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“Inúteu”!A gente somos “inúteu”!

“Inúteu”!A gente somos “inúteu”!
 
“A gente não sabemos escolher presidente” – São 13 anos de atraso! A cada vez que a OCDE divulga o seu ranking mundial do ensino, elaborado a partir da aplicação do teste Pisa em mais de 70 países, o Brasil é confrontado com todo o seu atraso em relação à educação praticada no país. Neste último ranking, ficou evidente não apenas o nosso atraso, mas o quanto estamos regredindo, em vez de evoluir.
 
Depois de 13 anos de governos petistas, ainda estamos, no setor educacional, no mesmo patamar de quando eles assumiram o governo. E o PT e seus puxadinhos chamados de “movimentos sociais”, além de terem ficado em silêncio sobre o ranking da OCDE, ainda se mantém inflexíveis contra qualquer tipo de reforma no sistema de ensino. A esquerda não quer evolução do ensino, e sim a propagação da mediocridade. Por esse e outros motivos o Brasil gritou: Fora PT!
Kant dizia que a sociedade era mantida autoritariamente num estado a que chamou de “menoridade”, ou seja, a incapacidade de servir ao seu próprio entendimento, de pensar e agir a partir de sua própria análise crítica. Em outras palavras, era como se a sociedade não tivesse capacidade de tomar conta de si, conduzida por aqueles que tinham o poder político, econômico e social.
 
No entanto, o filósofo alemão também afirmava que deveríamos nos erguer diante disso e tentar sair do tal estado de menoridade. A forma pela qual isso se tornaria possível? Através da crítica, interrogando as “verdades” que nos são dadas.
 
De forma extremamente resumida, a crítica, segundo Kant, seria o exercício da autonomia frente àquilo que é imposto e, portanto, essencial à busca pela liberdade e por uma sociedade mais justa.
 
Bem mais tarde, Foucault formulou a seguinte questão: o que nos tem levado à atual organização social econômica, notoriamente cheia de problemas, após o exercício de tantas críticas durante tanto tempo? Seria a insuficiência da razão ou haveria poder contrário demais?
 
Como seres notoriamente orgulhosos de sua racionalidade, a insuficiência da razão não parece ser a opção mais adequada (por mais que pertinente), ainda mais diante da alternativa “poder contrário demais”. Sendo possível optar pelas duas opções, razoável escolher ambas.
 
Pois bem, agora, meio século depois, perguntamos: como exercer tal crítica num tempo em que a falta de representatividade popular é gritante em todas as instâncias do estado democrático, somado ao ensurdecedor silêncio dos instrumentos de comunicação (referindo-se a mídia tradicional e de grande alcance) diante das inúmeras tentativas de retirada de nossos direitos?
 
Como sair da menoridade que nos é imposta por decisões político governamentais e que parecem nos excluir do jogo político, como o andamento da medida provisória de reformulação do ensino médio ou o Projeto de Emenda Constitucional do teto dos gastos, entre tantos outros? Como se erguer diante de um judiciário que aparenta estar cada vez mais contaminado por posições políticas e que tem nos mostrado possuir, em inúmeros exemplos e nas mais diversas instâncias, mais intenção do que isenção em seus julgamentos e decisões?
 
É notável como a luta dos estudantes secundaristas e universitários e suas ocupações ganhou tamanha importância mesmo não ocupando o espaço que merece na mídia tradicional e nos debates na esfera pública: as ocupações são o mais puro exercício da crítica e da autonomia perante a força governamental e tem nos permitido perceber, de forma cada vez mais clara, as conexões entre os mecanismos de coerção entre o Estado e demais poderes.
 
Para ficar somente em alguns exemplos, como não lembrar do silêncio midiático do 4º Poder, que finge não ver aquele que já é, talvez, um dos maiores movimentos políticos protagonizados por estudantes, ou o uso exacerbado das forças repressoras do Estado personificado na brutalidade policial nas escolas ocupadas, ou uso de instrumentos legais claramente abusivos, como a ordem do juiz que permitiu que métodos e artifícios de tortura fossem empregados para desocupação de secundaristas de uma escola estadual, além da tentativa de individualizar e criminalizar quem ocupa, conforme solicitação e orientação formal do próprio Ministério da Educação às instituições ocupadas, entre tantos outros exemplos.
 
Mas se as mais diversas instituições demonstram estar em pleno exercício da “arte” pedagógica, econômica e política de como nos governar, os estudantes se permitiram e estão nos mostrando que é possível pensar em “como não ser governado” tão passivamente e por princípios, objetivos e formas dos quais discordamos ou julgamos injustos.
 
Num momento em que a PEC 55 (ex-241) é vendida como única solução para a economia do país e a reformulação do ensino médio desconsidera o diálogo com as partes mais interessadas (educandos e professores), posto que a melhor solução teria sido encontrada pelo atual governo, embalada e despachada como lei por medida provisória com pouco ou quase nada a discutir, estes jovens e suas ocupações têm nos mostrado que é possível erguer-se e tomar o direito de interrogar o discurso do Estado, que se impõe como verdadeiro tão somente pelo seu poder.
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(fonte: Observatório da Imprensa)
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Um direto de direita na cara da esquerda

Eduardo Cunha tem feito o diabo para se livrar das acusações da operação Lava Jato e outros procedimentos investigativos.  Desta vez, Eduardo Cunha deixou claro que o PMDB está ficando puto com a situação e numa posição de atacar o PT frontalmente caso o lado de lá da rua não peça benção aos caciques do PMDB ou abaixem a crista duma vez: “O PMDB está cansado de ser agredido constantemente pelo PT e é por isso que declarei ao Estadão que essa aliança não se repetirá”. Disse ainda “Talvez tivesse sido melhor que eles do PT aprovassem no congresso o fim da aliança com o PMDB. Não sei se no congresso do PMDB eles terão a mesma sorte. No momento, temos compromisso com o país e com a estabilidade, mas isso não quer dizer que vamos nos submeter à humilhação do PT”.

Eduardo Cunha neste final de semana publicou uma série de tweets contra o PT. A primeira série foi dedicada ao Deputado Carlos Zarattini que o chamou durante o Congresso petista, de “oportunista de ocasião”. Eduardo Cunha disse: “Para responder ao deputado do PT que fez discurso me chamando de oportunista de ocasião, gostaria de lembrar que quando ele era vice-líder do governo e relator da MP 664 que tratava do ajuste fiscal, votou a favor da emenda que flexibilizava o fator previdenciário e acabou tendo de deixar a vice-liderança do governo. Então quem é o oportunista de ocasião?”

Podemos até não concordar com Cunha por uma série de motivos,mas que ele não é frouxo,não é mesmo.O PT precisava receber de alguém algo do tipo bateu levou, coisa que Aécio Neves se furta a fazer como toda oposição. Certo ou não, aos trombolhões ele está fazendo o congresso trabalhar. O problema é que  a sociedade não gosta de quem não é frouxo e possui base religiosa.  Qualquer um que ouse ter base religiosa e alguma firmeza de posicionamento, vira alvo preferencial dos  psolentos e petistas como é caso do Malafaia e Bolsonaro. Lógico que estou falando de potenciais anti-petistas, estes nomes quando falam grosso polarizam a direta contra a esquerda e vice versa automaticamente.

O Eduardo Cunha sozinho é mais oposição que o PSDB inteiro,  mesmo que provavelmente ele esteja envolvido no PETROLÃO, ele representa muita gente que quer ver o PT arder no inferno.

Amém!

eduardo cunha sabotador

Pátria educadora? Nunca serão!

A presidenta Dilma até certa altura da sua vida foi filhinha de papai dispondo de boa e refinada educação. Posteriormente quando ingressou na luta armada, no terrorismo assaltante da VAR-Palmares deixou de lado finesse, bons modos e educação intelectual de algum nível satisfatório. Dilma estudou no Colégio Sion, onde a convivência com freiras medievais deve ser a causa da cara amarrada de Dilma durante décadas. Ou é isso ou é uma vida sexual totalmente insatisfatória daquelas que nunca soube o que é um orgasmo. Enfim, Dilma jogou tudo que uma boa moça de família poderia querer de bom na vida para ser criminosa de carreira. Dilma apesar de ter estudado num colégio de freiras também nunca calçou as sandálias da humildade.

Até hoje com presidenta continua arroganta, prepotenta e mala sem alça. Dilma não se curvou ante a força dos fatos ao ponto de reconhecer-se como uma medíocre ignorante em economia, com idéias retrógradas e ideologicamente abalizadas na era do socialismo real soviético ou cubano. Falta-lhe estofo intelectual para enfrentar temas delicados da administraçãofinanceira estatal tais como ajuste fiscal e outros. Falta-lhe estofo moral também, desta vez para admitir que o TCU está coberto de razão sobre as pedaladas de sua equipe econômica na gestão Mantega, da qual Dilam era suserana e ele vassalo capacho da presidenta.
Sabem a razão pela qual confiscaram 7 bilhões da Educação este ano?

Está aqui a razão:

“Eu quero explicá uma coisa do ajuste. Todo mundo acha que o ajuste tira. O ajuste não tira, o reajuste…. o ajuste reajusta. Vou explicá o que é isso. O meu PSI do passado, estou falando o meu no sentido o seguinte: aquele PSI do passado, ele era 2,5%, 4%… Hoje, os juros são maiores. Porque se ele se mantivesse em 2,5%, 4%, o governu federal tinha de aguentá a diferença entre 2,5% e 12,5% mais um spread. Nós num vamus, nós não temus dinheiro prá aguentá isso. Temus dinheiro prá aguentá uma variação disso. Qual é a variação disso? 6% a 8%, 6% a 9%. É isso que nós temos recursos”.
Dilma Rousseff
Falemos propriamente de investimento em educação: O primeiro mandato do governo Lula (PT), entre 2003 e 2007, gastou menos com educação que o último governo de seu antecessor, FHC (PSDB) em seus dois governos, de 1995 e 2002. A porcentagem dedicada à educação no quadro de despesas da União caiu de 2,88% em 2003 – no início do governo petista – para 2,67% em 2004 e em 2005 e para 2,44% em 2006, voltando em 2007 ao mesmo patamar que ocupava no início do governo com 2,87%. Em termos objetivos, o financiamento da educação é a questão que mais precisa avançar sempre em qualquer país do mundo para gerar efetivo desenvolvimento.

Exemplo disso é China que investe pesado em educação há 40 anos e está onde está na economia e índices de educação internacional com alunos de ciências. O Partido Comunista chinês não é anômalo como os nossos da esquerda brasileira que pensam apenas em estatização e investimento em rendas sociais e toda sorte de malabarismo social para angariar novos currais eleitorais. Então culpemos as pessoas certas quanto a isso; a saber: partidos políticos em primeiro plano devido sua sanha por dinheiro público, Poder Executivo que arrebenta com a educação com esses cortes de 7 bilhões e Ministério da Fazenda que é quem faz o plano plurianual de investimentos. O MEC não determina o investimento em educação, isso é feito pela área econômica. Essa abordagem, nos ajuda a compreender sobre quem reclamar. Ou seja, com a equipe econômica que cobre os rombos do Executivo reivindicando diretamente à equipe da educação recursos que poderiam ser investidos em educação.

Quem conhece a saga republicana sabe que a ascensão ao poder dum iletrado ex-operário metalúrgico sindicalista pelego pau d’água só restabeleceu a rotina da anormalidade contínua que vigora até agora em todos os setores do governo federal ante a institucionalização da corrupção. Raramente no Brasil há tempos de boa gestão administrativa. Estamos habituados a curtíssimos intervalos de sanidade e decência na administração pública. Desde o fim do governo Juscelino Kubitschek temos visto: um gramático alcoólatra no poder, militares durões e desengonçados no governo, coronéis nortistas se aproveitando das brechas da história democrática, um arrogante alagoano, um engenheiro mineiro mulherengo, um sociólogo adestrado pela esquerda fabiana, sim o molusco e agora uma ex-terrorista. Todos estes sejam letrados ou não foram calamitosos para gestão da coisa pública, em especial no setor de educação. Quer conduta proba e ilibada na vida pública? Nem na santa madre Igreja isso se encontra em mais de 2000 anos de história, quanto menos num país de 500 anos de história lastreada pela dilapidação dos seus habitantes cuja maior capacidade é sambar e dominar bola de futebol.
Vivemos no caos educativo desde o Brasil colônia quando as escolas eram sediadas em vilarejos mais abastados onde padres jesuítas se encarregavam do ensino formal da época. Os mais abastados estudavam invariavelmente em Coimbra na era do Império e durante a velha República era moda estudar na França já há algumas décadas. Somente durante o Estado Novo se ouviu falar numa educação nacional forte e prevalente em caráter cívico, a qual rechaçava as idéias de João Penteado dentre outros teóricos da educação politizada que existiam na época. Hoje depois de tantas coisas vemos pedagogos pelegos freirianos endossando a ideologia do digamos assim, comunismo educativo, cuja complexidade de raciocínio faz sentido aos mais laureados professores doutorandos em educação das nossas universidades falidas que não geraram até hoje nenhum prêmio Nobel, nem mesmo um educador moderno isento de vestígios de ideologia social ou política.

Portanto, não investir na educação desse naipe causa certo alívio devido ser propriamente formação de massa de manobra inter geracional. Manter o povo na ignorância é projeto de todo governo, seja do passado ao presente todos sem exceção foram impecáveis nesse quesito. Pátria educadora é isto.

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O que é pior: A zaga do Palmeiras ou os professores fanáticos do PT?

Nada contra os professores e pedagogos honestos que não se enfiam em sindicalismo e política partidária escrota com o intento de deixar a profissão de educador para ocupar cargos públicos nas Secretarias Municipais de Educação e outros órgãos similares visando apenas o interesse próprio e não da sociedade.

 

O inadmissível é um professor que forma as pessoas para viverem em sociedade como cidadãos ser antiético e antidemocrático como os professores e diretores Francisco Costa do Rio de Janeiro Sadi da Fontoura Porto do Rio Grande do Sul, ambos petistas convictos de carteira assinada e com uma ótica da realidade distorcida pelo fanatismo partidário. Eis uma pequena amostra:

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O adesismo e fanatismo político só revela duas coisas: Falta de personalidade e de caráter!

Não permitam que seus filhos sejam educados por fanáticos deste ou daquele partido!

E tenho dito!

A Juventude Imbecil do Brasil Varonil (The End)

Beco dos Livros é o nome secreto da associação nacional de adoradores do Harry Potter no facebook.

Brincadeira…

Na verdade é um grupo de adolescentes com baixa capacidade intelectual que não sabem ler nada além do que a mídia aprova como material literário para idade deles além de outras tendências de comportamento.

 

Uma comunidade que tal como tantas outras não sobreviveu ao famigerado tópico “Juventude Imbecil do Brasil Varonil” e mais uma vez fez dezenas de jovens boçais e manipulados que tiram fotos no espelho com i-phones sucumbir ante ao perfeito caimento da carapuça.

 

Isso torna mais uma vez evidente que ante a imaturidade natural da faixa etária em associação dum baixo nível de escolaridade tornam esses jovens donos de certas verdades que apenas subsistem na mente vazia dos mesmos facilmente manipulável pela mídia castradora que domina essa juventude vendida por bagatela ao sistema.

 

Verdades impostas por mecanismos que os tornam em adolescentes com personalidade idêntica um a dos outros e futuros adultos sem capacidade de discernimento crítico.

 

Foi-se um tempo que a juventude tinha brilho próprio e sonhos novos em larga escala. Hoje, todos notamos com pesar os jovens sendo massacrado pelo excesso de informações inúteis e condutas que transformam pessoas em mercadorias que consomem mercadorias de baixa qualidade como forma de se estabelecerem em sociedade e identificarem uma com as outras.

 

O mercado de consumo vil e dominante transforma pessoas nessa faixa etária em alvos para estratégias de marketing que anulam muitas capacidades, viabilizando apenas o que é aceito pela grande massa falida social que pensa igual, se veste igual e compra as mesmas coisas e reproduz as mesmas idéias.

 

O mundo fantasioso dos livros que muitos desses jovens consomem sem sombra de dúvida é de qualidade literária duvidosa e gera nos mesmo condutas irracionais que passam batidos a primeira vista. Esse fator associado ao baixo nível educacional nacional gera, nada mais nada menos, que uma geração perdida.

Os que tiveram alguma sorte completaram a educação básica até metade dos anos 90. Na época que uma escola pública do interior, com excelente qualidade de ensino até então em muitos casos devido a existência duma geração de professores com valores e pedagogia sólida que valorizava a pessoa como indivíduo.

Era outro mundo, com outras idéias, com uma visão educacional completamente diferente da que existe hoje. Eu escapei de ser educado no ambiente escolar que começou a ser formado a partir de então em todo o país com a implantação das idéias pedagógicas que destruíram o ensino público brasileiro e que já afetam o ensino universitário repleto de alunos massacrados por esquemas de sucateamento da liberdade de expressão autônoma.

 

O núcleo do problema está em ver o estudante como um ser incapaz, um selvagem condenado à ignorância, à pena, e, consequentemente, à aprovação automática. As escolas do Brasil estão criando uma série de gerações perdidas graças a esse raciocínio: são jovens que chegarão ao mercado de trabalho e serão rejeitados sem dó nem piedade.

Estamos gestando uma imensa crise de cérebros, de profissionais, de intelectuais, de trabalhadores capacitados que deverá estourar e ter seu ápice em  breve, tornando todos, com raras exceções em mão de obra barata e massificada em qualquer setor e área.

 

Com a adoção da chamada “progressão continuada”: em vez de séries de ensino, ciclos de longa duração. Cada estado que adotou o sistema organizou seus ciclos de forma diferente. Em alguns, eles duram dois anos, em outros três ou até quatro. A idéia é que o processo de aprendizado demanda mais tempo para acontecer.

Uma consequência direta é o fim da idéia de reprovação, que é substituída pela idéia de recuperação. O aluno agora só corre o risco de não ser aprovado ao final de cada ciclo (ou seja, a cada dois, três ou quatro anos). Daí vem o nome de progressão continuada: o estudante progride no sistema continuamente, sem interrupções.

Os defensores desse sistema argumentam que a reprovação desmotiva os estudantes e acaba causando evasão escolar. Eles acreditam que a progressão continuada, auxiliada por um intenso sistema de recuperação, pode manter o aluno na escola e garantir que ele aprenderá tudo o que precisa ao seu próprio tempo, e não no tempo da escola.

Conceitualmente, parece realmente algo bom. Cada pessoa é diferente, tem ritmos de aprendizado e interesses próprios, e a forma mais democrática de educar é respeitar essas características individuais. Com sistemas permanentes de recuperação, o déficit que eventualmente for gerado sempre será corrigido e, no fim, todos recebem uma educação de boa qualidade.

Mas, já passadas duas décadas da adoção da educação continuada, o que se vê é um cenário desolador.

Crianças estão avançando ano após ano na vida escolar semi alfabetizadas e outras com analfabetismo funcional. Muitas chegam aos últimos anos do ensino fundamental com capacidade extremamente precária de leitura (então imaginem de escrita e interpretação textual. Os conhecimentos adquiridos em outras disciplinas são praticamente inexistentes. A situação se mantém ao longo do ensino médio com pouca variação.

Isso acontece por muitos motivos: o primeiro deles é que o aluno não se sente motivado a aprender: ele sabe que não será reprovado. Estudar é uma tarefa árdua e muitas vezes chata – que entra em concorrência com a TV, o videogame, o computador, o celular, a rua e, no caso de muitas crianças e jovens, com o trabalho. Por isso, acaba sendo deixada de lado. A perspectiva de reprovação – e de atraso de vida que ela pode acarretar – é, sim, um importante motivador.

Por outro lado, o professor também se sente desmotivado. Ele sabe que terá que aprovar o aluno, tenha ele aprendido ou não. O processo de recuperação permanente é desgastante e, sejamos sinceros, não é nada compensador: em vez de elaborar, aplicar e corrigir uma prova, ter que fazer isso várias e várias vezes, comprometendo o tempo que livre.

Que professor pode fazê-lo com gosto? Sem falar do fato de que não é possível recuperar o aluno que não deseja ser recuperado. Se não estudou para fazer a prova, sabendo que será aprovado de qualquer jeito, porque o aluno estudaria depois da prova?

Outra questão, essa muito politicamente incorreta: a organização das turmas por nível de aprendizado. Hoje isso é terminantemente proibido, e as todas as turmas devem ser heterogêneas, com maus e bons alunos. Até os anos 90, as turmas eram divididas conforme o grau de aprendizado, separando os bons alunos dos maus. Alguém achou que isso também traumatiza, e que misturando tudo, seria possível influenciar os maus alunos. O que se viu é o oposto: os maus influenciaram os bons e agora o ensino é mais difícil e lento.

Em geral, os criadores de idéias, os “engenheiros” de sociedade, não gostam da realidade. Eles consideram que se uma idéia não funciona, é porque está sendo mal aplicada. Por isso há uma imensa resistência a abandonar o modelo. Alguns dirão: mas a repetência praticamente acabou depois que a progressão continuada foi adotada; ou: as notas das escolas que usam a progressão continuada subiram nas avaliações governamentais. Não nos deixemos enganar: a repetência acabou porque ela deixou de ser aplicada. E as notas subiram? Será que as boas notas de muitas dessas escolas nas avaliações do governo resistiriam a uma auditoria? Qual o grau de manipulação desses exames?

Algo assustador é que filosofias semelhantes são aplicadas em várias faculdades, que preferem empurrar seus alunos a fim de garantir a permanência deles ao longo do curso. Você pode se perguntar, mas o que elas ganham com isso? Ora, recebem recursos do governo por meio do FIES e do Prouni. Para muitas dessas faculdades, é preferível garantir o pagamento mensal, mesmo que o aluno seja mal formado, do que perder um estudante e o dinheiro que ele traz.

Vejam bem: não estou dizendo que o PROUNI ou o FIES sejam ruins, ou que os estudantes que os usam são ruins, nem que as faculdades que os aceitam são ruins. Há muitos bons estudantes que se esforçam, superam as barreiras que as escolas lhes impõem, e, graças a esses programas conseguem fazer o ensino superior. Mas há também outros tantos que optam por faculdades ruins apenas para garantir um diploma.

O que estou dizendo é que esse sistema corrompe o processo de aprendizado, o rebaixa, e cria uma situação em que estudantes mal preparados conseguem chegar à universidade, ser admitidos e continuar nelas mal preparados. Os governos, em geral, permitem isso porque estão pensando apenas nas estatísticas: querem quantidade, não qualidade. Houve uma universalização da má educação.

De que serve isso? Qual a grande consequência de todo esse processo?

Estamos ensinando gerações de brasileiros a terem baixa auto-estima, a serem preguiçosos e dependentes e alvo de qualquer filosofia de vida que lhe acomode dentro dum universo abstrato irrealista. Nesse ponto livros de baixo teor qualitativo e uso irrestrito da internet e tecnologia auxiliam e muito esse processo de degradação.

Jovens e mais jovens são programados desde crianças para acreditar que não são capazes de aprender, sem que notem isso, e que, se fossem avaliados seriamente, seriam reprovados. Com isso, se acostumam, se acovardam, e aceitam que a escola reduza seus horizontes.

Eles perdem a capacidade de acreditar em si mesmos e de lutar. Tornam-se preguiçosos: sabem que serão sempre empurrados por alguém. Sabem que não fará diferença fazer ou não fazer a prova ou o trabalho. Assim, tornam-se incapazes de ler textos mais complexos, de produzir raciocínios.

Acostumam-se a ser dependentes: sabem que sempre haverá alguém a ampará-los, hoje, um professor, amanhã, o Estado. Não aprender a inovar, a arriscar, a trabalhar, a desafiar, a criar.

Outra consequência, essa de gravidade imediata, é o aumento da violência nas escolas. Quantos casos de professores agredidos não têm surgido nos últimos tempos?

O aluno sabe que o mundo o olha como se fosse um pobre coitado, e, aqueles que já têm predisposição, se aproveitam disso. Quando um professor incauto ousa desafiar o sistema e cobra do aluno mais do que ele está disposto a produzir, pode acabar sendo agredido. Isso, aliado à visão pedagógica reinante no momento, de que qualquer coisa pode traumatizar o aluno, destruiu completamente qualquer idéia de disciplina que poderia haver em sala de aula.

Hoje, em muitas escolas, obedecendo a orientações (na maioria das vezes não escritas) das secretarias de educação e do MEC, não permitem ao professor qualquer tipo de penalidade contra o aluno indisciplinado. Antigamente era possível ser expulso de sala, ser levado para falar com a direção, assinar o livro de ocorrências. Hoje nada disso é permitido, pois pode traumatizar o estudante. Livre de qualquer penalidade, que aluno respeitará o professor?

Em meio a esse inferno educacional, há muitos bons alunos que lutam para estudar e vencer na vida. Mas a escola não quer que eles sejam bons alunos: o foco dela está nos maus. A escola nivela o ensino por baixo e puxa os bons para trás. O ambiente de desorganização e indisciplina prejudica o aprendizado. Os bons estudantes que têm a desdita de estar nessas salas de aula são sufocados e deles é exigido um esforço imenso para não cair na mesmice e prosseguir estudando e aprendendo.

O mau aluno hoje tende a preferir essa pedagogia do fracasso, pois ela é mais cômoda. A maioria dos bons professores a detestam. Há professores que a apoiam, ou porque acreditam na visão ideológica que a embasa, ou porque se acomodaram. Mas daqui a alguns anos será possível ver com mais clareza os resultados. Milhões de jovens chegarão ao mercado de trabalho quase sem instrução. Estarão mal preparados e quebrarão a cara, pois o mercado não vai passar a mão em suas cabeças. Haverá uma nova elitização: quem estudou em escolas particulares, que em sua maioria adotam os velhos modelos pedagógicos, chegará ao mercado bem preparado, bem instruído, bem educado, e conseguirá seu emprego. E o que será de quem teve que estudar nas escolas da pedagogia do fracasso, que passou a vida acreditando que não precisa e nem é capaz de se esforçar? Nossa sociedade terá para com eles uma dívida impagável. Por esses, rezemos. Rezemos também para que alguém um dia tenha coragem de perceber os imensos 

    

Enfim, o beco sem saída para essa geração já está pronto, cabe aos mesmos saírem desse esquema se forem capazes de terem inteligência e lerem a realidade que os assola de forma realista, afim de, reverter esse processo.