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“Vamos celebrar nossa justiça, a ganância e a difamação”

Sobre a papelada incriminatória que o Itamaraty quer impor sigilo e outras cositas:

Evidente que o Itamaraty não entregará a cabeça do Lula numa bandeja prateada nem mesmo num prato de porcelana fajuto. Assim como a CGU blinda as pedaladas fiscais da Dilma e deixa o TCU nas cordas sofrendo pressão da oposição de fachada e militância governista. Tudo isso demonstra que tem algo muito mais vultuoso por debaixo dos panos entre Lula e Odebrecht, entre empreiteiras e governo federal. Fatos e pactos que vão muito além do Petrolão e das investigações da Lava Jato, das falcatruas do BNDES e outros escândalos.

Como um governo pode falar em democracia se o Itamaraty blinda o Lula e uma empresa privada que empresta dinheiro de banco público? Como crer que as instituições republicanas funcionam com isenção e presunção de legitimidade se são as mesmas as primeiras a acobertar os desmandos dos ocupantes de cargos públicos? Se são estas as protagonistas em fazer vistas grossas para expedientes como os ocorridos no CAF e órgãos como o TSE?

No nazismo, ninguém podia mostrar nada sobre os atos de Hitler nem das empresas que faziam negócios com o governo alemão naquela fase da história. No fascismo idem, tudo que era contra o Estado e seu regente eram taxados de golpe contra a moralidade pública e governo de Mussolini. Hoje, aqui e agora, estamos vivenciado algo muito similar em pleno século XXI na América Latina em países como Argentina, Brasil e Venezuela.
Ontem mesmo as versões do laudo técnico da polícia federal argentina de que o promotor Nizman cometeu suicídio foram refutadas por peritos particulares deixando uma nefasta sombra que o governo argentino deve fazer de tudo para abafar o caso se valendo de todos os recursos estatais que dispõe. Esse é um caso de crime contra a vida não apenas de um promotor que poderia implicar a presidente Cristina Kirchner num grave processo judicial. Acima disso é um atentado à vida e liberdade de ação de um cidadão em sua tarefa de servir à Justiça com imparcialidade. Imaginem se algo similar acontece com o juiz Sérgio Moro ou seus assessores? Eles que travam uma batalha gigante contra a ladroagem que envolve figuras graúdas de empresas privadas que tem acordos com personagens como José Dirceu, Pallocci e outros do partido do governo.
Diante duma situação como essa, já sabemos que os investigadores da Lava Jato estão sendo alvo de retaliações administrativas por parte do Estado brasileiro. A narrativa surpreende até mesmo aqueles que ainda acreditam que exista alguma decência por parte das instituições, pois quando vemos que o governo federal chega ao ponto de plantar escutas ambientais nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para fiscalizar a própria Política Federal em suas atividades ligadas à operação Lava Jato; vemos que o Estado serve a quem está com a faixa presidencial e não a nossa suposta democracia.
A exigência que tudo que envolve atos do presidente da república precisa ser esclarecido de forma isenta ressoa não apenas aqui no Brasil, mas brada muito mais forte hoje na Argentina e Venezuela. Apesar de Cristina Kirchner, Maduro e Dilma entoarem a cantilena tradicional dos socialistas sul-americanos, esses presidentes de ocasião não conseguem disfarçar que o peronismo argentino, chavismo e lulopetismo que eles representam e encarnam. Os mesmos ainda deixam transparecer traços claros do ranço nazifascista dos tempos onde tudo que interessava era manter o poder até mesmo a custo de sangue, e manter o controle da sociedade sob a égide do império do discurso populista e incentivador do ódio contra os supostos inimigos do Estado. Portanto, não surpreende que tudo o que testemunhamos hoje nesses países é a mesma manifestação dessa doença social que infestou a Europa antes, e hoje reside na América Latina se valendo da esfinge do socialismo populista com traços de nazifascismo. Como dizia Winston Churchil: “É a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação do ódio e da inveja e o seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria”.

O Itamaraty blindando o Lula tem nome: Ditadura. O STF servido aos caprichos do PT nas ações do Mensalão e agora possivelmente do Petrolão refletem o Estado brasileiro aparelhado. A CGU serve às intenções de encobrimento das relações de Dilma com doações ilegais para sua campanha presidencial na última eleição. A pergunta não é mais apenas que país é este, mas sim que povo é este que enxerga tudo isso e não se mobiliza ao ponto de ocupar Brasília e enxotar essa escória do epicentro do comando da República?
Os rapazes que marcharam até Brasília foram recebidos com pompas e depois levaram um pé na bunda dos congressistas da oposição inconsistente e da situação contraproducente. Esses sujeitos não conseguiram nada além do que quinze minutos de fama. Agora estão abraçados ao ostracismo de seus movimentos que não coloca mais ninguém nas ruas. Vemos ainda a imprensa nacional fadada a republicar peças jornalísticas enfadonhas, mal redigidas e desfocadas da realidade que apelam para o sentimentalismo político ora de direita ora de esquerda num jogo de cartas marcadas.
A situação que emana de todos esses pólos é que tudo gira em torno do caos e é sugado para o olho do furacão corrosivo do desmando e descaso que vem destruído sem a menor cerimônia a dignidade de nações inteiras. Perdemos todos com isso, e no futuro seremos lembrados como uma geração de providenciou o que existirá de pior na outra por omissão e conivência com governos corruptos e destruidores da moralidade tanto pública quanto privada.

RenatoRusso11

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A multidão nas ruas x paradigma da velha política

Sejamos coerentes com a situação de momento:

Acabei de chegar em BH reduto de Aécio Neves vindo do Paraná reduto do Àlvaro Dias. Em ambos os lugares a repulsa pelos mesmos é manifesta e indica que eles assinaram o atestado de óbito desse partido conivente com PT. A máscara caiu e ninguém tolera mais lideranças políticas duas caras num Brasil que precisa das ruas para ser visto como oposição séria do governo instalado no poder. A casa do PSDB desabou antes mesmo da do PT ruir totalmente. Graças a esse episódio do Fachin e daquele recuo do pedido do impeachment na última semana hoje conhecemos o verdadeiro PSDB.

A aprovação da primeira MP do ajuste fiscal na semana passada afastou as condições de se iniciar um processo de impeachment contra Dilma Rousseff. A avaliação é de um dos principais líderes da oposição: o presidente do PPS, Roberto Freire.

Para o deputado, a votação da última quarta mostrou que o governo ainda consegue formar maioria na Câmara, mesmo à custa de cargos e promessas. Ele afirma que a crise econômica não chegou ao clímax e que a oposição precisa ser “realista” ao medir as forças no Congresso.

Segundo Roberto Freire: “O impeachment não é produto do desejo individual de ninguém. Ele ocorre quando o governo não tem mais condições políticas de continuar”, diz Freire, que exerce o sétimo mandato na Câmara e votou contra os cortes no abono salarial e no seguro-desemprego. E disse ainda: “Um presidente só cai quando o país se torna ingovernável. Quem derrubou o Collor não foram os caras-pintadas nem a oposição. Foi a classe dominante, que percebeu que a permanência dele no poder estava atrapalhando o país”, afirma.
A situação atual é diferente, diz o oposicionista, porque o mercado financeiro e o empresariado se uniram a favor do ajuste. “Quem tem seus interesses atendidos pelo governo não vai trabalhar para derrubá-lo.”
Há apenas duas semanas, os deputados do PSDB se diziam prontos para protocolar um pedido de impeachment. Freire recorre a uma metáfora do boxe para explicar como o vento mudou em Brasília. “O governo estava nas cordas, mas essa votação o colocou de volta no ringue.”

Aécio Neves, Tasso Jereissati e José Serra, assim como Marina Silva estão em Nova York para cumprirem agendas distintas. Uns foram como séquito de FHC a outra participa na Universidade de Nova York, de uma série de debates sobre o tema sustentabilidade, organizados pela Rainforest Alliance, que desenvolve em todo o mundo ações para a promoção da agricultura sustentável, silvicultura e turismo. A atividade antecede a entrega do prêmio 2015 Sustainable Standard-Setter Award, que será entregue na noite desta quarta-feira no Museu de História Natural de Nova York. Marina teve seu trabalho na militância socioambiental reconhecido pela entidade.

Quando os tucanos voltarem ao Brasil encontrarão tão somente espólios e resquícios de suas bases eleitorais ainda acreditando na farsa oposicionista tucana, mas verão muitos batendo em retirada convencidos duma vez por todas que o PSDB é uma das lâminas da tesoura da qual o PT é a outra cara metade.
Aécio Neves sobrevive enquanto pode em meio a esse cenário misto de populismo petista em face da demagogia tucana por outro lado. O momento zumbi do PSDB que parece seguir ordens do PT ora do PMDB é evidente. Semana após semana temos visto a bancada tucana ladrar e depois recuar como um pinscher assustado ante as circunstâncias.

Ocupar espaço na mídia e redes sociais se tornou tática predileta do marketing psdbista para proclamar o que todos já sabem sobre o PT, mas fazem isso sem aprofundar o pensamento em idéia alguma, muito menos em atitudes concretas coerente com o discurso de fachada de Aécio.

Fazem isso sempre de olho na nova e única verdadeira oposição: a população que se veste de verde amarelo e vai às ruas gritar pelo impeachment de Dilma Rousseff.
Aécio Neves está ficando opaco e repetitivo, tem sido muito volúvel e tem dito coisas que não se tornam realidade. Sua carreira política parece chegar ao ponto de inflexão que o coloca definitivamente no rol daqueles políticos que fomentaram apenas uma promessa vazia devido suas ações nunca corresponderem aos seus discursos emblemáticos.
Tancredo Neves, seu avô, fez o que Aécio quer repetir como seu sucessor político, mas falta-lhe empenho tanto quanto veracidade com o rompimento com a velha politicagem.
Aécio caminha para o ostracismo junto de Jair Bolsonaro, Paulinho da Força, José Agripino Maia e outros tantos da dita oposição, os quais serão escorraçados da vida pública em breve devido a mesmice sádica de sua oposição fraca, covarde e meramente retórica.
Diante disso, o PSDB afunda, e olha desde já para o comedido Geraldo Alckmin como tábua de salvação, pois sabem que no Sudeste e boa parte do Sul e Centro-Oeste quer se ver livre do PT a todo custo e o governador paulista é uma opção para estes redutos eleitorais mais válida que Aécio.
A sobrevivência política de Aécio está em xeque mate. Nem mesmo ele com os votos que o levaram ao segundo turno da última eleição consegue firmar novas propostas e visão de longo alcance para que as ruas endossem seu nome como o líder da oposição. Nesse caso, vemos as ruas bradar contra o PSDB pela farsa oposicionista, pela falta de retidão de Álvaro Dias, pela incoerência dos deputados que calam-se diante da recusa do núcleo duro tucano levar adiante o pedido de impeachment na Câmara.
José Serra, aquele governador e prefeito combalido por greves da Polícia Civil e política de gabinete louvado com bolinhas de papel higiênico da tal gente diferenciada, é reflexo, nada mais nada menos, do que um político oportunista de longa data.
É perante esses tucanos sorumbáticos que o governador de São Paulo Geraldo Alckmin ainda mantém sua aura de gestor responsável, de gestos comedidos e de experiência política consumada. Alckmin sabe muito bem que não se ganham eleições majoritárias com falas sem resultados práticos e efetivos, nem com bravatas pueris ou propaganda enganosa. Ao contrário, o famoso picolé-de-chuchu sabe por experiência própria com o eleitorado paulista, que o povão é arredio a factóides e a guinadas bruscas nos rumos administrativos e da economia.
Alckmin tem se portado com dignidade e correção de conduta: não alimenta seus inimigos com munição contra ele mesmo, não se deixa intimidar por palavras ofensivas de petistas e ainda faz elogios aos ex-petistas que abandonaram a nau corrupta do PT dizendo que estes são sóbrios e enxergam a realidade. Em São Paulo, o que se vê é Alckmin cumprir promessas de campanha e ser prestigiado por aquilo que ele faz e não por aquilo que fala ou dizem dele.

Aécio atualmente discursa para fãs, enquanto Alckmin mostra resultados práticos para pessoas que são desconfiadas de discursos e as convence com obras em andamento e uma política administrativa dura em cortes de gastos, que apesar do impacto são aceitas como uma medida responsável para manter o estado em andamento.

UFPR

Aécio entrou na fase do vale tudo idêntico ao de Lula que não engana a ninguém. Como pode alguém se dizer democrata quando é presidente dum partido que vê um de seus caciques apoiar abertamente com sangue nos olhos e faca nos dentes um apadrinhado político do PT evidentemente apoiador de grupos como MST e CUT e outras mazelas para o STF? Os eleitores do PSDB de São Paulo e Paraná e até mesmo em Minas Gerais assistiram a isso como um atentado aos seus votos na legenda tucana.
Nesse ponto, os eleitores de Marina Silva, admiradores da Rede Sustentabilidade, espalhados por todo o país, mas notadamente nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo colocam suas manguinhas de fora nesse momento para inventar novas propostas para atrair esses desiludidos com o PSBD.
Já o PSB que insuflou ao longo de 2013 e 2014 a candidatura do falecido líder pernambucano Eduardo Campos, o qual representava a dita terceira via na política brasileira começa a pensar em voltar a apoiar o PT por não ter mais liderança alguma para comandar o partido de forma eficaz. Além disso, pensam em dar um tiro no pé ao fundir-se com o PPS.
O eleitorado do Paraná e de Goiás, respectivamente de Beto Richa, Álvaro Dias e de Marconi Perillo, que foram os grandes responsáveis pela boa votação de Aécio nesses importantes estados, passam agora por desgastes de sua reputação política gerados por eles próprios. Isso mostra que o PSDB está fragmentado e numa situação de recorrer a alianças espúrias ao primeiro que acenar o chapéu à exemplo do PPS de Roberto Freire ou PSB do finado Campos.

Em 2018 certamente milhões de paranaenses e goianos votarão seguindo a guia de Dias e Perillo por serem fiéis aos contos da carochinha dos mesmos que se dizem opositores do PT, mas na verdade são mais como agentes duplos dentro do PSDB, o qual não faz nada a respeito, pois Aécio não lidera nada além de si próprio com ajuda de seus colaboradores de ocasião.

Resta assim para Aécio Neves algum contingente de votos dos mineiros que o idolatram e daqueles que se tornaram fãs dele durante as eleições de 2014, mas esses não formam maioria uma vez que são em muitos casos votos estratégicos contra o PT e nada mais do que isso.

Para alguém que ainda se acha dono de 51 milhões de votos reunir em todo o Brasil base eleitoral fiel se tornou uma mera ilusão. Os fatos comprovam isso: Segundo o Datafolha 83% dos que foram as ruas em protestos contra a corrupção e pedindo impeachment de Dilma Rousseff disseram que a Aécio não significa mais que isso – uma opção de momento para não reconduzirem o PT ao poder mais uma vez. Quem será a próxima opção do PSDB ainda não sabemos, mas que essa opção tende a sair derrotada nas próximas eleições é um horizonte bastante claro devido a militância cega do PT agir mais unificada em prol dos interesses do partido.

Para efeito de análise, na Argentina manifestações contra Cristina Kirchner ocorrem quinzenalmente, lotam com meio milhão pessoas a tradicional Avenida 9 de Julho em Buenos Aires. Esses manifestantes fazem muito barulho, mas assim como se congregam, se dispersam e a vida continua – Kirschner continua governando, enfrentando a alvoroçada mídia tradicional portenha, sofrendo duros golpes em sua combalida economia, mas continua de pé e, segundo consultorias de renome internacional, deverá eleger seu sucessor no próximo pleito presidencial.

No Brasil será que seria diferente? Manifestações na Avenida Paulista de São Paulo, na Atlântica do Rio de Janeiro, no Farol da Barra de Salvador, na Praça da Liberdade de Belo Horizonte e nas pontes coloniais do Recife antigo – será que todas elas juntas, na média de uma por mês (15/3/2015 – 12/4/2015 – 17/05/2015) e com números decaindo, será mesmo que isso será suficiente para derrubar um governo como o de Dilma Rousseff que detém o Estado amplamente aparelhado e corja política vendida ao seu lado nas votações do ajuste fiscal?

Reflitam sobre isso, pois o nosso sistema de representação política está falido e corroído pelo cupim da República que é a corrupção, coronelismo e alianças espúrias entre políticos. Não temos saída a não ser nos engajarmos mais profundamente numa luta contra um sistema que reforma política alguma solucionará. Nossa história política mostra que o povo unido não muda nada, mas sim a elite política e econômica são os que decidem os rumos de nossa história. Quebrar esse paradigma é a missão dos abnegados que vão às ruas, mas para isso eles precisam centrar suas vozes contra tudo e contra todos e passar esse país a limpo duma vez por todas.

A República jaz insepulta como um cadáver de zumbi

Ei Partido Só De Bunda-moles vê se te orienta desse jeito o Deputado Carlos Sampaio não aguenta e cai fora desse partido que parece querer queimar apenas a rosca do Lula e não de Dilma e todo o PT! A culpa deve ser mesmo do FHC dessa vez…

Pra começar devemos definir que imoralidade e Lula tem o mesmo significado. A deficiência moral e ética do Lula é contagiosa. PT é uma epidemia corruptiva ainda irremediada e sem cura no nosso sistema político e social. E essa epidemia cancerígena parece ter infectado FHC, Serra e outros caciques do partido. Quando vejo Alckmin dizendo que Marta é coleguinha e vai fazer bem para oposição eu sinto nojo e percebo que o PSDB é ingênuo como um garotinho que tem seu lanche roubado por um valentão no recreio escolar.

E por que digo tudo isso? Porque uma minoria de pseudo-cidadãos, de pseudo-homens justos e tolerantes, fazem um barulho infernal toda vez que se procura fazer algo de concreto em prol de todos, porque escandalosamente privilegiarem minorias indecentes como, por exemplo, a indecente Maria do Rosnário, o execrável Jean Wyllys e a machona da Jandira Feghalli como exemplares de democracia e igualdade. Isto é apenas uma pequena amostra laboratorial que deu certo, e do atestado de existência do caudilhismo e peleguismo ligado ao Luladrão: o senhor das massas e pai dos pobres reféns da situação.

O que a sociedade precisava era mudar de rumo; mas, evidentemente só a mudará com o voto mais consciente, ou seja, qualquer coisa menos esta bosta que aí está de eleitor bunda mole e vendido ao Estado ladrão, ou então pela força de uma revolução da sociedade que preza por valores do Estado Democrático de Direito acima de qualquer coisa que aí está encalacrada na República.

A coisa toda fede agora seu odor mais podre, mas o lixo foi sendo lançado ao longo do tempo. Nesses últimos anos, em especial todo o tempo da era Lula e Dilma, foi implantado um sistema de desmoralização da honestidade e o cidadão de bem ingressou num estado de letargia do qual está despertando agora. Combater o atraso da nossa falta de ação anterior é parte do processo. Isso explica porque uma minoria de malfeitores comanda uma maioria, que pode não ser santa, mas ao menos não coaduna com essa espécie de profanação da ética e moral explícita e delinquente

Penso que se FHC não tivesse inventado a ondinha da reeleição, ele faria o sucessor e nos livraria de ter que engolir o PT por 16 anos. Ainda por cima engolir Pepe Mujica que revelou quem é o verdadeiro golpista da democracia e vocês aí se desculpando ao falar em impeachment enquanto Lula fazia sua sucessora com direito a reeleição.

Enquanto isso, a República e valores da moralidade pública e demais princípios do artigo 37 e tantos outros da Constituição jaz insepulta como cadáver que apodrece em praça pública. Aniquilados pela desordem gerado por corruptos, pelegos, black blocks e escumilha petralha ainda crédula no lulopetismo. Sim, vivemos num país onde ser cidadão de bem é ser otário!

Lula contaminou a todos e matou o sistema imunológico da oposição que agora como nunca antes na história desse país é toda sem ética tanto quanto o PT!

E tenho dito!

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O tiro que saiu pela culatra – Manifesto contra a corrupção do povo brasileiro

O tiro que saiu pela culatra é isso aqui…

Entidades ligadas ao governo federal patrocinou em meados de 2013 uma manifestação via Movimento Passe Livre e algumas lideranças sindicais um protesto para atormentar o Alckmin e tentar desestabilizar a política de São Paulo visando dividir a opinião pública paulista para angariar votos nas eleições do ano seguinte.

Apostando alto na mão pesada do governador paulista em lidar com atritos públicos nas ruas usando a truculência policial como foi no caso do Pinheirinho a pretensão era ferrar com Alckmin nesse sentido e criar uma celeuma em torno disso. Essa estratégia montada falhou, pois não foram às ruas apenas os pseudo-militantes ligados aos movimentos sindicais de classe e manifestantes do Movimento Passe Livre. Saíram às ruas massas difusas como a classe média e classes mais baixas reivindicando medidas contrárias a impunidade em casos de corrupção e pautas referentes ao aumento do custo de vida de um modo geral entre outras reivindicações como melhoria na educação, saúde  e segurança pública. Portanto, a coisa toda não ficou apenas nos R$0,20 lema do MPL. Foi muito além disso, fazendo o tiro sair pela culatra.

De lá pra cá, o descontentamento geral com a classe política em geral emergiu e alastrou-se pela população de forma mais orgânica e desvinculada de ideologias partidárias, de classe ou segmentos econômicos. A insatisfação com a péssima qualidade da política nacional ressoava de norte a sul do país como um recado que fez as instituições políticas lançarem algumas medidas que pretendiam atender as reivindicações das ruas logo em seguida as manifestações daquele período.

Hoje dois anos depois e após uma eleição nacional marcada por jogo sujo no marketing eleitoral e discurso político que quase nada teve de propositivo, e por outro lado exacerbou em técnicas de desconstrução do adversário das urnas mediante acusações de todos os moldes. Destaca-se nisso a campanha da situação em face aos oposicionistas; devido contar com a máquina pública ao seu favor como foi no caso dos Correios e outras formas de propaganda indevida e negativista.

Terminadas as eleições no meio de trocas de farpas entre situação e oposição devido escândalos de corrupção gravíssimos intimamente ligados à gestão do governo aliado ao fenômeno da forte polarização eleitoral, tudo isso fez com que houvesse rumores de que uma falsa legitimação eleitoral estivesse também ocorrendo para atender ao sistema de manutenção do poder que evita a renovação dos quadros políticos e mantém o continuísmo dos mesmos atores políticos no comando da República.

Sem dúvidas foi dentro dessa situação de atos e fatos que surgiram os contornos mais evidentes e aspectos mais contundentes de que há um fingimento ou uma crença fundada em discursos de divisão com base na tese que há uma elite de direita ou classe média organizada que quer retirar direitos sociais e avanços econômicos da população mais pobre a todo custo caso esse governo não tivesse sido eleito novamente apesar dos números e índices sociais e econômicos que mascaravam a derrocada da política dos mandatos anteriores. Essa foi a tese encabeçada pela militância que apóia o governo e que hoje taxa de golpista e anti-democrática qualquer livre manifestação em face do governo, que por pior que possa parecer, se funda em dados factíveis concretos e contrários a administração atual. Disso conclui-se que a crítica ao atual status quo não nasce e permanece num discurso calcado em acusações sobre o passado meramente, mas sim revela um presente e passado pouco recente desastroso alicerçado em fatos para formular essa crítica que é tida como golpista e anti-democrática.

Une-se a isso uma tradição sócio-econômica maléfica que assola o Brasil há décadas e séculos. Fenômenos sociais, políticos e econômicos ligados a baixa escolaridade e cultura política do cidadão mediano, ao apadrinhamento e coronelismo político, a uma economia sustentada por mão de obra assalariada que depende da estrutura do governo para atender todas suas necessidades mais básicas. Isso se deve na esmagadora parte dos casos ao próprio Estado e governos personificarem uma entidade que atravanca o desenvolvimento social e econômico dos setores produtivos da sociedade e do cidadão comum servindo a todos com péssimos serviços e condições de vida niveladas por baixo, as quais ainda pesam mais por serem onerosos para todas as classes e camadas da população via tributação excessiva.

Nenhum governo avançou o prometido, bem como, em nenhuma fase dos governos recentes houve de fato respeito à dignidade da cidadania de qualquer pessoa independente de classe ou condição econômica no Brasil. Há uma reiterada falácia repetida à exaustão que a miséria foi erradicada e que os níveis de distribuição de riqueza aumentaram devido aos planos sempre eficientes do governo nesse sentido. O que houve na realidade foi um mundo que ficou mais rico devido iniciativas privadas eficientes e excessivamente tributadas e não um governo que tornou mais próspera a economia particular do cidadão mais pobre através do trabalho e emprego desempenhado por este. O governo não funcionou como deveria e sempre andou de mãos dadas com os setores de grande produção de bens e riquezas por pura conveniência. Sempre existiu no fundo um interesse mútuo em diversos casos para que o poder fosse dividido com os grandes espectros mediante troca de favores.

Enquanto isso o cidadão incauto e desavisado crê piamente que existe um político apto a compreender suas necessidades mais básicas, porém o político até se passa por compreensivo e até entrega o que o seu eleitor sempre desejou, mas não é por bondade é porque o sistema se funda até mesmo nessa relação eleitor-eleito na base da troca de favores e interesses influenciados pelo que se ganha em troca. Essa é a face da corrupção estrutural que reina no Brasil. Uma corrupção fundada em valores oriundos duma tradição que remonta as suas bases do colonialismo, do coronelismo, do caudilhismo e de tantas outras facetas da nossa trajetória política como nação.  O brasileiro na maior parte dos casos não possui uma identidade política profunda e história de grandes lutas que visam tornar eficiente a coisa pública para todos, mas sim tornar a coisa pública servidora dos seus próprios interesses isolados. Nesse ponto há que se entender, e hoje grande parcela da população parece ter acordado para essa realidade óbvia, que para a coisa pública servir a todos indistintamente a coisa pública precisa ser administrada honestamente para depois sim se tornar eficiente.

Governar para setores e camadas se valendo de suas necessidades ou interesses não é uma democracia é uma grande farsa chamada ainda de Estado Democrático de Direito, onde na realidade ninguém possui direitos efetivos, mas sim interesses atendidos enquanto continuarem os corruptos sendo eleitos por aqueles que se corrompem por qualquer coisa. Seja uma doação eleitoral ou uma promessa feita pessoalmente ao eleitor que confia naquele político que promete mundos e fundos para todos, tudo isso é uma trama e jogo de interesses e não gera benefícios para a população, pelo contrário vicia o povo ainda mais nas antigas formas de se fazer política e manter pessoas públicas desonestas no poder.

Hoje nas ruas nas manifestações do dia 13 de março vimos muito disso ainda. Noticiou-se que militantes defensores do governo, ou melhor dizendo, do partido que  governa, recebiam dinheiro para participarem da manifestação em defesa da democracia e reforma política e outros tantos jargões coringas falaciosos que iludem apenas pessoas sem discernimento da verdade dos fatos.  Isso é a amostra, é o retrato cabal que uma parte da população ainda é cúmplice do sistema de desmandos, falcatruas e corrupção institucional que se mantém no poder.  Hoje sexta feira 13 de março de 2015 o tiro saiu pela culatra mais uma vez…

Domingo dia 15 de março de 2015 – e quantas vezes for preciso – aguarda-se que gente honesta saia às ruas para comprovar que nem todos são como estes que se manifestaram na data de hoje no Brasil. Antes que digam ou acusem que isso é um discurso de ódio, perseguição ou divisão, lembrem-se por favor: Não estamos sendo pagos para proteger a própria honra e liberdade, pois isso não tem preço. Estamos contra os crimes de lesa pátria que atingem a todos, inclusive àqueles que ainda se vendem por ninharia para defender o que já se tornou indefensável há tempos…

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Vem pra rua antes que volte o Lula!

Os lulopetistas parecem estar até agora embriagados e entorpecidos com essa ilusão dum país democrático onde a miséria não mais reside ou persiste em diversos lugares de nosso país. Os petistas vivem nessa crença como se isso fosse um dogma de fé e não suportam serem contrapostos com os fatos.

Se algum deles tivesse personalidade e caráter ainda intactos para olhar o que está acontecendo na Venezuela veria que esse é o futuro que pode se avizinhar prematuramente do Brasil.

Hoje no país do futebol que também já não é mais o mesmo, pois tanto dentro como fora das quatro linhas dá vexame devido à falta de capacidade de pensar e refletir a realidade e aceitar os fatos. Falta ainda no Brasil organização política mais contundente contra o desmando. Quando testemunhamos que uma grande parcela da população ainda permanece adormecida enquanto outra desperta e antevê um pesadelo pouco a pouco se tornando realidade, notamos claramente o quanto é preciso mudar e nos unirmos por um bem maior.

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Nesse final de semana onde manifestantes pacíficos tomaram as ruas de diversas capitais de estados vimos que ainda subsiste um clamor por mudanças e espírito de luta contra a corrupção que alicia e corrompe até mesmo o senso crítico e o torna uma máquina de defesa do indefensável. Essas pessoas recusam a pensar por si mesmas, preferem crer que há bons motivos diversos para defender o governo do PT que pouco a pouco toma face dos regimes comunistas já instalados na América Latina. Essas pessoas se recusam abandonar as ilusões infantis, os interesses mais pessoais e mesquinhos, os sentimentos pueris desejosos de um Estado mãe com tetas inesgotáveis. Perante tudo isso, não posso deixar de me lembrar de Millôr Fernandes que, ácido, dizia que desconfiava de todos que lucravam com seus ideais. E hoje o que vemos é muita gente lucrar com seus ideais retirando do nosso bolso esse lucro advindo do locupletamento republicano.

Para os que não aceitam conviver mais com isso, não é chegada a hora de enrolar as faixas e de retirar-se dos debates políticos nas mídias sociais. É hora de intensificar esse processo de conscientização e buscar unir com cola democrática todas as vozes que se opõem ao governo que prospera com a miséria dos mais pobres e que com ajuda da riqueza dos mais poderosos se mantém forte nas entranhas do Estado que rouba a todos de diversas formas.

Para as ditaduras como da Venezuela democracia é algo deformado, pois para eles enquanto todos não cantarem em coro a mesma canção não há democracia. E desde quando isso foi democracia em qualquer lugar do mundo? Para Lula assim como Chaves o que interessa nesses momentos de divisão de idéias e conceber uma desunião que chegue até fatalidade de uns contra os outros. Diante disso, é que precisamos que as passeatas contra o poder podre do PT sejam todas, sem exceção, pacíficas e sem pedidos de intervenção militar. Esse modelo de vem pra rua é o correto e deve ser mantido até o próprio regime lulopetista se corroer e cair.

Pensem por que será que o governador Geraldo Alckmin disse que o pedido de intervenção militar é inaceitável? Por que o Ministro do STF Gilmar Mendes veio aos jornais advertindo que até 2016 o STF poderá possivelmente se tornar uma corte bolivariana? O que será que houve de tão importante para o governador dum estado que dizem ter a intenção de separatismo vir se manifestar a respeito de uma passeatazinha de supostas 2500 pessoas? Por que será que um Ministro do STF estaria preocupado com a ideologização do colegiado que ele integra? Por que raios a mídia nacional em peso não relatou a verdade sobre as manifestações sendo que foram pacíficas e sem incidentes? O que fez ou faz esse povo perder o sono e se preocupar é o povo na rua clamando por mudanças reais e não por pacotes de bondades que no fundo são paliativos!

O Brasil ainda tem um povo pacífico e unido, detém ainda instituições que não foram totalmente corrompidas pelo aparelhamento estatal do PT. Então é hora de continuar nessa luta por mudanças profundas em nossa sociedade e retomar a direção da verdadeira democracia onde não é a voz dos vendidos ao poder que deve imperar sobre as outras taxando-as de anti-democráticas.

Vem pra rua, sem máscaras, de peito aberto e cara limpa, unidos contra a corrução…

E tenho dito!

PT e dossiês tu a ver com mensalão e até com o Trensalão

José Dirceu pária da sociedade e cabeça pensante do PT é macaco velho em tramar tramóias eleitoreiras. A sua nova trapaça eleitoral já começou e tem como alvo conquistar o governo paulista e derrubar os tucanalhas do poder em São Paulo via Trensalão e tentar desmoralizar o STF de quebra. 

Vale lembrar que a tática atual é similar ao do Escândalo do Dossiê ou Escândalo dos Aloprados de 2006 e Dossiê Cayman de 1998. Reunir provas e compilar conteúdo probatório contra inimigos ou desafetos políticos é sem dúvida ainda mais antigo e antiquado e tal práxis remonta aos mais célebres casos de julgamentos e conspirações históricas. Só para citar um desses casos famosos e um tanto peculiar que tenha a ver com o caso atual, vale trazer à baila o caso em que Thomas Cromwell planejou a queda e execução de Ana Bolena acusando a mesma de incesto. Parece que o Alckmin e a “sede vacante” do palácio dos Bandeirantes são a “Ana Bolena” da vez na mira dos petralhas.

O Dossiê Cayman foi um conjunto de documento comprovadamente falsos criado com o objetivo de atribuir crimes inexistentes a políticos e candidatos do PSDB nas eleições 98 . O dossiê atribuía a prática de elisão fiscal aos tucanalhas Fernando Henrique Cardoso – o qual se candidatava à reeleição para presidente da república e , Mário Covas que intentava reeleição para governador de São Paulo e José Serra e Sérgio Motta.

Esse dossiê continha informações de que esses candidatos teriam milhões de dólares depositados em paraísos fiscais do Caribe. Investigações posteriores provaram que esse dossiê continha informações forjadas, produzidos por pessoas interessadas em ganhos com a venda do mesmo a adversários políticos dos tucanos acusados. Cópias foram espalhadas e vendidas a candidatos da oposição durante as eleições de 98. Entre eles, estaria Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo, e ainda o ex-presidente Fernando Collor de Mello é acusado de, junto com seu irmão Leopoldo, de comprar o dossiê por US$ 2,2 milhão.

O Dossiê também teria sido oferecido para Lula que não se interessou em comprá-lo.
Apurou-se que montagem do falso dossiê começou quando os empresários brasileiros residentes em Miami Ney Lemos dos Santos, João Roberto Barusco, Honor Rodrigues da Silva e sua mulher Cláudia Rivieri compraram por US$ 3,2 mil a empresa CH J&T aberta em 1994 nas Bahamas4 pelo advogado americano Robert Allen Junior.
Na papelada, eles colaram uma cópia da assinatura oficial do ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta como sendo um dos seus diretores, junto com um sócio fictício chamado “Ray Terence” e venderam as fotocópias para Leopoldo Collor e a Luiz Cláudio Ferraz da Silva, amigo da família Collor. Um dos falsificadores, Honor Rodrigues da Silva, chegou a ser preso no México.
O Ex-Reverendo Caio Fábio D’Araújo Filho, ex-líder evangélico de grande prestígio na época, foi acusado pela Polícia Federal de ser o principal intermediador do esquema. Processado por calúnia pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso. Caio Fábio D’araujo Filho revelou recentemente numa entrevista: “Caio Fábio Conta Tudo”, que teve conhecimento do tal Dossiê pela ex-senadora Benedita da Silva e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Eles foram quem incentivaram o então reverendo da Igreja Presbiteriana a tentar negociar uma cópia do documento forjado para tentar vencer as eleições de 1998, prejudicando o PSDB, e principalmente seu candidato à presidencia, Fernando Henrique Cardoso. Em novembro de 2011, Caio Fábio foi condenado a quatro anos de prisão por envolvimento no crime. A sentença, da juíza da Justiça Eleitoral Léa Maria Barreiros Duarte, foi posteriormente anulada por decisão do juiz do Tribunal Regional Eleitoral Alexandre David Malfatti, em fevereiro de 2012.

Os políticos tucanalhas não foram prejudicados naquela eleição, porém o assunto sempre volta a tona em épocas eleitorais, usado por adversários de outros partidos, É comum aparecer versões da mesma história na internet divulgadas por blogs alinhados com opositores tucanos.

Já o chamado Escândalo dos Aloprados, deve-se a repercussão da prisão em flagrante em 2006, de alguns integrantes do PT acusados de comprar um falso dossiê, de Luiz Antônio Trevisan Vedoin, com fundos de origem desconhecida. O dossiê acusaria o candidato ao governo do de São Paulo pelo PSDB, José Serra, de ter relação com o escândalo das sanguessugas. O suposto plano seria prejudicar Serra na disputa ao governo de São Paulo, no qual seu principal adversário na disputa era o senador Aloizio Mercadante. Supostamente, não só Serra era alvo, pois também haveria acusações contra o candidato à presidência Geraldo Alckmin. As investigações e depoimentos dos suspeitos demonstraram que o conteúdo do dossiê contra políticos do PSDB era falso. A expressão usada por Lula da Silva para designar os acusados de comprar o dossiê, “aloprados”, notabilizou-se.

No dia 16 de setembro, em nota assinada pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini no site oficial do Partido dos Trabalhadores divulgada na imprensa, afirmando que:”O PT sempre rejeitou (…) a produção ilegal de dossiês (…)”. Na nota, Berzoini considera graves as novas acusações relativas ao escândalo dos sanguessugas publicadas pela revista “Isto É” e que envolvem o governo anterior. 

Segundo a nota, diz que “o PT sempre rejeitou o denuncismo eleitoral e a produção ilegal de dossiês” e confia “na apuração da Polícia Federal”, em que o partido encaminhou ao diretório nacional, o pedido de suspensão do filiado envolvido no episódio, Gedimar Pereira Passos. Berzoini atribui o suposto dossiê à tentativa de desestabilizar PT e Lula e nega que PT tenha pagado por dossiê. As prisões da dupla petista, provoca a queda de Passos, torna o primeiro ligado ao PT a cair.

Após o episódio, outros nomes ligados ao PT começaram a ser relacionados ao dossiê na semana seguinte. A Polícia Federal divulga no dia 17 de setembro, partes dos depoimentos do empresário Valdebran Padilha e ex-agente Gedimar Passos. Em depoimento à PF, Gedimar disse que foi “contratado pela Executiva Nacional do PT” para negociar com a família Vedoin a compra de um dossiê contra os tucanos, e que do pacote fazia parte entrevista acusando Serra de envolvimento na máfia. Ele disse ainda que seu contato no PT era alguém de nome “Froud ou Freud”.

Os Vedoin, de acordo com Gedimar, pediram inicialmente R$ 20 milhões de reais por “informações graves” que envolveriam “não só políticos de outros partidos, mas também do próprio PT”, mas o valor cobrado “estava fora do alcance do partido”. A negociação teria prosseguido, para R$ 10 milhões, até baixar a R$ 2 milhões. Como mesmo essa quantia foi considerada elevada, o PT, segundo Gedimar, ofereceu “uma importante revista de circulação nacional sociedade na compra das informações”. Ele disse não saber se a revista seria “IstoÉ”, “Época” “ou mesmo um grande jornal de São Paulo”. Gedimar contou à PF que “houve um acordo entre o PT e o órgão de imprensa e que chegaram a reunir pouco menos de R$ 2 milhões”. 

No dia 18 de setembro, antes de depor, Freud Godoy concede entrevista exclusiva à TV Globo na manhã (os telejornais Jornal Hoje,Jornal Nacional e Jornal da Globo exibem a entrevista de Godoy) em que admite reunião com Gedimar Passos. Ele afirma que se encontrou com ele 4 vezes, mas só tratar de assuntos relacionados à segurança do comitê de campanha de Lula e nega o envolvimento com o dossiê. Após o depoimento de 20 minutos no início da tarde, Godoy afirma à imprensa que anunciou ao governo “que deixa temporariamente o cargo” e que foi aceito de imediato pelo Lula. Ele disponibilizou à PF o sigilo telefônico e admite que a quebra revelará “4 ou 5 conversas com Gedimar Pereira Passos”, que é “poucas” na opinião dele. Negou as afirmações de Gedimar ter afirmado na PF que teria encomendado a compra do dossiê. Houve uma tentativa de acareação entre Godoy e Gedimar Passos, mas Gedimar afirmou direito constitucional e ficou calado. O advogado de Godoy afirma que acusações contra ele são falsas. 

Só no dia seguinte que a exoneração de Godoy é publicada no Diário Oficial. Godoy é o segundo integrante do PT a cair. Consultado pelas imprensas ao site do governo federal, mostra de fato um novo nome: Freud Godoy, Assessor Especial da Presidência da República, do presidente Lula. O anúncio de que um assessor próximo ao presidente Lula suscita suspeitas de mais um envolvimento de pessoas próximas ao presidente Lula.

O Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, Ricardo Berzoini (SP), declara que o PT é vítima de armação no caso do dossiê, ao negar os rumores nos últimos dias que o dinheiro teria vindo do próprio partido.

A revista IstoÉ divulga a nota em que nega que a matéria sobre a acusação de Serra teria sido comprada e afirma que a matéria escrita foi apenas jornalística.
Surge novo nome do escândalo: Simone Godoy, que é casada com o ex-assessor Freud Godoy. A empresa de segurança dela possui vínculos comerciais com as principais instâncias partidárias e campanhas eleitorais do PT, faz a vigilância e o controle da portaria da sede do Diretório Nacional do PT em São Paulo.

Por conta do novo escândalo, os partidos da oposição PSDB-PFL, da coligação “Por Um Brasil Mais Decente”, protocolam o pedido de investigação contra Lula e a coligação “Lula de Novo com a Força do Povo” no TSE A oposição faz duras críticas contra Freud Godoy, chamando como “o novo Waldomiro Diniz”, em referência ao ex-chefe de gabinete do então ministro José Dirceu, responsável pela primeira crise política do governo Lula em 2004. 

A PF revela à imprensa o conteúdo do depoimento do agora ex-Assessor Especial da Presidência da República, Freud Godoy, que aponta mais um nome envolvido: Jorge Lorenzetti, que é amigo do presidente Lula, um dos chefes do comitê de reeleição e é uma espécie de “churrasqueiro oficial do presidente Lula”, que apresentou ao Gedimar Passos. No início da noite, o Presidente Nacional do PT e Coordenador da Campanha do presidente Lula, Ricardo Berzoini, declara à imprensa que Gedimar Passos é funcionário de Comitê de Reeleição e que tem o mesmo cargo de Jorge Lorenzetti: Analista de Risco e Mídia. 

Entre a noite do dia 18 para a madrugada do dia 19 de setembro, chegam algemados em Cuiabá, Mato Grosso, Valdebran Padilha e Gedimar Passos. Na manhã, o jornal Folha de S. Paulo, afirma que Passos foi segurança da campanha de Lula em 2002. A Polícia Federal faz acareação (mais tarde o conteúdo divulgado) dos quatro presos no caso dossiê: Gedimar Passos, Valdebran Padilha, Luiz Antônio Vedoin e Paulo Roberto Dalcol Trevisan. Gedimar Passos cita revista Época ter sido contratado pelo PT para negociar um dossiê com denúncias contra o candidato José Serra. Valdebran Padilha declara à PF que o dinheiro do dossiê “veio do PT”.Logo depois, o PT de Cuiabá suspende por 60 dias o filiado Valdebran e instaura comissão de ética para investigar sua participação na compra de dossiê. 

Horas depois, o Blog da Revista Época publica às 15:39:15 o “Esclarecimento”, afirmando que a revista foi procurada para publicar as denúncias contra José Serra e Barjas Negri. O blog cita que Oswaldo Bargas, ex-secretário do Ministério do Trabalho e atual responsável pelo capítulo de Trabalho e Emprego do programa de governo de Lula, procurou há duas semanas o jornalista da revista, Ricardo Mendonça. O encontro foi marcado pelo Bargas na suíte do hotel Crowne Plaza, em São Paulo, no final da tarde do dia 6 de setembro e nessa reunião estava Jorge Lorenzetti. Bargas afirmou ter sido procurado por alguém que tinha denúncias sérias contra políticos de renome, as acusações, segundo ele, poderiam ser comprovadas por meio de fotos, vídeos e de uma “farta documentação” e perguntou se havia interesse da revista em publicá-las. 

O repórter queria saber do teor da denúncia, mas que Bargas não poderia mostrar agora, mas antecipou que era contra os ex-ministros da Saúde, Serra e Negri. O blog afirma que o presidente Nacional do PT, Ricardo Berzoini, sabia da reunião, mas não às denúncias e a conversa durou 30 minutos, Bargas telefonou para avisar ao repórter que o denunciante voltara atrás e não queria mais apresentar o material e nem dar entrevista. A página do blog recebe mais de 300 comentários e tem forte repercussão, levando Bezoini a admitir a reunião. 

Surge mais um nome do escândalo: horas depois de que o Blog da Revista “Época” revelar que Oswaldo Bargas teria procurado revista, surge à informação que ele é casado com a Monica Zerbinato, secretária pessoal do presidente Lula. Nos dias seguintes, não há evidência que ela tenha ligação ao escândalo, mas o fato dela ser secretária do Lula aumenta mais evidência que pessoas mais próximas do Lula estão envolvidas no escândalo.

Quase fim de tarde, o juiz federal Marcos Alves Tavares nega todos os pedidos de prisões temporárias contra Paulo Roberto Trevisan, Gedimar Passos, Valdebran Padilha, Freud Godoy, Darci Vedoin, mas a PF indicia Gedimar Passos por supressão de documentos. O pedido foi feito pela Procuradoria da República na manhã. Na madrugada do dia seguinte, eles são soltos.
O site de Contas Abertas revela que a ONG ligada ao amigo de Lula, o churrasqueiro presidencial Jorge Lorenzetti, a Unitrabalho, recebeu R$ 18.499.684,31 milhões do Governo Federal, ganhou 21 vezes mais do que o governo FHC, que foi entre 1998-2002 foi de R$ 840.468,53. 

Um dia depois ter sido citado como envolvido, Jorge Lorenzetti anuncia em uma carta o afastamento da campanha eleitoral pela reeleição do presidente Lula, afirmando “que extrapolou limites de suas atribuições na campanha ao tratar do dossiê” e “afirmo taxativamente que em momento algum autorizei o emprenho de qualquer tipo de negociação financeira.” Ele é o terceiro integrante do PT cair. Com o afastamento, ele volta a ser o Diretor Administrativo do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC), mas fica até o dia 28 de setembro.

O Blog de Noblat publica sobre mais um envolvido no escândalo do dossiê: Expedito Afonso Veloso, diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil, que foi citado pelo empresário Valdebran Padilha à PF. Segundo Padilha, o diretor Expedito Veloso e Gedimar Passos, contratado para trabalhar na campanha de Lula, o recepcionaram na semana passada no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que os três seguiram para o hotel Íbis, nas vizinhanças do aeroporto. Foi nesse hotel que Valdebran e Gedimar acabaram presos pela Polícia Federal. Padilha confirma que no dia 6 de setembro, Oswaldo Bargas e o churrasqueiro presidencial Jorge Lorenzetti se reuniram em São Paulo com repórter da revista Época, Ricardo Mendonça, na suíte do hotel Crowne Plaza. Na ocasião, Bargas perguntou ao repórter se a revista teria interesse em publicar “denúncias fortes o suficiente para desmoralizar o candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo, José Serra, e o ex-ministro da Saúde Barjas Negri”. A notícia recebeu quase 200 comentários.

No dia 20 de setembro, o consultor sindical Wagner Cinchetto afirma em entrevista à Folha de S. Paulo, que o “PT já fazia dossiês em 2002”: “Organizamos um grupo… no sentido de antecipar alguns fatos, algumas denúncias que adversários poderiam fazer e reunir material suficiente e capaz de não só combater as denúncias dos adversários como também divulgar as denúncias contra os principais adversários”. 

O jornal “O Estado de S. Paulo” revela mais um nome envolvido no escândalo: é o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. Ele é acusado de ser uns dos envolvidos no chamado “Escândalo do Mensalão”. Segundo o jornal, a SMPB, depositou R$ 98,5 mil na conta da Caso Comércio e Serviços Ltda., de propriedade de Freud Godoy.

A diretoria do Banco do Brasil se reúne para discutir situação de diretor de Gestão de Riscos do Banco do Brasil, Expedito Afonso Veloso, que estaria envolvido em dossiê, mas horas depois, o diretor Expedito Veloso se antecipa e pede afastamento do cargo em uma nota à imprensa. Ele é o quatro integrante do PT cair.

Um dia depois que o blog da revista Época ter publicado que um membro do PT, o ex-secretário do Ministério do Trabalho Osvaldo Bargas, ter procurado a revista para publicar denúncias contra Serra, o ex-secretário perde o cargo de Trabalho e Emprego do programa de governo de Lula. Ele é o quinto integrante ligado ao PT a cair

Surgem rumores durante a tarde, de que o presidente do PT, Ricardo Berzoini, seria afastado da coordenação da campanha eleitoral do presidente Lula. Berzoini foi chamado novamente pelo Lula, que exigiu explicações imediatas sobre a origem do dinheiro, que por vez o presidente do partido sustenta que não foi do PT, fato comprovado horas depois. Berzoini diz que fica no cargo e só sai da campanha se Lula quiser. Mesmo assim, Lula afasta Berzoini da campanha no início da noite e nomeia o Assessor Especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia no comando e Berzoini divulga a nota da saída e é o sexto integrante do PT cair.
No meio da tarde, um site de jornalistas que trabalham na revista Isto É, divulga mais um nome que surge na história do dossiê: Hamilton Lacerda. Segundo o Redator-Chefe da revista Mário Simas Filho, diz que Lacerda foi pessoalmente à Redação da “Isto É” negociar a entrevista com os Vedoin. Ele esteve na Editora Três, responsável pela impressão da revista, oferecendo e negociando a entrevista com Luiz Antônio Vedoin que envolveria os políticos do PSDB com a máfia das sanguesssugas, que depois ele mesmo teria marcado essa entrevista, que foi acompanhada pelos membros do PT: Oswaldo Bargas e Expedito Afonso Veloso. Hamilton Lacerda é ex-vereador do PT e atualmente Coordenador de Comunicação da Campanha de Aloizo 
Mercadante para governo do estado de São Paulo.

Horas depois, Lacerda, divulga a nota em que admite fez a intermediação da entrevista de Vedoin para a revista Isto É, mas “é importante informar que nenhum momento houve qualquer oferta de dinheiro”. Na noite, horas depois da nota e a informação do repórter da revista, de que esteve na editora da revista IstoÉ para intermediação da entrevista de Vedoin contra políticos do PSDB e estar acompanhado com membros do PT, o candidato ao governo do Estado de São Paulo, Aloizo Mercadante, diz que “houve quebra de confiança” e decide afastar da campanha. Lacerda é o sétimo homem de cargo de confiança no PT a perder o emprego em menos de uma semana.

Dos sete integrantes do PT que caíram, cinco mantinham relações diretas com o Lula, revelando de fato que eles se envolveram no novo escândalo contra adversários políticos.

Por essas e outras, alegar que o ex-presidente Lula jamais “não sabia de nada” inclusive no caso do Mensalão delatado por Roberto Jefferson é uma afirmação esdrúxula e desconcerte devido ao amontoado de envolvidos diretamente ligados à alta cúpula petralha visando dentre outros objetivos conquistar a cadeira do governo do estado de São Paulo.

A revista Veja resistiu ao máximo a tratar do propinoduto tucano em São Paulo. Mas na edição desta semana, finalmente, ela citou o escândalo, que envolve chefões do PSDB e poderosas multinacionais, como a Siemens e Alstom. É certo que ele não deu capa e nem destilou o seu costumeiro veneno. Ela até tentou justificar o seu atraso na denúncia. Na prática, porém, a Veja confessou que foi atropelada pelo “trensalão” tucano.

No artigo intitulado “Corrupção em São Paulo: PF mostra a trilha do dinheiro”, a revista reconhece que os “documentos da Polícia Federal revelam enriquecimento inexplicável de servidores suspeitos de envolvimento no esquema que envolvia a Siemens”. A seletiva revista argumenta, de forma cínica e risível, que demorou a se manifestar sobre o escândalo porque não existiam provas concretas.

“Nunca saiu da fase genérica a acusação de formação de cartel de companhias estrangeiras fornecedoras de equipamentos para governos de São Paulo comandados desde 1995 pelo PSDB”. Agora, porém, afirma a “responsável” Veja, surgiram provas concretas de “que houve combinação de preços entre as empresas de modo a encarecer a conta para os cofres do estado”. 

“Investigação da PF sobre a atuação da multinacional francesa Alstom, uma das parceiras da Siemens no arranjo, descobriu evidências, mesmo que indiretas, do pagamento de propina a servidores. Isso coloca o caso num estágio superior ao que estava antes… Os relatórios de inteligência e laudos da evolução patrimonial de funcionários do governo paulista aos quais Veja teve acesso revelaram que ao menos quinze investigados, que ocuparam cargos nas áreas de transporte e energia, tiveram movimentações financeiras incompatíveis com seus rendimentos”.

A revista tenta jogar a culpa pelo desvio do dinheiro público em servidores do governo paulista. Mas é obrigada a citar os chefões tucanos. “Na semana passada, foi revelado que João Roberto Zaniboni, ex-diretor de operações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), recebeu 836.000 dólares em uma conta em um banco suíço. Zaniboni esteve em todos os governos tucanos de São Paulo, de Mário Covas a José Serra, passando por Alckmin”.

Com a tímida reportagem, o “trensalão” acaba de atropelar um dos últimos bastiões do tucanato paulista. Só falta agora a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de desvio de recursos públicos e de propina para figurões do PSDB – e, tudo indica, para a montagem de caixa-2 de campanha da legenda. 

Será que agora vai Dirceu? Vale a pena seguir essa novela!