Arquivo mensal: dezembro 2013

O dilema da prisão de ventre

Quando a pessoa padece de prisão de ventre certos convites se tornam um dilema. Se a pessoa está naqueles dias onde nada sai, ela pode até mesmo recusar diversos convites na expectativa que algo venha acontecer justamente quando está na companhia dos amigos num cinema, no zoológico, num show, seja lá onde for.

Pior ainda se no local não tiver banheiro por perto ou limpinho, isso sim torna o dilema mais terrível ainda. A pessoa fica pensando: “Vai que estou lá assistindo aquele filme do Leonardo Di Caprio e fico naquela solto ou não um pum discreto, e a coisa quer vir e eu tenho que ficar com aquela cara… digamos enfezada enquanto o Di Caprio beija alguém?”

 

Isso sim é terrível, isso sim causa vexame, a pessoa está lá no meio do filme e quando justamente o mocinho beija a mocinha vem aquela vontade de soltar gases. Imaginem a cena com todos seus requintes de possibilidades mirabolantes e admitam: Quem nunca passou por isso? Muitas pessoas recusam convites em certas épocas, não por serem anti-sociais, mas sim porque foram acometidas por uma prisão de ventre daquelas.

 

Recordo que quando tinha uns dezesseis anos, estava ficando com uma menina, uma morena formidável de seios fartos, cabelos encaracolados, tudo de bom, mas no meio duma beijoca e outra – quando já me atrevia a passar a mão boba ali e acolá – eis que vem a dor de barriga adiada naquela manhã sabe se lá Deus por causa de qual alimento consumido. Tive que adiar os planos da mão boba para o dia seguinte. Saí correndo dali e fui direito para o primeiro boteco que encontrei usar as dependências sanitárias do estabelecimento. Saí dali livre, leve e solto… e no dia seguinte a menina não queria mais nada… acho que até pensou que eu fosse, sei lá… Bom deixa pra lá…

 

O problema é que quando o intestino aperta ou não solta, ou guarda para si alguma coisa, quem faz merda de outra forma somos nós mesmo… É ou não é?