O julgamento do mensalão transformará o STF em pizzaria?

 

 

Essa sequencia de vídeos revela com solar clareza a linearidade de denúncias e argumentos utilizados desde que o Mensalão foi escancarado pelo ex-deputado Roberto Jefferson contra o chamado círculo majoritário do PT e seus asseclas que ainda dominam e tomam conta da nação brasileira devido a inércia da militância dos partidos opositores e devido um povo que prefere ver novela de que se informar corretamente sobre aquilo que realmente afeta a vida da sociedade.

A situação dos acusados não poderia ser mais confortável: Um deles tem como advogado o próprio ex-Ministro da Justiça da época que nega com alegações processuais que tudo aquilo que venha e possa ser colhido em qualquer CPI e utilizado pelo Ministério Público Federal é de fato um acontecimento surreal ante aos fatos reais. Esse argumento encontra eco nas palavras de Jefferson que diz que para esse tipo de políticos somente interessa o seu próprio modelo abstrato e jurídico de Estado e o restante como leis, ética e povo não importa.

Poderiam até mesmo contratar o advogado da ficção Mandrake para que ele utiliza-se a sua célebre máxima nesse julgamento: “O que não está nos autos não está nesse mundo”. Entretanto, os advogados de defesa fazem o inverso: Distorcem os autos e fatos ali lavrados pela Procuradoria Geral da República e os transformam em equívocos processuais que são, nada mais nada menos, oriundos duma Carta da República que concede foro privilegiado ao cidadão que representa o próprio cidadão, enquanto isso o cidadão de bem, que não é político e detentor de mandato eletivo, passa seus dias muitas vezes sem acesso a justiça e quiçá quando acionado pela mesma sem meios de defesa e sem privilégios processuais.

O julgamento do caso em tela tem um palco e uma platéia diminuta, pois o interesse nessa causa é pífio devido a “cultura pizzaiola” que temos em nosso país de absolver corruptos e varrer para debaixo do tapete aquilo que foi feito por debaixo dos panos. Ainda nesse palco, temos um ministro julgador que fora por anos a fio advogado partidário tanto do PT quanto da União nessa mesma época, o qual ao invés de se declarar impedido, senta-se togado rasgando princípios processuais clássicos do direito mundial.
Outro ministro considerado como especialista em direito penal, beira ao afastamento compulsório e parece querer ver-se livre de todo esse feito processual antes disso. Famoso por declarar que a dúvida favorece o réu, talvez será esta sua estratégia de agradecimento aos acusados devido ter sido posto na cadeira magistral da casa guardiã da Constituição com aval do presidente do partido e presidente da República à época, bem como, do atual advogado de defesa duma das partes o ex- Ministro Márcios Thomas Bastos.

Por essas e outras é que se questiona ante a isto com temor: O STF se transformará numa pizzaria?

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Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 10 de agosto de 2012, em Política. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. A questão está ainda aberta! Clamamos por justiça contra a corrupção e punição exemplar! Em regime fechado!

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