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A seita do astrólogo Olavo de Carvalho

O modesto grupo denominado “Seita do Astrólogo Olavo de Carvalho” tem realizado a louvável tarefa de desarticular todas as falácias e incongruências do pseudo-filósofo e a torpe mistificação olavete da realidade via seus adeptos que seguem Olavo de Carvalho com devoção típica de seitas nefastas.

Olavo de Carvalho é um espertalhão extremista cuja retórica ofensiva tem se disseminado entre pessoas que se julgam bem informadas, cultas e de educação mais refinada. No entanto, os adeptos de Olavo tais como Lobão e tantos outros, na verdade são pessoas extremistas que não dialogam civilizadamente com pessoas que pensam distintamente deles. Achar que sujeitos assim são democráticos e que suas idéias são um bem para nossa sociedade é um crasso erro.
Se Olavo de Carvalho não fosse filosoficamente pornográfico, grosseiro e desagradável no uso do vocabulário, correria o terrível risco de algum trapalhão abestado de algum Centro de Ciência Humanas de alguma universidade convidá-lo para um colóquio ou para uma mesa-redonda, onde ficariam evidentes a verdadeira profundidade do conhecimento filosófico e a capacidade de argumentação do crítico de Galileu, Newton, Einstein e tantos outros.

Trollando abertamente, Olavo sinaliza aos acadêmicos mais incautos que entrará em seus recintos vindo diretamente do chiqueiro, colocará as botas sujas de bosta de porco sobre o sofá da sala, dirá palavrões, ofenderá os convidados, soltará fumaça de cigarro na cara das pessoas e passará a mão na bunda da filha do dono da casa e talvez até do dono da casa, como se ele dissesse: “se vocês me convidarem, me obrigarão passar vergonha por fugir da raia ou por demonstrar minha ignorância, então não se arrisquem, ou nós veremos quem vai passar a maior vergonha por terem convidado para um evento acadêmico um cara como eu!”.
Ao mesmo tempo em que ele sinaliza isso, ele pode tranqüilamente desafiar quem quer que seja para um debate. Nenhum cientista sério ou filósofo de renome se dignaria a dividir um palco com ele. Ele, no entanto, pode até dizer abertamente que ninguém tem peito para enfrentá-lo, porque nenhum cientista sério ou filósofo de renome se dignaria também sequer a responder a um desafio desses.
Com base nesse exemplo de comportamento deletério, que é repetido à exaustão também pelos seus seguidores, os quais com orgulho e gaudio se denominam olavetes, os mesmos que promovem os livros de seu mestre como uma legião de garotos propaganda gratuitos, os mesmos que chegaram ao ponto de homenageá-lo com o movimento hedonista idólatra batizado de “Olavo tem razão” é que temos a dimensão do nível de boçalidade passivo agressiva que nossa sociedade está vivendo nos dias atuais em diversos outros lugares. Movimentos como Volta Lula, como Dilma Coração Valente possuem essa mesma dinâmica obsoleta e maniqueísta da realidade.
Atualmente o adepto mais famigerado do modus operandi do olavismo desenfreado é sem dúvida o senhor João Luiz Woerdenbarg Filho, conhecido pela alcunha de Lobão no rock nacional. Lobão se transformou no maior avatar dessa seita da ignorância olavista. Ele manifesta sua doutrinação olavete incondicional nas redes sociais, hangouts do youtube e programas de TV onde o entrevistador segue os mesmos movimentos e devoção de forma menos não menos evidente. Lobão, seja este elétrico ou movido a vapor, não esconde sua intolerância por aqueles que vez ou outra o desmascaram até mesmo em seus shows acústicos que andam escasseando devido à péssima qualidade do seu atual repertório e sanha em promover bate bocas por onde passa.
Lobão, tanto quanto Olavo, é rotineiro em despejar uma avalanche de impropérios contra quem discorde dele e o coloque em apuros retóricos que o obrigam a negar seu vasto pedantismo, arrogância e ignorância. Seja o interlocutor de esquerda, de direita, do rock, da MPB, ou sem ideologia política alguma ou desligado a movimento musical algum, o fato é que Lobão relincha comentários agressivos e desafios pitorescos impossíveis de serem consumados dada a insanidade das propostas em face dos seus interlocutores. Este molde de atitude é típico de pessoas que dizem que prezam o debate, porém na verdade não debatem, mas sim impõem seus pontos de vista por se acharem cobertas de razão a base de ponta pés e socos retóricos rodando a baiana.

Pior do que isso são os seguidores. Gente com conhecimento muito ralo e sem personalidade e caráter bem formado acaba aceitando esse tipo de conversa fiada e atitude primitiva como uma amostra de profunda legitimidade moral e intelectual destes grandes ícones do pensamento independente. O problema grave nisso é que esse tipo de admiração é advinda de gente tão extremista quanto os ícones que idolatram. No fundo isso massifica a intolerância, preconceitos e discriminação tanto quanto a tão criticada doutrinação de esquerda.
Isto posto, fica evidente que para qualquer debate ser produtivo e saudável é minimamente necessário que haja tolerância entres as partes e os ponto de vista divergentes que expõem dentro de suas concepções. Extremistas não geram debates, geram atritos, conflitos e empurram as suas idéias goela abaixo à base de falácias e depredação do seu adversário. Usam a retórica do escárnio, os argumentos do espantalho e bases intelectuais tão desconexas entre si que é risível ainda se auto intitulam de filósofos, sendo que nem o ensino médio se deram o trabalho de terminar.

Para os extremistas não existe o conceito de convergência de idéias e pontos de acordo de pensamentos, Existe somente o combate contra as idéias que eles se opõem. Ou aceitamos suas filosofias e pensamentos inteiramente sem fazer nenhuma ressalva e mansos como cordeirinhos ou devemos ser combatidos e execrados com toda sorte de maledicência e impropérios.

Dentro desse contexto não existe espaço para racionalidade ser exercida na sua forma mais lúcida e produtiva. Portanto, nota-se que sujeitos da pecha de Lobão e Olavo de Carvalho, bem como de seus fãs e seguidores, tudo se resume a briga, quebra pau e bater de frente contra quem não aceita a integralidade de suas falas. Esse espírito agressivo da parte deles só colabora com a divisão e caos da sociedade, em nada agrega valores e pessoas bem intencionadas em torno das mesmas idéias, pois apenas interagem entre si extremistas que agem como rebanho de ovelhas Dollys cegas mentalmente multiplicando um comportamento agressivo de manada.
O assédio que recebo dos idólatras desses senhores é sem dúvida algo que me provê dados fartos para comprovar isso que estou descrevendo. Seja aqui mesmo no blog, ou nas redes sociais em grupos e postagens. O ataque deles busca mexer com os meus brios, pautar a minha integridade moral e intelectual na mesma vileza e baixeza a qual a deles se encontra em estado de putrefação. Nunca caio nessa cilada. Sempre ironizo e jogo mais verdades na cara deles, até o ponto que vem o bloqueio, as denúncias em massa ao provedor do perfil para satisfação do ranço incontrolável contra seus desafetos de última hora. Portanto, esta é a prova de que gente que se vale deste modus operandi olavista não são nem de perto minimamente democráticas nem defensoras da liberdade de expressão. São zumbis que seguem comportamentos doutrinários com devoção de manada para auto afirmarem cada vez mais sua falta de civilização. Para nossa sociedade isso é algo sem dúvidas que gera maiores desgastes e retrocessos, pois esse grupo diz lutar pela mudança dos valores da sociedade ataca a raiz de qualquer coisa boa que possa gerar grandes e efetivas mudanças benéficas; a saber, a ética.
olavo

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“Derrubar ídolos – isso sim, já faz parte do meu ofício”

Como blogueiro e cidadão sou dissidente – e não inimigo como eles acham – dessa laia que se acha dono da suprema verdade sobre o nosso quadro social, moral e político…

Vamos lá para que fiquem claras as razões pelas quais não dou moral para muitos que como Lobão que calados são poetas…

As manifestações de rua em todo o país contra a presidente Dilma e PT foi prolífica também em reunir pessoas cujo bom senso e autocrítica são no mais das vezes idênticos ao daqueles contra os quais protestam.

Exemplar nítido e cabal deste tipo de conduta são dos seguidores – assumidos ou não – de Olavo de Carvalho, que nunca comparecerá numa manifestação, pois prefere ficar no conforto do seu lar no EUA fumando adoidado e proferindo debates cheios de ranço e impertinências retóricas contra tudo e todos. Outro é Lobão seu garoto propaganda de última geração, que é quem leva o estilo olavete ao nível cataclísmico da demagogia em suas entrevistas de TV esporádicas e postagens em redes sociais diariamente.
Apesar de estarem do lado correto da trincheira da luta contra o governo, Lobão & Cia só atendem a estratégia da tesoura tucana e geram o contrafluxo necessário para a divisão social e de classes impetradas pelo inimigo. Em tese eles servem mais o PT e suas linhas de ação de articulação e unidade na luta do que propriamente a causa que dizem defender contrária ao PT.

Os amalucados que pedem impeachment e intervenção militar sem conhecer o fundamento formal e constitucional de ambas as coisas parecem não entender que o conceito de oposição qualificada não pode ser liderado por ufanistas e sujeitos psicologicamente afetados por manias de terem razão em tudo e contra todos pelo simples motivo disso ser anti-democrático e  sem função ética pertinente. Este tipo de gente odeia qualquer tipo de minoria, seja qual for, em especial aquelas que discordam deles, e não precisa ser um adepto do movimento LGBT, dos sindicatos pelegos, dos empadinhas ou mortadelas para que isto ocorra, pelo contrário, basta discordar duma vírgula da pauta imposta pelo olavismo que eles passam afazer um panelaço retórico boçal contra seus críticos com apoio da sua massa de fãs mais irracionais ainda.

Uns esbravejam por um golpe militar, outros cantam “Olavo tem razão” outros batem selfie com Lobão nas passeatas e o aplaudem como se ele fosse uma liderança política, social ou cultural de alto escalão, quando no fundo é um cidadão que se vale da sua fama para fazer um marketing anti-PT que atinge muitas pessoas que não fazem distinção de muitas coisas que ele profere sem embasamento algum, nem mesmo das falha clamorosas que acaba por jogar na lata do lixo e descrédito a figura do cidadão dito consciente que luta por seus direitos e melhorias no Brasil.

Pela internet, esses patéticos líderes das cruzadas contra o status quo se revelam pessoas tão cheias de sofismas superficiais e baratos que num país com educação de alto nível os faria ser desconsiderados como militância de primeira grandeza. O roqueiro Lobão como militante ou “artivista” que quer criar seus meios de cultura, não passa de engodo retórico e oportunista para vender mais seu peixe já apodrecido no espaço e tempo. Os motivos do seu discurso podem vir floreados de boas intenções e convencer milhares de pessoas, mas no fundo o que ele realmente manifesta é a imagem do cidadão que esperneia e nada contra a correnteza sem ter a menor direção e morre abraçado com suas certezas num ilha deserta. Seria melhor ele optar pelo ostracismo do que batalhar contra ele diariamente assim como Lula tem feito em outros fronts.

Ao que tudo indica, o movimento de mobilizações de rua está em declínio nessas últimas semanas e sofrendo uma espécie de catarse que muitos em estado de negação não querem reconhecer. Além da falta de poder de convencimento e manutenção do povo nas ruas de forma constante atraindo multidões descontentes, o que falta para os líderes do Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre, olaveiros e lobetes é uma autocrítica, um brain storm para canalizarem o que possuem de positivo que é união de pessoas em torno das mesmas idéias e eliminarem o que fizeram de trapalhadas e abordagens sem sentido com base nessa pauta do anti-petismo. A Marcha pela Liberdade foi uma espécie de ponto final nesse ciclo de manifestações lideradas por pessoas com espírito radical e contestador. Se serviu para alguma coisa além de propaganda de resistência contra esse governo corrupto do PT veremos.

Quando se olha para a sociedade brasileira de classe média e mais educada, e agora para as menos favorecidas em renda e educação já não contamos com a total simpatia deles com o PT nem ao PSDB ou PMDB. Os tucanos são acusados de sugarem o “bobão do posto” dos militantes de rua para os seus fins eleitorais e de oposição caduca ao máximo, ou de tê-los usado de camisinha do golpismo. Essa grande crítica os líderes dos movimentos de rua não conseguem desvincular da sua imagem por mais que queiram atualmente. Estão reféns de suas falhas passadas, pagando uma conta pelo amadorismo ativista ou pela tentativa de fazer algo bom e legítimo funcionar de forma independente.

Os mesmos negam suas disputas no ninho e nos eixos de comando desses movimentos, parecem padecer da síndrome de bicadas em descompasso entre Aécio Neves e Carlos Sampaio com seus eleitores ao engavetar pedidos de impeachment e outras coisas. A pauta de reivindicações não cria consensos entre os diversos setores da sociedade e ainda é vitimada por radicais que querem os milicos com tanques em Brasília para resolver a situação. Alia-se a isso olavetes e lobetes sem noção do que realmente se passa num país que vive estagnado por uma recessão que afeta diretamente a todos, em especial os mais pobres. Esse é o ativismo bagaceiro brasileiro, que surge como um leão e foge como um gatinho.
Segundo alguns jornais há tucanos como o deputado José Aníbal, famoso por sua truculência contra as forças de esquerda, o qual defende que o PSDB se afaste e repudie figuras como Lobão e Rogério Chequer e Kim Kataguiri. A razão é simples, muitos deles não se identificam com posições tão à direita. O vereador tucano Andrea Matarazzo também dimensionou o papel de Lobão ao que ele exatamente é: “Ele não é um símbolo, é só mais uma pessoa protestando”. Como sabemos a mídia e imprensa comprada e até mesmo a não vendida, traçam um perfil caricato e não distante da verdade do “músico João Luiz Woerdenbarg Filho, o Lobão, que se transformou no “muso” das manifestações contra o governo Dilma”. Nesse tipo de reportagem fica evidente que o músico que foi bom em outros tempos está alucinado em busca dos holofotes e foge duma virtude dos grandes líderes e pensadores que é omitir de proferir opinião sobre aquilo que desconhecem.

As reportagens deixam implícito que a própria mídia tucana prepara-se para descartar o “muso” e fazer coro com os MAVs-PT e demais pessoas que não suportam mais os excessos de pancadaria verbal, frases vociferadas em programas de entrevista em tom cômico, e demais deslizes dum cidadão que se não fosse o direito constitucional que lhe garante a fala deveria no mais ficar calado e prestar sua solidariedade ao povo de outra forma mais digna. Como Lobão detém certa fama e público cativo, esses sustentam ele como sustentam a megalomania do seu guru Olavo de Carvalho que sempre tem razão em tudo e em face de tudo no universo ao ponto de refutar físicos como Einstein. Eis aí o sinal da falta de integridade intelectual com a qual estamos lidando hoje até mesmo desse lado da luta contra o desmando e desvirtuamento da verdade mantido pela ideologia do PT e seus marqueteiros.

Quando notamos claramente as falácias de Lobão só seduzem figurinhas carimbadas da extrema-direita, como o raivoso “filósofo” Olavo Carvalho e seus congêneres, vemos que estamos perdendo a mão da luta séria e honesta contra os irresponsáveis e desonestos do PT com muita facilidade. Lobão e seus lobetes representam o engajamento de quem está cansado da roubalheira do governo e da passividade da oposição, que foi ausente ou fraca, diz Rodrigo Constantino, colunista da revista ‘Veja’ e também queridinho dos conservadores. Ele cita ainda a companhia do “empresário” Marcello Reis, líder do movimento Revoltados Online – tida pelos petistas como uma seita fascista que vomita preconceitos contra os nordestinos e prega a divisão territorial do Brasil. Ante a isso o próprio Lobão afirma, num lapso de lucidez, que ele o empresário trambiqueiro formam a dupla “Debi e Lóide”.

Está chegando a hora dos brasileiros medianos se conscientizarem duma vez por todas que devemos brigar contra um governo que transformou as instituições republicanas e meios democráticos em mera fachada. Diante dessa realidade brutal e desconexa que vivemos precisamos provar que somos pessoas sensatas e honradas que querem uma nova realidade para as próximas gerações de brasileiros. Há alguns meses o comportamento reaça de Lobão fez uma promessa ao país: Se Dilma Rousseff fosse reeleita ele se mandaria daqui. Será que precisamos de pessoas que agem assim para serem porta voz das nossas decepções com a política e vida social? Quem deu procuração para um sujeito que lança uma afirmação dessas na mídia e depois não a sustenta diante dos fatos? Não estamos pedindo para que Lobão vá embora do país, mas sim que pense muito no que fala, sem dúvida ele é escutado por muitas pessoas de boa fé, e o que ele anda dizendo só serve para desqualificar muitas dessas pessoas que o repetem e endossam sem checar em nada as bazófias exaustivas que o mesmo dispara dia após dia sem a menor responsabilidade com a ética.

As pessoas que seguem e idolatram Lobão fizeram essa mesma promessa do roqueiro-reaça que dizia-se apavorado com a ditadura do PT, que, à diferença dos regimes de que defendem, permite que ele vitupere tudo que passa por sua cabeça desconectada de muitas realidades sociais que ocorrem há tempos nos rincões do país. Seria excelente ver Lobão e seus adeptos calçarem as sandálias da humildade e irem no meio do nada do Brasil para ver se alguém dá crédito para alguma coisa do que eles metralham nas redes sociais. Visitar lugares sem recursos para tudo e conhecer a vida de pessoas sem instrução e sem oportunidade para mudar efetivamente de vida. Uma pessoa que precisa de água tratada, remédios básicos e oportunidades para ter um prato de comida não está interessada em discursos de gente que odeia ou ama esse governo. Essas pessoas estão interessadas em sobreviverem com o mínimo de dignidade na medida do que lhes é ofertado.
Ano passado, em entrevista ao Roda Viva, Lobão defendeu ardorosamente o golpe militar de 64. Segundo ele, graças à ditadura “A gente se safou de algo muito pior”. E defendeu a tortura – mesmo em tom jocoso isso é inadmissível – de militantes de esquerda: “Arrancaram só umas unhazinhas”. Portanto, caro leitor, quanta coisa boa pode resultar ao Brasil se além de não darmos créditos para Dilma que é uma personagem criada pelo marketing político-eleitoreiro que também elegeu Lula e tantos outros, se  também não darmos créditos e nem elegermos Lobão como porta voz de nossa consciência estaremos fazendo um enorme favor ao nosso país.Um voto bem como uma opinião deve ser fruto duma consciência individual bem formada e não cópia duma série de solecismos e pleonasmos retóricos cujas verdades se centram em seus próprios umbigos. Isso é sobretudo uma manifestação de anti-democracia muito mais corrosiva e perigosa do que temer ditaduras e lutar contra elas, pois esse tipo de discurso fomenta outras espécies de ditaduras, uma delas é a da perpetuação da ignorância, pois forma e baseia-se num senso comum aleijado de crítica racional da realidade onde devemos refletir sobre fatos antes de aceitar opinativos de qualquer pessoa graúda ou famosa.

A palavra que chega para milhares de pessoas via meios de comunicação precisa ser temperada e calibrada de ética e muito bom senso pelas pessoas com grande visualização e alta exposição na mídia e redes sociais. Aquilo que emana dessas celebridades ou pessoas públicas leva muitos a enxergarem fatos e coisas que não são assuntos dos quais detém conhecimento aprofundado. Se uma celebridade famosa bancando o médico diz algo inútil sobre medicina para um amigo fora da mídia ou rede social é um caso, se faz a mesma coisa dizendo algo deste naipe num programa de TV ou na sua fan page isso pode matar pessoas desinformadas que acreditam naquela dica de saúde sem pé nem cabeça. Em suma Lobão faz isso quando profere seus desatinos sobre política. Enche o peito raquítico de ar e aspira falácias das mais sortidas que alegram platéia patota desde os bolsonaristas intransigentes dos mais infames até os sádicos mais temerários que ainda votam no Maluf. O aprendiz de Olavo tanto como seu mestre sempre tem razão, e agora tem seu próprio séquito intragável de lobetes que dizem: “Lobão tem razão”. Este segue à risca a metodologia do “filósofo das estrelas” e compactua com táticas do marketing de João Santana que desconstruíram Marina Silva. Pois é, Lobão se tu ler isso, ou Ciro Pessoa ou Clau-cú-de-bono Tognolli (este copiou o look do Bono Vox) saibam que conseguiram implantar a censura travestida de opinião política bem intencionada em plena democracia. Se não entenderam procurem um psicanalista, não aqueles sakamotianos que analisam até a medula dos opressores burgueses alienantes das massas, mas sim um que trate dessa síndrome passivo agressiva dos militantes ensimesmados e idiotizados do Olavo de Carvalho.
Diante de tantas possibilidades nada alvissareiras na militância contra o PT, a minha veia poética do eu lírico de blogueiro pulsa com um verso que poderia virar mote de refrão nas marchinhas “rockambolescas” de Lobão: “Ouvindo Dilmão e Lobão todo mundo dá razão pro vilão”. Estou desde já pronto para rebater seja aqui, em outros blogs como o Jardim Eclético e no twitter os ataques pré-moldados no pensamento lobotomista-olaveiro e suas elucubrações no sense.

Da minha parte, não quero, ser nada além dum blogueiro sujo que não padece de miopia social e política, não quero ser também perfil desafinado com realidade com milhares de seguidores como Lobão e seus assemelhados são desde que tomaram conhecimento que Olavo de Carvalho é o deus da crítica da razão pura. Para mim, me basta anonimamente derrubar ídolos desmascarando suas falácias e condutas eivadas de irracionalidade com pose de lucidez, porém com pris parti de néscios incautos cuja cultura rasa e sabotada, ambas as coisas, são nada mais nada menos; que recheio da mesma linguiça ignorante de sempre que dá ibope na TV.

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Cuide da sua própria vida!

A nossa vida não é uma história contada por um idiota, cheia de enganos e desenganos, e desprovida de significado. É o facebook que é assim e transforma a vida de milhares de perfis num amontoado de fatos sem conexão com a verdade e realidade na maioria dos casos. A questão que fica é que vida das pessoas contadas no facebook são as mesmas que elas tem no mundo extra facebook? Ou será tudo um conto de fadas verídico digno de novela global?

A primeira reação previsível e normal que uma pessoa tem sobre si mesma e sobre a vida que ela possui é que uma vida normal e medíocre como tantas outras, mas basta que ela veja alguém – seja na rede-social ou na vida real – se dando bem, com o pacote completo da felicidade que ela se sente tocada pela inveja ou algum sentimento depressivo. Parece-me natural que pessoas sintam auto piedade de si mesmas como se fossem as vítimas de um mundo desigual e pavorosamente desonesto e não façam nada para evitar isso. Chega um ponto que reclamar da vida se torna clichê e comparar a sua vida com a vida alheia se torna uma espécie de patologia. Até eu, que tenho uma vida extremamente agradável se não posso evitar essas reclamações clichês, mas nunca fiquei comparando a minha vidinha cheia de tantas coisas comuns a todos com a vida dos mais ou menos afortunados. Isso é pura autocomiseração doentia ao meu entender.

Confesso que nunca dei a mínima para quem se sente depressivo ou inveja ou até julga a vida alheia, porém de uns tempos para cá devido uma série de intrigas dentro e fora das redes-sociais envolvendo alguns amigos fiquei refletindo sobre o que realmente leva as pessoas a isso e não cheguei a conclusão alguma até agora. Ou cheguei a conclusões aproximadas duma possível verdade…

Ainda assim, digo – e repito: A nossa vida não é uma história contada por um idiota, cheia de enganos e desenganos, e desprovida de significado… Não precisa ser uma sumidade da psicanálise para provar isso ou contrário disso ou qualquer espécie de especialista para opinar sobre isso com alguma autoridade. De igual modo, como quase ninguém segue mesmo o palpite ou conselho alheio sobre a vida alheia, ninguém deveria se sentir oprimido ou intrigado com a vida do seu próximo em comparação a sua própria vida ou de outrem.

Alguns auto-investidos do dom da verdade sobre tudo e todos reclamam proprietários da verdade sobre a vida alheia e sobre o legado de suas ações inconseqüentes na vida de tantos outros como se aquilo fosse a única versão da realidade e verdade devido seus poderes auto-instituídos não o deixarem mentir sobre aquilo que de fato não conhecem, mas julgam saber.

A grande verdade é que raras são as pessoas que nutrem uma real solidariedade à condição na qual o outro se encontra. Sendo assim cuide da sua própria vida sem deixar que os outros cuidem dela no seu lugar!

O que é pior: A zaga do Palmeiras ou os professores fanáticos do PT?

Nada contra os professores e pedagogos honestos que não se enfiam em sindicalismo e política partidária escrota com o intento de deixar a profissão de educador para ocupar cargos públicos nas Secretarias Municipais de Educação e outros órgãos similares visando apenas o interesse próprio e não da sociedade.

 

O inadmissível é um professor que forma as pessoas para viverem em sociedade como cidadãos ser antiético e antidemocrático como os professores e diretores Francisco Costa do Rio de Janeiro Sadi da Fontoura Porto do Rio Grande do Sul, ambos petistas convictos de carteira assinada e com uma ótica da realidade distorcida pelo fanatismo partidário. Eis uma pequena amostra:

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O adesismo e fanatismo político só revela duas coisas: Falta de personalidade e de caráter!

Não permitam que seus filhos sejam educados por fanáticos deste ou daquele partido!

E tenho dito!

A tara dos calouros de economia por Keynes

Esses dias citei a seguinte colocação do Reinaldo Azevedo no grupo Economia Brasil: “Dilma falou uma barbaridade. Em tom de acusação, a petista afirmou que seu adversário queria levar a inflação para 3% e que isso só seria possível se o desemprego fosse levado a 15%. É uma estupidez. Se os mercados levarem a sério o que diz Dilma, segundo quem só é possível ter inflação baixa com desemprego alto, todos entenderão o óbvio: que ela vai manter baixo o desemprego e alta a inflação”.

Essa reprodução da fala do mesmo tinha a intenção de obviamente dar ensejo a um debate sobre o descalabro dito pela presidenta no debate do SBT e logo de cara um sujeito defensor da Dilma já lançou o argumento fundado no impropério: “Mas que bosta” – Em seguida um sujeito que se disse mestrando ou doutorando em economia financeira chamado André Levy fez ilações dizendo que aquilo não era nenhuma leviandade dita pela presidenta. Rebati a segunda posição, visto que a primeira dentre outras eram de fundo nitidamente de militantes desconhecedores de reles jargões tais como Custo Brasil e outros usados hodiernamente na mídia especializada. Para meu maior espanto o sujeito, André Levy ficou aborrecido e enfurecido e passou a exacerbar um comportamento típico de garotinho mimado pela avó, pois já tinha exterminado teorias descabidas do mesmo em outros grupos comprovando que o mestrado e doutorado dele só poderia ser no máximo um curso de técnico contábil via correspondência, visto que ele mal sabe distinguir verba fiscal arrecadada conforme regras de direito tributário de verba dotada para fins de orçamento regidas por normas de direito financeiro ainda mais específicas.

Parecia que ele queria aplicar todo o dinheiro dos nossos impostos em programas e métodos ortodoxos de adequação e transição da nossa economia para uma normatização econômica venezuelana, fazendo isso através duma tributação à moda francesa rígida e pesada. Não faz sentido algum defender esse modelo híbrido de aplicação de tributos aos moldes duma ditadura e arrecadá-los numa formatação mais voltada ao capitalismo. Isso no mínimo é defender que se instale um Estado fascista que torna o contribuinte refém financeiro do governo. Aliás, é justamente isso que vivemos atualmente de certa forma no Brasil. Ao que tudo indica o rapazola andou bebendo detergente e soltando bolhas e bolhas como se aquilo fosse de fato um argumento louvável devido a sua vasta carga de estudos repletos de Keynes até o talo do seu ser magricela no sentido intelectual.

Ao que tudo indica o sujeito parece ser um tanto empadinha que come salada de chuchu com tomate superfaturado com rodelas de ovos cozidos da granja estatal e deixou de consumir carne bovina alegando falaciosamente ser vegetariano e daí passa a defender tais elementos economicamente deletérios. A blasfêmia do mesmo começa pelo fato do mesmo desconhecer a realidade atual e fundo histórico daquilo que diz estudar no seu pseudo-mestrado, pois das três vertentes keynesianas, cada uma a sua moda tem muito pouco ou nada detém em comum com as outras duas.

A começar pelos radicais keynesianos ortodoxos que são uma raça em extinção desde a década de 70 quando foram quase que totalmente dizimados pela estagflação econômica americana daquela época. Como eles  argumentam que o estado deveria aumentar os gastos para reduzir o desemprego e reduzir os gastos para reduzir a inflação de preços, esses teóricos do caos simplesmente não tinham solução para o que fazer quando ocorresse um cenário com dois elementos possíveis: O de inflação e desemprego altos ao mesmo tempo.  Esse era um fenômeno que eles julgavam impossível.  Após a  estagflação década de 70 a tese deles fez água por todos os lados e eles se afogaram em suas próprias lágrimas.

Entretanto, ainda restaram alguns defensores que isso ainda é impossível. E ao que tudo indica Dilma parece advogar essa tese com base na cola repassada por seus assessores nos debates, os quais são cria da equipe econômica que adora pedalar numa bicicleta cujas rodas e rodinhas são os contribuintes.  Dentre estes assessores repletos de descalabros, o mais proeminente é Guido Mantega, aparentemente um devoto fiel do lendário keynesiano ortodoxo Kenneth Galbraith Junior (Júnior é por minha conta)

Certamente os economistas do atual Ministério da Fazenda são aparentemente seguidores dessa seita e assíduos praticantes dos dogmas de Kenneth pai e Kenneth filho, o Messias que anualmente atormenta o mundo ocidental através do website “The Nation”. Os textos lá publicados revelam com solar clareza que Juninho herdou a ignorância econômica de seu pai com maior empolgação do que o supracitado pseudo-mestrando. Numa de suas últimas articulações teóricas Juninho lançou mão dum argumentum non sequitur tão infeliz que me fez ter um ataque de gargalhadas. Juninho Kenneth dizia explicitamente com todas as letras, que os déficits fiscais são maravilhosos, que os gastos estatais são supimpas e que é a dívida pública que faz uma economia crescer. Se algum leitor duvida disso e acha que eu estou inventando ou exagerando, pode conferir por sua própria conta e risco que a verdade é essa mesmo.

Já os neo-keynesianos são farofa do Keynes com sabor de remédio amargo. Estes são vulgarmente chamados de “neoclássicos” e seus  representantes mais idolatrados são: São Gregório Mankiw e Santo Olivier Blanchard, ambos redatores de obras pops de macroeconomia adotados pelas principais universidades do mundo.  Finalmente, chegamos aos pós-keynesianos.  Estes se auto-proclamam os verdadeiros keynesianos com todo ar de seus pulmões. Por sua vez essa laia considera os keynesianos ortodoxos muito ignorantes e os neo-keynesianos muito ignorantes também por não distiguirem uma coisa da outra.

Assim sendo apenas eles, eles são a raça escolhida, os ungidos dentre os 144 mil economistas mais fodões do unvierso cósmico. Os pós-keynesianos parecem Testemunhas de Jeová que dizem realmente leram e entenderam Keynes assim como um TJ diz que leu e realmente entendeu a bíblia — é o que eles próprios dizem.  O problema aqui é que ler Keynes é uma coisa, entender é outra.  O fato mais óbvio é que “A Teoria Geral do Emprego, Juros e Moeda” do Keynes  é  absolutamente incompreensível e explica bem esse fenômeno bizarro de mutações em seus seguidores. Afinal de contas, o mesmo livro foi capaz de gerar três seitas que não se entendem, não se bicam e se vituperam mutuamente como se fossem religiões originadas cada uma para adorar um ser supremo diferente.

Vamos recorrer a uma explicação mais plausível e inteligível aos leigos:

Economicamente falando, os pós-keynesianos estão, por assim dizer, à direita dos keynesianos ortodoxos e à esquerda dos neo-keynesianos, que eles chamam de neoliberais.  Quanto a estes últimos, as principais diferenças estão na política monetária.  Para um pós-keynesiano, a moeda é o segredo de tudo. Isto é, trata-se da pedra filosofal deles.  É ela quem gera a riqueza de uma economia.  Se o país não está crescendo, se a economia está aquela pasmaceira, basta imprimir dinheiro e reduzir os juros  que  crescimento virá como que se maná no deserto.

É fácil encontrar nas universidades (e eu falo isso de experiência própria, pois tive um professor pós-keynesiano) Os professores pós-keynesianos que dizem com absoluta convicção que o Banco Central não deve ter medo de imprimir de dinheiro. Sim é isso mesmo: Quanto mais dinheiro, maiores serão os salários, maior será a demanda, maior será o crescimento econômico.  Inflação? “Ah, isso é perfeitamente ajustável.  Basta controlar os gastos do governo”.  Desemprego? “É só aumentar os gastos e duplicar a velocidade da impressora.” Capital e produção? “Hein?! O que é isso?”

Sim, para um pós-keynesiano, a manipulação monetária é tudo.  É da moeda que vem a riqueza e o bem estar geral da nação e louvado seja Keynes por isso.  São os juros baixos, tendentes a zero, que propiciam investimentos vultosos e profícuos em todos os setores.  O fato de o capital advir da poupança é, para eles, uma ficção científica da mais incomuns e deve ser lorota a bem da verdade.  O fato de a produção ter necessariamente de vir antes do consumo é bobagem. Nada disso possui lógica intrínseca ao sistema econômico moderno.  E, principalmente, o fato de papel pintado e numerado gerar demanda, mas não necessariamente gerar oferta (pois oferta precisa de produção e produção precisa de capital e capital só advém da poupança) é algo totalmente fora do comum — na verdade, isso é sequer é considerado como fator econômico.  Para um pós-keynesiano a vida é simples e fácil: Basta você imprimir dinheiro que as coisas surgem do nada.

Esse professor pós-keynesiano que tive na universidade vivia tecendo loas e louvores ao FED, ainda em 2006 dizia em seus artigos:  “Aquilo, sim, é que é um Banco Central heterodoxo, pós-keynesiano mesmo!  Lá não tem essa bobagem de contenção monetária que praticamos aqui”.  Isso, obviamente, foi antes da crise econômica.  É bem provável que hoje ele não mais fale isso nem sob tortura das mais ultrajantes.  No entanto, não podemos ignorar a exatidão e a honestidade de sua análise.

Feitas essas considerações, vamos ao descalabro dum segundo interlocutor que surgiu nesse debate querendo de todos os modos me expulsar do grupo Economia Brasil: Jhean Steffan Martinez é o nome da criança que ainda não saiu do cueiro e disse que eu deveria respeitar os que taxaram a minha colocação sarcástica, entre aspas e feita de segunda mão como é o meu habitual, pois citei “in verbis” Reinaldo Azevedo comentando na Rádio Jovem Pan o debate do SBT entre Dilma e Aécio.  Ora veiculada lá a fala do mesmo, isso na visão deturpada da realidade do tal Jhean era uma manifestação da turba que eu queria gerar dentre os membros e  gerar ainda intrigas eleitorais e um vendaval de disputas inférteis sem nada ter de teoria econômica. Acima eis que há muita teoria econômica por de trás do que fora por mim pautado e comentado naquele tópico que atraiu anti-tucanos e pseudo-mestrandos que devem ter ingressado na faculdade de economia via PROUNI.

Alguns apedeutas pouco mais amenos e pouco informados, ainda se esforçam para me refutar com gráficos de sites luleiros e tiveram a boa vontade de se calarem quando viram que a realidade se sobrepõe as farsas deles, pois simples cálculos aritméticos desmascaram os gráficos ora postados. E eu que não sou santo nem nada retruquei apenas aquelas colocações do tal Jhean que mais parecia estar num púlbito de igreja pregando moral e bons costumes do que numa comunidade de debates sobre economia. Chegou ao ponto de dizer como um padre em casório: “Quem quer que o Alonso permaneça aqui fale agora ou cala-se para sempre!” – Poucos parecem ter notado, mas sujeito parecia enervado e ao mesmo tempo tristonho e melancólico por querer me retirar a todo custo do grupo por simplesmente não reconhecer dados e teorias embutidas em colocações simples que sempre estão correndo na mídia especializada em economia.

É bastante comum encontrar alunos e estudantes de economia desequilibrados emocionalmente. Eles tem uma aparência pacata e parecem pacíficos e bonzinhos, mas no fundo querem mesmo é impor suas posturas pessoais e intelectuais inseguras goela a baixo dos outros numa demonstração de insegurança quanto a sua própria masculinidade posando de machões autoritários. O tal Jhean se encaixa nessa descrição perfeitamente e seu correligionário André Levy também.  É lógico que, durante dias eles irão ficar lambendo suas feridas, pois causei danos a auto-estima de ambos me valendo duma retórica que ironizava a todo momento a postura psicológica deles e a falta de conhecimento deles sobre os assuntos pautados naquele tópico e em tantos outros.

Em minha defesa digo que não fiz isso por maldade, mas sim por pura diversão, pois ver esmorecer e cair por terra teses e argumentos sem pé nem cabeça desse tipo de calouros é algo muito engraçado.  Agora, como é possível imaginar, esse pessoal posa de casca-grossa e de entendidos no assunto, mas justamente na hora que vão demonstrar isso com algum suposto saber teórico fogem da raia e preferem uma rota de fuga.  Para eles, é condição sine qua non esse tipo de conduta da parte deles para o debate “ser realizado com respeito as idéias deles”.

Empadinhas falsos proletários uni-vos!

A pobre candidata dos pobres hoje gasta mais que a rainha da Inglaterra em cartões corporativos e se julga “meio pardinha”.

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Dizer que Dilma cospe no prato que comeu chega ser eufemismo tolo. Filha de família rica e bem educada virou a pá e se tornou guerrilheira recorrendo a luta armada na época da ditadura milica que assolou o Brasil.

Pétar Russev, pai de Dilma, era filiado ao partido comunista búlgaro e migrou para o Brasil onde se casou com a filha dum fazendeiro. Dilma foi a única da prole a ingressar na luta armada, mesmo depois de ter frequentado o Colégio Sion de orientação católica e regido por freiras. Durante as férias do colégio se hospedava num Hotel Cassino no Espírito Santo.

Somente depois de muito viver nessa boa vida foi que Dilma ingressou no POLOP, uma espécio de PCO da época. Daí pra frente a vida dela mudou…Foi de guerrilheira explosiva à gerentona do PAC conduzida pelas mãos de Lula um ex-operário aposentado por invalidez que se tornou sindicalista.

Hoje em dia os empadinhas parecem querer tomar o mesmo curso da presidente Dilma, querem vida mansa e boa e apoiar a causa operária sem renegar as gordas mesadas paternas. Nesse caso ponto pra Lula e Dilma que deram a cara a tapa e saíram de casa, cada qual de acordo com sua biografia e motivos foi ganhar dinheiro de outras formas; a saber uma como assaltante de bancos na época da ditadura e o outro mamando nas tetas do governo e sindicatos.

Então empadinhas falsos proletários: Uni-vos!

postdilma

O cangaceiro empalador

Publiquei esse conto em outros espaços virtuais e a repercussão foi estranhamente de taxá-lo de discurso homofóbico genocida em face da população nordestina onde só tem cabra macho pra chuchu! Eita gente arretada de porreta nas críticas!

Eis o conto:

O cangaceiro empalador

Reino Encantado era um vilarejo sertanejo onde nem o demo queria dar as fuças. Seria deboche chamar o lugar de reino quiçá de encantado. O lugarejo era toca de jagunços e fugitivos da lei e salpicado de imoralidades até mesmo entre brutos afeminados às escondias.

Numa noitinha dessas enquanto as lavadeiras batiam boca umas com as outras por causa de ninharias e fofocas Jerimum chegou a galope em seu casebre pouco mais adelante no meio da mata onde seu companheiro Heleno o esperava com ansiedade e cheio de arrependimento. Ansiedade era no fundo por temer que o caixeiro viajante que era desertor da tropa que combateu um jagunço famoso nas redondezas um dia o fosse pro cárcere. Arrependimento era por ter cedido às imoralidades e bestialidades carnais duma vida de matrimonio dum macho com outro. A coisa era levada fora da vista dos outros para que o padre da paróquia um velho que mais parecia bruxo do que sacerdote não os excomungasse.

Jerimum chega tinhoso, desmonta de sua égua seca num salto só, entra no casebre de barro praguejando e tirando suas vestes empoeiradas. Heleno já sabendo que a noite seria triste entre sovas e abraços fica no seu canto encolhido sem saber o que dizer. Num instante Jerimum fita olho no olho e Heleno diz com voz embargada e trêmulo: Não quero mais ficar aqui com ocê não Jé. O outro homem corpulento e avantajado na pança se aproxima segura no queixo de Heleno e diz: Também nem te quero mais coelhinho branco de Minas.

Heleno sem saber se ficava feliz ou intrigado com a resposta do amante pergunta o motivo e Jerimum responde: É que eu tava lá pelas banda da serra e encontrei quem me fez feliz mais do que ocê seu abestado. Jerimum continua: Um rapazola mais condizente com a obediência que quero nas cousa me deixou enfeitiçado com aquela conversa todinha que ocê já sabe.

Heleno responde em tom de alívio imediato: Sei bem que ocê prefere quem faça seus gosto sem pestanejar senão tu agride qualquer um com seus modo bruto e pexera né não? Jerimum apenas consente com a cabeça e coça a cabeça calva numa tranqüilidade incomum e diz entre um suspiro: Sabe que a vida de nois nessa terrinha leviana num é do gosto de Deus e eu já faz desde pequeno que sou assim dado a essas cousa. Jerimum se agacha pega um objeto qualquer do chão do casebre e continua: Ocê faça suas trouxas e escafede da minha vista senão te faço comer capim pela raiz Heleno. Não te quero mais aqui, amanhã cedinho se tiver aqui eu te mato sem pensar de novo nisso. Heleno arregala seus olhos tira o cabelo de tigela da frente da vista e começa a chorar de alegria contidamente e sai em disparada arrumar suas coisas e some pelo sertão na madrugada.

Jerimum de manhã acorda cedo e oriçado e quando percebe que Heleno tinha ido pensa consigo que poderia se mudar daquele lugar sem eira nem beira e ir morar com Chiquinho seu novo padrinho de coração numa cidade de verdade.

Pra saber Chiquinho era um moço ainda novo de jeito sonso e chegado em bolinar em homens mais velhos dados aqueles atrevimentos que a bíblia condena. Era filho de gente abastada, porém o pai tocou logo cedo o moleque das terras por perceber que o filho era fraco pra lida na lavoura e afeminado quando brincava com as irmãs. Era a decepção do coroné seu pai e da mãe devota de reza diária na capela do lugar.

Jerimum e Chiquinho haviam se encontrado e se afeiçoado logo na primeira vez que se encontraram numa feira onde um cantador de cordel recitava contos de jagunços, é daquele mesmo que Jerimum tinha combatido tempos antes em alguma peleja no sertão. Os dois logo trocaram um dedo de prosa e foram para uma venda comer macaxeira às custas de Jerimum que tinha recebido um soma boa vendendo por ter vendido a herança da vó que tinha batido as botas tempinho antes.

Jerimum com nó no peito pegou sua égua cansada e voltou pra cidade reencontrar seu novo amado sem pensar em mais nadinha. Na viagem o sol parecia que batia a pino fosse qualquer hora e quando Jerimum chegou na cidade logo avistou Chiquinho na pracinha. Mal teve tempo de saudar o rapazola e um estampido de tiro veio duma venda e o alvoroço nas ruelas se formou com toda gente correndo.

Pela porta da venda saiu o dono do estabelecimento cambaleando com as mãos nas tripas ainda vivo, logo atrás dele eis que surge Altério Levino o jagunço que Jerimum tinha combatido nos recantos do sertão quando ainda era da tropa. Altério Levino em passo lento e meio embriagado foi na direção do comerciante com uma pistola já engatilhada, olhou pro pobre diabo que ali se esvaia em sangue apontou a arma, mas na hora de puxar o gatilho mudou de pensamento e guardou calmamente a arma na cintura da calça.

Olhou pro céu fez o sinal da cruz e disse alto: Eita terrinha de homi frouxo que não honra a mulher que casou e deixa ela na casa pronta pra servir de meretriz pra cangaceiro que nem eu! Oxe! Mas eu hoje tava é com vontade é de destripar memo era afeminado que tem aqui nessas bandas podre onde homi casa com homi! Altério Levino coçou a barba grande e emaranhada, acendeu um palheiro e voltou tomar o resto da cachaça na venda sem ninguém o incomodar.

Nisso Jerimum e Chiquinho já tavam picando o trecho dali, pois ao testemunhar a cena e ouvir as palavras de Altério Levino mijaram pelo dedão do pé e foram urinado mesmo para o vilarejo onde passaram uns tempos sossegados na maior libidinagem vivendo de resto da renda da herança da vó de Jerimum.

Certo dia eis que surge a notícia que o padre do vilarejo tinha morrido e Jerimum e Chiquinho foram no velório do vigário e quando chegaram perto do caixão para dar a ultima olhada no defunto comentaram entre si cochichados: Eita bem que ele poderia ter casado a gente né Jé? O velho caixeiro respondeu: É mesmo bem que nois podia ser que nem marido e mulher e até fazer uma festa.

Logo que terminaram de falar isso, sem que tivessem notado havia um sujeito de cabeça baixa e chapéu segurado no peito que rendia as últimas homenagens fúnebres ao vigário. O homem levantou a cabeça e logo a barba grande já saltou as vistas de Jerimum que ficou tremendo mais que vara verde sem conseguir falar um azinho sequer. Era o jagunço matador Altério Levino que era devoto daquele padre por julgar que o mesmo tinha poderes e rezava para ele exterminar com a putaria daquele vilarejo visto que sermão não dava jeito naquela genta imoral e perniciosa.

Altério Levino levantou a cabeça e com um sorriso do demo estampado na cara disse logo então: Eita, mais é pra isso que eu vim pra cá mesmo oxente! É pra cumprir a promessa que eu fiz ao vigário de acabar com essa raça de afeminado e beber o defunto desse sacerdote que tinha pacto mais com o cramunhão que com os anjinhos.

Prosseguiu o cangaceiro barbado: Mas ceis dois eu faço questão de fazer primeiro, inté porque to reconhecendo esse cabra safado, é não se amolenga não nos cambito seu fi duma égua ronca e fuça, eu sei quem ocê é, sei sim, tu é aquele recruta covarde que fugiu quando dei cabo no volante da tropa que me perseguia nas bandas do Jalapão! Ah é sim é ocê mesmo e continua covarde!

Segue o discurso do jagunço cachaceiro: O que eu não sabia era que tu era flor que dá em pau, inté tinha ouvido falar que ocê era o marido desse rapazola que mais parece calango desnutrido… Oxe! Que misere vai ser hoje aqui nessa terra, e hoje que o sarapatel de bucho de afeminado vai alimentar os corvo – Altério Levino puxa um facão de cortar mato grosso e sem anunciar nova ameaça logo enfia o facão em Chiquinho que cai estrebuchando no chão do velório.

Jerimum cai chorando aos berros sobre o corpo do companheiro e logo sente o cano da espingarda na nuca e o sotaque sergipano cerrado de Altério Levino: Ocê se alevante seu vadio de pai e mãe, que agora eu quero ver a tua fuça antes de tu ir pros quintos dos inferno sentar no colo do demo! Ah seu mequetrefe covarde que fugiu da tropa, saiba que ocê é ultimo que restou matar daquele bando de milico frouxo que num honra a farda que veste! Ah é sim! Sim sinhô ou… ou devo dizer senhora?

Jerimum implora pela vida em vão… chora mais que criança desmamada na garapa e treme mais que cortina em ventania e se ajoelha pedindo clemência. Enquanto isso o cangaceiro desalmado engatilha a carabina e vai enfiando na boca do covarde ora viúvo afeminado que num ato sem precedentes começa a chupar o cano da arma deixando o cangaceiro jagunço indignado que diz: Arre égua! Mas será que nem na hora da morte esse sujeito toma tento? Eita que sujeito mais devasso e mais curva de rio meu sinhô do Bonfim!

Altério Levino retira o cano da boca de Jerimum olha sério para ele e diz: Ocê num merece morrê não vice? Ocê merece outra coisa bem pior que a morte aqui no meu entendimento! O jagunço pega uma corda e amarra Jerimum como se fosse novilho e coloca na garupa de seu cavalo capenga e leva até uma colméia debaixo duma árvore e faz um rasgo nos fundilhos do refém passa mel no fiofó do dito cujo e deixa as abelhas fazerem o serviço enquanto enrola um palheiro…

O cangaceiro fica horas e horas vendo as abelhas torturarem Jerimum que geme com um pano abafando os berros de dor de cada ferroada. Enquanto o suplício de Jerimum continua o jagunço arretado de ódio pela demora da ferroada fatal resolve dar cabo no serviço e corta um pedaço de galho da árvore aponta e começa a empalar no ânus de Jerimum até o galho furar as tripas e todo resto e sair pelo pescoço banhando de sangue afeminado a terra seca do sertão…

Dado cabo no serviço o cangaceiro vai até a casa de Jerimum, saqueia o resto da herança, toca fogo no casebre cospe no chão e diz: Eita mais fazia tempo que eu tava com vontade de matar esses cabras afeminados que serve de fêmea pra outro homi!

Leonardo Levi está aqui o novo conto. Se quiser incluir no concurso fica a seu critério: 

O cangaceiro empalador

Reino Encantado era um vilarejo sertanejo onde nem o demo queria dar as fuças. Seria deboche chamar o lugar de reino quiçá de encantado. O lugarejo era toca de jagunços e fugitivos da lei e salpicado de imoralidades até mesmo entre brutos afeminados às escondias.

Numa noitinha dessas enquanto as lavadeiras batiam boca umas com as outras por causa de ninharias e fofocas Jerimum chegou a galope em seu casebre pouco mais adelante no meio da mata onde seu companheiro Heleno o esperava com ansiedade e cheio de arrependimento. Ansiedade era no fundo por temer que o caixeiro viajante que era desertor da tropa que combateu um jagunço famoso nas redondezas um dia o fosse pro cárcere. Arrependimento era por ter cedido às imoralidades e bestialidades carnais duma vida de matrimonio dum macho com outro. A coisa era levada fora da vista dos outros para que o padre da paróquia um velho que mais parecia bruxo do que sacerdote não os excomungasse.

Jerimum chega tinhoso, desmonta de sua égua seca num salto só, entra no casebre de barro praguejando e tirando suas vestes empoeiradas. Heleno já sabendo que a noite seria triste entre sovas e abraços fica no seu canto encolhido sem saber o que dizer. Num instante Jerimum fita olho no olho e Heleno diz com voz embargada e trêmulo: Não quero mais ficar aqui com ocê não Jé. O outro homem corpulento e avantajado na pança se aproxima segura no queixo de Heleno e diz: Também nem te quero mais coelhinho branco de Minas. 

Heleno sem saber se ficava feliz ou intrigado com a resposta do amante pergunta o motivo e Jerimum responde: É que eu tava lá pelas banda da serra e encontrei quem me fez feliz mais do que ocê seu abestado. Jerimum continua: Um rapazola mais condizente com a obediência que quero nas cousa me deixou enfeitiçado com aquela conversa todinha que ocê já sabe. 

Heleno responde em tom de alívio imediato: Sei bem que ocê prefere quem faça seus gosto sem pestanejar senão tu agride qualquer um com seus modo bruto e pexera né não? Jerimum apenas consente com a cabeça e coça a cabeça calva numa tranqüilidade incomum e diz entre um suspiro: Sabe que a vida de nois nessa terrinha leviana num é do gosto de Deus e eu já faz desde pequeno que sou assim dado a essas cousa. Jerimum se agacha pega um objeto qualquer do chão do casebre e continua: Ocê faça suas trouxas e escafede da minha vista senão te faço comer capim pela raiz Heleno. Não te quero mais aqui, amanhã cedinho se tiver aqui eu te mato sem pensar de novo nisso. Heleno arregala seus olhos tira o cabelo de tigela da frente da vista e começa a chorar de alegria contidamente e sai em disparada arrumar suas coisas e some pelo sertão na madrugada.       

Jerimum de manhã acorda cedo e oriçado e quando percebe que Heleno tinha ido pensa consigo que poderia se mudar daquele lugar sem eira nem beira e ir morar com Chiquinho seu novo padrinho de coração numa cidade de verdade.

Pra saber Chiquinho era um moço ainda novo de jeito sonso e chegado em bolinar em homens mais velhos dados aqueles atrevimentos que a bíblia condena. Era filho de gente abastada, porém o pai tocou logo cedo o moleque das terras por perceber que o filho era fraco pra lida na lavoura e afeminado quando brincava com as irmãs. Era a decepção do coroné seu pai e da mãe devota de reza diária na capela do lugar. 

Jerimum e Chiquinho haviam se encontrado e se afeiçoado logo na primeira vez que se encontraram numa feira onde um cantador de cordel recitava contos de jagunços, é daquele mesmo que Jerimum tinha combatido tempos antes em alguma peleja no sertão. Os dois logo trocaram um dedo de prosa e foram para uma venda comer macaxeira às custas de Jerimum que tinha recebido um soma boa vendendo por ter vendido a herança da vó que tinha batido as botas tempinho antes.

Jerimum com nó no peito pegou sua égua cansada e voltou pra cidade reencontrar seu novo amado sem pensar em mais nadinha. Na viagem o sol parecia que batia a pino fosse qualquer hora e quando Jerimum chegou na cidade logo avistou Chiquinho na pracinha. Mal teve tempo de saudar o rapazola e um estampido de tiro veio duma venda e o alvoroço nas ruelas se formou com toda gente correndo.

Pela porta da venda saiu o dono do estabelecimento cambaleando com as mãos nas tripas ainda vivo, logo atrás dele eis que surge Altério Levino o jagunço que Jerimum tinha combatido nos recantos do sertão quando ainda era da tropa. Altério Levino em passo lento e meio embriagado foi na direção do comerciante com uma pistola já engatilhada, olhou pro pobre diabo que ali se esvaia em sangue apontou a arma, mas na hora de puxar o gatilho mudou de pensamento e guardou calmamente a arma na cintura da calça. 

Olhou pro céu fez o sinal da cruz e disse alto: Eita terrinha de homi frouxo que não honra a mulher que casou e deixa ela na casa pronta pra servir de meretriz pra cangaceiro que nem eu! Oxe! Mas eu hoje tava é com vontade é de destripar memo era afeminado que tem aqui nessas bandas podre onde homi casa com homi! Altério Levino coçou a barba grande e emaranhada, acendeu um palheiro e voltou tomar o resto da cachaça na venda sem ninguém o incomodar.

Nisso Jerimum e Chiquinho já tavam picando o trecho dali, pois ao testemunhar a cena e ouvir as palavras de Altério Levino mijaram pelo dedão do pé e foram urinado mesmo para o vilarejo onde passaram uns tempos sossegados na maior libidinagem vivendo de resto da renda da herança da vó de Jerimum.

Certo dia eis que surge a notícia que o padre do vilarejo tinha morrido e Jerimum e Chiquinho foram no velório do vigário e quando chegaram perto do caixão para dar a ultima olhada no defunto comentaram entre si cochichados: Eita bem que ele poderia ter casado a gente né Jé? O velho caixeiro respondeu: É mesmo bem que nois podia ser que nem marido e mulher e até fazer uma festa. 

Logo que terminaram de falar isso, sem que tivessem notado havia um sujeito de cabeça baixa e chapéu segurado no peito que rendia as últimas homenagens fúnebres ao vigário. O homem levantou a cabeça e logo a barba grande já saltou as vistas de Jerimum que ficou tremendo mais que vara verde sem conseguir falar um azinho sequer. Era o jagunço matador Altério Levino que era devoto daquele padre por julgar que o mesmo tinha poderes e rezava para ele exterminar com a putaria daquele vilarejo visto que sermão não dava jeito naquela genta imoral e perniciosa. 

Altério Levino levantou a cabeça e com um sorriso do demo estampado na cara disse logo então: Eita, mais é pra isso que eu vim pra cá mesmo oxente! É pra cumprir a promessa que eu fiz ao vigário de acabar com essa raça de afeminado e beber o defunto desse sacerdote que tinha pacto mais com o cramunhão que com os anjinhos. 

Prosseguiu o cangaceiro barbado: Mas ceis dois eu faço questão de fazer primeiro, inté porque to reconhecendo esse cabra safado, é não se amolenga não nos cambito seu fi duma égua ronca e fuça, eu sei quem ocê é, sei sim, tu é aquele recruta covarde que fugiu quando dei cabo no volante da tropa que me perseguia nas bandas do Jalapão! Ah é sim é ocê mesmo e continua covarde! 

Segue o discurso do jagunço cachaceiro: O que eu não sabia era que tu era flor que dá em pau, inté tinha ouvido falar que ocê era o marido desse rapazola que mais parece calango desnutrido... Oxe! Que misere vai ser hoje aqui nessa terra, e hoje que o sarapatel de bucho de afeminado vai alimentar os corvo  – Altério Levino puxa um facão de cortar mato grosso e sem anunciar nova ameaça logo enfia o facão em Chiquinho que cai estrebuchando no chão do velório.     

Jerimum cai chorando aos berros sobre o corpo do companheiro e logo sente o cano da espingarda na nuca e o sotaque sergipano cerrado de Altério Levino: Ocê se alevante seu vadio de pai e mãe, que agora eu quero ver a tua fuça antes de tu ir pros quintos dos inferno sentar no colo do demo! Ah seu mequetrefe covarde que fugiu da tropa, saiba que ocê é ultimo que restou matar daquele bando de milico frouxo que num honra a farda que veste! Ah é sim! Sim sinhô ou... ou devo dizer senhora?

Jerimum implora pela vida em vão... chora mais que criança desmamada na garapa e treme mais que cortina em ventania e se ajoelha pedindo clemência. Enquanto isso o cangaceiro desalmado engatilha a carabina e vai enfiando na boca do covarde ora viúvo afeminado que num ato sem precedentes começa a chupar o cano da arma deixando o cangaceiro jagunço indignado que diz: Arre égua! Mas será que nem na hora da morte esse sujeito toma tento? Eita que sujeito mais devasso e mais curva de rio meu sinhô do Bonfim! 

Altério Levino retira o cano da boca de Jerimum olha sério para ele e diz: Ocê num merece morrê não vice? Ocê merece outra coisa bem pior que a morte aqui no meu entendimento! O jagunço pega uma corda e amarra Jerimum como se fosse novilho e coloca na garupa de seu cavalo capenga e leva até uma colméia debaixo duma árvore e faz um rasgo nos fundilhos do refém passa mel no fiofó do dito cujo e deixa as abelhas fazerem o serviço enquanto enrola um palheiro...

O cangaceiro fica horas e horas vendo as abelhas torturarem Jerimum que geme com um pano abafando os berros de dor de cada ferroada. Enquanto o suplício de Jerimum continua o jagunço arretado de ódio pela demora da ferroada fatal resolve dar cabo no serviço e corta um pedaço de galho da árvore aponta e começa a empalar no ânus de Jerimum até o galho furar as tripas e todo resto e sair pelo pescoço banhando de sangue afeminado a terra seca do sertão...

Dado cabo no serviço o cangaceiro vai até a casa de Jerimum, saqueia o resto da herança, toca fogo no casebre cospe no chão e diz: Eita mais fazia tempo que eu tava com vontade de matar esses cabras afeminados que serve de fêmea pra outro homi!

Mamãe eu quero ser Dilma!

Uma ex-colega de mestrado com a qual mantinha certo contato nos decorrer dos anos, era até meados de 2012 uma mulher que tinha com objetivo se tornar uma grande professora acadêmica de Direito Econômico.

O plano passou a mudar a partir de então, quando ela passou a freqüentar mais assiduamente as reuniões do PT e sofrer masturbação ideológica dos militantes que passaram a ver nela a futura Dilma Roussef do pós Mensalão e Petrolão.

A dita cuja que é de procedência duma família tradicional gaúcha e chegada em roupas de fina etiqueta e demais supérfluos e confortos que uma família endinheirada pode conceder a uma filha única passou a ficar intratável desde dessa época de trevas.

Passados dois anos de escândalos e suprema arrogância e lavagem cerebral típica de militantes deslumbrados pelo poder advindo às custas do couro do povão, a mulher resolveu voltar para o caminho da luz e tornar-se evangélica e aderir aos princípios políticos de Marina Silva. Foi execrada do PT com um belo chute nos fundilhos de suas saias compradas no shopping e passou a arrotar que a REDE seria o futuro do Brasil se o cartório eleitoral não tivesse vetado a criação do dito grupo político.

Não demorou muito, já deixou de ser evangélica e marinista, e passou a se declarar apartidária exacerbando críticas e mais devaneios em face do PSDB e de toda era FHC na qual ela era uma jovem espinhenta e ainda imatura que vivia estudando recatadamente sem perder a virgindade.

A biografia da dita cuja parece ser peculiar e um tanto escabrosa, mas creio que esta minha colega seja uma das tantas outras sociedade a fora que querem ser a nova Dilma ou Gleisi Hoffmann ou Ideli Salvati do Brasil varonil quiçá Benedita da Silva, Rosinha Garotinho ou Marina Silva. Problema é que elas não tem bolas para isso!

Libertati viam facere

O vocábulo corrupção caiu definitivamente na boca do povo. Falar sobre corrupção e desmandos políticos se tornou assunto corriqueiro em todos temas ligados ao nosso cenário político e social. A ganância e difamação em face dos inimigos políticos de última hora fazem parte da ética torta dos corruptos tanto quanto sua falta de transparência e desonestidade.

O uso de retórica dissimulada e calúnias contra adversários é amostra grátis duma classe que se corrompe vez após vez e se afasta do verdadeiro senso do serviço público com probidade administrativa e comportamental tal como o diabo foge da cruz.

O que já era ruim nesse campo eivado de lama e areia movediça se tornou ainda pior e ainda mais insidioso e maléfico capaz de corromper mentes e sentimentos desvirtuados da realidade e indiferentes ao uso da habilidade crítica construtiva diante de realidades sociais e econômicas.

Tudo hoje em dia é forjado em nome da ideologia, poder e falsas honras. Sem menor disfarce ou comedimento corruptos demonstram o seu vasto apego ao poder e lançam suas garras sobre este status como vermes em carnes apodrecidas.

O homem de bem, aquele mediano e comum que todos os dias pela manhã acorda para sua batalha laboral se vê refém desses e pouco ou nada pode fazer, pois está acorrentado e atado num sistema onde a justiça é mão forte contra os justos e cega em face dos soberanos.

O sustento desse sistema apodrecido sai das mãos desses homens e mulheres com dignidade que se sentem indignados com tantas desordens como se não houvessem mais leis que imperem para lhes dar proteção. Isto, senhoras e senhores, é fruto da corrupção e também da inércia em manter-nos calados ante aos atos ímprobos e calamitosos que nos cerceiam da verdadeira liberdade e justiça.

Recai sobre nossos ombros o dever de agir contrários a isto, sempre sem cessar, e continuar a lutar até vencer aqueles que nos aprisionam em nossos lares e se aproveitam de nosso suor sagrado.

Não tenhamos medo, nem nos acovardemos ante aos maus ou estaremos lhes dando mais uma vantagem indevida…

Tracemos nossos caminhos e nos libertemos dos opressores corruptos que sugam  da nossa dignidade o seu próprio sustento e realização de seus próprios interesses!

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar a alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a“

Adrian Rogers, 1931

Perguntas dos pirralhos!

Que as crianças fazem perguntas cretinas todos nós sabemos e temos que convir que é horrível passar por isso. Aprenda algumas respostas para (ótimas) perguntas feitas normalmente por crianças, e explique tudo pra elas, deixando-as de queixo caído com tanta sabedoria.

Provavelmente ela fará uma pergunta que não está nesta lista, mas não tem problema.

Por que quando os raios caem na água os peixes não morrem?

Imagine pingar uma gota de corante em uma colher de chá cheia d’água. A cor do corante iria se espalhar por toda a água que estivesse na colher. Agora imagine pingar uma gota de corante dentro de uma banheira, logo o pingo de tinta iria “desaparecer”, parecendo que nunca fora pingado ali.

Com os raios acontece o mesmo, é muita água para pouca eletricidade. Sendo assim, o choque que os peixes levam são tão pequenos que eles mal conseguem senti-lo.

Por que passarinhos não morrem quando ficam em cima dos fios dos postes?

A eletricidade que passa nos fios só é perigosa quando você (no caso “os passarinhos”) segura o fio e toca no chão ao mesmo tempo ou em dois fios de tensões diferentes – negativo e positivo.

Se os passarinhos estivesse com uma pata em um fio e outro no chão, virariam lindos passarinhos assados.

Ps.: A teoria é esta, explique para seu filho da maneira que achar mais adequada e menos perturbadora. Talvez deixando de lado os “passarinhos assados”.

O que é o tempo?

Use (ou não) o ponto de vista dado por Eistein:

Os eventos, independentemente de quando ocorram, simplesmente existem. Todos existem. Eles ocupam para sempre o seu ponto particular no espaço-tempo. Se você estava se divertindo a valer no réveillon, você ainda está lá, pois esta é uma das localizações imutáveis do espaço-tempo.

Complicado, eu sei, mas a resposta foi dada. Se a criança insistir deixe-a de castigo por várias horas que ela com certeza entenderá o que significa “tempo”.

Por que a Lua às vezes aparece também durante o dia?

A Lua gira em torno da Terra. Sendo assim, ela está 50% das vezes visível para nós. Assim como o Sol, que também passa 50% do tempo no nosso “lado”. Às vezes ocorre da Lua ficar online mesmo quando não é noite porque ela e o Sol giram em velocidades diferentes.

É uma ótima e simples explicação.
Seu filho (ou sobrinho chato) entenderá. Espero.

Por que Deus deixou meu gatinho morrer?

Se os gatinhos vivessem para sempre não haveria espaço no mundo para os gatinhos novos, que nasceram há pouco tempo. Os gatinhos morrem para dar espaço a novos gatinhos, que precisam do mesmo amor e carinho que você dava ao falecido Oscar.

Substitua “Oscar” pelo nome do gato que morreu, só pra não deixar a criança confusa.

E mais: Esta resposta serve também para cachorrinho, tartaruga, papagaio, cavalo e leão marinho, apesar de eu não aconselhar você a ter um leão marinho em casa.

Por que a água é molhada?

Ela é molhada porque não está demasiadamente fria nem quente. Quando muito fria ela vira gelo, que é duro e seco. Quando ela está muito quente vira vapor, que é como o ar, pode ser úmido.

Se a criança perguntar porque a água pode ser molhada, sólida e também um vapor, explique pra ela tudo sobre os estados físicos que a água pode ter. Dependendo da idade da criança ela pode não entender nada, mas você está se esforçando, jovem gafanhoto.

Por que meu amigo tem dois pais?

Esta é uma questão delicada e difícil de responder, mas acalme-se e responda com tranqüilidade, é uma coisa natural e a criança pode vir a passar por isso no futuro.

Todas as crianças nascem sempre com uma mãe e um pai (na melhor das hipóteses).
O papai e a mamãe da criança são como melhores amigos e, assim como você pode deixar de gostar do seu melhor amigo e trocá-lo por outro, isso pode acontecer também com eles. Quando a mãe ou o pai encontram um novo melhor amigo ele vira seu padrasto ou madrasta, sendo um segundo pai ou segunda mãe do filho.

O pai ou mãe antiga continua amando o filho da mesma maneira, só não tem mais o melhor amigo de antes.

Fonte: BBC