Arquivo mensal: setembro 2015

Papa Francisco – Um hipócrita em três atos

– O Papa foi a Cuba, país de 11,4 milhões de habitantes, que matou desde 1959 estimados quase 10 mil cidadãos (média 178/ano e total de 1,56 a cada 100 mil habitantes/ano), na imensa maioria inocentes, que simplesmente pensavam diferentemente do governo. O Papa não falou nada sobre essas mortes.
– O Papa foi aos EUA (na sequencia), país de 316,4 milhões de habitantes, que matou desde 1976 um número aproximado de 1.755 (média de 45/ano e total de 0,014 a cada 100 mil habitantes/ano) de condenados por crimes dolosos contra a vida pelo judiciário americano (tecnicamente muito capaz e imparcial).
 
– O Papa enche a boca para falar sobre a pena de mortes imposta aos condenados por crimes no EUA, mas não diz absolutamente nada sobre os mortos pelo regime de Fidel Castro sem devido processo legal e nenhuma garantia constitucional de direitos humanos pelo fato de serem contrários a uma ideologia que a própria Igreja condenou no passado com excomunhão pelo Papa Pio XII? Sim, exatamente isso!
O Papa Francisco não é um comunista, é um hipócrita!
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Por que não evitaram essa idiotice?

Acho compreensível que muita gente não tenha entendido o rolo do fatiamento da Lava Jato que passará a ter vários relatores no Supremo, e, por consequência, o mesmo acontecerá na primeira instância — o que significa que o juiz Sérgio Moro tende a perder a jurisdição de alguns casos. É o fim da Operação Lava Jato? Não.

Se fosse, ninguém mais seria condenado, todos os presos já estariam soltos, haveria absolvições em massa etc. Há, no entanto, o risco de pessoas acusadas pelos mesmos crimes, com igual grau de comprometimento, terem sentenças distintas, já que julgadas por tribunais diferentes? Há. Isso é bom? Não! Ainda que sejam cortes distintas, o Estado acusador é o mesmo.

Por que isso aconteceu? Vamos lá: Há acusados que são investigados e julgados na primeira instância, e há aqueles com foro especial por prerrogativa de função. Senadores, deputados e presidente da República, por exemplo, são processados pelo Supremo. Voltemos ao Mensalão: Por que o caso todo ficou no STF, e nada menos de 38 pessoas foram julgadas pelo mesmo tribunal?

Ora, 35 delas não tinham direito a foro especial e poderiam ter sido julgadas pela Justiça comum. Sabem quem arrastou aquelas 35 para o STF? Apenas três deputados que também eram investigados: João Paulo Cunha (PT), Valdemar Costa Neto (PR) e Pedro Henry (PP).

Márcio Thomaz Bastos, então advogado de José Roberto Salgado, diretor do Banco Rural, tentou desmembrar o processo. O Supremo negou. E por que negou? Porque a denúncia do Ministério Público demonstrou que todos eles estavam unidos numa teia; que os crimes, mesmo quando tinham lateralidades específicas, obedeciam a uma centralidade.

 

Desta feita, no Petrolão e no bojo da Lava Jato, como observou o ministro Teori Zavascki, foi a Procuradoria-Geral da República quem escolheu o caminho do fatiamento, encaminhando pedidos de abertura de inquérito ora para o próprio Teori, ora para Sérgio Moro. QUEM FAZ ISSO ELIMINA, DE SAÍDA, A IDEIA DE QUE OS FATOS ESTÃO RELACIONADOS E SÃO CONEXOS. É uma obviedade.

Ao contestar o fatiamento ao qual ele mesmo aderiu, Rodrigo Janot afirma agora: “Não estamos investigando empresas nem delações, mas uma enorme organização criminosa que se espraiou para braços do setor público”.

O que se tem é uma organização criminosa que abarca também as empreiteiras — que não tinham como estar na chefia porque não são elas as portadoras das leis. Mas também não quer dizer que sejam vítimas.

Como trata-se duma organização criminosa por que a Procuradoria-Geral da República, constatada a existência de acusados com fórum especial, não encaminhou, desde antes, tudo ao STF? Se os casos estavam umbilicalmente ligados, e estavam, por que Sérgio Moro proibia os depoentes de citar nomes de políticos com foro especial? A resposta, todo mundo conhece: porque isso o obrigaria a mandar o caso para o Supremo. E ele queria manter tudo com ele em Curitiba.

Quantos, nesse meio do caminho, erraram de boa-fé, de má-fé, por ignorância ou por ingenuidade?
O fatiamento traz, sim, riscos à equanimidade da Justiça? Traz! Mas não foi por falta de advertência. Só agora doutor Janot vem falar que “não se trata de investigar empresas, mas uma enorme organização criminosa”? Ora… E como compatibilizar isso com a tese do cartel? Com a devida vênia, o excesso de rigor pode resultar, a depender do caso, em absolvições injustas e impunidade.


A imprensa, na média, terá boa parte da culpa. Preferiu ouvir corporações e juristas sempre aplaudindo o trabalho do Moro, que sim fez exemplar trabalho, mas em muitas outras deixou de tapar brechas que existem nas tortas leis brasileiras que sempre favorecem os donos das bancas advocatícias mais caras e tribunais repletos de juízes indicados politicamente como é o caso do STF e STJ o tapetão do PT. Pior: erros assim já aconteceram antes. Os criminosos sempre torcem por isso porque eles contam sempre com isso! Então se a equipe da Lava Jato já sabia disso por que não evitaram isso?

 

E tenho dito!

lalal

Você come dólar sim, estúpido!

Nos últimos dias os noticiários diariamente estão veiculando o aumento do preço do dólar e a constante desvalorização do real, é cada vez mais fácil ler na internet comentários como “eu não como dólar”, “eu ganho em real” ou “dane-se os Estados Unidos”.
Em todos os casos, o objetivo deste tipo de comentário é desmerecer a importância da subida da moeda americana e taxar a todos que se preocupam com isso como golpistas, ou simplesmente “capitalistas sem coração”. Embora seja desnecessário, afinal nem mesmo uma sonda conseguiria colocar conhecimento na cabeça dessa gente, escrevemos este texto para mostrar que ao contrário do que dizem, você come dólar todos os dias. E bebe também.

Para ficar mais fácil de explicar e compreender, e sem que seja necessário desenhar com giz de cera, vamos utilizar a carne como exemplo, ok?

Em um mundo onde tudo é industrializado e quase nada é vendido sem que haja nenhum tipo de manipulação por máquinas, o preço do dólar é essencial no valor final cobrado por um produto. Vamos começar com a carne, por exemplo. Nossa produção pecuária é destinada ao consumo interno e à exportação. Vamos dizer que metade do que cresce em nossos pastos vão para fora, e a outra metade é consumida aqui dentro. O aumento do dólar, que acaba tornando a importação da nossa carne mais barata, também faz com que a carne vendida dentro do Brasil encareça, pois é preciso compensar o prejuízo que o produtor tem ao vender aqui e não lá fora.

O exemplo acima explica o aumento causado pela oferta e pela procura, e há a resposta padrão para ele. “Então basta não exportar, eu não sou obrigado a pagar mais caro para que um europeu coma filé mignon”. Certo, mas nem tudo é assim tão simples e transparente.

Mesmo que nenhum quilo da carne fosse exportado, o alto preço do dólar ainda aumentaria o custo na prateleira. Como?

Explico: Já que a vigilância sanitária e o Ministério da Agricultura exige uma série de garantias para que a carne (ou qualquer alimento, diga-se de passagem) seja vendida para seres humanos. Isso é feito para que haja segurança total no consumo, e para obter isso os produtores utilizam uma série de remédios, vacinas ou inseticidas e defensivos agrícolas. Como a indústria nacional ainda engatinha neste quesito, um bom quinhão deste material é importado, e com o dólar praticamente dobrando nos últimos quatro anos, é bom levar em conta que o custo que o produtor também dobrou na mesma maneira.

Mas e se todos os medicamentos e etc fossem produzidos no Brasil? Justo. Para que uma fábrica seja montada, há todo um investimento feito com a compra de equipamentos e matéria prima, e quanto mais complexo e desenvolvido ele for, maior é a probabilidade de sua aquisição ser feita no exterior. Neste caso, temos a necessidade da importação, e então o dólar aparece na equação novamente.

Ok. E se TUDO fosse feito no Brasil, não houvesse exportação de nossa produção e não fosse necessário importar um único prego para que tudo fosse produzido? O cenário ainda é o mesmo. Tudo o que é cultivado no ponto A precisa ser transportado para o ponto B, para processar, e então para o ponto C para que você possa comprar no mercado. O Brasil não é auto-suficiente na produção de petróleo e o aumento do dólar, necessário para importar o combustível, faz com que o custo do transporte suba.

Há também o gasto com pneu, desgaste dos caminhões, com embalagem, óleo e derivados. Entendeu a cadeia do dólar no caso da carne? Agora aplique ela para a fabricação e venda de um caminhão, de caixa de papelão, da bobina de papel que vai imprimir o recibo da sua compra no mercado da esquina.

Então, meu caro, é evidente que você come dólar sim, e tentar desdenhar da preocupação dos outros com o aumento da moeda americana não é só imbecil, como também beira ao crime.

O pior é pensar que o preço do dólar que já é alto, pode subir ainda mais, pois a crise não é só econômica mas também política, e o mercado enxerga a saúde do governo como um indicador da força da nossa moeda. Como disse Saul Sabbá, presidente do Banco Máxima, “o problema é que não conseguimos enxergar o que é o preço técnico do dólar, se é que tem. Tecnicamente pode ser R$ 4,00 ou R$ 4,50, depende do grau de deterioração econômica e política que agora passam a andar de mãos dadas. Isso significa que não tem nada certo em relação ao dólar e juros.”

Resumindo: A alta do dólar vai impactar cada compra que você fizer na sua casa e o aumento da moeda americana não prejudica só a madame que vai para Miami, mas também ao pobre no nordeste que vai passar sede se não comprar uma bomba de extração de água, e a subida dele é extremamente preocupante e perigosa, e você deve se sentir assim ao saber que tem gente que finge não entender isso. Ou é tão limitada que realmente não compreende.

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A falência do Poder Judiciário no Brasil

O Judiciário brasileiro é totalmente cooptado por politicagem. Quem duvida disso basta ver que as filhinhas de Luiz Fux e Marco Aurélio Mello operando jurisdicionalmente com a mesma capacidade dum Dias Toffoli na magistratura brasileira.

Para piorar esse quadro há uma leva significativa de professores de Direito que se interpretam a legislação pátria à base de marxismo heterodoxo achando que deturpar a legislação com determinismo sociológico é algo digno de mestrado ou doutorado. Na verdade são massa de manobra com diploma universitário e pós graduação com alguma alfabetização, mas independência intelectual e moral não está incluso no curriculum acadêmico dessa laia.

Além do mais, depois do cultuado decisório que extinguiu doações de campanha no STF, que permitiu que um juiz – Barroso – atuasse numa causa na qual ele atuou como advogado, não há mais do que se falar em respeito às normas processuais vigentes no país. O STF fez questão de rasgar numa tacada só Constituição, códigos processuais e mais uma miríade de normas regimentais do seu próprio tribunal e outras regras do ordenamento jurídico.

Como se não fosse o suficiente, o STJ está prestes a dar um sinal à sociedade brasileira de que existe meios legais para manter os corruptos e canalhas que estão destruindo o Brasil no poder. É o fim do mundo! Os Odebrecht e PT estão apostando todas as fichas no poder econômico que tem, diga-se de passagem, hoje, todos nós sabemos como foi conseguido; para manipular as decisões daquele tribunal, pois o STF já se tornou adendo jurídico da assessoria jurídica do PT há tempos!

Não é por acaso que Gilmar Mendes é uma voz que destoa do silêncio e omissão de togados canalhas e corruptos vendidos ao PT e empresas com juízes no bolso.

E tenho dito!