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Pátria educadora? Nunca serão!

A presidenta Dilma até certa altura da sua vida foi filhinha de papai dispondo de boa e refinada educação. Posteriormente quando ingressou na luta armada, no terrorismo assaltante da VAR-Palmares deixou de lado finesse, bons modos e educação intelectual de algum nível satisfatório. Dilma estudou no Colégio Sion, onde a convivência com freiras medievais deve ser a causa da cara amarrada de Dilma durante décadas. Ou é isso ou é uma vida sexual totalmente insatisfatória daquelas que nunca soube o que é um orgasmo. Enfim, Dilma jogou tudo que uma boa moça de família poderia querer de bom na vida para ser criminosa de carreira. Dilma apesar de ter estudado num colégio de freiras também nunca calçou as sandálias da humildade.

Até hoje com presidenta continua arroganta, prepotenta e mala sem alça. Dilma não se curvou ante a força dos fatos ao ponto de reconhecer-se como uma medíocre ignorante em economia, com idéias retrógradas e ideologicamente abalizadas na era do socialismo real soviético ou cubano. Falta-lhe estofo intelectual para enfrentar temas delicados da administraçãofinanceira estatal tais como ajuste fiscal e outros. Falta-lhe estofo moral também, desta vez para admitir que o TCU está coberto de razão sobre as pedaladas de sua equipe econômica na gestão Mantega, da qual Dilam era suserana e ele vassalo capacho da presidenta.
Sabem a razão pela qual confiscaram 7 bilhões da Educação este ano?

Está aqui a razão:

“Eu quero explicá uma coisa do ajuste. Todo mundo acha que o ajuste tira. O ajuste não tira, o reajuste…. o ajuste reajusta. Vou explicá o que é isso. O meu PSI do passado, estou falando o meu no sentido o seguinte: aquele PSI do passado, ele era 2,5%, 4%… Hoje, os juros são maiores. Porque se ele se mantivesse em 2,5%, 4%, o governu federal tinha de aguentá a diferença entre 2,5% e 12,5% mais um spread. Nós num vamus, nós não temus dinheiro prá aguentá isso. Temus dinheiro prá aguentá uma variação disso. Qual é a variação disso? 6% a 8%, 6% a 9%. É isso que nós temos recursos”.
Dilma Rousseff
Falemos propriamente de investimento em educação: O primeiro mandato do governo Lula (PT), entre 2003 e 2007, gastou menos com educação que o último governo de seu antecessor, FHC (PSDB) em seus dois governos, de 1995 e 2002. A porcentagem dedicada à educação no quadro de despesas da União caiu de 2,88% em 2003 – no início do governo petista – para 2,67% em 2004 e em 2005 e para 2,44% em 2006, voltando em 2007 ao mesmo patamar que ocupava no início do governo com 2,87%. Em termos objetivos, o financiamento da educação é a questão que mais precisa avançar sempre em qualquer país do mundo para gerar efetivo desenvolvimento.

Exemplo disso é China que investe pesado em educação há 40 anos e está onde está na economia e índices de educação internacional com alunos de ciências. O Partido Comunista chinês não é anômalo como os nossos da esquerda brasileira que pensam apenas em estatização e investimento em rendas sociais e toda sorte de malabarismo social para angariar novos currais eleitorais. Então culpemos as pessoas certas quanto a isso; a saber: partidos políticos em primeiro plano devido sua sanha por dinheiro público, Poder Executivo que arrebenta com a educação com esses cortes de 7 bilhões e Ministério da Fazenda que é quem faz o plano plurianual de investimentos. O MEC não determina o investimento em educação, isso é feito pela área econômica. Essa abordagem, nos ajuda a compreender sobre quem reclamar. Ou seja, com a equipe econômica que cobre os rombos do Executivo reivindicando diretamente à equipe da educação recursos que poderiam ser investidos em educação.

Quem conhece a saga republicana sabe que a ascensão ao poder dum iletrado ex-operário metalúrgico sindicalista pelego pau d’água só restabeleceu a rotina da anormalidade contínua que vigora até agora em todos os setores do governo federal ante a institucionalização da corrupção. Raramente no Brasil há tempos de boa gestão administrativa. Estamos habituados a curtíssimos intervalos de sanidade e decência na administração pública. Desde o fim do governo Juscelino Kubitschek temos visto: um gramático alcoólatra no poder, militares durões e desengonçados no governo, coronéis nortistas se aproveitando das brechas da história democrática, um arrogante alagoano, um engenheiro mineiro mulherengo, um sociólogo adestrado pela esquerda fabiana, sim o molusco e agora uma ex-terrorista. Todos estes sejam letrados ou não foram calamitosos para gestão da coisa pública, em especial no setor de educação. Quer conduta proba e ilibada na vida pública? Nem na santa madre Igreja isso se encontra em mais de 2000 anos de história, quanto menos num país de 500 anos de história lastreada pela dilapidação dos seus habitantes cuja maior capacidade é sambar e dominar bola de futebol.
Vivemos no caos educativo desde o Brasil colônia quando as escolas eram sediadas em vilarejos mais abastados onde padres jesuítas se encarregavam do ensino formal da época. Os mais abastados estudavam invariavelmente em Coimbra na era do Império e durante a velha República era moda estudar na França já há algumas décadas. Somente durante o Estado Novo se ouviu falar numa educação nacional forte e prevalente em caráter cívico, a qual rechaçava as idéias de João Penteado dentre outros teóricos da educação politizada que existiam na época. Hoje depois de tantas coisas vemos pedagogos pelegos freirianos endossando a ideologia do digamos assim, comunismo educativo, cuja complexidade de raciocínio faz sentido aos mais laureados professores doutorandos em educação das nossas universidades falidas que não geraram até hoje nenhum prêmio Nobel, nem mesmo um educador moderno isento de vestígios de ideologia social ou política.

Portanto, não investir na educação desse naipe causa certo alívio devido ser propriamente formação de massa de manobra inter geracional. Manter o povo na ignorância é projeto de todo governo, seja do passado ao presente todos sem exceção foram impecáveis nesse quesito. Pátria educadora é isto.

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Aos pedagogos com carinho uma maçã vermelha da bruxa da Branca de Neve

O título é de fábula e capcioso propositalmente…Pensem no enigma que está contido no título senhoras e senhores professores que por ventura cisquem os olhos nessa postagem…

Notem uma coisa, como diria, não me lembro quem: “presunção não qualifica a opinião de ninguém”. Na minha humilde opinião Clóvis de Barros Filho e Mário Sergio Cortella são ótimos professores, além do mais, possuem excelente oratória o que facilita e muito a admiração pelos mesmos. Não estou aqui citando o Pondé, que é aquele cara meio canastrão, que fala com careta de dor de barriga. Estou ante a isso apontando um fato: Esses professores são adeptos de ideologia de esquerda como outros não são, nada os impede de aderir a esta ou aquela fonte ou matriz ideológica, por mais nociva ou debalde que venha a ser como é o caso de muitas entronizadas na pedagogia.
Cabe aos professores não somatizar essas coisas pérfidas e ruins de toda sorte e não transformar o sistema educacional nessa palhaçada que vemos hoje em dia, onde muitos se acham com total direito de impor a racionalização das suas puras e doces verdades.

Para ser docente na PUC ou USP é pré requisito básico é ser esquerdista ou ter se emaranhado em toda sorte de bajulação acadêmica por anos a fio com pose de intelectual imensurável e engajado socialmente. Fernando Haddad é um exemplar desta realidade.

Provavelmente a maioria de vocês já simpatizou com algum desses dois (ou com os dois). Clóvis de Barros Filho e Mario Sergio Cortella. Ambos possuem a fala empostada, carisma e simpatia. Quem viu a entrevista do prof. Clóvis no Programa do Jô sem saber que é um esquerdista, vai achar que ele é ”o cara”. Mas depois que você começa a conhecer ambos melhor, percebe que os dois são grandes esquerdistas atuando na área educacional e perfilando idéias que muitos desaprovam. Abram os olhos galera, pois saber quais sãos as fontes dos nossos professores conta muito num sistema educacional que há décadas é corrompido por inúmeros sortilégios e malabarismos pedagógicos.

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Eu sei que neste Brasil do presente existem muitos professores que pastam devido serem pessoas dedicadas ao seu nobre ofício. Discordo da postura de muitos deles em relação a muitas coisas. Entretanto, isso não exime que os reconheçamos como peças chaves da engrenagem social. Essa realidade social conturbada que aí está nas ruas, na política e onde mais houver gente minimamente pensante é fruto da educação também. Educação aquém do que as pessoas merecem em termos de qualidade e quantidade. Por isto congratulações a quem faz o seu melhor em sala de aula sem perder a ternura.

O que é pior: A zaga do Palmeiras ou os professores fanáticos do PT?

Nada contra os professores e pedagogos honestos que não se enfiam em sindicalismo e política partidária escrota com o intento de deixar a profissão de educador para ocupar cargos públicos nas Secretarias Municipais de Educação e outros órgãos similares visando apenas o interesse próprio e não da sociedade.

 

O inadmissível é um professor que forma as pessoas para viverem em sociedade como cidadãos ser antiético e antidemocrático como os professores e diretores Francisco Costa do Rio de Janeiro Sadi da Fontoura Porto do Rio Grande do Sul, ambos petistas convictos de carteira assinada e com uma ótica da realidade distorcida pelo fanatismo partidário. Eis uma pequena amostra:

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O adesismo e fanatismo político só revela duas coisas: Falta de personalidade e de caráter!

Não permitam que seus filhos sejam educados por fanáticos deste ou daquele partido!

E tenho dito!

A Juventude Imbecil do Brasil Varonil (The End)

Beco dos Livros é o nome secreto da associação nacional de adoradores do Harry Potter no facebook.

Brincadeira…

Na verdade é um grupo de adolescentes com baixa capacidade intelectual que não sabem ler nada além do que a mídia aprova como material literário para idade deles além de outras tendências de comportamento.

 

Uma comunidade que tal como tantas outras não sobreviveu ao famigerado tópico “Juventude Imbecil do Brasil Varonil” e mais uma vez fez dezenas de jovens boçais e manipulados que tiram fotos no espelho com i-phones sucumbir ante ao perfeito caimento da carapuça.

 

Isso torna mais uma vez evidente que ante a imaturidade natural da faixa etária em associação dum baixo nível de escolaridade tornam esses jovens donos de certas verdades que apenas subsistem na mente vazia dos mesmos facilmente manipulável pela mídia castradora que domina essa juventude vendida por bagatela ao sistema.

 

Verdades impostas por mecanismos que os tornam em adolescentes com personalidade idêntica um a dos outros e futuros adultos sem capacidade de discernimento crítico.

 

Foi-se um tempo que a juventude tinha brilho próprio e sonhos novos em larga escala. Hoje, todos notamos com pesar os jovens sendo massacrado pelo excesso de informações inúteis e condutas que transformam pessoas em mercadorias que consomem mercadorias de baixa qualidade como forma de se estabelecerem em sociedade e identificarem uma com as outras.

 

O mercado de consumo vil e dominante transforma pessoas nessa faixa etária em alvos para estratégias de marketing que anulam muitas capacidades, viabilizando apenas o que é aceito pela grande massa falida social que pensa igual, se veste igual e compra as mesmas coisas e reproduz as mesmas idéias.

 

O mundo fantasioso dos livros que muitos desses jovens consomem sem sombra de dúvida é de qualidade literária duvidosa e gera nos mesmo condutas irracionais que passam batidos a primeira vista. Esse fator associado ao baixo nível educacional nacional gera, nada mais nada menos, que uma geração perdida.

Os que tiveram alguma sorte completaram a educação básica até metade dos anos 90. Na época que uma escola pública do interior, com excelente qualidade de ensino até então em muitos casos devido a existência duma geração de professores com valores e pedagogia sólida que valorizava a pessoa como indivíduo.

Era outro mundo, com outras idéias, com uma visão educacional completamente diferente da que existe hoje. Eu escapei de ser educado no ambiente escolar que começou a ser formado a partir de então em todo o país com a implantação das idéias pedagógicas que destruíram o ensino público brasileiro e que já afetam o ensino universitário repleto de alunos massacrados por esquemas de sucateamento da liberdade de expressão autônoma.

 

O núcleo do problema está em ver o estudante como um ser incapaz, um selvagem condenado à ignorância, à pena, e, consequentemente, à aprovação automática. As escolas do Brasil estão criando uma série de gerações perdidas graças a esse raciocínio: são jovens que chegarão ao mercado de trabalho e serão rejeitados sem dó nem piedade.

Estamos gestando uma imensa crise de cérebros, de profissionais, de intelectuais, de trabalhadores capacitados que deverá estourar e ter seu ápice em  breve, tornando todos, com raras exceções em mão de obra barata e massificada em qualquer setor e área.

 

Com a adoção da chamada “progressão continuada”: em vez de séries de ensino, ciclos de longa duração. Cada estado que adotou o sistema organizou seus ciclos de forma diferente. Em alguns, eles duram dois anos, em outros três ou até quatro. A idéia é que o processo de aprendizado demanda mais tempo para acontecer.

Uma consequência direta é o fim da idéia de reprovação, que é substituída pela idéia de recuperação. O aluno agora só corre o risco de não ser aprovado ao final de cada ciclo (ou seja, a cada dois, três ou quatro anos). Daí vem o nome de progressão continuada: o estudante progride no sistema continuamente, sem interrupções.

Os defensores desse sistema argumentam que a reprovação desmotiva os estudantes e acaba causando evasão escolar. Eles acreditam que a progressão continuada, auxiliada por um intenso sistema de recuperação, pode manter o aluno na escola e garantir que ele aprenderá tudo o que precisa ao seu próprio tempo, e não no tempo da escola.

Conceitualmente, parece realmente algo bom. Cada pessoa é diferente, tem ritmos de aprendizado e interesses próprios, e a forma mais democrática de educar é respeitar essas características individuais. Com sistemas permanentes de recuperação, o déficit que eventualmente for gerado sempre será corrigido e, no fim, todos recebem uma educação de boa qualidade.

Mas, já passadas duas décadas da adoção da educação continuada, o que se vê é um cenário desolador.

Crianças estão avançando ano após ano na vida escolar semi alfabetizadas e outras com analfabetismo funcional. Muitas chegam aos últimos anos do ensino fundamental com capacidade extremamente precária de leitura (então imaginem de escrita e interpretação textual. Os conhecimentos adquiridos em outras disciplinas são praticamente inexistentes. A situação se mantém ao longo do ensino médio com pouca variação.

Isso acontece por muitos motivos: o primeiro deles é que o aluno não se sente motivado a aprender: ele sabe que não será reprovado. Estudar é uma tarefa árdua e muitas vezes chata – que entra em concorrência com a TV, o videogame, o computador, o celular, a rua e, no caso de muitas crianças e jovens, com o trabalho. Por isso, acaba sendo deixada de lado. A perspectiva de reprovação – e de atraso de vida que ela pode acarretar – é, sim, um importante motivador.

Por outro lado, o professor também se sente desmotivado. Ele sabe que terá que aprovar o aluno, tenha ele aprendido ou não. O processo de recuperação permanente é desgastante e, sejamos sinceros, não é nada compensador: em vez de elaborar, aplicar e corrigir uma prova, ter que fazer isso várias e várias vezes, comprometendo o tempo que livre.

Que professor pode fazê-lo com gosto? Sem falar do fato de que não é possível recuperar o aluno que não deseja ser recuperado. Se não estudou para fazer a prova, sabendo que será aprovado de qualquer jeito, porque o aluno estudaria depois da prova?

Outra questão, essa muito politicamente incorreta: a organização das turmas por nível de aprendizado. Hoje isso é terminantemente proibido, e as todas as turmas devem ser heterogêneas, com maus e bons alunos. Até os anos 90, as turmas eram divididas conforme o grau de aprendizado, separando os bons alunos dos maus. Alguém achou que isso também traumatiza, e que misturando tudo, seria possível influenciar os maus alunos. O que se viu é o oposto: os maus influenciaram os bons e agora o ensino é mais difícil e lento.

Em geral, os criadores de idéias, os “engenheiros” de sociedade, não gostam da realidade. Eles consideram que se uma idéia não funciona, é porque está sendo mal aplicada. Por isso há uma imensa resistência a abandonar o modelo. Alguns dirão: mas a repetência praticamente acabou depois que a progressão continuada foi adotada; ou: as notas das escolas que usam a progressão continuada subiram nas avaliações governamentais. Não nos deixemos enganar: a repetência acabou porque ela deixou de ser aplicada. E as notas subiram? Será que as boas notas de muitas dessas escolas nas avaliações do governo resistiriam a uma auditoria? Qual o grau de manipulação desses exames?

Algo assustador é que filosofias semelhantes são aplicadas em várias faculdades, que preferem empurrar seus alunos a fim de garantir a permanência deles ao longo do curso. Você pode se perguntar, mas o que elas ganham com isso? Ora, recebem recursos do governo por meio do FIES e do Prouni. Para muitas dessas faculdades, é preferível garantir o pagamento mensal, mesmo que o aluno seja mal formado, do que perder um estudante e o dinheiro que ele traz.

Vejam bem: não estou dizendo que o PROUNI ou o FIES sejam ruins, ou que os estudantes que os usam são ruins, nem que as faculdades que os aceitam são ruins. Há muitos bons estudantes que se esforçam, superam as barreiras que as escolas lhes impõem, e, graças a esses programas conseguem fazer o ensino superior. Mas há também outros tantos que optam por faculdades ruins apenas para garantir um diploma.

O que estou dizendo é que esse sistema corrompe o processo de aprendizado, o rebaixa, e cria uma situação em que estudantes mal preparados conseguem chegar à universidade, ser admitidos e continuar nelas mal preparados. Os governos, em geral, permitem isso porque estão pensando apenas nas estatísticas: querem quantidade, não qualidade. Houve uma universalização da má educação.

De que serve isso? Qual a grande consequência de todo esse processo?

Estamos ensinando gerações de brasileiros a terem baixa auto-estima, a serem preguiçosos e dependentes e alvo de qualquer filosofia de vida que lhe acomode dentro dum universo abstrato irrealista. Nesse ponto livros de baixo teor qualitativo e uso irrestrito da internet e tecnologia auxiliam e muito esse processo de degradação.

Jovens e mais jovens são programados desde crianças para acreditar que não são capazes de aprender, sem que notem isso, e que, se fossem avaliados seriamente, seriam reprovados. Com isso, se acostumam, se acovardam, e aceitam que a escola reduza seus horizontes.

Eles perdem a capacidade de acreditar em si mesmos e de lutar. Tornam-se preguiçosos: sabem que serão sempre empurrados por alguém. Sabem que não fará diferença fazer ou não fazer a prova ou o trabalho. Assim, tornam-se incapazes de ler textos mais complexos, de produzir raciocínios.

Acostumam-se a ser dependentes: sabem que sempre haverá alguém a ampará-los, hoje, um professor, amanhã, o Estado. Não aprender a inovar, a arriscar, a trabalhar, a desafiar, a criar.

Outra consequência, essa de gravidade imediata, é o aumento da violência nas escolas. Quantos casos de professores agredidos não têm surgido nos últimos tempos?

O aluno sabe que o mundo o olha como se fosse um pobre coitado, e, aqueles que já têm predisposição, se aproveitam disso. Quando um professor incauto ousa desafiar o sistema e cobra do aluno mais do que ele está disposto a produzir, pode acabar sendo agredido. Isso, aliado à visão pedagógica reinante no momento, de que qualquer coisa pode traumatizar o aluno, destruiu completamente qualquer idéia de disciplina que poderia haver em sala de aula.

Hoje, em muitas escolas, obedecendo a orientações (na maioria das vezes não escritas) das secretarias de educação e do MEC, não permitem ao professor qualquer tipo de penalidade contra o aluno indisciplinado. Antigamente era possível ser expulso de sala, ser levado para falar com a direção, assinar o livro de ocorrências. Hoje nada disso é permitido, pois pode traumatizar o estudante. Livre de qualquer penalidade, que aluno respeitará o professor?

Em meio a esse inferno educacional, há muitos bons alunos que lutam para estudar e vencer na vida. Mas a escola não quer que eles sejam bons alunos: o foco dela está nos maus. A escola nivela o ensino por baixo e puxa os bons para trás. O ambiente de desorganização e indisciplina prejudica o aprendizado. Os bons estudantes que têm a desdita de estar nessas salas de aula são sufocados e deles é exigido um esforço imenso para não cair na mesmice e prosseguir estudando e aprendendo.

O mau aluno hoje tende a preferir essa pedagogia do fracasso, pois ela é mais cômoda. A maioria dos bons professores a detestam. Há professores que a apoiam, ou porque acreditam na visão ideológica que a embasa, ou porque se acomodaram. Mas daqui a alguns anos será possível ver com mais clareza os resultados. Milhões de jovens chegarão ao mercado de trabalho quase sem instrução. Estarão mal preparados e quebrarão a cara, pois o mercado não vai passar a mão em suas cabeças. Haverá uma nova elitização: quem estudou em escolas particulares, que em sua maioria adotam os velhos modelos pedagógicos, chegará ao mercado bem preparado, bem instruído, bem educado, e conseguirá seu emprego. E o que será de quem teve que estudar nas escolas da pedagogia do fracasso, que passou a vida acreditando que não precisa e nem é capaz de se esforçar? Nossa sociedade terá para com eles uma dívida impagável. Por esses, rezemos. Rezemos também para que alguém um dia tenha coragem de perceber os imensos 

    

Enfim, o beco sem saída para essa geração já está pronto, cabe aos mesmos saírem desse esquema se forem capazes de terem inteligência e lerem a realidade que os assola de forma realista, afim de, reverter esse processo.