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E agora Dr Meirelles?

As propostas do governo de ajustes nas contas públicas até aqui não apresentaram aumento de tributos como medida. Por outro lado o governo Temer duplicou os gastos de verbas e emendas para bancar a base aliada desse presidencialismo de coalizão pós-impeachment. Isso sem dúvida gera reflexo no caixa da União que está combalido e retira dos investidores esperanças que esse governo venha a fazer uma política de acordo com regras sérias. Nesse caso Temer está patinando, ladeado por serviçais envoltos na sombra da corrupção e escândalos constantes e sanguessugas do congresso nacional que vivem de barganha.

Apesar de contar com um ministro da Fazenda que está ficando atolado com índices de retração que não pararam de dar marcha ré até agora, está claro que Henrique Meirelles não um desses economistas que Alexandre Schwartsman taxaria de “quermesseiro keynesiano”.

O ministro da Fazenda já reafirmou que “tudo indica” que não será necessário aumento de tributos para ajudar as contas públicas do país, sobretudo diante dos sinais de recuperação da atividade econômica e que devem alimentar a arrecadação. Além disso, acrescentou ele, o governo deve contar com receitas provenientes de privatizações, concessões, entre outras. Todavia, a maioria dos índices econômicos não pararam de engatar marcha reversa, as pequenas melhorias em alguns apontadores de recuperação deixaram de movimentar-se positivamente.

E agora Meirelles? O que esperar de ti? O que esperar do governo perdulário que faz gastança de verbas para manter uma base de parlamentares incautos e profanadores dos cofres públicos? Renan, numa ação de retaliação quer combater os “super salários” dos servidores, em especial do Poder Judiciário. O Planalto disse que iria cortar os cabides de emprego do aparelhamento estatal petista, mas tudo isso até agora foi apenas um conto da carochinha para boi dormir. Então o que esperar para os próximos meses do governo Temer na área política e econômica que fica correndo atrás do próprio rabo?

O ministro da Fazenda já palestrou diversas vezes mencionando que: “A realidade objetiva é que o Brasil tem uma dívida bruta pública muito elevada para o nosso nível atual de desenvolvimento. Essa é uma realidade que fizemos questão de declarar, a realidade tal como ela é” Disse ainda que: “Para se enfrentar um problema é muito importante que o problema seja reconhecido, explicitado e a partir daí possa ser enfrentado. Esse é o ponto fundamental”. Esse é o diagnóstico, mas onde está o tratamento sendo feito caro ministro? O reconhecimento do problema fiscal brasileiro e da real situação das contas públicas, com o reconhecimento da meta de déficit primário da ordem de 170,5 bilhões de reais e uma previsão de uma meta de 130 bilhões para o próximo ano é sem dúvida um alerta que as coisas não tendem a melhorar em curto prazo.

A queda gradual da receita tributária, da arrecadação em função da crise na atividade econômica do país e falta de confiança com a solvência do país é outro problema do governo. Meirelles sabe que tudo isso é como um problema de saúde, onde a primeira coisa é fazer o diagnóstico correto e depois examinar se o paciente tem condições de enfrentar um tratamento rigoroso com cortes de elementos nocivos a sua saúde e tomar remédios fortes que o farão melhorar.

Assim sendo, não basta o remédio ser apontado com precisão, tem que haver colaboração do paciente tendo uma postura mais saudável ante a enfermidade. Hoje, o governo é um como se fosse um sujeito com obesidade mórbida, que não para de comer tributos e gerar colesterol ruim, isso é, come um alimento que não o nutre e ainda por cima sustenta os parlamentares que causam uma série de problemas ao país por serem deletérios a saúde política do paciente.

Arrecadação escassa e gastos excessivos com parlamentares e Poder Judiciário nababesco sem dúvida não farão fechar a conta no saldo positivo. Então por que não cortar os dispendiosos gastos com as folhas de pagamentos do Legislativo e Judiciário? Por que raios o ministro não toma uma medida nessa direção de forma contundente e acaba com a farra e esse câncer que corrói o governo há décadas? Será que ele é um médico da economia que não quer tratar do paciente de forma completa? E agora Dr Meirelles? Aplicar injeção na testa não vale!

 

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A situação temerária do governo Dilma

As tentativas de apaziguamento entre pares nesse descalabro todo através de acordos secretos não reduziram o medo, quase pânico, que sacode as glândulas sudoríparas de numerosos homens públicos do passado e presente. A miniaturização da política é tamanha que qualquer conversa entre dois parlamentares já é um risco de destronar qualquer pessoa nesse meio.

Muitos deles começam a buscar, na memória, frases ditas sem cuidados e sem malícia, pelo telefone, ou pessoalmente, a pessoas de pouca confiança. Teme-se, e com alguma razão, que a manipulação dos registros fiscais, patrimoniais de qualquer político ou ente relacionado aos mesmos que torne qualquer conversa um libelo do caos total. Não obstante o medo, e, provavelmente, o surgimento de suspeitas infundadas contra homens “honrados”, o vendaval será saudável para quem se aliou ao mal e quer redenção.

Resumo da ópera: A análise de cenário indicava que a Lava Jato chegaria até Eduardo Cunha sem dúvida mais cedo ou mais tarde. Sabendo do óbvio Mercadante apostou tudo nessa possibilidade, sem avaliar quando tempo levaria para isso ocorrer. Cunha seria eleito de qualquer maneira chefe da casa de achacadores e isso seria péssimo para quem está do outro lado da Praça dos 3 Poderes. Aos trancos e barrancos, Mercadante tentou rearticular a base e puxar o tapete de Cunha, coisa tal que foi a razão do esfacelamento da base aliada na Câmara.

Conselheiros próximos a Dilma convenceram-na a abrir espaço para o vice-presidente Michel Temer, ou seja, trata-se daquelas raposas velhas e sábias que ajudam a acomodar a base, seja qual for o governo, FHC, Lula ou Dilma. E aí que a porca torce o rabo, pois petistas não sabem ser coadjuvantes devido a arrogância ostensiva, um sentimento de superioridade que dificulta o relacionamento com mortais comuns, especialmente do meio político.

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As últimas informações sobre os conflitos com o vice-presidente Michel Temer não são animadoras. Temer é um político experiente, responsável, que, em função de sua carreira sem arranhões, tornou-se uma espécie de avalista da governabilidade. Jamais avançou além das suas atribuições e só se colocou em campo depois de convocado. Agora ele sabe que o mote da última intriga foi atribuir a ele ambições de voos autônomos, por sua afirmação de que há necessidade de se unir o país para superar a crise em torno de “alguma pessoa”.

Esse jogo inconsequente poderá jogar pela janela a última âncora de governabilidade do governo Dilma, que é o PMDB inteiro. Daí será o fim!

E tenho dito!

Fora Joaquim Levy e leve a Dilma e o PT junto!

É uma decepção anunciada o que Levy faria na agenda da economia nacional. Além de sujar seu nome como o “Tombão” ainda embaralhou-se com as mesmas sandices que tornaram Mantega um vassalo da visão econômica desastrosa de Dilma.

Achei numa certa altura do jogo que ele tinha aproveitado a situação de debilidade de Dilma para não saudar a mandioca e assim impor o que seria necessário. Ledo engano. Fez uma ajuste sem corte de despesas do governo e todos 39 ministérios restam intacto e gastos e pedaladas deixam esqueletos em todos os ministérios e instituições financeiras públicas. Isso não um ajuste fiscal sério. É um embuste surrealista que só ocorre mesmo no Brasil que precipita-se para ser a nova Grécia daqui alguns anos se nada for feito corretamente.
Se tudo continuar assim ele conserta o que estava errado somente depois de 2018 e só beneficiará o PT com isso nas próximas eleições. A recessão será de 2,5 a 3% em 2015 e 1,5% em 2016.

Quando Levy aceitou entrar na equipe do governo já se sabia que boa coisa não poderia ser devido ser um economista ligado a bancos privados diretamente. Qualquer pessoa com um mínimo de neurônios sabe que com o PT mais bancos só dá isso: A enganação pura. Toda a competência desses calhordas está concentrada na mentira e na formação de quadrilha.

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Extorsão tributária sustenta a farra fiscal da Dilma

Afogado em ministérios e boquinhas para militantes, o governo Dilma não economiza nem no cafezinho. Apenas extorque os “contribuintes”, aumentando impostos e alimentando a inflação. Tudo para manter esse Estado obeso e cada vez mais voraz:
 
 
O governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) registrou de janeiro a maio um superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de 6,62 bilhões de reais, o pior resultado para o período desde 1998, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira. No mesmo período do ano passado, a economia havia sido de 19,3 bilhões de reais, o que representa uma queda de 65%. Em 12 meses, o governo central acumula um déficit de 32,2 bilhões de reais, o equivalente a 0,57% do PIB.
 
Apenas em maio, o resultado ficou negativo em 8,05 bilhões de reais. No mês passado, as receitas caíram 0,5% e as despesas recuaram 0,3%. “O resultado de maio, de certa forma, deve-se basicamente à queda da arrecadação”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive. No mês passado, houve déficit em todas as esferas do governo central, com resultado negativo de 1,482 bilhão de reais nas contas do Tesouro, de 6,311 bilhões de reais nas contas da Previdência e de 258 milhões de reais no BC.
 
A meta de superávit primário de 2015 para o setor público consolidado – governo central, Estados, municípios e estatais -é de 66,3 bilhões de reais, equivalente a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Desse total, 55 bilhões de reais correspondem à obrigação apenas do governo central. O alvo é considerado ambicioso após o Brasil ter registrado déficit primário de 0,63% do PIB no ano passado e em meio a forte efeito da economia fraca sobre a arrecadação federal.
 
Para atingir o alvo deste ano, o governo adotou um duro ajuste fiscal, que enfrenta resistências no Congresso, baseado em aumento de impostos, restrição de gastos, revisão de desonerações e redução de subsídios.
 
O enfraquecimento da arrecadação federal tem prejudicado as contas públicas. De janeiro a maio, registrou o pior desempenho para o período desde 2011. Nesta semana, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que apesar da queda na arredação, é “um pouco precipitado fazer qualquer movimento em relação a meta”.
 
Pesa ainda os menores pagamento de dividendos de estatais. Segundo o Tesouro, de janeiro a maio deste ano entraram 2,917 bilhões de reais, quase 70% a menos do que o mesmo período do ano passado.

Doze anos de recessão

O governo lulopetista vem difundindo há mais duma década a idéia que a “nova matriz econômica” iria gerar benefícios para toda população brasileira, em especial os mais pobres. Todo aquele papo de desconcentração de renda, de distribuição mais justa da riqueza nacional foi na verdade parar nos bolsos do PT e não dos seus eleitores e nem daqueles que não votaram nunca nos mesmos.

A falácia foi desmascarada totalmente com a necessidade daquilo que batizaram de “ajuste fiscal” ora em curso. Segundo sua teórica mais lúcida e irrefutável; a saber, Dilma Rousseff: o ajuste será na medida certa como manda o figurino do rombo das contas públicas maquiadas e lesadas. Será uma ajuste rápido e flexível na medida correta, com caimento sob medida, tudo isso para não sobrecarregar o povo que lacrou 13, o povo que não tem culpa do desmando, pois votou no Aécio, e também para quem nem foi votar nas últimas eleições. Afinal, ela é “presidenta” de todos os brasileiros e o fermento do bolo deve compulsoriamente ser dado por todos contribuintes. Já as fatias eles guardam para servir aos empreiteiros e bancos.

Dizem com sorriso largo no rosto cândido de político que usa óleo de peroba na cara, como é o caso de Michel Temer que: “Logo o Brasil voltará a crescer, recuperar os empregos em extinção e reverter a perda do poder de compra dos salários”. Sabemos todos que isso não é verdade, mas engolimos isso de bico calado e com cara de paisagem. Vez ou outra vamos às ruas pedir a cabeça deles, mas nem isso anda sendo feito como deveria. Perante esse cenário de compactuar com o indesejado ajuste fiscal governo e base aliada trilham caminhos da manutenção e conserto das contas públicas no vermelho para o azul que só será azul quando deixar de ser vermelho numa explicação digna da nossa douta presidenta que deve ser ainda estudanta de economia.

Ao atingir a meta de 1,2% do PIB traçada pelo ministro Joaquim Levy teremos os resultados desejados, e seremos todos agraciados com mais marketing eleitoral para eleger o sucessor de Dilma, que poderá ser Lula, o pai dos pobres, que recebe “bônus eleitoral” de empreiteiras para atender os interesses populares da Camargo Côrrea e Oderbrecht dentre outras instituições republicanas ora institucionalizadas pelo PT através da PPP denominada Clube do Bilhão.o qual  assaltou a Petrobras e BNDES.

Sabemos das duras penas que Dilma passa em sua nada mole vida de presidenta em dieta. Encastelada e esquentando banana no microondas toda manhã, Dilma só sai de casa para dar umas pedaladas – desde não faça isso (dar pedaladas)  no seu gabinete presidencial tudo bem é aceitável. É notório que Dilma é uma mulher sem paz, que não gosta de comparecer em eventos onde é vaiada, pois não pega bem para uma senhora da idade dela ser menosprezada por uma população nacional repleta de elite branca paulista que é golpista. As dificuldades que o seu governo, esse da Pátria Educadora enfrenta para fazer passar no Congresso as medidas do ajuste fiscal, ou arremedo de desculpa para elevar taxas e tributos e cortar direitos trabalhistas e de pensionistas, almeja da forma mais fenomenal conceber a imagem de que o governo competente que nunca errou  foi vitimizado pela  crise externa de 2008 que nos jogou na lona somente em 2014 pós campanha eleitoral. Antes o Brasil era o reino encantado da prosperidade e justiça social. A nova Cuba, ou a Cuba continental do mundo dos BRICS, que vão de mal a pior diga-se de passagem.

Vemos que as MPs do ajuste fiscal que chegam ao Congresso são modificadas pelo contrabando político rabilongo que insere novas pautas nas MPs. Isso torna a MP do ajuste fiscal em artifício de manobra que faz as medidas de ajuste perderem o impacto necessário para produzir resultados na proporção necessária na economia combalida pelo seu elevado índice de corrosão gerado pelo intervencionismo estatal. Paralelamente a isso, os parlamentares criam novos gastos, que comprometem as medidas aprovadas em sua integralidade, como foi o caso da alteração recente no fator previdenciário e correção de alíquotas de tributos. Tudo isso serve apenas para dar a desculpa que estão agindo de forma integra com o dinheiro público numa hora de dificuldades. No entanto, a verdade é outra: fazem isso para poderem transferir ao BNDES mais 50 bilhões de reais de forma afrontosa ao contribuinte que banca a farra fiscal e assaltos aos cofres previdenciários. Escândalos como do CAF não são devidamente punidos de forma célere e exemplar, e tudo no Congresso precisa de CPI que termina em pizza para fazer de conta que apuram alguma coisa.

Além disso, existe a falsa percepção de que o ajuste da economia do qual o Brasil necessita se resume a cortar gastos e aumentar impostos para recompor o equilíbrio fiscal.  Perante esse cenário basta ver o estrago que a presidente Dilma provocou com suas intervenções intempestivas na definição da taxa de juros e nas tarifas do setor elétrico depois de eleita e o custo que a correção desses erros está gerando para sociedade hoje no presente momento em meados de 2015 alguns meses depois dessas medidas. Essa é uma pequena amostra de que ninguém contraria as leis do mercado impunemente e recebe glórias imerecidas. Desde o Plano Real a meta de inflação é pré-definida como um pilar para nossa economia doméstica ser minimamente estável e fluída. As elevações de taxas de juros e depreciação do cambio não fortalecem em nada a população assalariada, pelo contrário, os tornam perdulários do dinheiro que não possuem.

Tendo em vista que o governo petista provocou distorções graves na política salarial vemos que o Brasil tende a penar com os erros da cúpula petista no poder; e não sanar as falhas do governo federal. Basicamente o salário é o preço que os contratantes pagam pelo trabalho dos contratados e nesse aspecto ainda recaem  tributos na folha de pagamento e onerações fiscais no consumo desses assalariados. O resultado dessa política é danoso, pois poder aquisitivo do cidadão se torna totalmente fragilizado se a inflação sair fora da meta, e compromete não os gastos apenas supérfluos, mas sim os necessários como de habitação e alimentação.

A definição mais clássica da movimentação dos preços deveria obedecer a lei da oferta e da procura, mas com o processo inflacionário e de juros em elevação a perspectiva se torna invertida e recessiva. Em economias desenvolvidas e  livres de constantes intervenções a definição desse preço é pactuada entre as partes. No caso brasileiro, em especial na era Lula e Dilma, os mesmos resolveram ser pródigos com os trabalhadores e determinaram políticas artificiais de aumento do salário mínimo acima da inflação. Essa suposta benesse produziu consequências negativas de longo prazo e isto aliado aos danos gerados pelas outras pedaladas e corrupção ocasionam na nossa atual conjuntura. Como sempre os principais prejudicados são os trabalhadores de baixa renda, além da classe média que representa em suma o setor de prestadores de serviços e o comércio de modo geral.

O aumento da inflação pode ser ainda mais catastrófico se pensarmos no seu reflexo direto e indireto no impacto sobre as contas da Previdência Social. Atualmente o rombo terá que ser coberto com aumento das contribuições previdenciárias, com aumento do tempo de contribuição e com aumentos de impostos. Essas três vertentes enfiam sempre a tesoura dentro do bolso do cidadão e não do governo.

Ademais, com a elevação artificial dos salários houve ainda o impacto que gerou redução das margens de lucro das empresas e consequentemente paralisia dos investimentos em tecnologia e aumento da produtividade interna da nossa economia que se torna estagnada e não contratante de mão de obra, em especial na indústria. A grande parcela dos investimentos das empresas provém do lucro reinvestido e uma pequena margem de financiamentos para ser uma empresa competitiva e sustentável. Inverter essa logicidade é matar empresas e roubar postos de empregos além de gerar demissões em larga escala. Tudo isso se deve a nossa política tributária e salarial mantida como galinha dos ovos de ouro do governo. Com isso, a indústria brasileira  perde competitividade e não ingressa em mercados promissores e torna nossa economia baseada no mesmo de sempre, em exportação de grãos e minérios de ferro para chineses que pagam o quanto querem e quando querem se o dóllar estiver favorável. Para piorar, os governos petistas responderam a essa falta de competitividade com protecionismos e desonerações seletivas que geraram uma mascaramento da realidade comercial e de consumo interno.

Viver e trabalhar numa economia com as margens de lucro comprimidas por intervenções do Estado nunca funciona beneficamente. Ao invés de gerarem mais empregos e investimentos, as empresas se acomodaram à recomposição de perdas em longo período. Isso é reflexo da economia fascista brasileira onde o Estado suga de tudo e todos em todos os pontos da sociedade. Insuficiência de lucros gera falta de competitividade e fechamento de portas de muitas empresas que poderiam se estabelecer solidamente no mercado. A competitividade  resulta dos investimentos em tecnologia e na educação do trabalhador, e não do protecionismo e da desvalorização cambial, essa última também induzida pela intervenção do governo na economia para atender seus interesses terciários.

Ligado a isso a perda de receita tributária do atual governo é reflexo não de sonegação, mas sim de quebra de empresas e insolvência de pessoas físicas. Lula e Dilma nos entregam após anos de governos petistas até mesmo em unidades da federação um país desmantelado estruturalmente na economia privada cujo único objetivo é financiar um Estado inflado e corrupto na sua burocracia em todos os escalões. Há mais danos ainda, porque o ópio do povo dado por essa política petista é o que mata o seu viciado hoje, pois o consumo alavancado pelo crédito sem lastro é insustentável a longo prazo. Qualquer pessoa que conheça as balizas da economia sustentável conhece os seus pressupostos de inviabilidade.

Os custos dos arranjos fiscais necessários ao ajuste da economia nacional até o momento estão sendo apresentados na forma de aumento de impostos compondo tais medidas 85% do ajuste fiscal e corte de gastos e investimentos sociais na faixa de 15%. O resultado intrínseco dessas medidas recai nos ombros  dos trabalhadores e pessoas que possuem capacidade econômica fragmentada como é o caso dos pensionistas. Tudo que já está sendo cobrado do bolso do cidadão ainda não foi percebido em sua totalidade pelos brasileiros. Isso se deve ao desconhecimento e falta de educação financeira da população e deve-se ainda mais à sua tolerância extremada com tais medidas até o presente momento. Caso contrário os mesmos invadiriam mais uma vez as ruas em protestos contra as medidas do governo gerando uma discussão forçada e pertinente sobre o ajuste fiscal em termos mais adequados, isto é, corte de gastos do governo e da máquina pública. Estamos assim, lidando hoje com o tratamento privilegiado dado e patrocinado por Lula e Dilma aos seus amigos banqueiros e empreiteiros em outras pontas da situação geral sem fazer absolutamente nada.

A nossa economia não é regida por economistas sérios no presente momento. É regida por acionistas de interesses próprios que se revezam em aplicar lições da cartilha de pedaladas de Guido Mantega. Joaquim Levy, Barbosa, Tombini, Mercadante e até Dilma Rousseff mesmo sabendo que haverá uma perda da ordem de 30% na renda dos trabalhadores nos próximos anos não fazem nada para mitigar esses efeitos. Diante disso, até que as empresas consigam se recompor com suas margens de lucro e possam voltar a investir estaremos sendo geridos por ajuste que atende apenas as opções de curto, médio e longo prazo do governo e não da estrutura economia popular. Esse processo tende a levar cerca de oito até doze anos pelo menos segundo os levantamentos mais otimistas. Isso se, a correção de rumos geral da economia e das contas do governo acontecer dentro do plano previsto sem falhas de critérios – e, há sobradas razões para acreditar que o atual ajuste não está saindo com critérios e pautas congruentes com a demanda da situação.

O crescimento da economia, se voltar nesse meio tempo, será lento e baixo, impedindo a recuperação dos níveis de emprego no curto prazo. Muita gente ficará desempregada por muito tempo. Muitos jovens em busca do primeiro emprego não encontrarão ocupação, isto é, situação similar a vivida na Espanha até hoje. E os trabalhadores que conseguirem voltar ao mercado de trabalho terão que aceitar remuneração mais baixa ou ficar sem emprego como exemplo aponta o caso da Grécia.

Não existe nova matriz econômica, e ninguém atravessa doze anos de governo petista e reelegendo o PT para mais quatro anos sem pagar um preço exorbitante por essa escolha equivocada ao extremo. Valendo-se da retórica populista de quem se passar por defensor da justiça social e dos trabalhadores, Lula e Dilma empurraram o povo brasileiro para o pior dos infernos já conhecidos na economia de diversos países do mundo, chegando à beira o abismo venezuelano. A crença de que os ex-presidentes que causaram perdas dessa magnitude aos trabalhadores foram  tão somente Sarney após o fracasso do Plano Cruzado e FHC após a desvalorização do Real em 1999, caíram no descrédito se comparados com os atuais quadros da nossa economia. A impopularidade e a impossibilidade de vencer as próximas eleições presidenciais no futuro talvez seja o caminho de saída da crise. Isso se o povo aprender a lição de votar conscientemente e de acordo com a realidade e não com o marketing eleitoral estelionatário.

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