Arquivo mensal: agosto 2012

Pragas, ameaças e ódio do mulheril

Eu acho… Aliás, tenho certeza absoluta que as ameaças e pragas destinam a minha pessoa são coisas de gente que no fundo me quer bem, mas que para manter o seu amor disfarçado prefere fazer de conta que me detesta… Posso estar enganado, mas creio piamente nisso de certa forma.

Dizem: “Um dia tu vais pagar muito caro por tudo que fazes Aloprado Alonso”.

Pagar caro é uma das coisas que mais são ditas. Pagar caro e à vista seria ótimo, pois a prestação com juros seria requinte de maldade da pessoa que deseja tal propósito.

Geralmente das mulheres eu ouço que irei levar um pé na bunda. Pé na bunda não é uma das melhores coisas de se receber… E acho que pior ainda ter de dar…um pé na bunda da mulherada, preferia ficar com todas elas acariciando seus traseiros.

Enfim, todo mundo paga por alguma coisa em algum tempo… No fundo todos se fodem, tudo é uma questão de tempo… Só esperar.

Tu vais ver… Vais encontrar uma mulher que não presta, que tu vais te apaixonar, ela vai fazer gato e sapato de ti… Ela vai te cornear tu vais ver…

Talvez na próxima vida. Nesta já estou calejado o suficiente e não é novidade também… Pensando bem, essa mulher está pra nascer (rindo) –

Algumas dizem assim: “Vou ter o prazer de te ver doente, implorando pra alguém te cuidar… Sofrendo e podre, o teu dia vai chegar ordinário… Podes ter certeza disso… Tenho tanta raiva de ti que te mataria agora se tivesse coragem…”. Pobre mulher desalmada, me odeia com todas as forças quando poderia me amar

Se eu fosse me preocupar com o futuro, com as ameaças e blábláblá maledicente não fazia nada na vida. Quem vive com ódio é cativo destas emoções… Fica tranqüila minha querida, já disse que todos se fodem no futuro. E para de lançar pragas, faça o que todas fazem, faz um despacho, macumba pra eu ficar broxa, não ter ninguém, ser triste e essas coisas… Com o tempo serás atendida. A fila é grande e quem sabe alguma de vocês será ouvida pela entidade.

Já estou esperando a desgraça acontecer sem dia e hora marcada, mas até lá ainda vou me divertir para caramba Hahahahahahahaha-ha

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A verdade sobre certas mulheres…

“As mulheres geralmente se entregam ao mais imbecil que elas conseguem encontrar; é por isso que a raça humana está na posição que ela se encontra hoje: Nós criamos os espertos e duradouros Casanovas, completamente ocos por dentro, como coelhinhos de Páscoa de chocolate que nós empurramos boca abaixo das nossas pobres crianças” — Charles Bukowski em Notes of a Dirty Old Man.

Sem sombra de dúvida um problema que merece atenção são os métodos que as mulheres usam para escolher seus parceiros. Chega a ser cômico e trágico saber que, dentre tantas opções, a garota ainda se esforce para escolher o mais imbecil de todos. vezes demais presenciei e/ou vivenciei cenas que no mínimo me causaram enjôo.

É sempre a mesma história: o cara legal, inteligente – e na maioria da vezes um pouco tímido – chega para conversar com a garota descolada e ela logo dá um chega pra lá no rapaz simplesmente porque ele não perdeu tempo falando mentiras e fazendo piadinhas sem graça para agradar a estúpida que do alto do seu salto se acha a mulher mais desejada da humanidade. Pode até ser, mas orgulho e vaidade nesse ponto só mostra que não deixa de ser estúpida.

Pouco depois aparece o sujeito: O mais boçal da cidade, o próprio Cléber Bambam do BBB, peitoral depilado, barba por fazer no rosto, zero percentual de massa cinzenta dentro da cabeça, cabelinho espetado parecendo um Neymar, e assim que metralha meia dúzia de piadas estúpidas e conta meia dúzia de mentiras e logo a garota já está caidinha pelo cara.

A bem da verdade, confesso crer que nunca comi ninguém pela minha inteligência; se quero agradar uma garota tenho que me fazer de idiota para chamar sua atenção e isso me incomoda bastante. Outro dia mesmo vi uma princesa loirinha num desses bares badalados da night interiorana paulista e resolvi ir falar com a moça (Nota de rodapé: “eu estava com a barba daquele tamanho” by Arnaldo Antunes – coisa jamais intentada pelos seguidores do neymarismo – Ou seja eu era o próprio Karl Marx naquele bar capitalista fútil) e quando fiz um inocente elogio dizendo que ela era bonita ela me mandou tomar no cú na maior falta de educação…

Ora bolas do meu saco… Jamais fui tratado assim por uma garota subserviente a moda. Nem as mais destrambelhadas ousaram dizer na lata tal despautério diante duma abordagem tão simples e so cute como essa que na maioria das vezes arranca um sorriso tímido e um agradecimento no mínimo. (No level extreme isso é apenas o começo para um xaveco 171 como tantos outros).

Pois bem…retomando a nossa conversa…

Ante a isso, fui obrigado a lhe dar a resposta: “Pelo menos eu sou original de fábrica, legítimo, pior é você que é loira falsa e burra de verdade” (Nada contra as loiras e não quero parecer recalcado, tanto que tive interesse na garota, mas ela havia me mandado tomar no cú 5 segundos antes só por que a elogiei e porque uso barba).

Aí eu pergunto aos universitários…

A qual ponto estamos chegando? O que vocês querem: Um mundo lésbico? um mundo onde todo homem é metro-acéfalo como o Neymar ou Beckham? Uma dúvida que tenho e que só vocês, meus amores, minhas lindinhas, suas desajustadas que não sabem sequer picar uma couve, podem responder: Vocês acreditam mesmo no que os boçais dizem ou realmente gostam de imbecis como eles?

Devo dizer que amo as mulheres, e amo de verdade – como diria Paulo Mandrake: “Enquanto o amor dura eu amo feito um louco”. Não amo só as suas vaginas calientes como os boçais para quem elas costumam dar; amo todo o ser, suas manias, seus jeitos, seus mistérios, suas crises temperamentais na TPM.

Para mim mulheres são seres interessantíssimos e é por elas que eu vivo, e uso maior parte dos meus neurônios, pois penso em mulher o dia todo. Contudo, todavia e porém, têm coisas que elas fazem que às vezes me tiram do sério.

PQP! Será que não dá para começarem a pensarem um pouco, ver que mulheres para esses caras são só pontinhos em suas estatísticas de xoxotas comidas como se fosse um gráfico da Ibovespa? Gostam de ser vistas apenas como uma doadora de prazer sexual ambulantes e sem cérebro?

Infelizmente, por causa de comportamentos desse tipo, por se permitirem entregar a esses filhos da puta, começo a acreditar que vocês realmente não têm cérebro e muito menos discernimento estético, visto que sempre saem com figuras copiadas do mundo midiático e pop.

Acho que se as mulheres passassem a escolher seus parceiros pelo intelecto e não pela capacidade de fazer piadas sem graça os homens se esforçariam mais para adquirir conhecimento e, conseqüentemente, o mundo melhoria um bocado. O homem faz tudo pela mulher, trabalha pela mulher, enriquece pela mulher, vive apenas pela mulher e dessa forma também é capaz de criar caráter em razão da mulher.

Por isso, meninas, o mundo está nas mãos de vocês. Chega dessa palhaçada que vocês inventaram de achar que tudo é feminismo. Sejam feministas sim, contudo tomem consciência de que abrir as pernas para qualquer troglodita tele-manipulado que aparece mostrando interesse em tudo o que você faz não é feminismo, é ESTUPIDEZ. Procurem primeiro saber se ele é sincero, se diz a verdade, que não tem apenas gel na cabeça.

E se alguém dizer que estou sendo romântico, vou apenas dizer que você está no blog errado lendo o artigo errado e pedir para que saia pelo mesmo lugar por onde entrou antes que eu lhe mande pra puta que lhe pariu. Não é hora de arrumar rótulos para o escritor, é hora de tomarem vergonha na cara, pois as mais prejudicadas nessa história são vocês mesmas que acabam num relacionamento ruim sofrendo e por quê? Por que não souberam escolher direito.

Saibam minha queridas que eu quero o melhor para vocês, mas não posso ficar agradando o tempo todo, passando a mão em suas cabeças enquanto continuam cometendo desatinos. Eu não sou um boçal, não sou mauricinho e nem quero parecer astro do Big Brother ou jogador de futebol que sobrevive as custas de marmanjos que idolatram esse tipo de gente.

Sou o que sou doa a quem doer, e não vou enriquecer meu vocabulário com mentiras e piadinhas só para vocês pensarem que sou legal. Aliás, eu sei que sou legal, não preciso provar nada, muito embora quando eu usar um elogio, quando disser que gosto do seu jeito, da sua voz, do seu rosto, podem ter certeza absoluta que o que estou dizendo é verdade e não o faço apenas para agradar, faço porque gosto e quero que saiba disso e se sorrir para mim isso já terá muito valor. Eu sou assim e sei que existem, são mais raros mas existem, outros caras assim por aí.

E então, o que vão fazer: continuar a encher o ego dos imbecis ou procurar conhecer os homens com caráter e inteligência? qualquer coisa, meu e-mail é aloprado.alonso@hotmail.com e o meu perfil do facebook está no cabeçalho do blog; Hahahahahahahahaha-ha!

O julgamento do mensalão transformará o STF em pizzaria?

 

 

Essa sequencia de vídeos revela com solar clareza a linearidade de denúncias e argumentos utilizados desde que o Mensalão foi escancarado pelo ex-deputado Roberto Jefferson contra o chamado círculo majoritário do PT e seus asseclas que ainda dominam e tomam conta da nação brasileira devido a inércia da militância dos partidos opositores e devido um povo que prefere ver novela de que se informar corretamente sobre aquilo que realmente afeta a vida da sociedade.

A situação dos acusados não poderia ser mais confortável: Um deles tem como advogado o próprio ex-Ministro da Justiça da época que nega com alegações processuais que tudo aquilo que venha e possa ser colhido em qualquer CPI e utilizado pelo Ministério Público Federal é de fato um acontecimento surreal ante aos fatos reais. Esse argumento encontra eco nas palavras de Jefferson que diz que para esse tipo de políticos somente interessa o seu próprio modelo abstrato e jurídico de Estado e o restante como leis, ética e povo não importa.

Poderiam até mesmo contratar o advogado da ficção Mandrake para que ele utiliza-se a sua célebre máxima nesse julgamento: “O que não está nos autos não está nesse mundo”. Entretanto, os advogados de defesa fazem o inverso: Distorcem os autos e fatos ali lavrados pela Procuradoria Geral da República e os transformam em equívocos processuais que são, nada mais nada menos, oriundos duma Carta da República que concede foro privilegiado ao cidadão que representa o próprio cidadão, enquanto isso o cidadão de bem, que não é político e detentor de mandato eletivo, passa seus dias muitas vezes sem acesso a justiça e quiçá quando acionado pela mesma sem meios de defesa e sem privilégios processuais.

O julgamento do caso em tela tem um palco e uma platéia diminuta, pois o interesse nessa causa é pífio devido a “cultura pizzaiola” que temos em nosso país de absolver corruptos e varrer para debaixo do tapete aquilo que foi feito por debaixo dos panos. Ainda nesse palco, temos um ministro julgador que fora por anos a fio advogado partidário tanto do PT quanto da União nessa mesma época, o qual ao invés de se declarar impedido, senta-se togado rasgando princípios processuais clássicos do direito mundial.
Outro ministro considerado como especialista em direito penal, beira ao afastamento compulsório e parece querer ver-se livre de todo esse feito processual antes disso. Famoso por declarar que a dúvida favorece o réu, talvez será esta sua estratégia de agradecimento aos acusados devido ter sido posto na cadeira magistral da casa guardiã da Constituição com aval do presidente do partido e presidente da República à época, bem como, do atual advogado de defesa duma das partes o ex- Ministro Márcios Thomas Bastos.

Por essas e outras é que se questiona ante a isto com temor: O STF se transformará numa pizzaria?

Marx morreu?

«Deus morreu, Marx morreu, e eu próprio não me sinto lá muito bem», dizia Woody Allen.

Espero, sinceramente, que Woody Allen se sinta melhor. A avaliar pela sua actividade recente como realizador, parece estar de saúde. Quanto a Deus, também não vale a pena perder muito tempo com isso, pois ainda que morra, ele há-de saber como dar a volta ao assunto e acabará sempre por ressuscitar.
Mas o que é feito de Marx? Estará mesmo morto? Terá ele resistido à queda do Muro de Berlim e à manifesta agonia dos regimes que diziam mantê-lo bem vivo? Será que os livros de filosofia política contemporânea ainda se dão ao trabalho de discutir Marx?
Ora, basta folhearmos uma das mais prestigiadas introduções à filosofia política contemporânea, como é o caso de Contemporary Political Philosophy: An Introduction, de Will Kymlicka, para verificarmos que afinal o morto ainda mexe. E a avaliar pelo destaque que no seu livro Kymlicka dá ao marxismo (praticamente o mesmo que a qualquer outra grande teoria política contemporânea, como o liberalismo social de Rawls e Dworkin, o libertarismo de Nozick e Gauthier, ou o comunitarismo de Sandel, Walzer, McIntyre e Taylor), Marx não só não está sequer doente, como parece gozar de boa saúde.
É certo que o marxismo actual abandonou ou reformulou algumas das teses defendidas por Marx. Mas isso tem-se verificado sobretudo em relação às suas teses empíricas, como é, em parte, o caso do materialismo histórico. Contudo, é precisamente quando o Muro de Berlim cai e os regimes comunistas inspirados por Marx se começam a render ao capitalismo reinante que o marxismo ganha um novo fôlego. E a esta curiosidade junta-se uma outra: a enorme revitalização do marxismo que se tem verificado a partir dos anos 80 do século XX deve-se quase exclusivamente a filósofos e pensadores políticos que, eles próprios, se reclamam de analíticos. A tal ponto que a esta recente redescoberta de Marx se costuma chamar «marxismo analítico», tendo como principais representantes filósofos e pensadores políticos oriundos do universo anglo-saxónico, entre os quais se destaca o filósofo G. A. Cohen.
Os marxistas analíticos procuram não tanto reconstruir as teses empíricas de Marx, mas antes avançar com argumentos a favor da legitimação moral dos ideais comunistas, adoptando uma perspectiva marxista predominantemente normativa e desenvolvendo uma teoria marxista da justiça que evite as alegadas deficiências de teorias da justiça como a de Rawls.
O capítulo do livro de Kymlicka discute criticamente, e com algum pormenor, os argumentos dos marxistas analíticos, nomeadamente as suas duas principais tendências: o marxismo perfeccionista e o marxismo kantiano.
Como se vê, Marx está longe de morrer. Podemos não concordar com os marxistas, mas certamente não com o argumento de que está definitivamente morto e enterrado. Nada podia ser mais enganador.

Há algo errado na pornografia?

Muitas pessoas acham que há algo moralmente errado na pornografia. Algumas vão mesmo mais longe a concluem que a pornografia devia ser proibida.

Quais são os seus argumentos? Encontro vários.

1. A pornografia leva à instrumentalização das pessoas envolvidas, tratando-as como meros meios para os nossos fins e não como pessoas dignas de consideração moral, o que é inaceitável. Há quem prefira dizer que a pornografia trata as pessoas como objectos e não como pessoas com os seus afectos, as suas aspirações e os seus direitos.

Este argumento parece-me muito fraco. Em primeiro lugar porque só há instrumentalização se não houver consentimento das pessoas envolvidas ou se estas forem forçadas pelas circunstâncias da sua vida a consentir. Uma pessoa que consinta livremente em ser tratada como um mero objecto físico, não está a ser instrumentalizada. E uma pessoa que consinta livremente em fazer algo em troca de dinheiro apenas para alguém retirar daí prazer sexual também não está a ser instrumentalizada.

Mas é falso que não haja pessoas que consintam livremente tal coisa. Logo, nesses casos não há instrumentalização.

Além disso, a instrumentalização não é, só por si, justificação para proibir seja o que for. Caso contrário, também teria de se proibir as pessoas de trabalhar em troca de dinheiro (quase todas). Uma pessoa que trabalhe a carregar tijolos numa obra, por exemplo, também está a vender o seu corpo e a sua força de trabalho. E é só porque lhe pagam que o faz. Mas não passa pela cabeça de alguém dizer que isso é errado ou que devia ser proibido.

Qual é, neste aspecto, a diferença entre um modelo fotográfico e um actor pornográfico? A diferença é que num caso se trata de actividades sexuais e no outro não; não é o facto de um estar a ser instrumentalizado e o outro não. Portanto, este argumento não colhe.

2. A pornografia leva à subjugação das mulheres. Este argumento é uma particularização do anterior e assenta na ideia de que as mulheres são levadas à pornografia empurradas, contra a sua vontade, pelas circunstâncias em que vivem.

Este argumento quase não merece ser discutido, dado ser tão obviamente fraco. Mesmo que fosse verdade que todas as mulheres fossem subjugadas contra a sua vontade (o que não é verdade), isso não seria suficiente para reprovar a pornografia, pois não se aplicaria aos filmes pornográficos só com homens.

Além disso, há muita pornografia que nem sequer usa homens nem mulheres, como é o caso das histórias pornográficas, das esculturas pornográficas ou da banda desenhada pornográfica. Posso pintar durante a noite um grande mural pornográfico na minha rua, sem sequer usar qualquer modelo.

A resposta a isto é, muitas vezes, que aí é a própria ideia de mulher como um ser submisso que está a ser promovida e que isso deve ser impedido. Mas, mais uma vez, a pornografia não envolve apenas as mulheres.

3. A pornografia incita à violência, dado que muita violência está ligada à pornografia. Ora o que incita à violência deve ser impedido. Logo, não devemos permitir a divulgação da pornografia.

Para avaliar este argumento precisamos de saber se a premissa que diz que a pornografia incita à violência é verdadeira. Isso é algo que só investigações empíricas podem mostrar. Li que houve estudos nesse sentido, em que se expôs à pornografia grupos de pessoas violentas (delinquentes, etc. ) e grupos de pessoas não violentas e que as violentas aderiam mais à pornografia e consumiam mais do que as outras.

Ma será que isto mostra que é a pornografia que leva à violência? Não será antes que essas pessoas consomem mais pornografia porque são violentas? De resto, há muitas outras coisas que até podem levar à violência, mas que não devem nem podem ser proibidos por isso. Por exemplo, o futebol leva muitas vezes à violência. Mas não passa pela cabeça das pessoas proibir o futebol.

4. Muitas pessoas sentem-se chocadas e ofendidas com a pornografia e têm o direito de não o ser, dado que é sentido por essas pessoas como um dano pessoal.

Este argumento também é mau, pois nesse caso poderíamos proibir seja o que for, dado que qualquer pessoa se pode sentir chocada e ofendida com qualquer coisa. Tudo o que uma pessoa que se sinta chocada com isso tem de fazer é evitá-lo; não é impedir de usufruir disso os outros que não se sentem chocados.

5. Se impedimos as nossas crianças de consumir pornografia, então é porque intuitivamente sabemos que a pornografia não é uma coisa boa.

Bom, eu não deixo o meu filho de 11 anos andar com mais de 5 Euros na carteira, nem conduzir automóveis, nem deitar-se às tantas da noite, nem ver horas seguidas de desenhos animados. Será que isso mostra que há algo errado em andar com mais de 5 euros na carteira, conduzir automóveis, deitar-se às tantas, etc.? Claro que não. Apenas significa que não é adequado para aquela idade, tal como não é adequado dizer ao meu filho para ler a Divina Comédia, de Dante. De resto, não me passa pela cabeça mudar de canal quando aparecem mulheres (ou homens) nuas na TV e o meu filho está a ver.

Aliás, mesmo que isso fosse moralmente errado, não seria razão suficiente para o proibir. Também achamos errado mentir e não nos passa pela cabeça proibir a mentira, embora seja recomendável evitá-la.

A pornografia pode ser uma coisa feia e de mau gosto. Mas daí a censurar a pornografia vai um passo enorme. As pessoas têm o direito de consumir coisas feias e de mau gosto.

Assim, não se vê o que há de errado em representar explicitamente actos sexuais com o fim exclusivo de provocar excitação sexual.