Arquivos do Blog

Todos contra Temer!

O costume da mídia usar os mesmos argumentos falaciosos diante de todas circunstancias é o que trouxe Marina Silva à tona novamente. Os beiçudos da imprensa precisam vender a divisão e intransigência de pontos de vista; e daí dão espaço e voz aos que agem irracionalmente movidos por razões torpes em busca de poder.
A imprensa vendida, assim como os manifestantes do MST que nada cultivam na agricultura, mas cultivam no seio social mais nada além da divisão e semeiam medo nas pessoas por onde passam, assim também é a imprensa de nossos dias. Sabem apenas bradar o mesmo discurso enfadonho e decrépito na mentira, sabem apenas empunhar suas foices e facões nas redes sociais, emissoras de rádio e TV. Marina Silva é um fantoche da mídia para eles darem o seu recado ao governo. Logo virão outros tendo o mesmo espaço na mídia.
 
Versa a Lei de Coulomb, que é uma lei da física que descreve a interação eletrostática entre partículas carregadas eletricamente, que as cargas iguais se repelem e as cargas opostas se atraem. Marina Silva é uma carga oposta aos interesses da sociedade, por isso ela é eleitoralmente viável, o povo não sabe votar, não sabe o que essa falsa evangélica seringueira representa, e ela fala o que uma parcela de desavisados quer ouvir. Cuidado com essa mulherzinha de voz de taquara rachada que nos últimos dias ocupou espaço na mídia pregando a teoria de renúncia, de novas eleições e se colocando na ordem do dia como pré-candidata novamente.
Hoje Marina Silva, estampa manchete do Estadão fazendo suas análises inoportunas sobre a cena política. Desta vez ela foi chamada a falar em face de Temer.
Qualquer pessoa minimamente sensata e racional, sem olhar movido por paixões estapafúrdias na política, sabia desde o início que em meio a acalorados acontecimentos políticos, principalmente com a batalha entre governo e oposição sobre impeachment, que muito se discutiu sobre as consequências que um processo como este traria ao país. Agora o impeachment é um ato concreto no espaço e tempo e seus efeitos já foram exauridos quando Temer assumiu o governo em definitivo. Marina Silva é uma das partes que não aceita essa realidade e agora reaparece falando suas habituais teorias aos interlocutores da imprensa. A mesma imprensa que ao invés de debater o governo Temer com base em verdades, prefere debater o panorama com meias verdades de acordo com toda avassaladora onda de delações da Odebrecht.
O problema da governabilidade de Temer será sempre afetado por conta dessa grave crise econômica, com dois anos de recessão que ele herda de Dilma. É necessário marcar um ponto no espaço e tempo e colocar o impeachment como ponto de partida duma herança que se impõe ao herdeiro do cargo. É sabido que Temer, até por ele mesmo, que ele não vai resolver por si só todos os problemas do quadro político em torno dele organizando sua base em torno de sua agenda para governar em paz. Tanto isso é verdade que, os bundamolengas teleguiados pela Globonews e colunistas da escória reinaldiana não estão relatando o fato do Aécio estar tramando a queda do Ministro da Fazenda de forma intencional, premeditada e sistemática por todos os meios que forem possíveis.
O PSDB está apostando no “quanto mais pior melhor” para eles aparecerem em 2018, ou antes disso, como mocinhos em meios ao vilões e incompetentes do governo Temer. Isso mostra que Meireles é apenas um alvo secundário, o principal é Temer. Fazer ruir a economia nas mãos do PMDB é meio caminho andado para atestar o óbito político de Temer e todo PMDB. Todos queremos a melhoria da economia em curto prazo, mas isso é inviável, é uma falsa esperança, as medidas tomadas por Meireles ainda não surtiram efeito concreto justamente porque a base aliada do Temer joga contra eles ao lado de petistas ensandecidos no Congresso e nas ruas. O tempo para os remédios de Meireles fazerem efeito demora e isso joga a favor de Aécio e seu plano de desestabilizar o governo Temer.
 
O clima hostil, de má fé entre pares e punhaladas nas costas é constante e chegou às ruas, mercado e opinião pública. Isso faz a imprensa vender o complô do afastamento de Temer e consequente justificação para tomarem uma medida extraordinária de eleições diretas implodindo a Constituição mais uma vez. Isso só favorece um sujeito chamado Aécio e seus patrocinadores da mídia globelzebu. Quem viver verá essa saga aeciana contra Meireles sendo levada a cabo em conluio com a mídia para desembocar no projeto de PEC de novas eleições ou algo parecido como a tese de renúncia já solta na mídia por Marina Silva.
 
No meio desse caldeirão, não podendo contar com uma voz petista que tenha autoridade e respaldo, a mídia chama Marina Silva para fazer eco as teses oposicionistas ao governo Temer. Isso é péssimo. Temer não terá tranqüilidade política ante um cenário tão conturbado, principalmente se a Lava Jato continuar trazendo essa “agenda negativa” para o Planalto. Negativa no sentido de não criar estabilidade, do ponto de vista político a quem tanto precisa dela nesse momento, isto é, Temer e seus fiéis escudeiros envolvidos até o talo nas delações da Odebrecht que vazam seletivamente segundo os detratores da operação da República de Curitiba. Destaque-se que a Lava Jato não tem compromisso com a estabilidade política alheia, nem do PT nem do PMDB ou PSDB. A Lava Jato tem compromisso com operar a justiça independente de qualquer mote ou clichê politizado que queiram colar na operação ou no juiz Moro.
 
Mesmo assim, a classe política, através de Renan e outros pares, não vê com bons olhos que a corrupção tenha finalmente virado pauta entre os diversos setores da sociedade e que isso pode acarretar em um amadurecimento maior sobre o assunto por parte da sociedade e órgãos judiciais. Renan ataca magistrados e procuradores, e tem aval de grande parte dos parlamentares que sabem ter rabo preso com caixa dois, propinas e lavagem de dinheiro investigadas pela Lava Jato. As pesquisas mais recentes tem mostrado como a corrupção é percebida como um dos maiores problemas do sistema político brasileiro e que a Lava Jato é apreciada por atacar esse problema em pontos nevralgicos. Isso somado ao esgotamento no papel dos partidos no diálogo com a sociedade é ponto de ignição para o desespero de políticos que querem alçar voo nas próximas eleições. 
Com um sistema complexo de acontecimentos, o processo de mudança ainda será lento e criticas ao governo Temer serão incentivadas pela imprensa devido ao seu histórico de político de ex-aliado do PT e delações da Odebrecht o colocarem na ordem do dia. Estruturalmente, o problema que estamos tratando é em como proteger o estado brasileiro deste perverso meio político querendo manter o poder, e de empresas tentando aproveitar do poder para ambas as castas terem enriquecimento ilícito. Política é basicamente poder, de quem decide e quem ganha, isso naturalmente vai gerar incentivo para grupos tentarem influenciarem o processo para uma nova eleição ou chegarem a 2018 com mais viabilidade política perante a opinião pública desinformada pela imprensa subserviente aos partidos e governos. 
Temer será posto a prova, e ele terá que mostrar dia após dia que tem o poder em suas mãos até 2018.
 

temer

Um anômalo que coloca os pingos os is…

A política brasileira está cheia de coelhos do Bambi que gritam desarvorados: “Fogo, fogo na floresta”. Aliás, não só na política. Na imprensa também, especialmente na imprensa chapa branca.
Alguns lobos velhos da imprensa, desdentados de tanto rancor, enxergam golpe até na própria sombra. É alguém ameaçar seja Lula ou o Palácio do Planalto com a lei, com a Constituição, com as instituições, e eles tossem suas ignomínias: “Golpe… Cof, cof, cof… Golpe!” ou “Deixa o homem trabalhar!” ou chegam ao cúmulo que colocar a Lava Jato em xeque tecendo comentários sem nexo com a realidade. Alguns estão mais para vampiros com sede de sangue. Sangue do povo nas ruas!
Nos últimos dias, devido o STF ter se aliado aos corruptos de plantão mais uma vez, e terem se irmanado para fazerem deboche institucional contra a lei e contra o povo, ficou evidente que o jornalista da Jovem Pan e VEJA, o famigerado Reinaldo Azevedo, tomou ares de constitucionalista de boteco e resolveu afrontar, tanto quanto Renan, decisões judiciais, mas não com desobediência, e sim com teses jurídicas sub-ginasianas emitidas via rádio, colunas , blogs, por simplesmente discordar delas e porque isso faria um petista insignificante do extrato do pelego acreano Jorge Viana chegar a presidência do Senado por algumas semanas colocando mais gasolina na fogueira contra um governo que sucumbe ante a própria incompetência e trapalhadas.
Uma coisa é certa, seja Marco Aurélio ou Renan Calheiros, todos ali juraram defender a Constituição, contudo fazem dela uma prostituta e a usam da forma que lhes bem convém e praticam estupro coletivo. Todos, sem exceção, desde o presidente da República, que mandou acatar o que diz “o livrinho”; subjugam a Carta Magna a um pedaço de papel de pão que só vale quando lhes convém. A imprensa mentecapta segue a mesma toada: inflama o povão a pensar de acordo com aquilo que os mentores do alto clero tucano querem para poderem ter argumentos úteis em face dessa quizumba. Ou seja, há idiotas úteis de todos os lados hoje em dia.
Ao que parece os críticos da lavra de Reinaldo Azevedo, escolhem suas vítimas com precisão cirúrgica sob ordens de algum partido, os quais ordenam para a peãozada da imprensa bater firme ora no Cunha, ora na Dilma, ora no desafeto de ocasião e babar ovo pra Aécio, FHC ou fazer vista grossa para as trapalhadas dos ministros de Miguel Temer e outros escroques do PMDB, PSDB e suas linhas auxiliares no governo de coalizão temerário.
Desmistificando Reinaldo Azevedo fica nítido que ele é um personagem criado pela Veja para substituir o Diogo Mainardi, que foi defenestrado da revista para capitalizar em cima de um projeto jornalístico muito mais louvável, e não me refiro ao Antagonista, mas sim a um ensaio dele sobre paralisia cerebral pela editora Record. Sendo Mainardi fã de FHC, e Reinaldo seu substituto imediato, dotado da mesma personalidade histriônica, fica nítido que a VEJA optou em trazer mais um sub-tucano arruaceiro da imprensa para versar sobre como o PT, e seus aliados, são o que há de pior na face da terra.
É risível atestar que Reinaldo Azevedo tenha fãs de carteirinha, tanto quanto seu desafeto maioral, a saber; o astrólogo Olavo de Carvalho. Os fanáticos por ambos não arredam o pé de suas posições utilitaristas, seja em prol dum Bolsonaro ou de um Aécio de ocasião. De um lado, seguem os devaneios esboçados em podcasts e livros de um, do outro, creem piamente nas falácias transmitidas todo final de tarde pela rádio Jovem Pan, no programa sensacionalista, ao estilo Aqui Agora travestido para política, o qual Reinaldo diz que coloca os pingos nos is como bom professor de gramática que é, porém como jornalista e comentarista político e aventureiro em análises jurídicas, não passa de um embusteiro de marca maior com espaço na indigitada emissora de rádio e revista.
É típico de Reinaldo Azevedo errar crassamente sobre fatos, e por sorte acertar outros fazendo futurologia barata em seus textos, onde jaz sepultado o bom senso do jornalismo informativo, e donde exala a falsa modéstia da crônica opinativa por vezes desconectada da veracidade dos fatos. Essa é forma taxá-lo de embusteiro, mentiroso e inventor de falácias mais suave possível, pois ao lermos os textos, ouvirmos os comentos da lavra do douto jurista culto e pop star da rádio Jovem Pan, ficamos estarrecidos, nos perguntando como é que pode uma emissora apostar num formador de opinião sensacionalista daqueles cujo maior interesse é manter a fama barata de sub-celebridade da imprensa crítica, ao passo que existem jornalistas sérios e mais abalizados que poderiam ocupar aquele horário discorrendo com sobriedade e concretude factual sobre os temas da vida cotidiana da República.
Como se não fosse muito, ou não bastassem as falácias que Reinaldo se vale, fica nítido que ele é o canal de informação predileto dos militantes anti-petistas de última hora, ou seja, dos coxinhas que começaram a ter opiniões políticas pós protestos de 2013 entrando na modinha e oba-oba das manifestações de rua. Esse tipo de público, sequer entende muito bem como funcionam as instituições e leis do pais, mal sabem como são os bastidores de Brasília, mas creem piamente em tudo que o oráculo da VEJA e Jovem Pan assevera com devoção “PTfóbica”. Inequivocamente resta óbvio que Reinaldo Azevedo é um farsante manipulador de incautos. Apesar do bom humor dele, das imitações do Lula, ele tem momentos de chiliques que atestam sua personalidade histriônica. São momentos nos quais ele ataca com as piores vulgaridades a quem discorde de suas falácias tratando com verborragia os divergentes de suas opiniões.
No mínimo isso é deselegante, e revela um sujeito suburbano, dotado do espírito encarnado das fofoqueiras barraqueiras dos confins das vilas paulistanas; que hoje, graças a Reinaldo de Azevedo, Olavo de Carvalho, Jair Bolsonaro e outros dão a tônica nos debates nas redes sociais. O cidadão que acha que a política e imprensa precisa de melhores práticas, de mais racionalidade, de menos populismo e emocionalismo barato passa ao largo desses sujeitos. Se os cidadãos, mesmo os que tenham pouca instrução e capacidade de abstração, compreendessem que a política vai além das figuras que a usam em benefício próprio, comportando um padrão de modernidade e debates mais civilizados, isso tornaria todo esse emaranhado de opiniões falaciosas de sub-jornalistas um ponto fora da curva.
Desafortunadamente é o contrário disso o que ocorre hoje em dia. Por fim, ante esta visão, está muito claro para muitos que Reinaldo Azevedo pertence ao grupo dos jornalistas espalhafatosos eivados de truculência quando criticados e que reagem com o ego inflado quando aplaudidos.
Por outro lado, Reinaldo Azevedo detesta quando lhe taxam de tucano. Ele dá pitis homéricos nos microfones e blogs se dizem que ele é cego irracional ao ponto de defender o indefensável em prol até de um Renan Calheiros da vida em face de um Marco Aurélio Mello já combalido com a pecha de serviçal petista no STF. Isto aponta, com vasto conteúdo probatório, que o único mote jornalístico do destemido Reinaldão é vociferar contra o PT. Em tese, Reinaldo Azevedo age realmente como um tucano do baixo clero ensimesmado, prepotente e arrogante que não acata nada além do ódio incondicional ao PT.
Por isso que Reinaldo possui fãs, por isso ele é idolatrado pelos coxinhas reinaldetes de última hora, pois nutrir ódio incondicional ao PT é fácil, mas o difícil para essa gente abitolada é enxergar que o PT não vale nada e manter-se desligado emocionalmente desse fato sem pagar mico seja onde for repetindo o que esses jornalistas desmiolados dogmatizam nas cabeças de seus leitores devotos.
Reinaldo e os reinaldetes tiveram seu ápice justamente na época em que o PT estava cambaleando, sendo posto nas cordas, sendo combatido de todas as formas de todos os lados, e para alicerçar a postura anti-PT era preciso elogiar as Forças Armadas, ir em todas as manifestações de rua, bradar palavras de ordem, e incluir no seu menu informativo Olavo de Caravalho, Reinaldo Azevedo como gurus de seitas de coxinhas desavisados que votaram em Aécio Neves, solapando Marina Silva e Dilma nas urnas, mas ao final, graças a Toffoli, Dilma levou e os tucanos ficaram sem eira bem beira. Foi nessa fase que Reinaldo Azevedo se revelou como tucano convicto nas entrelinhas de seus textos e no tom de suas palavras na Jovem Pan. Quem puder analisar os textos e programas dessa época verá isso com clareza.
A tese que Reinaldo seja tucano ainda é alicerçada, pelo fato dele durante o impeachment, ser o mote inspirador do Movimento Brasil Livre, cujos militantes são filiados nas linhas auxiliares tucanas e tem logrado êxito em repetir copiosamente a mesma linha tendenciosa do mestre Reinaldo em suas publicações e conduta política desaforada em alguns momentos. Para eles o PT tem que ser combatido com exorcismo caso as leis e instituições do país falhem.
Esses argumentos acima postos podem até serem alvo de discordância ou causarem dor de barriga nos fãs de carteirinha de Reinaldo Azevedo, mas uma coisa é certa, o jornalismo que ele representa é de péssima qualidade e só tem espaço porque os leitores e ouvintes precisam de entretenimento e sensacionalismo para suportar a podridão da política brasileira ao ponto de fazerem piada de tudo. Para esse público, Reinaldo Azevedo serve como uma luva, mas para quem quer pensar num país de acordo com princípios éticos e legais bem fundamentados, o recomendável é que fuja desse tipo de jornalismo caricatural e busque outras bases para formar opinião e obter conhecimento. Façam isso antes que se contaminem com conceitos errôneos, principalmente no campo do Direito, o qual emana todo ordenamento jurídico pátrio que rege toda a sociedade e instituições.
Em suma, não deixe um serviçal tucano da imprensa adestrar vocês!
reinaldo-azevedo-os-pingos-nos-is

O voto de cabresto de Celso de Mello

Quando mudamos de ideia a respeito de qualquer coisa na vida, há muitas vezes por de trás disso a intenção de corrigir falhas, redimir erros ou render-se a razão. Podemos chamar isso de “animus corrigendi”

Mas quando a própria noção de corrigir um erro, sanar um gravame, ou agir com falsa retratação é comprometida dando lugar a uma mudança de paradigmas para observar  interesses escusos isso se chama: “animus abutendi”, ou seja, intenção de abusar.

Foi essa segunda postura que o ministro decano Celso de Mello tomou ontem no STF ao mudar seu voto na ADPF que deu causa a lide de ontem no STF. Celso de Mello vindo posteriormente a rejeitar a liminar do colega vice-decano Marco Aurélio Mello em face do senador Renan Calheiros obrou com “animus abutendi” e precipitou o STF para além da falta de credibilidade. O decano da Suprema Corte jogou o STF no abismo da falta de legitimidade.

Quem está com a verdade do seu lado, do ponto de vista axiológico jurídico, jamais mudaria de opinião acerca das conclusões que os postulados jurídicos que formaram anteriormente a convicção decisória, para em seguida, numa outra situação particular, dar lugar a um arremedo de voto, ou voto de cabresto, em favor dum réu que nitidamente manipulou a opinião do julgador com subterfúgios extra-legais.

Juízes não podem ser pessoas que alteram suas opiniões e conclusões jurídicas, por mais genéricas que possam ser; ao sabor dos acontecimentos. Celso de Mello, ontem, no julgamento da liminar desobedecida por Renan, obrou exatamente isso da forma premeditada; e para usar palavras do próprio Marco Aurélio foi algo: inconcebível, intolerável e grotesco Celso de Mello ter agido desta forma.

O decano do STF tende a divergir de Marco Aurélio e pela praxe do colegiado, conforme regimento interno, o decano deve ser o último a votar, mas se decide antecipar o voto, isso pode influir os demais pares a segui-lo. Foi exatamente isso que ocorreu ontem, mas não por força dos argumentos do decano, e sim pela chantagem de bastidores à qual determinados ministros cederam da noite para o dia em favor de um réu no próprio tribunal, no qual, dizem zelar pela Carta Magna e sua interpretação.

Mesmo Marco Aurélio tendo dito que o STF incorreria em “deboche institucional” caso não fosse enérgico quanto aos fatos desencadeados pela desobediência de Renan em face duma ordem judicial emanada por um membro da mais alta corte judicial do país, mesmo assim, os seis ministros que acompanharam Celso de Mello, em seu voto de cabresto, levaram a cabo o acovardamento do STF em face de um senador que é investigado em mais de uma dúzia de processos criminais.

A máxima marcoaureliana de que “processo não tem capa, tem conteúdo”; uma citação clássica do eminente ministro flamenguista, apreciador de motocicletas e cavalos puro sangue, nunca foi tão veraz quanto ontem. Uns apreciaram a matéria olhando e temendo o nome contido na capa da lide, outro, desferiu um julgamento em face de um réu que ocupa um cargo de presidente do Senado, podendo ser assim censurado e até sacado do cargo por ser réu em processo crime no STF; isso desde que sejam bem observados os axiomas constitucionais numa exegese mais escorreita.

Num primeiro momento a decisão monocrática de Marco Aurélio teria efeitos concretos como qualquer outra ordem judicial acatada e cumprida à risca. Mas não foi isso que aconteceu. Renan, agindo de forma desaforada, burlou por duas vezes o oficial de justiça do STF, dando-lhe um chá de cadeira, agindo de forma evasiva através de assessores parlamentares, ou seja, foi uma amostra gratuita de quanto Renan não respeita a lei em momento algum.

Após a liminar expedida, e sem efeitos ante a realidade dos acontecimentos, o artigo 5º da lei 9.882 diz ordenava o seguinte: “O Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria absoluta de seus membros, poderá deferir pedido de medida liminar (…). Em caso de extrema urgência ou perigo de lesão grave, ou ainda, em período de recesso, poderá o relator conceder a liminar, ad referendum do Tribunal Pleno”. E foi isso o que processualmente aconteceu. A cautelar foi apreciada em no pleno colegiado, e foi aí que as manobras insidiosas de Renan sobre meia dúzia de togados supostos guardiões da Constituição deu razão aos dizeres de Lula quando chamou o STF de um bando de acovardados.

Apesar de Marco Aurélio ser arrogante e narcisista, sua decisão tinha que ser no mínimo apreciada com base nos postulados constitucionais pelos ministros divergentes, simplesmente por ele ser investido de poderes jurisdicionais para tal finalidade. Teriam de operar isso por respeito ao julgador e muito mais pela Constituição e instituições que servem. Mas desde o começo Marco Aurélio, que é só uma peça do STF, já foi atacado e execrado publicamente pelo colega de toga; a saber: Gilmar Mendes, um dos aliados de Renan no STF. Isso já insinuava que o STF tinha se tornado num puxadinho onde as ordens de congressistas do alto clero corrupto dão as cartas e são obedecidos cegamente pelos ministros da Suprema Corte brasileira.

O presunçoso Marco Aurélio achou que tinha bala na agulha. Deve ter achado que teria o corporativismo do STF ao seu lado, ao menos para proteger a classe de magistrados, a qual nenhum corrupto de alto escalão desse país nutre mínimo respeito ao ponto de lavrar leis contra os mesmos desmoralizando-os também com “animus abutendi” no foro legislador. No entanto, Marco Aurélio foi dilacerado apesar de ter acertado a mão dessa vez, e assim o STF recheou uma pizza à moda alagoana feita sob pedido expresso do próprio réu.

Celso de Mello, o decano, e Carmen Lúcia, atual presidente do STF, participaram dessa chicana mantendo aquela pose de santidade que cultivam sempre. Celso de Mello, com auxílio explícito de mais cinco pares, incluindo a presidente do STF, “recolocou” Renan de volta ao cargo que ele nunca perdera na prática. Isso sim foi um verdadeiro golpe contra a lei, contra as instituições e contra o povo. Testemunhamos um réu de grande envergadura mandar nos juízes instância judicial maior do país e nos poderes da República na tarde de ontem.

O voto do Celso de Mello foi contraditório, para dizer o mínimo. Ele repudiou que qualquer ente ou sujeito desacate uma ordem judicial, e depois, lavrou um voto alternativo predefinido extra lei. Daí ficou fácil, até para Dias Toffoli votar acompanhando ele, sem fundamentar nada, cair fora da sessão alegando que tinha mais o que fazer, e ainda pior foi Teori Zavascki, ele se acovardou aderindo à tese costurada nos bastidores, a qual Celso de Mello foi porta voz mor. Zavascki, justo ele, que tinha afastado Eduardo Cunha do mandato, consequentemente do cargo, se rendeu ao jogo de sombras e cordas perpetrado por Renan e lavado a cabo por Celso de Mello e demais pares que acompanharam a divergência.

Resumo da ópera: O voto de cabresto de Celso de Mello safou Renan Calheiros. Agora aguardemos o voto de cabresto dos eleitores alagoanos que deverão reconduzi-lo a mais um mandato, ao menos que haja um juiz nesse país capaz de colocar esse senador cangaceiro atrás das grades antes da próxima eleição.

renan

E agora Dr Meirelles?

As propostas do governo de ajustes nas contas públicas até aqui não apresentaram aumento de tributos como medida. Por outro lado o governo Temer duplicou os gastos de verbas e emendas para bancar a base aliada desse presidencialismo de coalizão pós-impeachment. Isso sem dúvida gera reflexo no caixa da União que está combalido e retira dos investidores esperanças que esse governo venha a fazer uma política de acordo com regras sérias. Nesse caso Temer está patinando, ladeado por serviçais envoltos na sombra da corrupção e escândalos constantes e sanguessugas do congresso nacional que vivem de barganha.

Apesar de contar com um ministro da Fazenda que está ficando atolado com índices de retração que não pararam de dar marcha ré até agora, está claro que Henrique Meirelles não um desses economistas que Alexandre Schwartsman taxaria de “quermesseiro keynesiano”.

O ministro da Fazenda já reafirmou que “tudo indica” que não será necessário aumento de tributos para ajudar as contas públicas do país, sobretudo diante dos sinais de recuperação da atividade econômica e que devem alimentar a arrecadação. Além disso, acrescentou ele, o governo deve contar com receitas provenientes de privatizações, concessões, entre outras. Todavia, a maioria dos índices econômicos não pararam de engatar marcha reversa, as pequenas melhorias em alguns apontadores de recuperação deixaram de movimentar-se positivamente.

E agora Meirelles? O que esperar de ti? O que esperar do governo perdulário que faz gastança de verbas para manter uma base de parlamentares incautos e profanadores dos cofres públicos? Renan, numa ação de retaliação quer combater os “super salários” dos servidores, em especial do Poder Judiciário. O Planalto disse que iria cortar os cabides de emprego do aparelhamento estatal petista, mas tudo isso até agora foi apenas um conto da carochinha para boi dormir. Então o que esperar para os próximos meses do governo Temer na área política e econômica que fica correndo atrás do próprio rabo?

O ministro da Fazenda já palestrou diversas vezes mencionando que: “A realidade objetiva é que o Brasil tem uma dívida bruta pública muito elevada para o nosso nível atual de desenvolvimento. Essa é uma realidade que fizemos questão de declarar, a realidade tal como ela é” Disse ainda que: “Para se enfrentar um problema é muito importante que o problema seja reconhecido, explicitado e a partir daí possa ser enfrentado. Esse é o ponto fundamental”. Esse é o diagnóstico, mas onde está o tratamento sendo feito caro ministro? O reconhecimento do problema fiscal brasileiro e da real situação das contas públicas, com o reconhecimento da meta de déficit primário da ordem de 170,5 bilhões de reais e uma previsão de uma meta de 130 bilhões para o próximo ano é sem dúvida um alerta que as coisas não tendem a melhorar em curto prazo.

A queda gradual da receita tributária, da arrecadação em função da crise na atividade econômica do país e falta de confiança com a solvência do país é outro problema do governo. Meirelles sabe que tudo isso é como um problema de saúde, onde a primeira coisa é fazer o diagnóstico correto e depois examinar se o paciente tem condições de enfrentar um tratamento rigoroso com cortes de elementos nocivos a sua saúde e tomar remédios fortes que o farão melhorar.

Assim sendo, não basta o remédio ser apontado com precisão, tem que haver colaboração do paciente tendo uma postura mais saudável ante a enfermidade. Hoje, o governo é um como se fosse um sujeito com obesidade mórbida, que não para de comer tributos e gerar colesterol ruim, isso é, come um alimento que não o nutre e ainda por cima sustenta os parlamentares que causam uma série de problemas ao país por serem deletérios a saúde política do paciente.

Arrecadação escassa e gastos excessivos com parlamentares e Poder Judiciário nababesco sem dúvida não farão fechar a conta no saldo positivo. Então por que não cortar os dispendiosos gastos com as folhas de pagamentos do Legislativo e Judiciário? Por que raios o ministro não toma uma medida nessa direção de forma contundente e acaba com a farra e esse câncer que corrói o governo há décadas? Será que ele é um médico da economia que não quer tratar do paciente de forma completa? E agora Dr Meirelles? Aplicar injeção na testa não vale!

 

henrique-meirelles-02-20101124-original

Somos todos delatores da Rainha das Mandiocas e do Cachaceiro Ladrão!

O impeachment, na minha visão, funciona como o botão que se aperta para dar descarga na privada. Você já fez o que precisava ser feito e não precisa mais olhar os seus dejetos, misturados ao papel higiênico usado. E se tudo ainda não for pelo buraco adentro, engolido pelo jorro de água, você aperta o botão de novo. Simples assim o impeachment.

Hoje, milhões de brasileiros já apertaram o botão que deveria fazer sumir essa “bosta de governo petista”. Há um misto de repugnância e exasperação nas pessoas. Digamos – para continuar com a imagem escatológica – que estamos sofrendo uma insuportável prisão de ventre que faz doer a barriga, em espasmos. Nossos intestinos estão cheios, empanturrados com fatos e verdades não só sobre as mazelas do Planalto.
Mas o Congresso como sempre quer que a privada fique lotada de merda para fazer a higienização necessária com mais trabalho e mais produtos de limpeza. A começar Renan Calheiros, que também é corrupto, decidindo um eventual processo de impeachment o que serve para nós povo brasileiro é isso e ponto final. Nada mais nos resta a não ser isso. Os congressistas, deputados federais, a maioria está sendo processada por malfeitos e também não é lá essas coisas que legitimam o apelo do povo, mas mesmo assim, nos priores do mundos onde PT detém poder é o que temos para nos livrar do lulopetismo.

Seriam Eduardo Cunha e Renan Calheiros o nosso purgante salvador? Pelo visto sim infelizmente. Como sabemos, mais da metade desses indivíduos que assentam cadeiras no parlamento nacional nem eleitos foram de fato, foram puxados por outros políticos de mais renome e tradição eleitoral. Pagaram as despesas de campanha com dinheiro das empresas que os querem lá para manter o status quo sempre o mesmo; a saber: Na cantilena do roubo e enganação demagógica.

Esses caras exageraram na dose da roubalheira não é de hoje. São canalhas contumazes, viciados por anos e anos de impunidade. Eles tem alçadas de poder, verbas de tudo quanto é jeito, sinecuras – e agora preparam seus filhotes para lhes suceder na boca rica. O nepotismo corre ainda solto, vide Maranhão dos Sarneys, Pará dos Barbalhos e tantos outros recantos . Não há o que se esperar deles, não virá de lá nenhuma atitude cívica – como votar o impeachment da Dilma por bem e dever constitucional e obediência às leis da República e sim por vozes das ruas que ocuparem a Praça dos Três Poderes como fizeram na Praça Tahir no Egito.
Pois eles também deveriam ser “impichados”. Vale o mesmo sentimento para com a Justiça, que a imprensa todo dia mostra como um vulgar balcão de negócios e interesses. O STF é escritório de advocacia do PT e dos corruptos, o STF ou STJ sala anexa e despachante do Kakay, Podval & Cia para libertar colarinhos brancos como Daniel Dantas e Zé Dirceu. A Petrobrás, o BNDES, as estatais todas aparelhadas pelo Lula e quase quarenta Ministérios. O numerário cabalístico dos 300 picaretas hoje remonta a cargos em comissão aos milhares até para agentes cubanos.

Dilma preside esse lupanário (palavra antiga, puteiro seria melhor) com seu beicinho arrogante, perpetrando absurdos com a cumplicidade de seus 39-pé-no-saco de ministros. Nem vou listar os despautérios, quem não é analfabeto, do MST ou bóia-fria sabe de cor que a senhora Dilma extrapolou não é de hoje. Os fatos se igualam à gastança grega, ao chavismo e ao castrismo. Estamos fartos desse governo que fala sobre mandiocas e marolinhas.
Ela, no passado, conseguiu até falir uma lojinha de badulaques chineses, seu maior empreendimento até ser guindada a ministra pelo pior dos brasileiros vivos. Essa desgraça e anomalia política denominada Lula tornou o Brasil um país miserável por excelência na arte de roubar do povo e lhe prometer o mundo e os fundos sem lhe dar nada além de direitos básico mal cumpridos.

Então é o seguinte: as manifestações já apertaram o botão da privada, coletivamente, num ato de dignidade e consciência política. Esses 9% de aprovação não sustentam ninguém no poder num país sério. Mas lá dentro da privada a merda rodou, rodou – e não foi embora. Falta um balde de água. Falta uma mudança total, de tudo. Falta uma greve geral que tenha a força de liquidar essa quadrilha do PT, incrustada no poder. Falta o impeachment da Dilma. Quem será essa pessoa que vai salvar os restos deste país não sabemos, mas o que precisa ser feito para que tudo se resolva o quanto antes é tirar a Dilma e Lula de onde eles estiverem e mandá-los para cadeia.

democracia

Sarney a sarna da República

“Uma população que não sabe escovar os dentes vai saber votar? O povo é uma besta que se deixa levar pelo cabresto!”. Essa frase é do general João Batista Figueiredo, presidente do Brasil entre janeiro de 1979 a outubro de 1988. Seu governo tinha apenas 12 ministérios (hoje são 39) e negou a Copa do Mundo ao Brasil pelo excesso de gastos.

Evidentemente que não estamos aqui para defender Figueiredo que foi último presidente da era da Ditadura Militar, considerado o período mais negro da história brasileira e que com a criação do Ato Institucional (AI-5), cassou mandatos políticos de opositores ao regime militar e tirou a estabilidade de funcionários públicos. Entretanto, algumas coisas, têm que ser ponderadas.
Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros da sociedade civil participam do movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas para presidente naquele ano. Em janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República.
Tancredo fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal. Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente e poderoso chefão do estado do Maranhão, José Sarney. É aí que eu queria chegar. Esse cidadão é uma das piores coisas da política nacional de todos os tempos.  Em toda sua trajetória política com mais de cinqüenta anos dedicados à vida pública, ele se eterniza no poder e deve morrer abraçado a ele e, além disso, logicamente, já deve estar bilionário.
Iniciaram em sua gestão os mais escabrosos casos de corrupção do país, que perduram até hoje como um imenso e incurável câncer cada vez mais nocivos ao povo e administração pública. Vivemos na ditadura da corrupção. Não que nos governos anteriores era tudo um mar de rosas, mas Sarney profissionalizou a corrupção e as negociatas espúrias entre políticos do Congresso Nacional e fez com que passassem fazer parte do cotidiano do Brasil. Falar em corrupção hoje é o mesmo que discutir um capítulo de novela; uma jogada de futebol ou comentar um filme. A profissionalização da corrupção começou no governo Sarney de fato.

Por todos esses anos de política que vivi até hoje posso assegurar, sem medo de errar que para o Brasil, Sarney foi excelente para ele mesmo como todos os que sucederam. Conseguiu tudo que queria e fecha o ciclo com a filha Roseana (ex-governadora do Maranhão) fundando um museu financiado com dinheiro público. Aliás o Maranhão, reduto dos Sarney, é um dos estados mais pobres do Brasil.

Na minha humilde avaliação o senhor José Sarney foi o pior presidente de todos os tempos depois de Dilma Rousseff, e foi o pior político do Congresso Nacional. No quesito corrupção só é precedido por Lula e Dilma. Sarney depois que foi substituído na presidência do senado por Renan Calheiros deixou seu legado de acordos desonestos ainda em andamento, mesmo não mais adentrando o plenário do Senado para votar e discutir projetos, quando está em Brasília Sarney, sempre previamente amparado por Dr.Kakay seu advogado, não sai do luxuoso gabinete de Renan e certamente ainda está envolvido com tudo de podre que anda acontecendo.

donc-xo-sarney1

Renan Calheiros dá golpe anti-democrático no Senado com apoio do PT

Na sessão plenária de hoje, a Democracia foi aniquilada no Senado da República. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), conseguiu aprovar manobra que garantiu a seus aliados os cargos de comando da Casa. Com ajuda do PT, Renan colocou em prática uma operação costurada para deixar de fora dos postos PSDB e PSB, que fizeram oposição a sua reeleição.

Aliados do peemedebista reconhecem, nos bastidores, que o presidente da Casa quis medir forças com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que luta para se consolidar como líder da oposição na Casa. Ronaldo Caiado (DEM-GO) iniciou o questionamento sobre os cargos da Mesa Diretora e foi seguido pelos tucanos liderados por Aécio Neves e outros senadores do PSB e DEM os quais retiraram suas bancadas do plenário em sinal de protesto prometendo para Renan uma oposição nunca vista antes no Senado.
A troca de acusações entre os senadores Aécio Neves e Renan Calheiros ocorreu em meio a escolha dos cargos para a Mesa Diretora do Senado. O bate boca acalorado entre os dois senadores ocorreu logo após o tucano criticar suposta manobra arquitetada pelo alagoano para excluir o partido da Mesa Diretora.

Renan não contou com apoio dos tucanos na disputa realizada no último domingo, 1º, em que foi reeleito para o comando da Casa. Na ocasião, a bancada do PSDB apoiou o nome do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), derrotado por Renan.O senador alagoano considerando que os tucanos romperam com o acordo da proporcionalidade, uma vez que tinha sido escolhido pela maioria da bancada do PMDB para a presidência do Senado.
O contragolpe de Renan veio na tarde de hoje com o apoio construído nos bastidores à candidatura de Vicentinho (PR-TO), lançado para disputar a primeira secretaria da Casa. O cargo pela proporcionalidade deveria ficar com o PSDB. No microfone, Aécio pediu para que Renan respeitasse a democracia interna que prevê que os cargos da Mesa seguissem a proporcionalidade das bancadas.

Na sequência os dois começaram o bate boca:

Aécio Neves: “Vossa Excelência será o presidente dos ilustres senadores que o apoiaram, mas Vossa Excelência perde a legitimidade para ser presidente do partido de oposição nesta Casa.”

Renan Calheiros: “Bom que isso esteja sendo dito por Vossa Excelência, candidato à Presidência da República e tem a dimensão do que é a democracia.”

Aécio Neves: “Vossa Excelência desrespeita a democracia.”

Renan Calheiros: “Veja em que conta coloca a democracia. Por isso, deu no que deu, Vossa Excelência perdeu a chance de ser presidente da Republica porque é estrela.”

Aécio Neves: “Perdi de cabeça erguida, olho nos olhos dos cidadãos, falo com a população brasileira e Vossa Excelência perdeu a dignidade desse cargo.”

Renan Calheiros: “Respeite a Mesa, respeita a mesa e tenha a dimensão da democracia.”

Apesar de ser tradição do Senado a divisão das vagas na Mesa Diretora de acordo com o tamanho das bancadas dos partidos, o grupo de Renan conseguiu aprovar indicações de partidos que apoiaram sua recondução do presidente do Senado. Sob fortes protestos da oposição, que acusou Renan de “tratorar” a escolha em favor de seus aliados e apequenar o Senado, as duas vice-presidências, quatro secretarias da Mesa Diretora e suas respectivas suplências serão ocupados pelo PT, PMDB, PP, PDT e PR.

Com exceção do PDT, todas as siglas apoiaram a candidatura de Renan para presidir o Senado.
Com a manobra, o PSDB e o PSB, que teriam direito a dois cargos, foram excluídos da Mesa Diretora. O PDT conquistou a vaga porque indicou o senador Zezé Perrella (MG) para a terceira secretaria, que é aliado de Renan –nenhum outro pedetista foi aceito pelo grupo do presidente do Senado.
Por ser a terceira maior bancada, o PSDB teria direito a indicar o primeiro-secretário, que comanda a espécie de “prefeitura do Senado, mas abriu mão de entrar na disputa depois que os aliados de Renan indicaram o senador Vicentinho Alves (PR-TO) para o cargo.

A articulação do peemedebista provocou um forte bate-boca com Aécio. Após as negativas de Renan aos apelos dos oposicionistas para reavaliar a situação, no microfone, Aécio cobrou o peemedebista. “Vossa excelência será o presidente dos ilustres senadores que o apoiaram, mas Vossa Excelência perde a legitimidade de ser presidente da oposição. Vossa Excelência apequena essa Presidência”, disparou o tucano. O tucano retrucou e indiretamente lembrou que o colega foi alvo das manifestações de rua de junho de 2013. “Perdi de cabeça erguida. Olho nos olhos do cidadão, eu falo com a população brasileira. Vossa excelência perdeu a dignidade desse cargo”, soltou.

Na sessão, Aécio teve o apoio dos líderes da oposição e do PSB, que fizeram acusações a Renan. “Isso é cretinismo parlamentar. O PSB foi o partido que ousou apresentar o nome daquele que concorreria com o senador Renan”, atacou Lídice da Mata (PSB-BA).

A escolha dos membros da Mesa ocorreu em reunião realizada na casa de Renan. Além do presidente do Senado, participaram da articulação os senadores Humberto Costa (PT-PE), Jorge Viana (PT-AC), Eunício Oliveira (PMDB-CE), José Pimentel (PT-CE), Romero Jucá (PMDB-RR) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL). A chapa escolhida pelo grupo pró-Renan foi aprovada pela maioria do plenário do Senado. Sem reagir aos ataques, o peemedebista negou que tenha articulado a indicação de seus aliados para a Mesa Diretora. “Quem escreve a chapa não é o presidente, são os líderes”, justificou.
Daqui por diante esperamos que Aécio Neves seus aliados realmente façam um oposição como prometido por Ronaldo Caiado na tribuna. Os eleitores do PSDB, PSB e DEM devem cobrar sempre a postura aguerrida de seus representantes no Senado para cumprir essa promessa e dar sempre que possível o troco em Renan Calheiros e seus aliados do PT.

E tenho dito!

renan-e1414438296761

Pizzaria legislativa reabre os trabalhos sob nova e velha direção

Os parlamentares federais eleitos tomam posse neste domingo e depois daquele falso juramento de honrar e seguir a Constituição Federal as respectivas casas legislativas elegem seus presidentes, ou melhor dizendo, elegem o poderoso chefão da máfia parlamentar do Senado e Câmara dos Deputados. Sem dúvida a alusão com La Cosa Nostra é perfeitamente pertinente ante ao estado de calamidade ética e moral e criminal que encontram-se os nossos políticos.

Algumas vezes durante o ano assisto aos canais da TV Senado e TV Câmara numa espécie de sessão de auto flagelação impiedosa e acompanho o trabalho parlamentar com um sentimento de náusea e indignação. Quando algum parlamentar do PT, PSOL ou PC do B sobe a tribuna para fazer pronunciamentos e discursos meu estômago embrulha. Depois vem algum vendido ou alugado da base aliada ou elogiar falsamente o governo ou insultar e ameaçar o governo numa espécie de chantagem por mais jabá governista. Quando a oposição assume a palavra e fala algumas meias verdades sei que é hora de tomar um remédio para o estomago combalido pela ladainha socialista autoritária camuflada de republicana e democrática dos esquerdistas, pelo melodrama dos aliados e falácias dos opositores…

Constatar que o destino da democracia brasileira está sendo conduzido por eleitores e eleitos com ideologias políticas deturpadas da realidade me parte o coração.  O que me deixa ainda mais indignado além da falta de decoro e ética e falcatruas é sem dúvida a incompetência generalizada que toma conta das casas parlamentares que vivem num toma lá da cá visando atender interesses partidários e pessoais que passam longe ao interesse coletivo.  Quando a coisa parece obsoleta e totalmente arruinada ainda há chance de piorar ainda mais com o Deputado Jean Wyllys e Bolsonaro criando alardes nas tribunas parlamentares com suas picuinhas ideológicas mal-acabadas.

Hoje para estarrecer ainda mais esse cenário caótico a eleição para a presidência da Câmara e do Senado está digna de enredo de filme nacional sobre favelas dominadas por traficantes onde facções rivais de vilões tentam dominar o terreno fazendo alianças até com o capeta para comandar o morro, digo, Congresso…

Apesar desse cenário tenebroso e enfadonho, me resta uma pífia esperança remota que Eduardo Cunha vença Arlindo Chinaglia, digo, canalha; e depois faça o que é esperado dele: Que peça o impeachment de Dilma.  No Senado a coisa parece já definida: O chefão das Alagoas vencerá seu colega de partido rachado que não passa dum senador catarinese chinfrim sem volatilidade alguma para causar danos à eleição de Calheiros.

De fato, a capital do Brasil hoje está repleta de gangsters do colarinho branco com seus parentes, assessores, padrinhos e puxa sacos de todos os tipos e tamanhos. Enquanto isso, em Curitiba, aguarda-se que ao menos 10% de todos os deputados e senadores eleitos estejam em breve sendo denunciados pela Operação Lava Jato.

Diante disso, fica evidente que qualquer deputado ou senador que toma posse hoje é, portanto, um potencial alvo da Operação Lava Jato. Isso demonstra por si só que o parlamento brasileiro não possui a menor legitimidade moral e ética para representar a população. Além do mais, isso ainda se estende para o cargo da Presidente da República que seja, direta ou indiretamente, também está no poder se beneficiando dum esquema criminoso multipartidário.

Se o Brasil fosse realmente uma república democrática coerente haveria nesse momento uma série de denuncias na mídia com base na Lei da Ficha Limpa e em esquemas de acordos escusos identificando os parlamentares que poderiam ser cassados tanto por improbidades eleitorais como infrações criminais. O mandato de muitos estaria sendo colocado em xeque para o bem da própria população que está sendo representada cada vez mais por quadrilhas de aproveitadores e delatores quando as coisas são descobertas.  Desse tipo de classe política ora presente e reinantes no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto só se pode esperar traição aos princípios republicanos e democráticos, além dos costumeiros casos de corrupção e inobservância de regras legislativas, as quais eles mesmos criam e recriam para se safar.

Certamente mais do que nunca o país está rachado ao meio no campo público e privado. Metade dele – a metade podre pública – está em Brasília. A outra metade, também podre e privada já está em Curitiba na carceragem da Polícia Federal aguardando a sua cara metade. Isso se, não sair do forno do Congresso Nacional uma mezzo impunidade mezzo vista grossa.