ele é uma fraude é o mínimo sobre o mesmo, visto que foi reprovado no curso de contabilidade e diz ter cursado história na faculdade local ou diz que tentou fazer, mas estava “sem tempo”. A verdade é que ele tem tempo sim, afinal é sustentado pela família da esposa e vive na mordomia num puxadinho fundo de quintal.

Certamente que dos vários círculos e movimentos que fiz parte sempre existem desafetos e trocas de farpas. Creio que figuras da laia de Roger D’André e outros me acusam devido eu ser no mínimo um cara marrento, extravagante, um tanto prepotente e arrogante. Mas quem não é assim? Podem em acusar do que for, mas não de passar desapercebido. Sou taxado como rei do marketing pessoal, de showman das redes sociais, de sedutor de meretrizes, avacalhador de políticos e outras pechas que não me trazem honra alguma, mas no fim tornam minha figura conhecida como espécie de Bukowski tupiniquim em determinados segmentos restritos. Não busco fama, nem reconhecimento, só colaboro com um verso na poderosa poesia de todos os tempo como diria Whitman.

Confesso que também não vou com a cara do Paulo Kogos, mas ele é menos insuportável, e apesar de não ir com a fachada obesa mórbida dele e não nutrir simpatia alguma pelas idéias dele creio que ao menos ele seja útil em ser um garoto propaganda de certas idéias. Ao contrário do Roger que me calunia sistematicamente, o Pauleta nunca me fez nada de maléfico além de expor sua cara feia nas redes sociais para assustar a minha visão acostumada com as belas formas das mulheres.

Dos elencados nas marcações de divulgação do meu post anterior também não simpatizo minimamente com a figura do Kim Kataguiri que mais parece um oportunista de ocasião no cenário político do que outra coisa. Rogério Chequer parece ser mais articulado que ele e muito menos propenso a histeria coletiva e bem mais alinhado no vestuário também, além de ser bem apessoado em face dum china mirrado de fala fina que adora berrar pra chamar a atenção. No entanto, parabenizo o mesmo por ter colocado Jean Wyllys no seu devido lugar que é enrabado em praça pública.

Welinton Oliviero e Octávio Henrique sem comentários, suas respectivas insignificâncias nem me permitem tecer mais comentários sobre essas bactérias que vivem parasitando no meio de pessoas do quilate de  Lorenzon, Razzo e outros os quais Gabriel, o brazuca, o socialista niilista marcou na divulgação.

No mais, faço votos que não me atormentem com acusações das mais variadas e sortidas em sordidez, e que se unam e criem um movimento de compactuação de algumas coisas comuns para ver se revolucionam a academia e educação nacional para algo além do mais do mesmo.

Dito isso, fecho minha conta passo a régua e volto quando os ares da internet estiverem menos poluídos de MAVs-PT, olavetes cínicos e mortadelas de toda sorte.

Passar bem se puderem senhores!

O underground intelectual brasileiro contra o mundo do mais do mesmo

“Pelo que me recorde e saiba os ambientes escolares não deveriam ser lugar para ideologias —nem de esquerda e, se você é de direita, muito menos de direita. Escola consiste no lugar privilegiado de estudar criticamente toda e qualquer forma de ideologia quando a aula for de história, sociologia e filosofia – disciplinas que merecem atenção especial por serem as mais susceptíveis por salteadores ideológicos. Para isso, o fundamental é propor aos alunos a leitura direta dos filósofos e nada de leitura mediada por comentadores duvidosos ou ideologicamente comprometidos. Escola deve ser “ideologicamente casta”.

Hoje em dia vemos que a pedagogia de Paulo Freire já escancarou as portas duma escola ideologicamente voltada para a esquerda castradora do intelecto e moral de crianças e jovens que detém em si a mesma mania das gerações anteriores que freqüentaram colégios ainda enviesados pela pedagogia do Estado Novo: Pensar através da masturbação mental alheia.  os Além disso, os alunos brasileiros não sabem ler. São analfabetos funcionais e pensadores cuja filosofia é advinda de telenovelismo e cultura nerd que se resume a idolatrar Star Wars nos melhores dos casos. Isso em qualquer país civilizado é hobby e subcultura no máximo e não eixo motor de pensamento culto para uma geração de pessoas. Até mesmo um nerd da laia de Bill Gates tem algo mais na cachola do que saber tudo sobre a armadura do Vader.

Se você é de direita e pretende combater a presença de ideologias de esquerda predominante no ensino de sua instituição escolar, lembre-se de não inverter a chave e fornecer aos alunos um pacote ideológico tão— e se não pior— ou mais repugnante quanto o que tenta combater. As disciplinas de filosofia, sociologia, história e geografia podem ser tão rigorosas quanto física, química e matemática, desde que se tiverem professores que saibam transmitir a matéria de forma adequada e equilibrada. A diferença dessas áreas está no fato de que as ciências humanas são mais fáceis de serem camufladas e distorcidas pela imaginação retórica dos professores, enquanto que nas ciências da exatas a natureza se encarrega de revelar o óbvio com base em leis bem solidificadas. Nas universidades de ciências sociais ocorre justamente o contrário: o picareta é facilmente visto como douto intelectual, dono de idéias efusivas e abundantes. O homem empírico nesse caso é um charlatão da laia de André Singer e tantos outros como Olavo de Carvalho, (sic) que nunca pisou numa faculdade e diz ser reconhecidamente o maior filósofo brasileiro vivo e fumante de todos os tempos”. (aut.cit. in fine)

Ontem conversei com um garoto, esse tal de Gabriel Brasileiro do Ceará, que vem mapeando caras que dão conta do recado fora das salas de aula convencionais e que ensinam coisas bem fundadas via vlogs, blogs e comunidades de debates políticos. O que me chamou a atenção para tese dele é de que existem intelectuais que estão numa espécie de zona cinza entre universidade e fora dos ambientes acadêmicos produzindo teses muito mais picantes e bem estruturadas do que qualquer professor de filosofia da USP ou sociologia ou até ciência política com pilhas de diplomas e livros publicados. Essa vibe ancap e libertária que tomou conta de alguns pólos das redes sociais e internet possuem sujeitos que estudam a fundo determinados assuntos e são jovens em sua maioria que detém aquele espírito do Steve Jobs em criar o novo e fazer do futuro um lugar onde caras desse time não podem ser desconsiderados. Esses seres pensantes são sobretudo libertos de influências do senso comum e sempre cultivam a dúvida e prestigiam o debate sem descartar novas hipóteses. São pessoas assim que geram confusão e reordenam o caos no mundo e estruturam novas teorias e fontes de conhecimento. Suas mentes sempre estão vasculhando o universo com sede de inovação e afrontando o status quo. Portanto, esses caras do submundo intelectual, são mais do que diletantes ou eruditos duma nova era, são uma geração que dispensa apresentações e age nas bordas da sociedade, no meio dela, e até mesmo fora dela, pois não são adequados aos rótulos de coxinhas, de reaças, de olavetes e nem de mortadelas com idéias prontas para repetir à exaustão.  Esses caras são o futuro da nação e não o comodismo intelectual que impera em nossas escolas dominadas por ideologias aniquiladoras do pensamento independente.

Fica a dica!

einsss

Adaptado de F.Razzo e G. Koskol

Uma Nova Etapa na Vida a partir da Leitura de um Livro

Somos subeducados, atrasados e analfabetos; e neste particular confesso que não faço grande distinção entre a ignorância do meu concidadão que não sabe absolutamente ler nada, e a ignorância do que apenas aprendeu a ler o que se destina a crianças e inteligências medíocres.

Deveríamos estar à altura dos grandes da Antiguidade, mas em parte por saber primacialmente quão grandes eles foram. Somos uma raça de homens-passarinhos; nos nossos voos intelectuais mal nos alçamos um pouco acima das colunas do jornal.

Nem todos os livros são tão insípidos como os seus leitores. É provável que haja palavras endereçadas exatamente à nossa condição, as quais, se de facto pudéssemos ouvi-las e entendê-las, seriam mais salutares às nossas vidas que a própria manhã ou a Primavera, revelando-nos talvez uma face inédita das coisas.
Quantos homens não inauguraram uma nova etapa na vida a partir da leitura de um livro! Deve existir para nós o livro capaz de explicar os nossos mistérios e de revelar outros insuspeitados. As coisas que ora nos parecem inexprimíveis, podemos encontrá-las expressas algures.
As mesmas questões que nos inquietam, intrigam e confundem, foram postas por sua vez a todos os homens sábios; nenhuma foi omitida, e cada um deles respondeu de acordo com a sua capacidade, por meio de palavras ou da própria vida. De mais a mais, juntamente com a sabedoria aprendemos a liberalidade.

Henry David Thoreau, in ‘Walden’