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Esquerda e Direta são conceitos do passado?

A esquerda continua no processo de derretimento irreversível em diversos establishments onde a democracia e liberdade de expressão são as ferramentas para banir os políticos alinhados com a esquerda. É também essencial não deixarmos a direita autoritária livre para oprimir em outros lugares ou tomarem o espaço vazio deixado pela esquerda populista. Nunca se esquecendo é claro, de continuar a pregar o caixão do marxismo e suas ideologias auxiliares.

O próximo front dessa batalha será na França ano que vem. Aguardemos o desenrolar dos efeitos negativos e positivos da eleição de Donald Trump, pois esse fato será pano de fundo para que a extrema direita angarie mais adeptos e vitórias eleitorais em vários lugares da Europa no futuro.

Depois do desmanche do bloco socialista e da incontestável constatação de que o paraíso do proletariado não passa de lorota, as coisas começaram a mudar em vários lugares do mundo desde a queda do muro de Berlim. A visão de mundo de esquerdistas e direitistas convergiu a ponto de ser hoje muito difícil  apontar diferenças significativas. Cada uma das duas correntes de pensamento deu um passo em direção à outra.

Desencantados com experiências fracassadas, os socialistas já não preconizam intervenção do Estado em todos os meandros da sociedade. Por outro lado, assustados com o liberalismo excessivo que levou ao baque econômico de 2008 a direita já reconhecem a necessidade de uma certa dose de regulação por parte do Estado na economia e intervenção direta nos mercados financeiros.

Diante disso, falar em esquerda e direita faz menos sentido a cada dia que passa. Assim mesmo, clichês têm vida longa. Na Europa, jornalistas e analistas ainda fazem questão de colar uma etiqueta na testa de mandatários e de partidos. A força do hábito faz que apliquem automaticamente os mesmos parâmetros a políticos e à política de países longínquos.

No Brasil depois de quatro mandatos com presidentes de esquerda há uma evidente antipatia aos partidos e políticos de viés socialista. Para todos analistas mundo a fora Evo da Bolívia, Maduro da Venezuela, os irmãos Castro de Cuba, Rafael Correa do Equador e outros tantos políticos latinos são classificados como políticos de esquerda e ditadores populistas. Outros como, Michèle Bachelet do Chile, Mauricio Macri da Argentina, Horacio Cartes do Paraguai são taxados como de direita.

Não compartilho dessa percepção. A linha divisória entre campos políticos na América Latina não passa entre esquerda e direita. Dizer que nossos mandachuvas se dividem entre sérios e populistas estaria mais próximo da verdade. Os europeus e norte-americanos têm enorme dificuldade em se dar conta disso.

Os sérios podem ser partidários de maior ou menor intervenção do Estado ‒ não é essa a marca que os distingue dos outros. O mesmo vale para os populistas. A diferença mais marcante entre eles é que os sérios, que se tornaram mercadoria rara, vendem pastel com recheio. Já os populistas ‒ que, no Brasil, ocupam o topo da pirâmide há vários anos ‒ vendem pastel de vento.

 

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Mais Marcela Temer menos mulher feia da esquerda canhão!

Para quem passou 13 anos vendo imagens grotescas da petulante dona Marisa, da “horripilanta” Dilma, da cara feia da Erenice Guerra, da cara de maracujá putrefado da Graça Foster, da beiçuda da Benedita da Silva, a cara de pau seco da Maria do Rosário e cara de travecão cavalo do Jandirão, e de ministra aborteira e outros tantos canhões da república, ver Marcela é uma bênção!

Como diz o Pondé: “O mundo respira melhor com mulher bonita por perto”

 

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Trump mente como Dilma e não entende nada de economia igual a ela!

De acordo economistas liberais proteger empresas nacionais contra a concorrência estrangeira geralmente é uma má ideia.

No Brasil, boa parte dos economistas são formados em universidades públicas, isto significa que quase todos são fãs dos partidos da esquerda brasileira, ou pensam igual aos chefes de organizações de donos de indústrias, como a FIESP, ou remontam suas teses ao pensamento os antigos comandantes da Ditadura Militar com Delfim Neto et caterva, excetuando-se Roberto Campos.

Tomando isso como pano de fundo, não é à toa, que a economia brasileira é uma das mais fechadas do mundo e ainda resistente a alterações políticas que possibilitem maior dinamismo econômico e social. Em diversos setores importantes – como aviação e comunicações -, as empresas estrangeiras são terminantemente proibidas de atuar no Brasil, sob o argumento de se tratarem de “setores estratégicos”. Assim, acabam dominados por empresas nacionais, que geralmente combinam muitas reclamações de clientes com uma grande fatia do mercado, garantida pela falta de concorrência do capitalismo cartorial agenciado pelo Estado.

Outro exemplo assustador são impostos de importação. Os impostos que recaem nesse setor são mais altos e duradouros que os da União Soviética durante todo regime socialista que lá imperou por setenta anos. Basta recordar que durante o primeiro governo Dilma, diversas medidas aprofundaram o protecionismo, como a exigência feita à Petrobras, que passou a incluir uma cota para produtos nacionais em suas compras para isso ficar evidenciado. Em 2015, os resultados dessa medida aparecem com frequencia em artigos sobre a crise na Petrobras e nas páginas policiais.

 

Isto denota que a política de “proteção” se estendeu muito além da Petrobras: entre 2008 e 2012, o Brasil foi o sexto país do mundo que mais editou medidas anti-comércio, de acordo com levantamento da OMC. Não se trata de uma exceção na história do Brasil. Outros presidentes, em especial do período do governo militar, fizeram o mesmo no passado. O acúmulo dessas medidas ao longo do tempo levou o Brasil a ter, hoje, uma das economias mais fechadas do mundo.

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Nos Estados Unidos, a situação é bastante diferente, mas o polêmico candidato Donald Trump promete mudar isso – e repetir o que Dilma fez por aqui.  Trump promete, caso eleito, trabalhar para que as empresas americanas parem de criar postos de trabalho em países como China e México, e voltem a produzir no país, oferecendo emprego aos locais e combatendo a terceirização.  Ao comentar a implantação de uma fábrica da Ford no México, Trump foi direto e, citando nominalmente o presidente da empresa, disse: “Vou dar algumas más notícias a você (Mark Fields, CEO da Ford): Cada carro, caminhão e peça produzida nessa fábrica pagará um imposto de 35% quando atravessar a fronteira para os Estados Unidos”. E então, explicou a seus eleitores que faria isso porque “eles vão tirar milhares de empregos do país”, embora juristas afirmem que a proposta é ilegal e economistas afirmem que não é isso que vai trazer os empregos de volta aos EUA.

Trump é indesculpavelmente hipócrita ou simplesmente ignorante em economia. Não há diferença econômica, por exemplo, entre uma empresa automobilística americana que investe em fábricas no exterior e os investimentos do próprio Trump em hotéis no exterior. Nos dois casos, são empresas sediadas nos Estados Unidos buscando oportunidades econômicas lucrativas em outros países. A empresa de Donald Trump pretende inaugurar um complexo com 5 “Trump Towers” no Rio de Janeiro, cada uma com 38 andares na região do Porto Maravilha, um projeto da prefeitura que recebeu 4 bilhões de dólares em dinheiro público até as Olímpiadas. Sobre isso ele não falou nada!

 

Temer já tem todas as cartas na manga!

“Jornalismo militante e a multidão invisível” esse é o título de um texto produzidos por um líder MBL sobre sociedade civil e o papel da imprensa na cobertura política.
Num país onde o coronelismo midiático é expresso esse debate é bem vindo. O jornalismo chapa branca domina a pauta diária de informação para grande massa. Diariamente soterrados por opiniões de comentaristas da laia de Cristiana Lobo ou Airton Soares, não raro é do twitter que algum livre pensador, ou livre jornalista rebelde, que desembarcou dos grandes órgãos da imprensa diz algumas verdades sem ser coagido pelo editor de política controlador.
A censura hoje em dia mora dentro das redações da imprensa falada e escrita. Seu codinome é Beija Bunda do governo que lhe sustenta com verbas de propaganda como podemos notar pela Carta Capital e blogs sujos como o Brasil 247. Quem lê e acredita no que é manifesto nessas revistas e blogs é militante pelego do PT e seus aliados genuflexos ao lulopetismo decadente que precisam passar urgente por uma lobotomia moral.
Esses dias zapeando os canais da TV aberta, lá estava eu, no quarto dum hotel, camisa amassada desabotoada, ar condicionado no máximo, com uma bela dose de vodca com muito gelo e limão para ter que aturar William Bonner comentando a carta “vazada” de Michel Temer dizendo que a carta era indiscutivelmente um desabafo, porque, ora, estava descrito na própria carta que era um desabafo ora bolas do meu saco! Que lógica cartesiana impressionante!
Todavia o “dasabafo vazado” repercutiu no plenário da Câmara dos Deputados. A carta de Temer foi mais nitroglicerina pura num quebra pau homérico anunciado entre deputados governistas, soldadinhos de chumbo do Planalto, liderados por um almofadinha peemedebista carioca chamado Leonardo Picciani e outros Sibás Machados genéricos do baixo clero.
O que já fedia enxofre se tornou escandalosamente em mais um cenário de deputados cretinos mantidos à tributação excessiva numa farra em que os rumos do país são definidos por esses sacripantas calhordas corrompidos por dólares na cueca, como vem personifica o líder do governo na Câmara Federal e seus asseclas.
Um dia depois, vimos Eduardo Cunha emanar seus poderes sórdidos na Comissão de Ética em mais uma oportunidade barrando pela sexta vez o andamento do processo contra ele naquela comissão vendida aos interesses espúrios duma classe política corporativista. Evidente como batom no colarinho, Eduardo Cunha distribuiu ordens para rachar Fausto Pinato, um deputado meia sola paulista que está sendo acusado de receber propina do para foder com Cunha duma vez por todas. Certamente a grana preta iria parar nas cuecas do deputado do PRB que entraria na galeria de deputados famosos por usar esse método da ceroula endinheirada para fins nada lícitos.
Ao relatar as ofertas de propina, Pinato, porém, não deu nomes e diz que não sabia se as pessoas queriam que ele votasse contra ou a favor de Cunha. Ora bolas deputado! Acha mesmo que essa conversa furada contada para a grande imprensa cola?
Segundo Pinato, uma das vezes em que foi abordado para receber, ele estava em um aeroporto de São Paulo, local estratégico onde emissários petistas da ORCRIM adoram entregar malas cheias de pixulecos aos seus destinatários. Certa vez usaram um hotel e shopping em Curitiba para entregar o din-din deslavado para Gleisi Hoffmann e Requião; e daí vem o “santo” Pinato diz que não sabe de onde essa grana vem?
Pinato, para azar de Cunha, era um peão que cederia aos apelos da opinião pública com extrema facilidade. Para sorte dele, ou por manobra dele, acabou sendo destituído do cargo após a Mesa Diretora armar sua substituição na surdina. A troca foi realizada na sessão em que deveria ser votado o seu parecer preliminar, após sucessivos adiamentos, defendendo a continuação das investigações por suposta quebra de decoro parlamentar.
Cunha é acusado de não ter declarado contas bancárias na Suíça e de ter mentido em depoimento à CPI da Petrobras sobre a existência delas. Ele nega ser o dono das contas, mas apenas ter o usufruto de ativos geridos por trustes. Daí aparece o tal Fausto Pinato, um deputado sem traquejo, testa de ferro da Universal, e diz: “Nessas abordagens, essas pessoas, que eu não sei quem eram, diziam, fazendo sinal de dinheiro com a mão: ‘Você pode arrumar a tua vida’. Eu já desviava, não dava ‘trela’ para o assunto. Procurei ficar bem reservado.”
Enquanto o coro dele era tirado na Comissão de Ética, Picciani dava seus últimos suspiros de líder do PMDB na Câmara. Temer já tramava derrubar o garotinho seduzido pela pedófila política Dilma por outro deputado fiel aos seus interesses. O nome dum deputado ligado ao lobby da mineração, forte dentro da casa em diversos partidos era o nome mais indicado para fazer essa outra substituição para beneficiar outro peemedebista, ou seja, desta vez o próprio Michel Temer, taxado por Ciro Gomes como “capitão-do-golpe do impeachment”.
Resultado desse rolo foi que o desabafo de Temer na verdade foi uma bafão para todo Congresso Nacional sentir que o PMDB está predestinado ao poder quando o impeachment ronda o Planalto. Não será um aliado da Dilma como Ciro Gomes que irá ter capacidade e nem habilidade e muito menos meios de negociar com um cacique do PMDB como Eunício Oliveira – que odeia Ciro – para deixar de servir ao grande mestre peemedebista forjado sob medida para ser o segundo na linha de sucessão.
Renan Calheiros e outros tantos terão que se dobrar aos planos de Temer e sua trupe. Terão que seguir o mesmo destino de Eliseu Padilha e  destroçar o PT com requintes de ações mafiosas do Poderoso Chefão sob a batuta de Michael Corleone. Enquanto isso, Cunha barra pela sétima, oitava, nona ou décima vez o andamento do processo de quebra de decoro parlamentar contra ele, e coloca a casa em xeque para que tudo que Temer venha a tramar em conversas aqui e acolá se reflita positivamente ao seu favor.
O que vemos é Temer e PMDB esvaziando o poder do Planalto com apunhaladas certeiras nas costas de todos os aliados do PT. Temer retira passo a passo Dilma de cena e a coloca a presidenta em saias justas diante da opinião pública. Dilma cai feito um patinho e de quebra faz Jacques Wagner ser parceiro dela na tentativa desatinada de minar a reputação de Temer diante duma nação que está cansada dessa novela da usurpadora da república que usou dinheiro surrupiado da Petrobras para se eleger e reeleger.
Agora é a vez de Temer, como um dia foi de Itamar, e com carta ou sem carta de desabafo, o PMDB tem o baralho inteiro em suas mãos e é uma questão de tempo desinstalar Dilma do Planalto. As cartas marcadas estão na manga do paletó de Temer.
E o suposto “golpe” não vai passar na TV, pois o jornalismo da grande mídia perdeu a capacidade de ler na entrelinhas dos fatos…
E tenho dito!
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Fora Joaquim Levy e leve a Dilma e o PT junto!

É uma decepção anunciada o que Levy faria na agenda da economia nacional. Além de sujar seu nome como o “Tombão” ainda embaralhou-se com as mesmas sandices que tornaram Mantega um vassalo da visão econômica desastrosa de Dilma.

Achei numa certa altura do jogo que ele tinha aproveitado a situação de debilidade de Dilma para não saudar a mandioca e assim impor o que seria necessário. Ledo engano. Fez uma ajuste sem corte de despesas do governo e todos 39 ministérios restam intacto e gastos e pedaladas deixam esqueletos em todos os ministérios e instituições financeiras públicas. Isso não um ajuste fiscal sério. É um embuste surrealista que só ocorre mesmo no Brasil que precipita-se para ser a nova Grécia daqui alguns anos se nada for feito corretamente.
Se tudo continuar assim ele conserta o que estava errado somente depois de 2018 e só beneficiará o PT com isso nas próximas eleições. A recessão será de 2,5 a 3% em 2015 e 1,5% em 2016.

Quando Levy aceitou entrar na equipe do governo já se sabia que boa coisa não poderia ser devido ser um economista ligado a bancos privados diretamente. Qualquer pessoa com um mínimo de neurônios sabe que com o PT mais bancos só dá isso: A enganação pura. Toda a competência desses calhordas está concentrada na mentira e na formação de quadrilha.

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Extorsão tributária sustenta a farra fiscal da Dilma

Afogado em ministérios e boquinhas para militantes, o governo Dilma não economiza nem no cafezinho. Apenas extorque os “contribuintes”, aumentando impostos e alimentando a inflação. Tudo para manter esse Estado obeso e cada vez mais voraz:
 
 
O governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) registrou de janeiro a maio um superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de 6,62 bilhões de reais, o pior resultado para o período desde 1998, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira. No mesmo período do ano passado, a economia havia sido de 19,3 bilhões de reais, o que representa uma queda de 65%. Em 12 meses, o governo central acumula um déficit de 32,2 bilhões de reais, o equivalente a 0,57% do PIB.
 
Apenas em maio, o resultado ficou negativo em 8,05 bilhões de reais. No mês passado, as receitas caíram 0,5% e as despesas recuaram 0,3%. “O resultado de maio, de certa forma, deve-se basicamente à queda da arrecadação”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive. No mês passado, houve déficit em todas as esferas do governo central, com resultado negativo de 1,482 bilhão de reais nas contas do Tesouro, de 6,311 bilhões de reais nas contas da Previdência e de 258 milhões de reais no BC.
 
A meta de superávit primário de 2015 para o setor público consolidado – governo central, Estados, municípios e estatais -é de 66,3 bilhões de reais, equivalente a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Desse total, 55 bilhões de reais correspondem à obrigação apenas do governo central. O alvo é considerado ambicioso após o Brasil ter registrado déficit primário de 0,63% do PIB no ano passado e em meio a forte efeito da economia fraca sobre a arrecadação federal.
 
Para atingir o alvo deste ano, o governo adotou um duro ajuste fiscal, que enfrenta resistências no Congresso, baseado em aumento de impostos, restrição de gastos, revisão de desonerações e redução de subsídios.
 
O enfraquecimento da arrecadação federal tem prejudicado as contas públicas. De janeiro a maio, registrou o pior desempenho para o período desde 2011. Nesta semana, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que apesar da queda na arredação, é “um pouco precipitado fazer qualquer movimento em relação a meta”.
 
Pesa ainda os menores pagamento de dividendos de estatais. Segundo o Tesouro, de janeiro a maio deste ano entraram 2,917 bilhões de reais, quase 70% a menos do que o mesmo período do ano passado.

O humorismo de esquerda

Na abertura da sua História do Riso e do Escárnio, o historiador Georges Minois escreve: “O riso é um assunto demasiadamente sério para ser deixado aos cômicos”. É possível. Mas talvez também não seja sensato deixá-lo aos historiadores. Senão vejamos: Num jornal de grande circulação, o qual o tal Fábio Porchat, um suposto humorista escreveu nesse final de semana um texto primário editado uma cem vezes antes de publicar nos traz outra questão: “Por que é que todos os humoristas da televisão são de esquerda hoje em dia?” Faltam-me instrumentos para saber se essa particularidade sócio-profissional se verifica na realidade com 100% de certeza, mas creio que sim, pois depois da entrevista da Dilma Rousseff no Jô Soares parece não pairarem mais dúvidas.

Sei apenas que Jô Soares, será lembrado pelos petistas convictos que ele foi maior humorista brasileiro da era Dilma, mesmo nunca antes na história deste país ter se revelado de esquerda ou de direita – o que, aliás, tem todo o direito de fazer. Mas admito que caso em questão intrigue cientistas sociais em geral e irrite pessoas de direita em particular: deve ser difícil e até opressivo viver num país sem humoristas de direita. Imagino que o fato de o governo ser de esquerda irrite ainda mais. Além disso, a maioria parlamentar, ao menos no presente instante, parece ser de direita e isso torna a Presidente da República comandante duma República polarizada desde as eleições. Aparentemente é isso que está claro e evidente, mas não temos certeza alguma que isso seja a verdade dos fatos, pois o governo de coalizão é regido por dinheiro no bolso dos políticos e não ideologia. Assim como deve ser para o humorista de esquerda que recebe “licença para captar recursos” através da Lei Rouanet.

O esquerdismo latente dos humoristas brasileiros é assim  revelado dia após dia. Quando Jô Soares teve o atrevimento de debater o mensalão em seu programa e defender José Dirceu tudo ficou claro. Ficou mais uma vez à mostra que regulamentação política do piadismo televisivo chegou ao ponto do sensacionalismo barato típico da esquerda. Não é uma conclusão difícil de tirar, uma vez que o Jô Soares, ao invés de entrevistar Dilma no seu estúdio, a entrevistou longe de qualquer possibilidade de vaia e panelaço tudo ficou escancarado.

De acordo com o que há de mais nítido na cartilha do PT, este esquerdismo maniqueísta enviesa os temas escolhidos pelos humoristas ora contratados: “Pode-se gozar do FHC, mas não com Lula”. Surpreendentemente, a divisão ideológica faz-se entre FHC e Lula que são lâminas da mesma tesoura. Isso sim é hilário. Não se deixem levar pela realidade de que os tucanos são esquerdistas fabianistas, isso estraga a argumentação da militância petista crédula que isso é verdade e os ofende e muito. Uma boa gargalhada ao ler ou ouvir um petista dizendo que o PSDB é de direita chega ser um escárnio, uma afronta a moral e bons costumes do militante do PT mais honesto possível. Se é que isso existe. Não, a direita é FHC e seu partido falso moralista e entreguista que privatizou o Brasil quebrado por três vezes, e o seu contraponto é o PT da pátria grande, da esquerda mais gloriosa e valente de todos os tempos. Isso é dogma e não pode ser refutado!

Eis a prova cabal e irrefutável de que a culpa é do FHC para nós darmos uma boa gargalhada:

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Doze anos de recessão

O governo lulopetista vem difundindo há mais duma década a idéia que a “nova matriz econômica” iria gerar benefícios para toda população brasileira, em especial os mais pobres. Todo aquele papo de desconcentração de renda, de distribuição mais justa da riqueza nacional foi na verdade parar nos bolsos do PT e não dos seus eleitores e nem daqueles que não votaram nunca nos mesmos.

A falácia foi desmascarada totalmente com a necessidade daquilo que batizaram de “ajuste fiscal” ora em curso. Segundo sua teórica mais lúcida e irrefutável; a saber, Dilma Rousseff: o ajuste será na medida certa como manda o figurino do rombo das contas públicas maquiadas e lesadas. Será uma ajuste rápido e flexível na medida correta, com caimento sob medida, tudo isso para não sobrecarregar o povo que lacrou 13, o povo que não tem culpa do desmando, pois votou no Aécio, e também para quem nem foi votar nas últimas eleições. Afinal, ela é “presidenta” de todos os brasileiros e o fermento do bolo deve compulsoriamente ser dado por todos contribuintes. Já as fatias eles guardam para servir aos empreiteiros e bancos.

Dizem com sorriso largo no rosto cândido de político que usa óleo de peroba na cara, como é o caso de Michel Temer que: “Logo o Brasil voltará a crescer, recuperar os empregos em extinção e reverter a perda do poder de compra dos salários”. Sabemos todos que isso não é verdade, mas engolimos isso de bico calado e com cara de paisagem. Vez ou outra vamos às ruas pedir a cabeça deles, mas nem isso anda sendo feito como deveria. Perante esse cenário de compactuar com o indesejado ajuste fiscal governo e base aliada trilham caminhos da manutenção e conserto das contas públicas no vermelho para o azul que só será azul quando deixar de ser vermelho numa explicação digna da nossa douta presidenta que deve ser ainda estudanta de economia.

Ao atingir a meta de 1,2% do PIB traçada pelo ministro Joaquim Levy teremos os resultados desejados, e seremos todos agraciados com mais marketing eleitoral para eleger o sucessor de Dilma, que poderá ser Lula, o pai dos pobres, que recebe “bônus eleitoral” de empreiteiras para atender os interesses populares da Camargo Côrrea e Oderbrecht dentre outras instituições republicanas ora institucionalizadas pelo PT através da PPP denominada Clube do Bilhão.o qual  assaltou a Petrobras e BNDES.

Sabemos das duras penas que Dilma passa em sua nada mole vida de presidenta em dieta. Encastelada e esquentando banana no microondas toda manhã, Dilma só sai de casa para dar umas pedaladas – desde não faça isso (dar pedaladas)  no seu gabinete presidencial tudo bem é aceitável. É notório que Dilma é uma mulher sem paz, que não gosta de comparecer em eventos onde é vaiada, pois não pega bem para uma senhora da idade dela ser menosprezada por uma população nacional repleta de elite branca paulista que é golpista. As dificuldades que o seu governo, esse da Pátria Educadora enfrenta para fazer passar no Congresso as medidas do ajuste fiscal, ou arremedo de desculpa para elevar taxas e tributos e cortar direitos trabalhistas e de pensionistas, almeja da forma mais fenomenal conceber a imagem de que o governo competente que nunca errou  foi vitimizado pela  crise externa de 2008 que nos jogou na lona somente em 2014 pós campanha eleitoral. Antes o Brasil era o reino encantado da prosperidade e justiça social. A nova Cuba, ou a Cuba continental do mundo dos BRICS, que vão de mal a pior diga-se de passagem.

Vemos que as MPs do ajuste fiscal que chegam ao Congresso são modificadas pelo contrabando político rabilongo que insere novas pautas nas MPs. Isso torna a MP do ajuste fiscal em artifício de manobra que faz as medidas de ajuste perderem o impacto necessário para produzir resultados na proporção necessária na economia combalida pelo seu elevado índice de corrosão gerado pelo intervencionismo estatal. Paralelamente a isso, os parlamentares criam novos gastos, que comprometem as medidas aprovadas em sua integralidade, como foi o caso da alteração recente no fator previdenciário e correção de alíquotas de tributos. Tudo isso serve apenas para dar a desculpa que estão agindo de forma integra com o dinheiro público numa hora de dificuldades. No entanto, a verdade é outra: fazem isso para poderem transferir ao BNDES mais 50 bilhões de reais de forma afrontosa ao contribuinte que banca a farra fiscal e assaltos aos cofres previdenciários. Escândalos como do CAF não são devidamente punidos de forma célere e exemplar, e tudo no Congresso precisa de CPI que termina em pizza para fazer de conta que apuram alguma coisa.

Além disso, existe a falsa percepção de que o ajuste da economia do qual o Brasil necessita se resume a cortar gastos e aumentar impostos para recompor o equilíbrio fiscal.  Perante esse cenário basta ver o estrago que a presidente Dilma provocou com suas intervenções intempestivas na definição da taxa de juros e nas tarifas do setor elétrico depois de eleita e o custo que a correção desses erros está gerando para sociedade hoje no presente momento em meados de 2015 alguns meses depois dessas medidas. Essa é uma pequena amostra de que ninguém contraria as leis do mercado impunemente e recebe glórias imerecidas. Desde o Plano Real a meta de inflação é pré-definida como um pilar para nossa economia doméstica ser minimamente estável e fluída. As elevações de taxas de juros e depreciação do cambio não fortalecem em nada a população assalariada, pelo contrário, os tornam perdulários do dinheiro que não possuem.

Tendo em vista que o governo petista provocou distorções graves na política salarial vemos que o Brasil tende a penar com os erros da cúpula petista no poder; e não sanar as falhas do governo federal. Basicamente o salário é o preço que os contratantes pagam pelo trabalho dos contratados e nesse aspecto ainda recaem  tributos na folha de pagamento e onerações fiscais no consumo desses assalariados. O resultado dessa política é danoso, pois poder aquisitivo do cidadão se torna totalmente fragilizado se a inflação sair fora da meta, e compromete não os gastos apenas supérfluos, mas sim os necessários como de habitação e alimentação.

A definição mais clássica da movimentação dos preços deveria obedecer a lei da oferta e da procura, mas com o processo inflacionário e de juros em elevação a perspectiva se torna invertida e recessiva. Em economias desenvolvidas e  livres de constantes intervenções a definição desse preço é pactuada entre as partes. No caso brasileiro, em especial na era Lula e Dilma, os mesmos resolveram ser pródigos com os trabalhadores e determinaram políticas artificiais de aumento do salário mínimo acima da inflação. Essa suposta benesse produziu consequências negativas de longo prazo e isto aliado aos danos gerados pelas outras pedaladas e corrupção ocasionam na nossa atual conjuntura. Como sempre os principais prejudicados são os trabalhadores de baixa renda, além da classe média que representa em suma o setor de prestadores de serviços e o comércio de modo geral.

O aumento da inflação pode ser ainda mais catastrófico se pensarmos no seu reflexo direto e indireto no impacto sobre as contas da Previdência Social. Atualmente o rombo terá que ser coberto com aumento das contribuições previdenciárias, com aumento do tempo de contribuição e com aumentos de impostos. Essas três vertentes enfiam sempre a tesoura dentro do bolso do cidadão e não do governo.

Ademais, com a elevação artificial dos salários houve ainda o impacto que gerou redução das margens de lucro das empresas e consequentemente paralisia dos investimentos em tecnologia e aumento da produtividade interna da nossa economia que se torna estagnada e não contratante de mão de obra, em especial na indústria. A grande parcela dos investimentos das empresas provém do lucro reinvestido e uma pequena margem de financiamentos para ser uma empresa competitiva e sustentável. Inverter essa logicidade é matar empresas e roubar postos de empregos além de gerar demissões em larga escala. Tudo isso se deve a nossa política tributária e salarial mantida como galinha dos ovos de ouro do governo. Com isso, a indústria brasileira  perde competitividade e não ingressa em mercados promissores e torna nossa economia baseada no mesmo de sempre, em exportação de grãos e minérios de ferro para chineses que pagam o quanto querem e quando querem se o dóllar estiver favorável. Para piorar, os governos petistas responderam a essa falta de competitividade com protecionismos e desonerações seletivas que geraram uma mascaramento da realidade comercial e de consumo interno.

Viver e trabalhar numa economia com as margens de lucro comprimidas por intervenções do Estado nunca funciona beneficamente. Ao invés de gerarem mais empregos e investimentos, as empresas se acomodaram à recomposição de perdas em longo período. Isso é reflexo da economia fascista brasileira onde o Estado suga de tudo e todos em todos os pontos da sociedade. Insuficiência de lucros gera falta de competitividade e fechamento de portas de muitas empresas que poderiam se estabelecer solidamente no mercado. A competitividade  resulta dos investimentos em tecnologia e na educação do trabalhador, e não do protecionismo e da desvalorização cambial, essa última também induzida pela intervenção do governo na economia para atender seus interesses terciários.

Ligado a isso a perda de receita tributária do atual governo é reflexo não de sonegação, mas sim de quebra de empresas e insolvência de pessoas físicas. Lula e Dilma nos entregam após anos de governos petistas até mesmo em unidades da federação um país desmantelado estruturalmente na economia privada cujo único objetivo é financiar um Estado inflado e corrupto na sua burocracia em todos os escalões. Há mais danos ainda, porque o ópio do povo dado por essa política petista é o que mata o seu viciado hoje, pois o consumo alavancado pelo crédito sem lastro é insustentável a longo prazo. Qualquer pessoa que conheça as balizas da economia sustentável conhece os seus pressupostos de inviabilidade.

Os custos dos arranjos fiscais necessários ao ajuste da economia nacional até o momento estão sendo apresentados na forma de aumento de impostos compondo tais medidas 85% do ajuste fiscal e corte de gastos e investimentos sociais na faixa de 15%. O resultado intrínseco dessas medidas recai nos ombros  dos trabalhadores e pessoas que possuem capacidade econômica fragmentada como é o caso dos pensionistas. Tudo que já está sendo cobrado do bolso do cidadão ainda não foi percebido em sua totalidade pelos brasileiros. Isso se deve ao desconhecimento e falta de educação financeira da população e deve-se ainda mais à sua tolerância extremada com tais medidas até o presente momento. Caso contrário os mesmos invadiriam mais uma vez as ruas em protestos contra as medidas do governo gerando uma discussão forçada e pertinente sobre o ajuste fiscal em termos mais adequados, isto é, corte de gastos do governo e da máquina pública. Estamos assim, lidando hoje com o tratamento privilegiado dado e patrocinado por Lula e Dilma aos seus amigos banqueiros e empreiteiros em outras pontas da situação geral sem fazer absolutamente nada.

A nossa economia não é regida por economistas sérios no presente momento. É regida por acionistas de interesses próprios que se revezam em aplicar lições da cartilha de pedaladas de Guido Mantega. Joaquim Levy, Barbosa, Tombini, Mercadante e até Dilma Rousseff mesmo sabendo que haverá uma perda da ordem de 30% na renda dos trabalhadores nos próximos anos não fazem nada para mitigar esses efeitos. Diante disso, até que as empresas consigam se recompor com suas margens de lucro e possam voltar a investir estaremos sendo geridos por ajuste que atende apenas as opções de curto, médio e longo prazo do governo e não da estrutura economia popular. Esse processo tende a levar cerca de oito até doze anos pelo menos segundo os levantamentos mais otimistas. Isso se, a correção de rumos geral da economia e das contas do governo acontecer dentro do plano previsto sem falhas de critérios – e, há sobradas razões para acreditar que o atual ajuste não está saindo com critérios e pautas congruentes com a demanda da situação.

O crescimento da economia, se voltar nesse meio tempo, será lento e baixo, impedindo a recuperação dos níveis de emprego no curto prazo. Muita gente ficará desempregada por muito tempo. Muitos jovens em busca do primeiro emprego não encontrarão ocupação, isto é, situação similar a vivida na Espanha até hoje. E os trabalhadores que conseguirem voltar ao mercado de trabalho terão que aceitar remuneração mais baixa ou ficar sem emprego como exemplo aponta o caso da Grécia.

Não existe nova matriz econômica, e ninguém atravessa doze anos de governo petista e reelegendo o PT para mais quatro anos sem pagar um preço exorbitante por essa escolha equivocada ao extremo. Valendo-se da retórica populista de quem se passar por defensor da justiça social e dos trabalhadores, Lula e Dilma empurraram o povo brasileiro para o pior dos infernos já conhecidos na economia de diversos países do mundo, chegando à beira o abismo venezuelano. A crença de que os ex-presidentes que causaram perdas dessa magnitude aos trabalhadores foram  tão somente Sarney após o fracasso do Plano Cruzado e FHC após a desvalorização do Real em 1999, caíram no descrédito se comparados com os atuais quadros da nossa economia. A impopularidade e a impossibilidade de vencer as próximas eleições presidenciais no futuro talvez seja o caminho de saída da crise. Isso se o povo aprender a lição de votar conscientemente e de acordo com a realidade e não com o marketing eleitoral estelionatário.

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A máfia do Petrolão e a máfia da Plim-Plim tudo a ver!

Um dos fatos importantes da última quarta-feira dia 6 de maio 2015 nas investigações em face dos políticos envolvidos no Petrolão foi o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A diligência foi solicitada pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, dentro do inquérito que investiga o suposto envolvimento de Cunha na Operação Lava Jato.

Hoje Alberto Youssef disse ao juiz Moro que Cunha era destinatário final de propinas via Fernando Baiano, o qual valeu-se do direito de ficar calado na oitiva da CPI da Petrobras esta semana em Curitiba. Vale a pena dizer que o que foi visto em todos os depoimentos da CPI em Curitiba foi uma amostra grátis do termo máfia literalmente. Recomendo que assistam no youtube as duras que o Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) dá nos mesmos quando eles se calam.

Enquanto isso, Cunha esta sendo acusado de ter arquitetado a elaboração de dois requerimentos de informações sobre uma empresa contratada pela Petrobras que, segundo delação do doleiro Alberto Youssef, teriam sido feitos como forma de pressão para o pagamento de propinas. Os pedidos foram apresentados na Câmara em 2011 pela hoje prefeita de Rio Bonito (RJ), Solange Pereira de Almeida, na época suplente de deputado. Os registros eletrônicos mostram Cunha como autor desses requerimentos. Enquanto o Deputado nega tais acusações, provas contra eles são juntadas pelos investigadores da Polícia Federal.

Durante a delação premiada, Youssef afirmou que Cunha receberia propinas sobre um contrato de aluguel de navio-plataforma das empresas Samsung e Mitsui com a Petrobras.  Disse ainda que quem intermediaria o pagamento ao PMDB seria Júlio Camargo, representante das empresas. E que as empresas suspenderam o pagamento da comissão a Camargo, o que interrompeu os pagamentos ao PMDB.  Youssef disse que Eduardo Cunha pediu diretamente: “a uma comissão do Congresso para questionar tudo sobre a empresa Toyo, Mitsui e sobre Camargo, Samsung e suas relações com a Petrobras, cobrando contratos e outras questões. Este pedido à Petrobras foi feito por intermédio de dois deputados do PMDB”. Segundo o doleiro, seria para fazer pressão sobre as empresas para retomar os pagamentos.

O que reforçou as suspeitas do Ministério Público Federal foi o fato de que os requerimentos mencionados por Youssef de fato foram apresentados na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara por  Solange Almeida. Ela assumiu ser a autora do requerimento, mas demonstrou não dominar o assunto, parecendo não ser ela a mentora do requerimento. Tanto Solange como Cunha admitiram que assessores do atual presidente da Câmara ajudaram a elaborar e redigir o documento.

As propriedades digitais do arquivo com o texto do requerimento que estava no site da Câmara, onde aparecia o nome do autor do documento: Eduardo Cunha. Esta notícia levou Cunha a demitir o diretor do Centro de Informática da Casa, Luiz Antonio Souza da Eira. Já ex-diretor, Eira prestou depoimento ao Ministério Público, que teria sido a gota d’água para pedir o mandato de busca e apreensão.

Essa é a notícia, e seria salutar que o Jornal Nacional, depois de narrar os fatos, objetivamente ouvisse a versão de Cunha. No entanto, o jornal inverteu as bolas. Colocou como protagonista da notícia não o fato, mas a defesa de Cunha, a começar pelo título “Presidente da Câmara classifica busca de documentos desnecessária”. O texto sucinto, bastante ameno, foi apenas lido batido pelo apresentador William Bonner, sem infográficos explicativos que contextualizem os fatos, sem imagens da operação de busca, sem declarações de viva voz de Cunha, nem de nenhum membro do Ministério Público.

Na prática, o jornal minimizou a notícia e praticamente fez o texto que a assessoria de imprensa do deputado faria. Um vexame jornalístico. A diferença de tratamento no noticiário para fatos idênticos – e que teriam maior dimensão pelo cargo que Cunha ocupa –, conforme o alinhamento político com os interesses da emissora, demonstra a clara parcialidade do jornalismo da Rede Globo favorecendo este ou aquele político. Sustenta-se que a Globo persegue os desafetos que pensam e agem diferente dos interesses da emissora, enquanto protege os amigos, alinhados com os interesses empresariais, econômicos do grupo. Entretanto, isso serve como argumento primordial aos petistas de nutrem verdadeiro ódio mortal pela emissora devido a mesma ser o principal canal de informações da velha e nova classe média tão mal falada pelos petistas.

Cunha tornou-se amigo da mídia dita oligárquica ao declarar-se contrário a qualquer marco regulatório para “democratizar as comunicações”. Fora isso, atribuem ao mesmo ter colocado em votação a pauta conservadoras e ditas reacionárias, como o Projeto de Lei 4.330, da terceirização ilimitada, que segundo a CUT aliada ao PT retira direitos dos trabalhadores garantidos pela CLT.  Tal conversa é uma falácia dos apadrinhados pelo PT, mas todavia, Eduardo Cunha  promoveu uma sessão solene na Câmara para bajular os 50 anos de fundação da TV Globo; e dias depois pautou as MPs do ajuste fiscal e votou em peso nelas com a bancada do PMDB passando a tesoura nos direitos de trabalhadores e pensionistas.

O fato é que não é a primeira vez que o JN protege Cunha nem outros políticos da base aliada e também do PT e PSDB de desgastes políticos, minimizando uma notícia desfavorável a ponto de praticamente retratá-los como vítimas das circunstâncias acima de qualquer suspeita. Na noite do último dia 28, quando a Folha de S. Paulo publicou o documento supracitado,  enquanto o telejornal global deu vexame semelhante em uma matéria com o título: “Cunha nega autoria de requerimento sob suspeita na Operação Lava Jato”.

O que o Jornal Nacional também excluiu da sua pauta foi a notícia de que FHC telefonou para Luiz Fachin garantindo ao mesmo apoio dos senadores tucanos na sabatina ocorrida nessa semana na qual o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) chamou de esquizofrênicos, idiotas e oportunistas aqueles que se opunham a indicação de Dilma de Fachin ao STF.

Além disso, o jornalismo da Globonews que é tipicamente defensor de teses anti-impeachment via comentaristas como Cristiana Lobo e outros, tem apesar dessa tendência feito um excelente trabalho com Fernando Gabeira que revela os bastidores do Congresso e das ruas em suas matérias. Ao contrário do que é o programa de William Waack, o Painel Globonews, que nas últimas semanas trouxe economistas e advogados alinhados com o PT e PSDB que também não defendem o pedido de impeachment. Dentre estes destaques para o Sérgio Fausto, do Instituto FHC, que rechaçou com veemência a tese de extinção do PT, mesmo em casos de comprovada ilicitudes envolvendo o sistema partidário. Alega o mesmo que isso seria um atentando contra a democracia. Para fechar o programa ainda contou na última semana com a presença do tendencioso em seus comentários Pierpaolo Bottini, advogado de causas petistas no passado, e atualmente patrocina a causa de Dalton Avancini, da Camargo Côrrea indiciado na Lava Jato.

Por  estas e outras é que a mídia nacional se encontra entregue totalmente aos interesses de lobbys e compadrios políticos da pior natureza tornando o cidadão mal informado e alienado do que realmente decorre nos bastidores do poder ora corrompido de todos os lados.

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A multidão nas ruas x paradigma da velha política

Sejamos coerentes com a situação de momento:

Acabei de chegar em BH reduto de Aécio Neves vindo do Paraná reduto do Àlvaro Dias. Em ambos os lugares a repulsa pelos mesmos é manifesta e indica que eles assinaram o atestado de óbito desse partido conivente com PT. A máscara caiu e ninguém tolera mais lideranças políticas duas caras num Brasil que precisa das ruas para ser visto como oposição séria do governo instalado no poder. A casa do PSDB desabou antes mesmo da do PT ruir totalmente. Graças a esse episódio do Fachin e daquele recuo do pedido do impeachment na última semana hoje conhecemos o verdadeiro PSDB.

A aprovação da primeira MP do ajuste fiscal na semana passada afastou as condições de se iniciar um processo de impeachment contra Dilma Rousseff. A avaliação é de um dos principais líderes da oposição: o presidente do PPS, Roberto Freire.

Para o deputado, a votação da última quarta mostrou que o governo ainda consegue formar maioria na Câmara, mesmo à custa de cargos e promessas. Ele afirma que a crise econômica não chegou ao clímax e que a oposição precisa ser “realista” ao medir as forças no Congresso.

Segundo Roberto Freire: “O impeachment não é produto do desejo individual de ninguém. Ele ocorre quando o governo não tem mais condições políticas de continuar”, diz Freire, que exerce o sétimo mandato na Câmara e votou contra os cortes no abono salarial e no seguro-desemprego. E disse ainda: “Um presidente só cai quando o país se torna ingovernável. Quem derrubou o Collor não foram os caras-pintadas nem a oposição. Foi a classe dominante, que percebeu que a permanência dele no poder estava atrapalhando o país”, afirma.
A situação atual é diferente, diz o oposicionista, porque o mercado financeiro e o empresariado se uniram a favor do ajuste. “Quem tem seus interesses atendidos pelo governo não vai trabalhar para derrubá-lo.”
Há apenas duas semanas, os deputados do PSDB se diziam prontos para protocolar um pedido de impeachment. Freire recorre a uma metáfora do boxe para explicar como o vento mudou em Brasília. “O governo estava nas cordas, mas essa votação o colocou de volta no ringue.”

Aécio Neves, Tasso Jereissati e José Serra, assim como Marina Silva estão em Nova York para cumprirem agendas distintas. Uns foram como séquito de FHC a outra participa na Universidade de Nova York, de uma série de debates sobre o tema sustentabilidade, organizados pela Rainforest Alliance, que desenvolve em todo o mundo ações para a promoção da agricultura sustentável, silvicultura e turismo. A atividade antecede a entrega do prêmio 2015 Sustainable Standard-Setter Award, que será entregue na noite desta quarta-feira no Museu de História Natural de Nova York. Marina teve seu trabalho na militância socioambiental reconhecido pela entidade.

Quando os tucanos voltarem ao Brasil encontrarão tão somente espólios e resquícios de suas bases eleitorais ainda acreditando na farsa oposicionista tucana, mas verão muitos batendo em retirada convencidos duma vez por todas que o PSDB é uma das lâminas da tesoura da qual o PT é a outra cara metade.
Aécio Neves sobrevive enquanto pode em meio a esse cenário misto de populismo petista em face da demagogia tucana por outro lado. O momento zumbi do PSDB que parece seguir ordens do PT ora do PMDB é evidente. Semana após semana temos visto a bancada tucana ladrar e depois recuar como um pinscher assustado ante as circunstâncias.

Ocupar espaço na mídia e redes sociais se tornou tática predileta do marketing psdbista para proclamar o que todos já sabem sobre o PT, mas fazem isso sem aprofundar o pensamento em idéia alguma, muito menos em atitudes concretas coerente com o discurso de fachada de Aécio.

Fazem isso sempre de olho na nova e única verdadeira oposição: a população que se veste de verde amarelo e vai às ruas gritar pelo impeachment de Dilma Rousseff.
Aécio Neves está ficando opaco e repetitivo, tem sido muito volúvel e tem dito coisas que não se tornam realidade. Sua carreira política parece chegar ao ponto de inflexão que o coloca definitivamente no rol daqueles políticos que fomentaram apenas uma promessa vazia devido suas ações nunca corresponderem aos seus discursos emblemáticos.
Tancredo Neves, seu avô, fez o que Aécio quer repetir como seu sucessor político, mas falta-lhe empenho tanto quanto veracidade com o rompimento com a velha politicagem.
Aécio caminha para o ostracismo junto de Jair Bolsonaro, Paulinho da Força, José Agripino Maia e outros tantos da dita oposição, os quais serão escorraçados da vida pública em breve devido a mesmice sádica de sua oposição fraca, covarde e meramente retórica.
Diante disso, o PSDB afunda, e olha desde já para o comedido Geraldo Alckmin como tábua de salvação, pois sabem que no Sudeste e boa parte do Sul e Centro-Oeste quer se ver livre do PT a todo custo e o governador paulista é uma opção para estes redutos eleitorais mais válida que Aécio.
A sobrevivência política de Aécio está em xeque mate. Nem mesmo ele com os votos que o levaram ao segundo turno da última eleição consegue firmar novas propostas e visão de longo alcance para que as ruas endossem seu nome como o líder da oposição. Nesse caso, vemos as ruas bradar contra o PSDB pela farsa oposicionista, pela falta de retidão de Álvaro Dias, pela incoerência dos deputados que calam-se diante da recusa do núcleo duro tucano levar adiante o pedido de impeachment na Câmara.
José Serra, aquele governador e prefeito combalido por greves da Polícia Civil e política de gabinete louvado com bolinhas de papel higiênico da tal gente diferenciada, é reflexo, nada mais nada menos, do que um político oportunista de longa data.
É perante esses tucanos sorumbáticos que o governador de São Paulo Geraldo Alckmin ainda mantém sua aura de gestor responsável, de gestos comedidos e de experiência política consumada. Alckmin sabe muito bem que não se ganham eleições majoritárias com falas sem resultados práticos e efetivos, nem com bravatas pueris ou propaganda enganosa. Ao contrário, o famoso picolé-de-chuchu sabe por experiência própria com o eleitorado paulista, que o povão é arredio a factóides e a guinadas bruscas nos rumos administrativos e da economia.
Alckmin tem se portado com dignidade e correção de conduta: não alimenta seus inimigos com munição contra ele mesmo, não se deixa intimidar por palavras ofensivas de petistas e ainda faz elogios aos ex-petistas que abandonaram a nau corrupta do PT dizendo que estes são sóbrios e enxergam a realidade. Em São Paulo, o que se vê é Alckmin cumprir promessas de campanha e ser prestigiado por aquilo que ele faz e não por aquilo que fala ou dizem dele.

Aécio atualmente discursa para fãs, enquanto Alckmin mostra resultados práticos para pessoas que são desconfiadas de discursos e as convence com obras em andamento e uma política administrativa dura em cortes de gastos, que apesar do impacto são aceitas como uma medida responsável para manter o estado em andamento.

UFPR

Aécio entrou na fase do vale tudo idêntico ao de Lula que não engana a ninguém. Como pode alguém se dizer democrata quando é presidente dum partido que vê um de seus caciques apoiar abertamente com sangue nos olhos e faca nos dentes um apadrinhado político do PT evidentemente apoiador de grupos como MST e CUT e outras mazelas para o STF? Os eleitores do PSDB de São Paulo e Paraná e até mesmo em Minas Gerais assistiram a isso como um atentado aos seus votos na legenda tucana.
Nesse ponto, os eleitores de Marina Silva, admiradores da Rede Sustentabilidade, espalhados por todo o país, mas notadamente nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo colocam suas manguinhas de fora nesse momento para inventar novas propostas para atrair esses desiludidos com o PSBD.
Já o PSB que insuflou ao longo de 2013 e 2014 a candidatura do falecido líder pernambucano Eduardo Campos, o qual representava a dita terceira via na política brasileira começa a pensar em voltar a apoiar o PT por não ter mais liderança alguma para comandar o partido de forma eficaz. Além disso, pensam em dar um tiro no pé ao fundir-se com o PPS.
O eleitorado do Paraná e de Goiás, respectivamente de Beto Richa, Álvaro Dias e de Marconi Perillo, que foram os grandes responsáveis pela boa votação de Aécio nesses importantes estados, passam agora por desgastes de sua reputação política gerados por eles próprios. Isso mostra que o PSDB está fragmentado e numa situação de recorrer a alianças espúrias ao primeiro que acenar o chapéu à exemplo do PPS de Roberto Freire ou PSB do finado Campos.

Em 2018 certamente milhões de paranaenses e goianos votarão seguindo a guia de Dias e Perillo por serem fiéis aos contos da carochinha dos mesmos que se dizem opositores do PT, mas na verdade são mais como agentes duplos dentro do PSDB, o qual não faz nada a respeito, pois Aécio não lidera nada além de si próprio com ajuda de seus colaboradores de ocasião.

Resta assim para Aécio Neves algum contingente de votos dos mineiros que o idolatram e daqueles que se tornaram fãs dele durante as eleições de 2014, mas esses não formam maioria uma vez que são em muitos casos votos estratégicos contra o PT e nada mais do que isso.

Para alguém que ainda se acha dono de 51 milhões de votos reunir em todo o Brasil base eleitoral fiel se tornou uma mera ilusão. Os fatos comprovam isso: Segundo o Datafolha 83% dos que foram as ruas em protestos contra a corrupção e pedindo impeachment de Dilma Rousseff disseram que a Aécio não significa mais que isso – uma opção de momento para não reconduzirem o PT ao poder mais uma vez. Quem será a próxima opção do PSDB ainda não sabemos, mas que essa opção tende a sair derrotada nas próximas eleições é um horizonte bastante claro devido a militância cega do PT agir mais unificada em prol dos interesses do partido.

Para efeito de análise, na Argentina manifestações contra Cristina Kirchner ocorrem quinzenalmente, lotam com meio milhão pessoas a tradicional Avenida 9 de Julho em Buenos Aires. Esses manifestantes fazem muito barulho, mas assim como se congregam, se dispersam e a vida continua – Kirschner continua governando, enfrentando a alvoroçada mídia tradicional portenha, sofrendo duros golpes em sua combalida economia, mas continua de pé e, segundo consultorias de renome internacional, deverá eleger seu sucessor no próximo pleito presidencial.

No Brasil será que seria diferente? Manifestações na Avenida Paulista de São Paulo, na Atlântica do Rio de Janeiro, no Farol da Barra de Salvador, na Praça da Liberdade de Belo Horizonte e nas pontes coloniais do Recife antigo – será que todas elas juntas, na média de uma por mês (15/3/2015 – 12/4/2015 – 17/05/2015) e com números decaindo, será mesmo que isso será suficiente para derrubar um governo como o de Dilma Rousseff que detém o Estado amplamente aparelhado e corja política vendida ao seu lado nas votações do ajuste fiscal?

Reflitam sobre isso, pois o nosso sistema de representação política está falido e corroído pelo cupim da República que é a corrupção, coronelismo e alianças espúrias entre políticos. Não temos saída a não ser nos engajarmos mais profundamente numa luta contra um sistema que reforma política alguma solucionará. Nossa história política mostra que o povo unido não muda nada, mas sim a elite política e econômica são os que decidem os rumos de nossa história. Quebrar esse paradigma é a missão dos abnegados que vão às ruas, mas para isso eles precisam centrar suas vozes contra tudo e contra todos e passar esse país a limpo duma vez por todas.