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A ignorância não é uma benção!

São Tomás de Aquino dizia duas coisas: “Tenho medo do homem de um só livro.”
(Timeo hominem unius libri.) e que “a humildade é o primeiro degrau para a sabedoria.”

A partir dessa premissa, as universidades no Brasil podem ser descritas como cemitério de pensadores: O sujeito trabalha uma vida para dar a educação que não teve para seu filho ou filha. Os filhos dos trabalhadores ingressam nas faculdades ainda com certos valores e boa conduta moral, seis meses depois, estão com um livro do Nietz debaixo do braço pra cima e pra baixo, fumando baseado e falando em revolução do sistema.

É pra isso que serve aquela liberdade? Liberdade serve para não me prender a nada que me defina. A arte de exercer liberdade é isso, ou ao menos, a simples possibilidade de ser algo tão inevitável e não inventado diante da companhia da mais extrema idiotice que nos impõem em determinados pensamentos e comportamentos de manada em certos antros intelectuais.

Tudo que aprendemos de lixo deveria servir como um background para algo mais lógico e inteligível e não estacionar nossa mente em concepções sedimentadas que não permitem rompimento. O segredo da originalidade é saber esconder suas influências, sejam estas quais forem. O valor do homem é determinado em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego enão por aquilo que o aprisiona em conceitos fechados em si mesmo. Portanto, existem apenas duas maneiras de ver a vida: Uma é pensar que não existem verdades e a outra é que tudo traz uma verdade a ser descoberta.

Sabemos que a percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências, e se o sujeito não tem a mente aberta para os mistérios e o que existe atrás das estruturas que o cercam passará pela vida sem conhecer realemnte nada . Desde a arte, que é a expressão dos mais profundos pensamentos da maneira mais simples até a ciência ou até a religião; de tudo é possível se extrair verdades e novos conhecimentos. A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É esta a emoção fundamental que está na raiz de toda ciência e arte. O homem que desconhece esse encanto, incapaz de sentir admiração e estupefação, esse já está, por assim dizer, morto e tem os olhos extintos.
A mente avança até o ponto onde pode chegar; mas depois passa para uma dimensão superior, sem saber como lá chegou. Todas as grandes descobertas realizaram esse salto. A única coisa de que temos certeza é da singularidade do indivíduo,porém apenas duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Assim sendo,devemos ainda crer que diante de Deus todos somos igualmente sábios e igualmente tolos? Se eu quero saber como Deus criou este mundo não devo estar interessado neste ou naquele fenômeno, no espectro deste ou daquele elemento mas sim em conhecer os pensamentos divinos, o resto são detalhes.
A partir disso, crer, depositar fé em algo, seja no que for, pode ser tormento ou redenção. No sentido filosófico do termo a liberdade do homem quer ser expressa por si mesma e não mediante paralaxes que nos servem como bengalas para um vida toda no obscurantismo. Todos agem não apenas sob um constrangimento exterior mas também de acordo com uma necessidade interior, assim o primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma como máxima de sua potencialidade para desvendar novos pensamentos.

Quando acreditamos que o ser humano é vivência a si mesmo, dos seus pensamentos como algo separado do resto do universo – numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência – é essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Isto é que nos faz meditar que: O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego.

Os problemas significativos com os quais nos deparamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando eles foram criados. Se pensamos noventa e nove vezes e não descobrimos a verdade, isso não é motivo para deixar de pensar, ou mergulhar em profundo silêncio, e assim deixar escapar a verdade nos é revelada.

Uma pessoa meramente inteligente resolve um problema, uma sábia condiciona a algo mais amplo para aprender com este problema. Pensar é como andar de bicicleta: é preciso avançar na qualidade e quantidade de pensamentos para não perder o equilíbrio. A mente é intuitiva, por isso a fé é um dom sagrado tanto quanto a mente fria e racional, pois um é servidor fiel do outro em busca da libertação de paradigmas e revelação da verdade.

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O óbvio ululante que ninguém quer ver

Numa palestra, esta sim no College de France, mas não importa o lugar, com Alexandre Havard, mas também nem precisava ser ele, foi nos ensinado a pensar de forma magnânima e humilde em face aos descalabros da nossa sociedade moderna cuja sanha por respostas fáceis e deletérias não faz pessoas, como eu e você, meditarem sobre seus questionamentos de forma lenta, gradual e aprofundada. Em meio a tagarelice e muitos referenciais cômodos ao meu e seu estilo de vida acabamos por aderir a respostas falsas e apressadas no julgamento da realidade. Por que fazemos isso? Quais as conseqüências dessa atitude moral e intelectual? Não quero dar respostas, quero apenas apresentar o panorama no qual estamos imersos sem nos dar conta…

Definitivamente determinadas coisas não convencem. Hoje em dia estamos na era da informação, porém ainda há uma vasta camada de pessoas, especialmente as alinhadas com ideologias que vão desde o ateísmo ao paganismo, do jingoísmo ao chauvinismo, do cristianismo ao marxismo que realmente denotam ser pessoas totalmente ignorantes e preconceituosas quando expressam suas opiniões sobre os mais variados temas.

Esta semana, fui alvo duma mitomaníaca bisbilhoteira da vida alheia dessa espécie supracitada defendendo que a recusa da PUC em criar uma cátedra de cultura francesa se devia ao obscurantismo clerical ou cristão que emana daquela instituição com base num artigo que não cita muitas das coisas que decorrem nos bastidores universitários, tais como briga de ego por cargos de alto gabarito e reconhecimento. A dita cuja, de tão ensoberbecida por filósofos, esses sim obscuros, por preconceitos feministas ao cristianismo e Igreja Católica, disse ter compreendido as sagradas escrituras cristãs via notas de rodapé históricas da bíblia que leu em tenra idade. Notadamente que qualquer pessoa que realmente queira compreender um manuscrito de qualquer tradição religiosa deveria primeiramente recorrer às fontes primárias e tradição daquela vertente antes de incorrer num pseudo-estudo com base em fontes já contrárias e eivadas de deméritos ao que se estuda.

Exemplar disso, é que por muito tempo nas universidades houve uma briga de certos alunos mais conscientes, que se opunham a estudar tão somente a visão marxista das disciplinas que cursavam e solicitavam aos reitores e professores que também dispusessem da visão liberal clássica ao menos, sem emanar sobre as mesmas as críticas marxistas e vice-versa. Dessa peleja sobrevieram alunos que conhecem ambas as veredas e com maior independência ideológica sobre elas. Hoje em dia os mesmos que provaram da riqueza dessa fonte, depois de anos de leituras, não apenas de clássicos da filosofia antiga e contemporânea, mas também da literatura, ciência política e sociologia dentre outras áreas do saber humano. Hoje encontramos essa geração mais habilitada a opinar sobre muitos assuntos com maior embasamento do que estes paraquedistas que não sabem identificar as origens de muitos pensamentos dos seus autores prediletos; os quais citam e seguem cegamente sem questioná-los devido soar fácil e reconfortante ao ego ignaro e preconceituoso dos mesmos.

Por muito tempo tivemos averbado que liberdade intelectual é conhecer a verdade sabida pelos pensadores que defendem a liberdade de pensamento. Isso ressoa como uma base teórica falsa, pois pode ser manipulada como foco em toda idéia holista, que intenta recriar o mundo e costumes do nada, através de teses que seguem uma estrutura e superestrutura devendo, portanto, ser banidas sumariamente devido seu mérito ser insidiosamente fonte de manipulação. O Brasil que hoje vive esses caos entre os ditos reacionários obscurantistas e os iluminados que defendem a liberdade ampla geral e irrestrita sobre tudo, estão presos numa redoma que prega uma igualdade mentirosa que não leva em conta uma desigualdade justa que é inerente ao ser humano.

Questionar-se se são as idéias que geram os fatos ou os fatos geram as idéias é uma premissa primária metafísica para a qual não existe resposta, porém muitos se valem dessa premissa como articulação de convalidação de suas teses mais estapafúrdias e grotescas, seja na exegese ou na hermenêutica de algum assunto. O caso supracitado da incongruente que lê a bíblia a partir de notas de rodapé, sem se atentar para o valor espiritual do texto que lê, e muito menos sem aferir ao mesmo sua valoração transcendental, torna isso numa espécie de imanentismo corriqueiro digno de Bertrand Russel, Nietzsche, Karl Marx, Antônio Gramsci e do nosso Leonardo Boff no seu livro Tempo de Transcendência, que versa mais sobre filosofia imanente do que teologia transcendente e vende bem por isso, pois a idéia da sua magnus opus Carisma e Poder é sobreposta como Nietzsche faz em Crepúsculo dos Ídolos para convalidar o restante de seus escritos.

Distinção entre o fato e idéia, se algum dia fosse possível responder isso, estaríamos fadados à morte a filosofia e, junto dela, a própria humanidade. A razão é óbvia, pois despojar de qualquer mistério o homem seria transformá-lo numa cobaia do laboratório da história, que por sua vez quer produzir um mutante social a bel prazer dos seus teóricos mais proeminentes. Talvez seja este o sonho de todos os cientistas sociais fetichistas que se arvoram a engenheiros da alma humana e da sociedade moderna que um dia, quiçá,poderá ser livre e justa sem depender de normas reguladoras, pois a ética humana independerá de valores externo e prevalecerão os valores do ser em si mesmo como ápice da magnanimidade e humildade humana. Uma prova que isso é temerário é a obra de Alexandre Havard sobre liderança e trabalho, na qual clarifica que para haver liderança é necessário haver virtudes e caráter arraigados no ser humano em suas ações. Do contrário a falsidade e sedição geram manipulação e destruição de diversos projetos e ambientes que eram saudáveis.

Perante este escopo, o mais provável é que a relação entre fatos e idéias seja uma via de mão dupla — ao mesmo tempo em que são capazes de gerar fatos, pois as idéias não caem do céu podem ser influenciadas por fatos. A tese da ideologia pura e natural, sem amparo da mística social é idéia natimorta.  Caso exemplar disso é o da teoria heliocêntrica, segundo a qual, a Terra gira em torno do Sol. O heliocentrismo foi formulado, pela primeira vez, ainda na antiguidade clássica, pelo astrônomo grego Aristarco de Samos (310-230 a.C.). Mas como não tinha amparo em fatos mensuráveis na época, ancorando-se apenas na genialidade matemática de seu autor, ficou hibernando por 18 séculos, até ser retomado pelo padre polonês Nicolau Copérnico (1473-1543).

Outra tese engenhosa de Aristarco de Samos ilustra, com mais propriedade ainda, a impotência das idéias puras. Ao afirmar que a Terra e os demais planetas giravam em torno do Sol, ele não tinha como justificar o fato de as estrelas parecerem imóveis. A cada ano, quando a Terra completasse seu movimento de translação, a posição aparente das estrelas (paralaxe) teria de apresentar variações perceptíveis a olho nu. Para solucionar esse problema, Aristarco de Samos formulou a seguinte hipótese: essa variação, de fato, ocorria, mas não era perceptível devido à imensidão da esfera celeste, que colocava as estrelas muito distantes da Terra. “Sabemos agora que essa variação realmente ocorre, mas é extremamente pequena; para observá-la, há a necessidade de um telescópio e de uma técnica de observação muito refinada, tanto que ela não foi detectada até a década de 1830, ou seja, mais de dois mil anos depois” — escreve Colin Ronan, em sua História Ilustrada da Ciência, da Universidade de Cambridge.

Nessa mesma toada, coube ainda ao astrônomo, matemático e físico alemão Friedrich Wilhelm Bessel (1784-1846) realizar, em 1838, a primeira mensuração precisa da paralaxe estelar, ao medir a paralaxe da estrela 61 Cygni, da Constelação de Cisne, comprovando a tese que se perdera na Antiga Grécia. Se Aristarco estava certo, por que suas idéias não se impuseram vinte séculos antes, quando foram formuladas? Segundo Colin Ronan, porque a teoria do astrônomo grego, apesar de sua engenhosidade matemática, “parecia uma solução muito inverossímil para os problemas do movimento planetário”. Na época, a teoria geocêntrica de Cláudio Ptolomeu (c. 83-161 d.C.) mostrou-se muito mais eficaz. O fato de acreditar que o Sol é que se movia em torno da Terra não o impediu de descrever, com grande precisão, os movimentos dos astros, conseguindo calcular a data de futuros eclipses do Sol e da Lua. O geocentrismo de Ptolomeu podia estar errado, mas era mais crível e mais útil do que o heliocentrismo de Aristarco.

Eis o eterno dilema — Esses episódios da história das ciências mostram que o sociólogo Émile Durkheim (1858-1917) estava certo ao formular a seguinte tese no clássico “As Regras do Método Sociológico”; a saber: “A causa determinante de um fato social deve ser buscada entre os fatos sociais antecedentes e não entre os estados da consciência individual”. Durkheim defendia que os fatos sociais são externos ao indivíduo e exercem sobre ele uma forte coerção — tese violentamente combatida por marxistas e weberianos, irmãos siameses na mistificação sociológica. Mas “fato social” para Durkheim não significa algo necessariamente concreto, como a diferença entre riqueza e pobreza, as disputas entre patrão e empregado, a hierarquia entre pais e filhos. Pode ser também as representações sociais, que ele chamou de “consciência coletiva”. O que significa que as próprias idéias, apesar de nascidas na consciência individual, podem se tornar fatos sociais — desde que ganhem vida própria, fora do indivíduo que as formulou. Mas, para isso, dependem das circunstâncias, como ocorreu com as idéias de Aristarco de Samos. Ou seja, é a simbiose inextrincável entre idéias e fatos, o eu e as circunstâncias, diante da qual o próprio Durkheim se calava, por saber que é impossível determinar onde acaba o indivíduo e onde começa a sociedade dentro de cada um de nós.

Todavia, os mais renomados cientistas sociais contemporâneos acreditam ter superado Durkheim e resolvido o eterno dilema entre origem e fim, natureza e cultura, imanência e transcendência. Sociólogos como Pierre Bourdieu, Edgar Morin e até Anthony Giddens professam uma ciência social holística, que se julga apta a planejar não apenas a macroestrutura exterior ao indivíduo, mas também a microestrutura de cada consciência individual, devassando anseios, retificando condutas, induzindo concepções de mundo. A ideológica “luta de classes” de Marx cedeu lugar à subjetiva “ação social” de Weber, mas a ciência social continua a mesma desde Comte — seu objetivo é reformar o mundo. Com as rebeliões juvenis da década de 60, simbolizadas pelo Maio de 1968 em Paris, os principais intelectuais do século XX se tornaram lacaios da juventude. Pensadores tão díspares quanto o “vitoriano” Bertrand Russell e o hedonista Michel Foucault, passando pelo individualista Jean-Paul Sartre, renderam-se aos jovens — “esse povo que surgiu recentemente”, com a escolarização de massa, para usar a irônica expressão de Alain Finkielkraut, no livro “A Derrota do Pensamento”.

Renascia, assim, uma das mais recorrentes idéias da história do Ocidente — a de que “um outro mundo é possível”. Cunhada para o Fórum Social Mundial de Porto Alegre pelo jornalista e sociólogo Ignacio Ramonet, diretor eleito do “Le Monde Diplomatique” por mais duma década. Essa frase é apenas a nova veste de uma velha idéia — a utopia do Paraíso Perdido. Trata-se de um dos mais recorrentes mitos de origem, o mito de que o mundo foi criado perfeito e se degenerou depois. A Idade de Ouro, na Teogonia de Hesíodo, e o Jardim do Éden, no Gênesis bíblico, são as duas principais vertentes dessa utopia, que também ocorre entre culturas não ocidentais, como entre os índios guaranis e em segmentos do budismo. Na maioria dos casos, acalenta-se o sonho de reconstituir o Paraíso Perdido na terra, o que significaria alcançar mil anos de felicidade terrena, daí os nomes de milenarismo (do latim) ou quialismo (do grego) que são dados a essas utopias.

Desta forma o milenarismo socialista — sobre o qual versa o segundo volume de sua Historia del Paraíso (a edição brasileira está fora de catálogo), o historiador francês Jean Delumeau observa que “a nostalgia do Jardim do Éden deu lugar progressivamente à esperança de um novo Paraíso terreno” e sustenta que “essa esperança se há laicizado para dar corpo à noção de progresso”. Reclamando que nem sempre se reconhece o legado da utopia milenarista na história do Ocidente. A partir disto, Delumeau aponta a efervescência do milenarismo em torno de Oliver Cromwell (1599-1658), o ditador parlamentar que consolidou a moderna Inglaterra, e lembra que os Pais Peregrinos que desembarcaram na América do Norte em 1620 também eram milenaristas e sonhavam em converter aquela parte do Novo Mundo numa Nova Canaã, marcando indelevelmente os Estados Unidos, que surgiriam no século seguinte. A idéia de um progresso inevitável do mundo se consolida em diferentes pensadores, como Francis Bacon, Adam Smith, Leibniz, Hume, Kant e perpassa até a obra do pessimista Pascal.

Todavia  é por meio da utopia socialista que o milenarismo ganha nova força. Enquanto a idéia de progresso dos filósofos citados limitava-se a crer numa melhoria inevitável e paulatina do mundo, a utopia socialista — influenciada pela Revolução Francesa — já nasceu tentando apressar, através da violência, esse “outro mundo possível”. Jean Delumeau salienta que “Marx, Lênin, Mao e Pol Pot (como tantos outros hoje) resultam incompreensíveis se não se lhes reintroduz dentro da tradição milenarista em sua versão exacerbada: a que insistia na necessidade de uma ruptura brutal para entrar na era da felicidade”.

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Já o filósofo brasileiro Heraldo Barbuí (1914-1979) também denuncia o caráter milenarista da doutrina de Marx, em seu livro “Marxismo e Religião” cuja citação merece ser lavrada: “Marx disse, mais de uma vez, que o que nós chamamos História não passa de pré-história. Marx põe a sua história numa época posterior à nossa História: e sua história não há de ser uma história de luta de classes, nem de batalhas, nem de impérios que vão e vêm, nem dos Estados, nem de heróis. (…) Essa história marxista há de ser uma história extratemporal, posta num reino mítico, fabuloso, fora de todos os tempos conhecidos e cognoscíveis (…) E o proletariado, classe messiânica, negação de tudo quanto existiu até hoje, há de instaurar esse reino edênico, dialeticamente previsto pelo socialismo científico de Marx e Engels”.

Para Jean Delumeau, o marxismo representa a “culminância mais notória” do milenarismo. E não se pode esquecer que a geração que hoje governa e pensa o mundo é toda ela influenciada pela idéia de revolução — quando não é revolução econômica, é revolução dos costumes. Nem George W. Bush e sua mulher Laura Bush escaparam da mística do Maio de 1968: eles também usaram drogas na juventude, segundo relatos de uma biógrafa não autorizada da família Bush (a norte-americana Kitty Kelly), parte deles confirmada pelo jornal The New York Times. Graças a essa geração de eternos militantes estudantis, a imaginação não chegou ao poder, mas o poder chegou à imaginação. Cada vez mais, em todo o mundo ocidental, a vida privada vem sendo objeto de devassa pública. Ancorada em ONGs esquerdistas patrocinadas pela ONU, uma expressiva corrente do direito contemporâneo já não se contenta em regular as condutas — que antecipá-las, normatizando intenções. Daí as enxurradas de leis que se arvoram a criminalizar “preconceitos”, instaurando a força o maior dos preconceitos — o fascismo politicamente correto. É o “outro mundo possível”, cada vez mais provável no campo dos costumes.

Nessa esteira de fatos do mito-gerador – mesmo não tendo qualquer razoabilidade – as idéias do Maio de 1968 se tornaram fatos sociais na concepção durkheimiana, uma vez que se constituíram numa espécie de “consciência coletiva” das classes letradas, influenciando, profundamente, áreas como educação, saúde, lazer, comunicação e segurança pública. A idéia de que “um outro mundo é possível” é uma espécie de mito-gerador, que engendra uma série de outros mitos específicos, cada um encarregado de corroer uma parte da sociedade, até destruí-la por inteiro. Um desses mitos diz que todas as pessoas nascem iguais em tudo, inclusive na inteligência, e que basta dar-lhes educação para que elas se tornem brilhantes, até geniais.  Ao contrário do pensamento de Ivan Ilich, toda a educação brasileira pública e privada, baseia-se nessa idéia errônea, que não encontra sustentação nos fatos, apesar do esforço que a academia faz para distorcer pesquisas no sentido de comprová-la. Graças a esses mitos, até os deficientes mentais são empurrados para classes comuns, onde aprendem bem menos do que aprenderiam em classes especiais e ainda atrapalham o desenvolvimento intelectual dos demais alunos.

Outro mito nefasto, derivado do mesmo milenarismo revolucionário, é a idéia de que é preciso educar as pessoas para a tolerância, extraindo delas –  à força de leis intolerantes como as que vemos serem aprovadas hoje nos parlamentos do mundo inteiro – todo e qualquer preconceito. Trata-se da mais pura eugenia social. Uma pessoa sem qualquer preconceito não é pessoa. Nem chega a ser animal, porque eles também têm preconceitos. Talvez seja uma ameba ou uma pedra. O preconceito é imprescindível para a sobrevivência física e moral de qualquer pessoa e qualquer povo “autêntico”. O ser humano não é papel em branco para cientista social escrever o que quer. Talvez isto soe webberiano, mas vamos lá: Cada pessoa é um feixe de impressões e sentimentos desde quando ainda está no útero materno. E, ao longo da vida, como é impossível conhecer tudo o que nos cerca, vamos formando impressões sobre o mundo, muitas vezes incorretas.

Entretanto, é melhor assim do que não ter impressão nenhuma. O automatismo da maioria dos nossos hábitos, imprescindível para a boa convivência em sociedade, só é possível porque formamos conceitos prévios sobre as coisas, independente de corresponderem ou não ao que elas são.

Tendo em vista o ora exposto, o preconceito, como o próprio nome diz, é só um “pré-conceito” necessário diante de uma situação inusitada, para que não se fique totalmente desarmado diante dela. Se o pai não inculca na criança um “pré-conceito” sobre o perigo da tomada elétrica, ela acaba levando choque. Mas o preconceito se dobra a fatos e circunstâncias: depois de crescida, a criança se torna apta a entender o “conceito” de eletricidade e pode dispensar o “pré-conceito”. Assim também são os preconceitos culturais, inclusive o preconceito racial, que não se confunde com racismo. Diante de uma etnia desconhecida, de uma cultura estranha, não é possível não ter preconceito. O preconceito entre portugueses e índios, portugueses e negros e negros e índios era mútuo. Havia até preconceito entre as próprias tribos indígenas, uma vez que o termo “índio” é uma ficção conceitual inventada pelos europeus, que não corresponde à profusão de povos do Novo Mundo, muitos deles inimigos entre si.

Nesse ponto o racismo e preconceito são formas de preconceito racial defensivo. O racismo que hoje dominante é mais do que um preconceito; é um sistema arraigado de idéias que, confrontado com os fatos, prefere expurgar a própria realidade a ter que aceitá-los. Por isso, alguns acadêmicos defendem que nunca houve racismo no Brasil, nem mesmo durante a escravidão. Se tivesse havido racismo, a miscigenação seria impossível. Enquanto o português preconceituoso rendia-se às tentações da carne diante das negras, o anglo-saxão racista era capaz de subjugar o próprio desejo para não confrontar seu sistema de idéias. Hoje, segundo as pesquisas sobre racismo, o brasileiro mais racista costuma ser o nordestino pobre, sobretudo o baiano, quase sempre mulato. Ora, seu preconceito racial não pode ser confundido com racismo: trata-se de estratégia de sobrevivência, num meio em que, mesmo depois da abolição, o negro continuou escravo, já que não tinha para onde ir. O preconceito racial ainda existente no Brasil é resquício dessa trágica complexidade humana relativamente recente, que não será corrigida pela imposição de leis raciais. Pelo contrário, a política de cotas pode transformar em racismo o que é apenas preconceito.

Se houvesse mesmo racismo no Brasil e as cotas raciais conseguissem extirpá-lo, teríamos, então, “o outro mundo possível”? De jeito nenhum. Ainda restariam os feios, por exemplo, mais vítimas de preconceito do que os negros. Tanto que negro bonito, assim como negro rico,  e talentoso não sofrem preconceito, como está evidente na figura do Pelé em ralação aos seus fãs brasileiros e quiçá do mundo inteiro. Na verdade, não existe mundo perfeito, igualitário e feliz. Temos que nos contentar com o que existe e ir consertando seus defeitos pontuais, conscientes de que eles são teimosos e voltam sempre, ainda que com nova cara. O Eclesiastes bíblico já sabia disso, séculos antes de Cristo; por que a filosofia e a ciência esqueceram essa verdade? Toda idéia holista, totalitária, que intenta recriar o mundo do nada, deve ser banida sumariamente. O que o Brasil precisa não é de uma igualdade mentirosa, mas de uma desigualdade justa.

O mérito tem que voltar aos bancos escolares, premiando os melhores alunos. O professor tem de resgatar sua autoridade, recompondo a hierarquia social. A inconsequência juvenil — que emana até de homens e mulheres de cabelos brancos de sorriso e dentes falsos — deve ser derrubada do poder. É preciso resgatar a hierarquia. Ela é o oxigênio da vida. Sempre foi assim: uns mandam, outros obedecem; uns sabem, outros ignoram; uns têm muito, outros têm pouco. O ter, o poder e o saber só se tornam problema quando não são acompanhados de um senso maior do dever. Como ocorre no Brasil: um país em que diploma universitário dá direito a cela especial, como se o crime se tornasse menos grave justamente quando seu autor tem mais consciência dele. Eis aí uma boa pauta para os arautos do “outro mundo possível” — cortar seus privilégios nesse Brasil real, antes de fantasiar igualdades em mundos imaginários.

Diante dessa realidade onde se prefere a mitomania, e outras espécies de chauvinismo e auto-proteção preconceituosa em face  de outrem, vemos pessoas boas serem tidas como más, vemos os malévolos arrastarem multidões para o enfrentamento com seus pares. Estamos diante dum sistema social que verbaliza e prega a discórdia sob a falsa égide de que todos devem ser iguais a todo custo.  Não adiante negar o inegável, recorrer às velhas ideologias travestidas de inovação e superação de suas falhas e antagonismos contraditórios. Ninguém aqui pode mais ser alvo desses insultos a nossa vã inteligência que aprende mais com erros cometidos do que com sucessos obtidos. Muitos não estão dispostos a relegar seus valores e padrões de vida conquistados por merecimento próprio com outros que não respeitam sua integridade moral e intelectual, e estão no direito deles, pois a liberdade de ser e fazer acontecer não existe apenas para quem mora em bairros nobres e frequenta os melhores colégios, estas oportunidades e possibilidades não amputam no pobre e favelado o seu potencial pessoal de crescer e seguir com determinação até conquistar seus mais altos sonhos. É preciso resgatar a magnanimidade e humildade das pessoas e recondicioná-las a serem humanamente viáveis, e não socialmente ou economicamente viáveis. Não podemos aceitar a ditadura dos vitimistas, dos fracassados e invejosos, pois aceitar isso seria assinar a sentença de subserviência aos ditamos de quem não ousa ser  aquilo que pode ser nem mesmo por um minuto e vende-se ao comodismo e vaidades vis que corrompem qualquer ser humano. A realidade está aí bem a nossa frente para comprovar isto, basta encará-la face a face e enxergar o óbvio ululante.

Carta aos zumbis de Olavo de Carvalho

“Eu jamais compreendi a arte de me indispor comigo mesmo – e também isso eu devo a meu pai incomparável – mesmo quando isso me pareceu ser de grande valor. Eu inclusive não me senti, por mais que uma afirmativa dessas possa parecer pagã, uma só vez que fosse, indisposto comigo mesmo; pode-se virar minha vida de frente e do avesso e apenas raramente, na verdade apenas uma única vez, se encontrará rastros de que alguém teve contra mim más intenções – mas talvez venha a se encontrar rastros um tanto demasiado de “boas” intenções… Minhas próprias experiências com esse tipo de gente, com o qual todo mundo tem más experiências, falam, sem exceção, em favor deles; eu amanso qualquer urso e sou capaz até de fazer de um “palhaço” uma pessoa decente.” (Nietzsche in Ecce Homo)

 

Enquanto alguns apedeutas de plantão perdem seu ocioso tempo tentando refutar e compreender Olavo de Carvalho, este que vos escreve prefere refletir sobre os verdadeiros e grandes pensadores da humanidade. Apesar de eu possuir um temperamento parecido com de Nietzsche ou com Barlaão de Seminara ou Louis Van Gaal, ao menos escrevo e falo do que minimamente conheço com bases e fundamentos, ao contrário da vasta maioria que convive às voltas com os mesmos assuntos de sempre em grupos e blogs de debates.

 Vamos ao assunto propriamente dito…
 
Nietzsche escreve Ecce Homo pouco antes de perder a lucidez e faz dessa obra uma espécie de auto-congraçamento repleto elogios a sua própria figura. Tal como os que debatem Olavo de Carvalho e o criticam por ser um burro, esnobe e prepotente que de certa forma se vangloria por ser o maior intelectual brasileiro vivo, fica desses críticos a imagem de pessoas que não são capazes de debater Nietzsche em bases sólidas, sem dúvida Nietzsche é um baluarte da filosofia, e por isso mesmo debatem Olavo de Carvalho por ele ser de baixa, muito baixa, ou até de nenhuma qualidade no cenário de pensadores e por não conseguirem captar nada além do que é o pífio advindo do mesmo, ao qual taxam de mero astrólogo continuam a bater no mesmo com se fossem experts em algo. Nesse caso deveriam dar a cara ao pontapé e reconhecer que Olavo é melhor que toda essa corja representativa de macacos e galinhas, por mais que seja um traste medíocre em filosofia os papagaios são menos ainda que isso.

 

Creio ter evidenciado com isso a vileza intelectual duma série de papagaios que ou defendem ou acusam Olavo de Carvalho. Ambos são farinha do mesmo saco, congêneres da mesma baixeza intelectual e propagadores dos mesmos argumentos falidos e desprovidos de ética ao longo dos anos.

 

Mas voltemos ao Nietzsche que sempre atacou Sócrates e Kant de todas as formas, e isso demonstra que o quilate de quem ele agride em seus livros é bem superior ao quilate ao de quem os versados das redes sociais agridem, e isso ainda de lambuja revela tanto um como os outros – agressores e agredido – nunca pisaram sequer numa universidade tanto para estudar quanto para ensinar. Nietzsche louco fez mais que Olavo lúcido na minha humilde opinião.

 

Há ainda uns que me criticam por ter um blog de culinária “Bistrô do Chef Alonsô” o qual pouco aciono nos últimos tempos, mas mal sabem que Nietzsche falava de culinária em seus livros. O que tenho mais a dizer em face desses incautos fazendo correlações com Nietzsche? Ah sim, me taxaram de louco, instável, destemperado e coisas do tipo. Hoje mesmo um velho e lendário opositor me agraciou com a denominação comum de bipolar, outro idiota, sem saber que Nietzsche findou seus dias num hospício em Turim e que era um tanto apegado a fazer debates virulentos em sátiras e ao ponto de vociferar até mesmo impropérios e insultos aos interlocutores.

 

Por estas e outras é que me identifico com o bigodudo e posso dizer também sem o menor temor por que sou tão inteligente. A palavra inteligente já diz tudo em si mesma, e quem leu ao menos São Tomás de Aquino uma vez na vida sabe que ele define essa palavra de forma cabal e correlaciona elementos da cognição e moral o termo: “inter legere”, ou seja, ler por dentro. Não apenas ler por dentro de si mesmo, mas de toda e qualquer ação com capacidade de mover tanto a lógica e capacidade abstração para compreender elementos e comunicar idéias. Poucos detém de forma avantajada essa proeminência do intelecto.

 

Se lermos biografias e conhecermos as realizações de pessoas como Aristóteles, Maquiavel, Da Vinci, Stephen Hawking, Newton e tantos outros veremos ícones do brilho duma alta capacidade intelectual voltada para uma finalidade nobre. Assim, quando vejo os pobres coleguinhas debatendo Olavo de Carvalho anos a fio com intuito de refutá-lo por ele ser burro na opinião deles, eu fico triste e sou levado a debochar deles, pois desconhecem centenas de outras mentes realmente brilhantes, e quando conhecem um ou outro desses brilhantes ainda assim preferem o tio Olavo.

 

Então só me resta para estes incautos e ensoberbecidos pela mais degradante falta de inteligência de lerem a si mesmos acender uma vela preta e providenciar o caixão, pois trata-se apenas de zumbis olaveiros e mais nada…

Nosce te ipsum – Conhece a ti mesmo

Quem você realmente é? O que está fazendo neste mundo? Estas e outras perguntas movem seres humanos de todos os tempos.

A Filosofia Clássica é um caminho para uma vida de realizações e plenitude, no qual estas e muitas outras questões podem ser compreendidas.

Entender o mundo e a si mesmo na companhia de Aristóteles, Platão e Sócrates e outros. Esse é o desafio compreender para entender. Compreender que significa Encerrar em si, abranger, incluir algo para si, compor-se, conceber, perceber pelo espírito: compreender o pensamento de qualquer pessoa ou até mesmo aceitar com abertura de mente e espírito as razões de uma pessoa.

Para isso devemos equilibrar o conhecimento teórico com a vivência filosófica através de três frentes de estudo: Ética, Sociopolítica e Filosofia da História. Na Ética, estão as leis que regem nossa vida interior. Com a Sociopolítica, compreendemos nosso relacionamento com o que se passa à nossa volta. E com a Filosofia da História, é possível resgatar no passado ensinamentos para o presente e o futuro.

A partir dessas três linhas de conhecimento, ajudamos a compreender aquilo que somos e onde estamos e como estamos antes tudo a isso, pois do entendimento e compreensão das questões mais antigas do ser humano: de onde viemos, para onde vamos e qual é o nosso papel no mundo é que podemos dar novos passos rumo aos desafios futuros.

Transcenda sua mediocridade vivendo menos mediocremente!

Filosoficamente todos nós somos um bando de medíocres.  Não é por acaso que insistem em nos dizer que somos macacos evoluídos e não seres criados por um ser supremo – que por sinal seria mais medíocre que um orangotango segundo essa tese. Precisamos contemporizar nossa mediocridade com alguma espécie de independência sórdida e anormal em face nossa natureza humana capenga.

A grande diferença na vida é ser medíocre às próprias custas ou às custas dos outros.

Seja sincero consigo mesmo meu caro leitor: Você se acha mesmo alguém realmente independente em sua vida?

Se pergunte se essa maravilhosa invenção da tecnologia chamada computador estaria ligado nas suas fuças se alguém não tivesse descoberto a eletricidade e outros não tivessem feitos usinas hidroelétricas e se não existissem as empresas do Vale do Sílicio?

Se pergunte se você nasceu do pó soprado pelo vento por auto-aclamação, ou se dum momento de prazer entre um casal heterossexual, tendo que passar ainda nove meses na barriga da sua mamãe e depois mais alguns anos sendo alimentando, e tendo suas bundinhas bem cuidadas com talquinho e fraudas?

Se pergunte porque você reclama daquele político ladrão que recebeu seu voto porque você foi enganado com promessas e ideologias falsas? Você ainda se acha independente?

Nós vivemos às custas dos outros e dependentes uns dos outros. Isso é uma sina. Não somos seres brutos e sem civilização que vivemos dentro pela força suprema do nosso umbigo. Liberdade duma forma ou de outra é dependência de diversas coisas que nos cercam. Independência é para quem não precisa de nada ou de ninguém, e que por não necessitar de nada e de ninguém, consegue viver livre de qualquer influência humana seja ela social, econômica, política, natural, emocional ou sobrenatural.

Às vezes é plausível se perguntar porque ainda não fundaram uma religião oficial para endeusar de vez Nietzsche ou Marx, Isaac Newton ou Einstein. Afinal se Deus não existe e só Jesus Cristo foi capaz de voltar a vida nós deveríamos em tese sermos capazes de fazer o mesmo por ter fé nisso ou porque nossa razão e inteligência é tão mais esperta que a abjeta fé que seria capaz de fazer isso para a glória da raça humana.Nem isso somos capazes de fazer sem ajuda de outrem. Passamos a vida rezando e tomando aspirinas por qualquer dor de cabeça com medo de morrer.

Até para usar a razão e ter razão em algo precisamos e dependemos dum bando de gente medíocre que pensa igual e que concorde com nossas ideias pueris e medíocres.  Precisamos antes de tudo nascer com cérebro, depois duma escola, dum professor, de livros e teorias, e de mais gente que viveu, pensou e morreu para ter alguma orientação básica sobre o que devemos pensar, fazer e ser. Todos estes também foram medíocres e dependentes tanto quanto nós ou até mais que nós.

Olhem ao seu redor e vejam. Escolas, igrejas, shows, empresas todos cheios de gente medíocre e dependente uma das outras. O que nos diferencia?

Ser mais inteligente não significa que vai ter uma saúde melhor. Ser mais rico não significa que vai ser feliz. Ser bonito não significa que vai encontrar o amor. Somos seres que dependemos sempre a todo momento de alguma coisa muitas vezes fora de nosso total controle que minimize esse nosso estado medíocre para que possamos obter alguma coisa na vida.

 

Ah você acha que controla algo em sua vida? Pense um pouco…

 

Olhe para sua geladeira e veja a comida que você precisa ingerir para ficar vivo. Contemple seu fogão como algo com a capacidade de te fazer viver por mais um dia. Você depende do seu fogão, da sua geladeira e da comida e dos supermercados que os vendem e das empresas que os produzem.

 

Você consegue viver sem sua comidinha, fogão e geladeira? Consegue ordenar para os carboidratos, proteínas e gorduras serem gentis para não te engordarem?  Consegue manter sua cervejinha gelada sem freezer e fazer seu feijão sem panela e fogão? Consegue?

 

Você controla sua esposa ou marido e seus filhos? Mal consegue controlar um espirro e acha que tem poder sobre a vida de alguém pelo simples fato de pagar suas contas e dar-lhes sustento e lições capengas de como a vida é? Você é medíocre não tem poder sobre nada e ninguém. Se come demais peida e caga, se bebe demais vomita e fica de ressaca. Só não é mais inútil porque seu patrão precisa de você para produzir alguma coisa que vai servir para outro sujeito como você continuar vivendo cerca de 70 anos nesse planeta.

Voltemos ao começo: A grande diferença na vida é ser medíocre às próprias custas ou às custas dos outros.

O que podemos concluir disso tudo depois dessa breve explanação sobre a mediocridade humana?

Podemos dizer que somos todos iguais? Nem isso. Somos medíocres até para isso.

Portanto, meu querido leitor ou leitora saia agora da frente desse computador e busque viver sua vida duma forma menos medíocre. Não perca seu precioso tempo de vida com aquilo que não te dá alegria ou paz alguma. Olhe para a morte como uma motivação para você viver hoje menos mediocremente, pois se você não fosse medíocre a morte não seria problema.

Afinal, a nossa única certeza absoluta na vida é que ela acaba e que o destino de todos é morrer e ser comido pelos vermes.

Filósofos Fighters

Apropriando-se da imagem do combate e misturando com os antigos games de lutas ao estilo Street Fighters e Mortal Kombat, o pessoal da Superinteressante criou um joguinho absurdamente simples e divertido sem perder conteúdo: o Filosofighters.

Explicando melhor: Platão, Santo Agostinho, Nicolau Maquiavel, René Descartes, Jean-Jacques Rousseau, Karl Marx, Friedrich Nietzsche, Jean Paul Sartre e Simone De Beauvoir são agora lutadores e precisam se enfrentar. Além dos tradicionais chutes e socos, cada um dos filósofos utiliza dois golpes especiais que você fica conhecendo lendo um pouco mais sobre o lutador. Marx, por exemplo, arremessa a foice e o martelo, além de convocar os trabalhadores para ajudá-lo.

Alienados por Nietzsche e Marx

Hitler foi um bom rapaz. Isso mesmo, ele foi bom. Depois de ler Nietzsche acho que ele se tornou maléfico e sociopata. (Como nosso querido Octávio Henrique) Os amigos de juventude do jovem Adolf descreviam-no como um cristão sério e devoto, dotado de coração terno e generoso, paciente e amoroso, qualidades que demonstrou amplamente enquanto cuidava da mãe moribunda falecida 1907.

Se Adolf fosse analfabeto ou, ainda, tivesse sido um bad-boy cabeça oca que somente se interessasse em zoar e pegar as minas e beber cerveja até cair como o Chico Satã, o mundo poderia ter passado sem tudo aquilo que ele criou depois de ler Nietzsche. Porém, o imberbe Adolf embora não fosse exatamente um bom estudante, era moço de família e ocupava seu tempo livre de forma útil: lendo filósofos alemães. Ah ele também era vegetariano.

Depois de ter ficado com suas convicções morais e religiosas abaladas pelas idéias de Schopenhauer, achou pouco e, aos quinze anos, o tennager Adolf, estava lendo a obra de Friedrich Nietzsche. Ficou impressionado com “A Genealogia da Moral”  toda aquela reavaliação de valores para enfim concluir que “o bem é o mal e o mal é o bem”. Dividida em três tratados, a obra contesta a vigente  na época e ainda hoje distinção entre bem e mal considerando tal distinção um encarceramento do entendimento e uma distorção da realidade promovida pelo pensamento cristão ocidental e sua “moralidade para escravos”.

Nietzsche criticava especialmente o altruísmo sem explicação e a quase que santificação da miséria, da doença e da fraqueza inspirada pelo pensamento cristão. Idéias de derrotados cuja elaboração o filósofo atribuía aos judeus, que haviam feito o desfavor de legar essa excrescência lógica à doutrina cristã.Em outras palavras, o Cristianismo tal como era apresentado pelo Vaticano era uma religião de ressentidos feita  por derrotados e para derrotados, religião para aqueles que eram os restos murchos da escória da raça humana.

Besta Loura: Hitler, excitadíssimo com essas idéias, mais entusiasmado ficou  com o pensamento de Nietzsche sobre As Tribos da Antiga Germânia. Foi na mesma obra, Genealogia da Moral, que o filósofo do bigodudo introduziu, em sua linha de pensamento, a figura controversa da Besta Loura (que aliás existe mesmo: loura, morena, pele vermelha, amarela, besta de bigodão, em conheço vários espécimes –  Enfim, a bestagem, na verdade, não escolhe etnia, religião ou patrimônio); mas voltando à Besta Loura nietzschiana, era, inicialmente, uma metáfora que se referia ao leão, o mamífero felino predador, dito rei dos animais. Neste sentido, a expressão Besta Loura foi usada primeiramente em Assim falou Zaratustra.

Nietzsche comprava o processo de cristianização dos povos nórdico-germânicos, as Bestas Louras no “Crepúsculo dos Ídolos”, a uma espécie de tentativa de domesticação de animais. Os animais domesticados, domados, na verdade não têm seu comportamento aprimorado; antes, são enfraquecidos pela ação do medo, da dor, das feridas, da fome e, assim, tornam-se bestas doentes; sofrem de depressão. O mesmo aconteceu com os homens que os padres e pastores se encarregaram de domesticar (catequizar) na Idade Média, quando a Igreja era, sobretudo, um zoológico magnífico de espécimes de bestas louras (arianos) foram caçados em toda parte; e assim, os nobres teutões foram domesticados. Tornaram-se caricaturas de homens, e foram informados e acreditaram que eram pecadores, presos em uma jaula feita de todo tipo de terríveis conceitos da moral judaico cristã. E ali os nobres teutões permanecem: doentes, miseráveis, maldosos contra si mesmos; cheios de ódio e repulsa pela alegria de viver, cheios de desconfiança contra tudo o que seja forte e feliz. Em resumo, os nobres teutões foram reduzidos ao estado de ignóbeis cristãos.

Algumas décadas depois durante a cena nazi-ocultista a questão religiosa, do ponto de vista da política social, era complexa. Nem todo o orgulho do povo alemão seria capaz de produzir uma repentina rejeição radical, em massa, ao Cristianismo. Os pensadores nazistas consultavam seus alfarrábios de seus teólogos, filósofos, ocultistas, historiadores, arqueólogos ─ de Guido von List a Schopenhauer e Nietzsche, tudo em busca de elementos capazes de compor uma doutrina religiosa nazista que conciliasse a fé popular, cristã católica ou luterana, com a imagem de um Cristo completamente desassociado do judaísmo. O próprio Nietsche em suas duras críticas, não mirava Jesus; atacava, na verdade as Igrejas como o cristianismo instituído via essas entidades detentoras da moral de massa, fossem estas de cunho católico ou luterano.

Os moderados, mais politicamente realistas ou astutos, propunham uma purgação na substância histórica filosófica e doutrinária do Cristianismo. Alegavam que o Cristianismo estava contaminado pelo judaísmo e corrompido pela indigência moral de seus ministros, desde o Papa até baixo clero. A recuperação da pureza cristã poderia ser feita por meio da arianização. Essa proeza foi realizada pelos cientistas da Ahnenerbe (o ministério da cultura nazi) que descobriram a  verdadeira etnia atlante-amorita-ariana de Jesus, negada ou pior, ignorada, escondida pelos Apóstolos que, afinal de contas, eram semitas judeus que passaram a vida como ratos de sinagogas.
Essa apropriação indébita daqueles apóstolos judeus foi especialmente elaborada pelos discípulos de Paulo de Tarso, o apóstolo que “não era apóstolo”, mas sim um cidadão romano e erudito do judaísmo, ou melhor, um pseudo cristão de última hora por conta de um suposto milagre (que bem poderia ter sido a cura espontânea de uma conjuntivite grave após uma queda do cavalo ocasionada por um clarão). Paulo teria usado sua erudição para elaborar a doutrina cristã que se tornou oficial. Para Nietzsche, assim como para muitos outros estudiosos, o Cristianismo, ainda hoje, em essência, é muito mais um paulinismo e, para os nazistas, um judaísmo para alemão ver.

Embora Adolf tivesse se distanciado do cristianismo desde a adolescência, ele jamais assumiu isso diante da multidão. Médium, psicopata, marionete de cúpula, ditador, estadista, Adolf podia ser muita coisa, mas não era insano o bastante para atacar de peito aberto a fé cristã do povo alemão. Todavia, ele se detinha diante dessa questão sendo cuidadoso em elaborar suas teses preconceituosas fundadas em Nietzsche. Nem o Cristianismo positivo recebeu seu apoio oficial. Envenenados ou não, o povo alemão adorava Jesus.

Através da Ahnenerbe o Terceiro Reich divulgava seu discurso conciliatório a fim de apaziguar as dúvidas que naturalmente tomariam o espírito dum alemão mais esclarecido: Como exterminar os judeus se Cristo os havia perdoado e se o próprio Cristo era judeu? A resposta era simples: Cristo nunca foi judeu, nunca foi cordeiro e, de bom grado, teria acomodado os judeus em um cinzeiro master sux. E mesmo o cristianismo positivo representava uma fase de transição, até o glorioso e definitivo retorno da tradição nórdica. Entretanto, secretamente, Adolf  e seus confrades faziam coro aos protestos de Nietzsche em Anticristo.

Assim eles julgavam os judeus como o povo mais catastrófico da história do mundo e o cristão que achar que não é judeu; não compreende que ele mesmo em sua essência, cristão atualmente é a última conseqüência do judaísmo. O que era, inicialmente, somente uma doença, hoje é uma indecência. É indecente ser cristão atualmente.  O cristianismo condenado por Nietzsche e “transvalorado” pelo Nazismo, hoje recebe o mesmo tratamento pelo marxismo heterodoxo, contra a Igreja Cristã (católica, luterana e assemelhadas) a mais terrível de todas as acusações: Culpada da maior corrupção já concebida, com seu ideal de anemia, de santidade, drenando todo o sangue, todo o amor, toda a esperança de vida; a cruz é a marca de recordação da maior conspiração subterrânea que jamais existiu contra a saúde, a beleza, contra tudo que proporciona bem-estar, contra a coragem, contra a elegância da alma, contra a vida em si mesma.

A influência de Nietzsche na ideologia político-esotérica nazista se faz presente em temas importantes do corpo de idéias místicas-nacionalistas. Sua obra forneceu argumentos filosóficos, suporte lógico que foi incorporado mais ou menos sutilmente às doutrinas-chave cultivadas pelo Terceiro Reich:

  • o Anticristianismo oculto e o regate da religiosidade pagã
  • Cristianismo Positivo, que estava sendo preparado para as massas germânicas
  • a doutrina da superioridade dos teutões – da raça, dos germanos – por sua bravura e nobreza (sem falar na beleza ariana) e, por extensão, a superioridade da raça ariana, das hordas Bestas Louras. [Sobre o espírito das hordas de Bestas Louras este articulista balbucia a sugestão de audição de Imigrant Song do Led Zeppelin].
  • Validação da Lei do mais forte em termos filosóficos.

Atribuída a Darwin, na verdade essa simplificação do enunciado resulta em corrupção da idéia darwinista, mais corretamente enunciada como Lei dos mais aptos em face de determinadas circunstâncias, ou seja, forte, não necessariamente no sentido de envergadura corporal: altura, peso, compleição física. Existem muitos tipos de força. Sobrepõe-se aquela cuja natureza mostra-se superior em determinadas circunstâncias. Darwin não nega esse fato. Em Nietzsche, porém, o conceito de apto é apresentado em termos pouco nobres e, veladamente, refere-se aos judeus na Europa.

No tocante ao célebre combate pela vida ele termina, infelizmente, ao inverso do que a escola de Darwin deseja, ou seja, em desfavor dos fortes, dos privilegiados, das exceções felizes. Os fracos se tornam sempre e de novo senhores dos fortes ─ é que são grande número os fracos e também são mais espertos. Darwin esqueceu o espírito. É preciso necessitar de espírito, para adquirir espírito. Entendendo por espírito: a cautela, a paciência, o ardil, o disfarce, o grande autodomínio conforme o pensamento de Nietzsche. Assim, a mortandade em massa dos judeus no Holocausto deixa claro, por extensão, o anti-semitismo nietzscheano.

Avaliando o movimento natural de todas as coisas, aquilo que se chama, sem consideração de mérito, evolução, Nietzsche chama a atenção para os processos de extinção de organismos ou instituições que perderam utilidade, sentido, razão de ser. Todo acontecer no mundo é um eterno sobrepujar, um tornar-se senhor; e todo sobrepujar e tornar-se senhor é um interpretar de modo novo um ajustamento. Mais adiante, falando dos significados e justificativas/legitimações históricas da instituição do castigo, Nietzsche menciona a segregação dum elemento degenerante em certas circunstâncias, de um ramo inteiro. Portanto, como meio de manter pura a raça ou de manter firme um tipo social como uma espécie entre os castigos necessários aos naturais ajustamentos do organismo social.

 

Continua…

Tribunal de exceção no Orkut

Certas coisas desastrosas que ocorrem nas redes sociais me fazem refletir seriamente e permitem desiludir-me com pessoas que arrogam para si sem premissas básicas de justiça o ofício de juiz!

Penso que isso é o traço duma cultura de hipocrisia e esquecimento da verdadeira decência que tomou conta da sociedade como um todo de assalto e reflete-se nas medidas mais pitorescas e estranhas no mundo virtual.
Atualmente estou sendo julgado sumariamente, pasmem, por uma Comissão Julgadora de Debates na comunidade Duelos Retóricos. Por mais que pareça crasso isso, instituir um verdadeiro tribunal de exceção numa comunidade de Orkut mostra que as coisas não vão bem é na realidade fora do Orkut.
As pessoas achando por si mesmas que detém o lastro da distribuição da justiça tomam medidas das mais pueris e descabidas em face de ações tidas como polêmicas e taxada até de delitos por desafetos da mais alta ignorância e conseguem impor com isso nada mais, nada menos, que o reflexo da realidade que vivem de forma personalíssima seja onde for.
Mesmo que pesem contra minha pessoa um único ato de repercussão um tanto afrontoso à tal comunidade referida, eu acho que, com total certeza que a coisa debandou para o lado da incongruência com a ética e desnivelamento moral que o grupo social ali vive dentro e fora. Faço questão de deixar claro isso.
Até um estudo comportamental parece estar sendo realizado sobre isso, para que se tirem quais conclusões eu me pergunto? Que tipo de estudo é esse que usa de cobaias pessoas e limita as suas ações de acesso e livre expressão ao caudilho da indiferença ao senso de justiça?
A única expressão que me toma a consciência é o formato dos famigerados tribunais de exceção. Nesse tipo de coisa sem precedentes, ou com precedentes ditatoriais e tiranos, fica evidente a manifestação do mais puro e irrestrito patrulhamento ideológico de um grupo em face de um e outros. Porca miséria!
Que tipo de ação judicante é essa onde não há direito ao contraditório e ampla defesa? Onde é que foram parar os princípios de direito atinentes a essa sistemática para levar a cabo um agrupamento de pessoas a erigir um foro onde não está sediada a objetividade das cláusulas da justiça, mas sim a subjetividade dos partícipes e seus preconceitos e conceitos eivados de falibilidade sobre aqueles que querem vigiar e punir ou até mesmo estudar.
Parece-me claro, com solar clareza, que ocorre dentro das redes sociais é o que ocorre fora também na mesma medida. As pessoas são tomadas por impulsos das mais variadas raízes volitivas e são motivados a formar opiniões tão conflitantes com a ética e moral que agem como se fossem donos das verdades mais complexas e das supostas verdades de suas mais convictas desconfianças sobre um ou outro ser isso ou aquilo etc.
Fica mais encravado ainda na consciência que o “homo homini lupus” é tão real mais contundente que parece. Se as pessoas tomam atitudes assim dentro da internet das duas uma: Ou são incapazes ou capazes de fazer o mesmo fora dela em seus círculos sociais.
Apunhalam direitos, mas pregam direitos. Assassinaram a cara limpa e seus próprios nomes e rostos agindo em segredo. Eis o que há de mais pífio e sórdido nessas lacunas da ética ora demonstradas por cada um desses caudilhos em comissão.
Seja qual for a decisão ou embasamento dela nessa referida comissão, resta claro que a existência pervertida do completo senso de justiça não é mais latente, mas sim foi de vez massacrada na sociedade e está exposto como cadáver insepulto e ambulante até nas redes sociais!
E tenho dito!

Aloprado Alonso aniquila Big John mais uma vez!

 

Do correspondente no Orkut na Comunidade Ringue Filosófico

No feriado de Corpus Christi, Aloprado Alonso num ato de caridade aceitou debater mais uma vez com o tosco chorão, e já derrotado inúmeras vezes Big John, marmanjão quarentão que usurpa da sua vovózinha dilapidando a aposentadoria da velha em lans houses se passando por um refinado debatedor, mas na verdade é um parvo demagogo chorão desprovido de cultura e argumentos.

Atendendo a sua bela bela namorada húngara, Aloprado Alonso propôs um debate sobre a obra literária de Attila Jószef o reconhecido poeta moderno húngaro, a qual a bela ruiva de olhos verdes sussurra durante os orgasmos “Oda” famoso poema do autor puxando-lhe a barba.

Big John como um desconhecedor até mesmo da obra de Machado de Assis, disse que Atila Jószef era um escritor medíocre, sendo que jamais leu uma linha sequer deste renomado poeta. Como se não fosse muito recorreu ao xenofobismo, além de artimanhas jurídicas indignas entre outras formas de corromper o debate, as quais Aloprado Alonso como douto jurista utilizou como ponto final para a discussão sentenciando Big John a mais uma queda de sua égua manca.

Ainda como se não fosse o suficiente Big John passou batido sobre conceitos implícitos de Nietzsche o qual Aloprado Alonso utilizou em sua fala inaugural, revelando assim Big John ser, nada mais nada menos, que um relés boçal energúmeno inculto e velhaco.

Desta forma, mais uma vez Aloprado Alonso, fulmina, aniquila e trucida Big John em um debate que desta vez não durou mais de meia hora na rede social orkuteana, lançando novamente Big John numa insolente cantilena e ladainha derrotista esquizofrênica proferida por Big John que não aceita como um bebê chorão a devastadora derrota diante de um verdadeiro filósofo e pensador que é Aloprado Alonso.

 

Por que o ataque relativista à ciência é tosco?

O pior do relativista (principalmente do foucaultiano) é repetir a cantilena chamada de “falácia do jargão coringa”: “As ciências criam discursos de verdade”. Ou seja, eles não precisam conhecer a teoria científica que atacam, basta repetir essa ladainha falaciosa e pronto; pensam que destruíram qualquer possibilidade de argumentação.

Chama-se falácia do jargão coringa, pois serve para diversas situações; é o contrário da falácia “ad hoc”. Thomas Nagel diz bem isto em “A Última Palavra”. O relativista se limita a fazer a mesma afirmação simples em todo assunto: “blablabla, esta verdade é relativa, blablabla”. O objetivista precisa fazer uma defesa diferente para cada área, explicando por que e onde temos conhecimento de fato objetivo. Relativismo é preguiça intelectual.

Não é só porque os foucaultianos de plantão não entendem NADA de ciência e pertencem à seita dos pós-modernos negacionistas do conhecimento objetivo da realidade — um credo tão infundado, besta, fanático e que representa uma pobreza intelectual dos infernos (já que depende que a pessoa seja uma culturadora de pensamentos babacas como os de Foucault e companhia, ao passo que tem uma perspectiva bitolada sobre outros campos do saber, de que esses mesmos pensadores não sabiam coisa alguma) – que as ciências não possam ter como meta a objetividade. O que esses fundamentalistazinhos da seita “foucaultiana” (não necessariamente cultuadora exclusiva de Foucault, mas atribuo a ele toda a corrente por ser um nome modista, sempre evocado) não sabem é que não se rebate estudo científico com lorota filosófica — aliás, se tivessem o mínimo de conhecimento de epistemologia e filosofia da ciência, saberiam que dados de estudos são tratados apenas de duas maneiras: ou se os refuta com outros dados, provenientes de outros estudos, ou se os corrobora pela mesma via.