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A situação temerária do governo Dilma

As tentativas de apaziguamento entre pares nesse descalabro todo através de acordos secretos não reduziram o medo, quase pânico, que sacode as glândulas sudoríparas de numerosos homens públicos do passado e presente. A miniaturização da política é tamanha que qualquer conversa entre dois parlamentares já é um risco de destronar qualquer pessoa nesse meio.

Muitos deles começam a buscar, na memória, frases ditas sem cuidados e sem malícia, pelo telefone, ou pessoalmente, a pessoas de pouca confiança. Teme-se, e com alguma razão, que a manipulação dos registros fiscais, patrimoniais de qualquer político ou ente relacionado aos mesmos que torne qualquer conversa um libelo do caos total. Não obstante o medo, e, provavelmente, o surgimento de suspeitas infundadas contra homens “honrados”, o vendaval será saudável para quem se aliou ao mal e quer redenção.

Resumo da ópera: A análise de cenário indicava que a Lava Jato chegaria até Eduardo Cunha sem dúvida mais cedo ou mais tarde. Sabendo do óbvio Mercadante apostou tudo nessa possibilidade, sem avaliar quando tempo levaria para isso ocorrer. Cunha seria eleito de qualquer maneira chefe da casa de achacadores e isso seria péssimo para quem está do outro lado da Praça dos 3 Poderes. Aos trancos e barrancos, Mercadante tentou rearticular a base e puxar o tapete de Cunha, coisa tal que foi a razão do esfacelamento da base aliada na Câmara.

Conselheiros próximos a Dilma convenceram-na a abrir espaço para o vice-presidente Michel Temer, ou seja, trata-se daquelas raposas velhas e sábias que ajudam a acomodar a base, seja qual for o governo, FHC, Lula ou Dilma. E aí que a porca torce o rabo, pois petistas não sabem ser coadjuvantes devido a arrogância ostensiva, um sentimento de superioridade que dificulta o relacionamento com mortais comuns, especialmente do meio político.

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As últimas informações sobre os conflitos com o vice-presidente Michel Temer não são animadoras. Temer é um político experiente, responsável, que, em função de sua carreira sem arranhões, tornou-se uma espécie de avalista da governabilidade. Jamais avançou além das suas atribuições e só se colocou em campo depois de convocado. Agora ele sabe que o mote da última intriga foi atribuir a ele ambições de voos autônomos, por sua afirmação de que há necessidade de se unir o país para superar a crise em torno de “alguma pessoa”.

Esse jogo inconsequente poderá jogar pela janela a última âncora de governabilidade do governo Dilma, que é o PMDB inteiro. Daí será o fim!

E tenho dito!

Lula-lá quer ser ministro para manobrar a massa de pelegos

Diante do adversário caído, melhor despachar as fúrias e cuidar das batalhas seguintes sem ostentar vitória antecipada.

O golpe populista de Lula é plantar a idéia de que ele precisa voltar como ministro ao governo Dilma. É uma jogada populista para buscar apoio na massa de manobra pelega mortadela e institucionalizar a bolivarianização dos cargos públicos.

Essa lenda urbana de que Lula é um grande articulador político, virou pó depois do mensalão e petrolão, o nome disso é compra de apoio e jogadas de marketing político para usar de oportunismo político em situações extremas. Eles criam dificuldades para vender facilidades com falsos pretextos.

Quem leu o ensaio sobre a astúcia de Bacon sabe do que estou dizendo.E aí que entra astúcia do Lula-lá:

Dilma mandou um recado àqueles que querem vê-la longe do governo dizendo que “ninguém vai tirar a legitimidade que o voto me deu”. Acontece que, ainda que talvez não tenha se locupletado da roubalheira do petrolão, Dilma encobriu a ação do PT e mentiu na eleição, perdendo as condições de governar. Para completar, não dá pra aguentar o trio Dilma-Rossetto-Mercadante.

 

Para ficar, ela precisa de ajuda. A melhor saída seria Dilma partilhar o governo com Lula, o que seria um colchão de blindagem para ambos tendo Lula como chefe da Casa Civil. E ele ainda salvaria um restinho do que sobra do PT para uma próxima eleição. Não tornar pó o PT de vez numa escala tão rápida quanto se espera com a Lava Jato levando o nove dedos em cana sem foro especial é o que todos petistas querem.

O Congresso se permitir isso dará para Lula o cargo de raposa cuidando do galinheiro e será o primeiro a tombar caso Lula volte ao poder por vias bolivarianas. Lula-lá quer ser ministro para manobrar a massa de pelegos contras adversários de toda sorte que estão tornando o governo refém nesse momento. Não duvidem disso, pois: “No Brasil é assim: quando um pobre rouba, vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro.” (Lula)

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O PT corre atrás do leite derramado

Durante seus 35 anos de existência, o PT sempre manteve pelo menos um traço de coerência: apostou na divisão do país para travar a luta política e, quando já estava no governo, abusou da cizânia como arma eleitoral e instrumento de perpetuação no poder. Agora, que o governo Dilma está nas cordas, os petistas acenam com diálogo. Qual PT é o verdadeiro?

Nos últimos dias, com a situação política, econômica (cuja cereja do bolo foi a nova meta de déficit prevista para este ano), social e ética do país atingindo níveis de deterioração nunca antes vistos, os petistas puseram para circular a versão de tanto Lula quanto Dilma buscam diálogo com a oposição, mais especificamente com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em favor da “governabilidade”. Agora governadores também seriam alvo deste “pacto”.

Sim: debater o país, buscar as melhores alternativas de forma suprapartidária e republicana são práticas desejáveis e típicas de democracias e de democratas maduros. São, no entanto, tudo o que o PT jamais fez nos seus 35 anos de história e, principalmente, nos 13 anos no poder até agora.

Foram anos em que o PT reiteradamente provocou o embate, estimulou a divisão, recusou a opinião crítica (qualquer uma), atacou instituições e transformou adversários em inimigos. Agora, quando o calo aperta de vez, a postura muda num passe de mágica. Será?

Quem por acaso tiver alguma dúvida deveria revisitar os discursos de Lula tanto quando presidente – em que tudo acontecia no Brasil como “nunca antes na história” – e também quando, depois de sair do Planalto, aboletou-se sobre palanques pelo país afora e manteve-se em sua campanha permanente.

Quem ainda alimentar alguma suspeita sobre em qual PT deve-se acreditar, pode gastar horas assistindo aos programas de TV da presidente Dilma na campanha do ano passado ou revendo suas frases ensaiadas para serem repetidas nos debates presidenciais, segundo as quais o problema do Brasil do presente estava sempre no passado.

FHC foi o anátema desta estratégia. Tudo de ruim que possa ter ocorrido no Brasil nos últimos 20 anos foi sempre creditado a ele pela narrativa petista. Nas campanhas eleitorais do PT, culminando com a mais torpe delas, a do ano passado, o ex-presidente foi sempre retratado como o Judas a ser malhado pelas agruras – principalmente as atuais – dos brasileiros.

Depois de anos de distorção e mentiras, agora, num passe de mágica, o PT transforma FHC no esteio da governabilidade. Das duas, uma: Ou os petistas estão finalmente reconhecendo a importância de fato do ex-presidente para a história contemporânea do país ou estão, mais uma vez exercitando seu conhecido oportunismo. Em que PT acreditar?

Ao mesmo tempo em que assopra, o partido de Lula e Dilma morde. Ao mesmo tempo em que põe para circular a tese do diálogo, o velho PT de guerra prepara, junto com seus satélites, vários atos ao longo de agosto para tentar tachar, segundo a Folha de S.Paulo, de “antidemocráticas” e “golpistas” as manifestações de insatisfação em relação ao governo petista programadas para o próximo dia 16. Qual PT vale na prática?

Ao mesmo tempo, Lula também planeja correr o Nordeste para defender-se e ao governo – provavelmente expiando a culpa pela penúria atual nos bodes de sempre e não na gestão de sua pupila. Em quem confiar: em quem diz buscar diálogo ou em quem vocifera contra os adversários em reuniões quase diárias pelo país afora?

No mesmo momento, petistas no governo também tentam modificar critérios para aplicação de verbas publicitárias oficiais de maneira a privilegiar veículos alinhados ao petismo, em detrimento de parâmetros técnicos de alcance e audiência. Em quem apostar: nos que acenam com equilíbrio ou em quem ensaia manipular recursos públicos para – novamente – tentar cercear a imprensa?

A história é boa conselheira e pode servir sempre para iluminar o presente e ilustrar decisões e opiniões. O país quer ver saídas, desde que expressem um sentimento verdadeiro. Não é, por toda a história pregressa, o comportamento de quem até hoje agiu sempre de maneira contrária ao que agora acena. A história ensina: a mão que afaga é a mesma que apedreja.

Diante da esquizofrenia petista o que vemos é um ex-presidente investigado por tráfico de influência até mesmo no exterior e uma presidente encurralada sem apoio político e popular. É justamente nesse momento que o PT vem ardilosamente atrás do diálogo buscando um pacto pela governabilidade do país que destruiu nos últimos 13 anos no poder.

“Vamos celebrar nossa justiça, a ganância e a difamação”

Sobre a papelada incriminatória que o Itamaraty quer impor sigilo e outras cositas:

Evidente que o Itamaraty não entregará a cabeça do Lula numa bandeja prateada nem mesmo num prato de porcelana fajuto. Assim como a CGU blinda as pedaladas fiscais da Dilma e deixa o TCU nas cordas sofrendo pressão da oposição de fachada e militância governista. Tudo isso demonstra que tem algo muito mais vultuoso por debaixo dos panos entre Lula e Odebrecht, entre empreiteiras e governo federal. Fatos e pactos que vão muito além do Petrolão e das investigações da Lava Jato, das falcatruas do BNDES e outros escândalos.

Como um governo pode falar em democracia se o Itamaraty blinda o Lula e uma empresa privada que empresta dinheiro de banco público? Como crer que as instituições republicanas funcionam com isenção e presunção de legitimidade se são as mesmas as primeiras a acobertar os desmandos dos ocupantes de cargos públicos? Se são estas as protagonistas em fazer vistas grossas para expedientes como os ocorridos no CAF e órgãos como o TSE?

No nazismo, ninguém podia mostrar nada sobre os atos de Hitler nem das empresas que faziam negócios com o governo alemão naquela fase da história. No fascismo idem, tudo que era contra o Estado e seu regente eram taxados de golpe contra a moralidade pública e governo de Mussolini. Hoje, aqui e agora, estamos vivenciado algo muito similar em pleno século XXI na América Latina em países como Argentina, Brasil e Venezuela.
Ontem mesmo as versões do laudo técnico da polícia federal argentina de que o promotor Nizman cometeu suicídio foram refutadas por peritos particulares deixando uma nefasta sombra que o governo argentino deve fazer de tudo para abafar o caso se valendo de todos os recursos estatais que dispõe. Esse é um caso de crime contra a vida não apenas de um promotor que poderia implicar a presidente Cristina Kirchner num grave processo judicial. Acima disso é um atentado à vida e liberdade de ação de um cidadão em sua tarefa de servir à Justiça com imparcialidade. Imaginem se algo similar acontece com o juiz Sérgio Moro ou seus assessores? Eles que travam uma batalha gigante contra a ladroagem que envolve figuras graúdas de empresas privadas que tem acordos com personagens como José Dirceu, Pallocci e outros do partido do governo.
Diante duma situação como essa, já sabemos que os investigadores da Lava Jato estão sendo alvo de retaliações administrativas por parte do Estado brasileiro. A narrativa surpreende até mesmo aqueles que ainda acreditam que exista alguma decência por parte das instituições, pois quando vemos que o governo federal chega ao ponto de plantar escutas ambientais nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para fiscalizar a própria Política Federal em suas atividades ligadas à operação Lava Jato; vemos que o Estado serve a quem está com a faixa presidencial e não a nossa suposta democracia.
A exigência que tudo que envolve atos do presidente da república precisa ser esclarecido de forma isenta ressoa não apenas aqui no Brasil, mas brada muito mais forte hoje na Argentina e Venezuela. Apesar de Cristina Kirchner, Maduro e Dilma entoarem a cantilena tradicional dos socialistas sul-americanos, esses presidentes de ocasião não conseguem disfarçar que o peronismo argentino, chavismo e lulopetismo que eles representam e encarnam. Os mesmos ainda deixam transparecer traços claros do ranço nazifascista dos tempos onde tudo que interessava era manter o poder até mesmo a custo de sangue, e manter o controle da sociedade sob a égide do império do discurso populista e incentivador do ódio contra os supostos inimigos do Estado. Portanto, não surpreende que tudo o que testemunhamos hoje nesses países é a mesma manifestação dessa doença social que infestou a Europa antes, e hoje reside na América Latina se valendo da esfinge do socialismo populista com traços de nazifascismo. Como dizia Winston Churchil: “É a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação do ódio e da inveja e o seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria”.

O Itamaraty blindando o Lula tem nome: Ditadura. O STF servido aos caprichos do PT nas ações do Mensalão e agora possivelmente do Petrolão refletem o Estado brasileiro aparelhado. A CGU serve às intenções de encobrimento das relações de Dilma com doações ilegais para sua campanha presidencial na última eleição. A pergunta não é mais apenas que país é este, mas sim que povo é este que enxerga tudo isso e não se mobiliza ao ponto de ocupar Brasília e enxotar essa escória do epicentro do comando da República?
Os rapazes que marcharam até Brasília foram recebidos com pompas e depois levaram um pé na bunda dos congressistas da oposição inconsistente e da situação contraproducente. Esses sujeitos não conseguiram nada além do que quinze minutos de fama. Agora estão abraçados ao ostracismo de seus movimentos que não coloca mais ninguém nas ruas. Vemos ainda a imprensa nacional fadada a republicar peças jornalísticas enfadonhas, mal redigidas e desfocadas da realidade que apelam para o sentimentalismo político ora de direita ora de esquerda num jogo de cartas marcadas.
A situação que emana de todos esses pólos é que tudo gira em torno do caos e é sugado para o olho do furacão corrosivo do desmando e descaso que vem destruído sem a menor cerimônia a dignidade de nações inteiras. Perdemos todos com isso, e no futuro seremos lembrados como uma geração de providenciou o que existirá de pior na outra por omissão e conivência com governos corruptos e destruidores da moralidade tanto pública quanto privada.

RenatoRusso11

Lobos em pele de cordeiro

Aparentemente na prática eles rejeitam a Era Lula e as medidas do ajuste fiscal de Dilma que retiram direitos dos trabalhadores.  Em suas falas cheias de brios e apoio irrestrito às causas sociais dizem optar por uma ideologia menos esquerdista. Na prática, entretanto, quando debatem sobre política ou votam em eleições, o amor cego e virulento pelo PT vem à tona nos momentos em que ficam sem argumentos. Sem dúvidas é uma tarefa difícil padronizá-los com clareza. Procure-os nas redes-sociais, twitter, nas ruas, nas escolas públicas, nas tendenciosas aulas de ciências humanas do Ensino Médio. Procure-os no Leblon, no Morumbi ou em qualquer área cuja confortabilidade permita pensamentos fáceis, idílicos e cômodos sobre a complexa realidade brasileira.

Muitos destes lobos em pele de cordeiro, de maria vai com as outras, foram forjados pela mentalidade lulopetista de inibição às liberdades individuais, mas quando se sentem acuados pela vergonha ante a corrupção desenfreada da máfia vermelha, os petistas enrustidos ficam em modo de espera, aguardando que algo de bom acontece para soltarem mostrarem suas presas ofídicas. Nas entranhas das discussões sociopolíticas sobre temas relevantes ao país, esses cidadãos são os cães de guarda, os pinschers voluntários não assumidos do Governo Federal contra os chamados golpistas burgueses que ousam criticar o status quo. É interessante, dito isso, analisar o surgimento desse curioso grupo social que assola as redes sociais e emana insidiosamente veneno petralha.

Com sangue nos olhos e facas nos dentes sabemos que os petistas assumidos  mais fanáticos não recuam nem mesmo ante a notícia do escândalo mais escancarado e escabroso envolvendo seus políticos. Não largam o osso nem mesmo que a vaca tussa. Permanecem fiéis à causa lulopetista. Continuam atacar com tacapes e pedras retóricas a elite branca paulista mesmo sabendo que Lula confraterniza tomando Black Label e Chateau Lafite Rotschild com os abastados da alta roda paulistana. No entanto, existem desertores que ficam na penumbra esperando o melhor momento para reintegrar as tropas de asseclas do PT. A covardia impressa em ambos os grupos beira a demência.

Eis os fatos:

Em 2005, o escândalo do Mensalão desmoralizou para sempre a ilusória imagem de ética e humildade do Partido dos Trabalhadores. Desapontados, alguns de seus eleitores mais desiludidos migraram para outras vertentes, mais à esquerda, como o PSOL que passou a ser a principal casamata da maior parte dos ex-eleitores do PT. Outros foram buscar arrego no PSB, mas quando Eduardo Campos compactuou com Aécio foram os primeiros a caírem fora. Assim sendo, mesmo após o escancaramento do maior esquema de compra de votos financiado pela  maior roubalheira da história política contemporânea brasileira, mesmo assim, eles nutrem simpatia pelo PT e suas estratégias sórdidas no fundo de seus corações esquerdopáticos.

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Para os amantes da velha falácia da ética petista que são indivíduos, digamos, mais tolerantes com a corrupção, até mesmo para eles o Mensalão não provocou mais do que uma espécie de recuo ideológico estratégico. Cientes de que defender abertamente a quadrilha de José Dirceu e seus camaradas no auge do fogo cruzado seria um suicídio ético para efeitos argumentativos, eles se omitiram, se calaram e quase se alienaram politicamente. Para desencargo de consciência, alguns deles, no máximo, criticavam timidamente o Governo Federal e diziam que Lula e Dilma não tinham sido contaminados pela ganância e sede de poder de alguns de seus adeptos. A contradita maior veio com o caso do Petrolão, com a Lava Jato, com a CPI do BNDES que abrirá a caixa de pandora das trevas petistas. Desta vez, não haverá choro e ranger de dentes, mas sim uma atípica massa de manobra dizendo que são todos farinha do mesmo saco repetindo à exaustão o já dito por João Vaccari na CPI da Petrobras dias antes de ser posto na carceragem da PF em Curitiba.

Será mera questão de paciência aguardar que esta profecia se confirme no plano fático cada dia mais com maior veemência por parte dos incautos militantes das hordas petralhas que reagem a tudo ora como cobras a espera do momento perfeito para o bote ora como raposas que atcam galinheiros. Como eles já sabem, o melhor remédio para apagar a memória de uma população caduca como a brasileira, além de uma equipe publicitária de marqueteiros inegavelmente competente, é o tempo. Portanto, às vésperas das eleições de 2018, quando tudo possivelmente estiver mais calmo e sereno, se até lá o PT não tiver sido extinto por confundir política com ladroagem, será nessa época que os velhos desertores voltarão para infantaria e vociferarão contra tudo e contra todos de peito aberto, cara lavada e sem ressentimentos com o PT ladrão de sempre.

Com agressividade subserviente de mercenários, cinismo e arrogância típica de escroques como José Genoíno, e mentalidade típica de Maria do Rosário e Sibá Machado, eles passarão a proteger novamente seus gurus engravatados como hienas. Qualquer pequena crítica à gestão petista que já se tornou razão para desentendimentos graves, inviabilizando a possibilidade de uma relação saudavelmente diplomática e respeitosa entre partes discordantes será uma declaração de guerra para eles empunharem as marretas e foices retóricas futuramente com maior devoção. A pluralidade ideológica, tão sagrada em uma democracia, deixou de ser bem-vinda em debates político-partidários e no amanhã será algo relegado a conversas subversivas contrárias a ordem do dia da agenda normativa do lulopetismo.

Impera durante todo esses anos da era Lula e Dilma a retrógrada lógica maniqueísta, destarte, que cataloga liberais e esquerdistas, respectivamente, como vilões e mocinhos de um pseudo-romance socialista. Para os petistas desertores e foragidos das linhas de frente do embates acalorados contra o PT nos dias atuais, mesmo para eles em suma, não há meio-termo: todo aquele que ousa não defender a totalidade do Brasil socialmente melhorado e cheio de grandes feitos do governo Lula e Dilma mistificado pelo PT é automaticamente um antipatriota e inimigo nacional golpista, membro duma elite podre que precisa ser extirpada do seu status quo. Não é mera coincidência, nesse ponto, qualquer semelhança ao “ame-o ou deixe-o” bordão do governo ditatorial de Médici há quatro décadas atrás.

Embora a maturidade democrática do país nos dois períodos seja incomparável, são notórias as similaridades no quis diz respeito ao tom ufanista e megalomaníaco desses defensores petistas e de propagandas governamentais. Neste tempo de fúria e brados retumbantes de todos os lados, seja nas ruas ou nas galerias do congresso nacional, estamos vendo nascer um país que foi dividido e fragmentado em classes por uma ideologia marxista gramsciana que prevê o script do caos como forma de governar sobre tudo e todos sem ser questionado. Bem vindo ao Brasil onde aqueles que no passado eram terroristas e caguetas, mas hoje são ídolos duma democracia que vive de mancadas e cambalachos. Estamos presenciando a era pós Lula, na qual o temperamento da idiossincrasia pelega que idolatra o caudilho no poder é modo de ser aceitável nas melhores famílias, cujos filhos e filhas são empadinhas, ou dos bastardos de outras, que são mortadelas segundo os estudos que indicam quem recebe e não o Bolsa Família carro chefe da sanha eleitoral fraudulenta. Sem falar daqueles que viram no FIES algum dia um meio de quitar a prestação do diploma superior arruinados.

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Nesse contexto de enredo de samba do crioulo doido do caos político social, a fúria desses petistas à simples existência de uma oposição – e, por tabela, da liberdade de expressão – se evidenciou com nitidez nos protestos de Junho de 2013 e no caderno de teses do PT de 2015 nas ruas do Centro Cívico de Curitiba. Assim que a ficha caiu e perceberam a toada antigovernista do “Fora Dilma” tomando conta das ruas e redes socais, houve uma camada de buchas de canhão que reiterou nos mesmos lugares a declaração de que quem é favor de reformas socioeconômicas estranhas à lógica petista de dominação são golpistas e elite nociva a tão sonhada democracia socialista dilmista coração valente. Eles propagaram, internet afora, uma teoria conspiratória estapafúrdia que tomou maior forma nas palavras de Sibá Machado dizendo que tudo é uma conspiração da CIA para arruinar a sólida democracia brasileira. Lançando mão de um argumento que comoveria George Orwell na época de Animal Farm, os petistas do armário alertaram para o perigo de um novo golpe militar de extrema-direita ora defendido pelos lacaios de Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro.

Para tanto, compararam as capas dos jornais atuais às de 1964 como estratégia pérfida preferida, ignorando com conveniência o abismo contextual que separa os dois períodos históricos. Diante de tal expediente esdrúxulo coube ainda ao PSOL entoar cânticos em louvor a Maduro e Fidel e seus capangas do regime dizendo que democracia real e verdadeira é a da ilha regada a sangue e rum, ou aquela das ruas de Caracas cujo povo se manifesta sentindo no peito o baque do chumbo grosso repressor do governo bolivariano chavista.

No dia a dia, além de não aceitar manifestações legítimas por um país mais justo, as ovelhas do governo, em algumas ocasiões, como é típico de correntes fascistas e autoritárias, chegam a defender a censura à imprensa sob a falácia de regulação econômica da mídia. O argumento não varia muito: quando não concordam com alguma opinião ou percebem uma posição implicitamente contrária à gestão vigente, defendem o conceito de que, por ser parcial, determinado órgão da imprensa não consiste em jornalismo. E foi aí que surgiu o conceito altamente covarde do PIG. Como se existisse imparcialidade no jornalismo e este não tivesse o dever, a obrigação de fiscalizar o governo com liberdade e autenticidade. Ora, uma lógica diferente dessa, vale ressaltar, não passa de armazém de secos e molhados, como diria Millôr Fernandes.

Essa função fiscalizatória, porém, não deve – ou pelo menos não deveria – ser de responsabilidade apenas da imprensa. Nesse sentido, cabe a cada um, mais do que votar a cada dois anos, exercer seu direito à cidadania, sem se deixar intimidar pela presidência ou por grupos autocráticos. Ninguém se torna necessariamente elitista ou lobo mau antipatriota por não se deixar manipular pela publicidade grandiloquente do governo ou por discursos distorcidos. Um senso crítico, aliás, é o mínimo que se espera de um indivíduo pensante em uma democracia que se preze – ainda mais em uma pátria com tantos problemas socioeconômicos.

A postura questionadora, mesmo quando um pouco exagerada, certamente é preferível ao posicionamento de alienação e negligência diante dos erros dos governantes do Brasil. Nações sem oposição tendem à acomodação e ao consequente fiasco. Não se constroem os alicerces de uma torre com engenheiros apáticos e bajuladores. Nem mesmo numa Suécia ou Reino Unido parlamentar todas as cadeiras são do partido da situação. Há vozes contrárias o tempo todo ecoando em face ao governo, e melhor ainda, há a possibilidade do time sharing de forma mais civilizada e rotineira movidos  principalmente por atributos como idoneidade, ética e competência. Justamente isso que está em falta ou mui escasso, melhor dizendo, num eterno volume morto na administração pública brasileira. Além da sempre imprescindível sanidade mental e lógica, se exige moralidade e não um monte de bazófias ditas por um sujeito bêbado e desprovido de razão que ainda quer mandar naquilo que ajudou arruinar.

Por essas e outras, tomemos cuidado com os lobos em pele de cordeiro que rodam a democracia do Brasil, não para devorar a chapeuzinho vermelho, mas sim usar a mesma como propaganda para aceitar que o lobo mau é politicamente correto.

Panelaço é democracia direta e reta!

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Final de semana apoteótico para o povo brasileiro que tem brios e consciência da realidade.
José Mujica ao delatar Lula em suas memórias políticas no best seller da delação não premiada “Una oveja negra al poder” tornou mais fato ainda o que todos já sabiam e muitos indecorosos ainda escondem: O fato insofismável de que o ex-presidente Lula sabia do Mensalão e tinha participação ativa nesse esquema. O ex-presidente uruguaio tentou colocar panos quentes naquilo que está escrito em seu livro com todas as letras em espanhol castiço, mas sua tentativa de retratação jamais irá apagar de sua biografia o fato dele ter ouvido do próprio Lula a confissão de tinha participação num dos maiores escândalos de corrupção da história brasileira.
Lula reagiu cinicamente através de propaganda mediante seus meios de comunicação eivados pela discórdia e mentiras. Lula ao esconder sua revolta fez sua defesa apelando como sempre à falta de conhecimento dos seus seguidores. Desconhecimento tanto de informação isenta, bem como do jogo de cartas marcadas que ainda está sob sua manipulação; pois estamos todos reféns do Estado aparelhado pelo PT para não punir os desmandos petistas e de seus associados.

Após o alvoroço desmoralizador gerado pelas declarações de Mujica, tanto para si próprio, como muito mais para seu amigo e fiel camarada Lula, nesse último sábado Lula, Dilma e Rui Falcão foram vaiados e tiveram que engolir a seco mais um panelaço. Lula e Dilma Rousseff não podem mais sair à rua impunemente. Padrinhos de casamento do cardiologista Roberto Kalil Filho, os dois enfrentaram um panelaço no portão do bufê em São Paulo. Dezenas de manifestantes gritavam: “Ladra!” “Corja!” “Fora, PT!” “Fora, Dilma!” “Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro! ”

“Se o PT rouba o dinheiro do povo sem cerimônia. O povo vai à cerimônia roubar a paz do PT”.

Perante isso resta evidente o seguinte: Não basta bater panela e vaiar Lula e Dilma. Devemos bater panelas e vaiar todo o séquito de corruptos e patifes que assolam a política nacional, toda a máquina pública, em todas as esferas Junte à esses, todos os papagaios de pirata, puxa-sacos, interesseiros que babam ovos e lambem botas desses canalhas e que com isso contribuem para a permanência deles no poder. Essa é a melhor estratégia, tornar a vida desses corruptos um inferno na terra.

O fato de Lula frequentar a alta roda paulista é uma amostra de sua vasta hipocrisia em taxar a população de São Paulo genericamente como “elite branca paulista” de forma pejorativa e incentivadora da divisão de classes. É por essas e outras que Lula & Cia não merecem respeito algum da parcela da população que por muito tempo suportou calada o aviltamento petista propagado por Lula e seus asseclas.

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É nesse clima que o cínico e hipócrita PT passa por situações nunca antes imaginadas, como manifestações históricas contra os desmandos de Dilma e em repúdio aos casos de corrupção que evolvem diretamente o PT; panelaços, vaias e buzinaços em todos os lugares onde Dilma se encontra ou pronuncia dão o recado de que o povo que se ver livre do PT duma vez por todas.

Isto senhoras e senhoras é, nada mais nada menos, que a democracia direta e reta das panelas!

O povo quer honestidade mas Eduardo Cunha não quer ser honesto

O deputado Eduardo Cunha do PMDB é um político que vive mergulhado no submundo da politicagem. Ele não possui a menor boa fé e nem mesmo honradez para fazer tramitar o processo de impeachment contra a presidente Dilma. Ele está mais do que mancomunado com essa escória política e fatos escabrosos que infestam a República.

Caso ele fosse um assíduo cumpridor da lei faria tramitar os processos de impedimento que estão na sua gaveta de gabinete, ora já investigado pela Polícia Federal sob ordens do Procurador Geral da República e STF que detém a tarefa de atender o desejo visceral da presidente de destruí-lo antes que ele tenha uma epifania moral ou a mínima sanidade ética de cumprir à risca a Lei de Crimes de Responsabilidade.
Como o deputado é maníaco por criar suas próprias regras e por ser um sujeito eivado de conduta escorregadia, Cunha está até agora conseguindo se esquivar e safar das garras da lei se mantendo na cadeira de chefe do Legislativo, isto é, na Câmara Federal onde corporativismo e compadrio reinam absolutos. Se houvesse um grupo de deputados eticamente ilibados, sem a menor mácula nessa quadra do parlamento, com toda certeza Eduardo Cunha seria guilhotinado ou ao menos deposto do seu cargo de mandachuva congressual.
Dilma Rousseff por sua vez, para eliminá-lo logo de vez, deveria cometer mais atos estranhos à função de Presidente da República encomendando um atentado contra o deputado maquiavélico, sabotador do regimento interno da casa legislativa federal e profanador da Lei de Crime de Responsabilidade.

Deveria enviar algum integrante miliciano do MST passar a estrovenga, facão ou foice na cabeça do deputado ímprobo duma vez por todas sem a menor cerimônia como nos velhos tempos de VAR-Palmares. Ou ao menos intentar operar algo mais ameno numa espécie de atentado da Rua Tonelero da era Vargas contra o mesmo. Ninguém suporta mais Eduardo Cunha cagando regras do seu próprio entendimento na Câmara e arrotando caviar com bafo de cebola podre da suposta moralidade e correção da sua pessoa.

Enquanto as investigações abertas pelo Ministério Público Federal não enquadram Cunha de vez; ele fica livre, leve e solto à sanha de seus inimigos tornando o legado de improbidade administrativa e corrupção de todos ainda mais extenso tendo em vista a impunidade. Sem a menor sombra de dúvidas a rede conspiratória do PMDB possui noção bem clara dos riscos que corre ao dar andamento a qualquer procedimento de impeachment. Os interesses escusos de seus subalternos e projeto de impunidade geral e irrestrita estaria comprometido caso Eduardo Cunha resolvesse ao menos uma vez na sua carreira ser honesto, de boa fé operando a lei de forma assídua.

Se ele fizesse o processo de impeachment ser levado a cabo estaria ainda mais na mira da latrocida Dilma, mas ao menos faria a coisa certa ao menos uma vez na vida como já repetido à exaustão.

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House of Cunha

Por que Eduardo Cunha não irá dar andamento aos pedidos de impeachment?

Ele pessoalmente não tem interesse particular nesse procedimento num primeiro momento, assim como seus colegas do PMDB devido todos estarem numa posição de onde quem dão as cartas na mesa são eles. A situação é cômoda e agradável. O PMDB já se estabeleceu no poder, governa como bem entende, não possui, nem sofre o mesmo ônus político do partido principal no poder quando as coisas saem fora de controle. Pelo contrário, se beneficiam delas como no caso de Cid Gomes e das manifestações de 15 de Março exemplificam.

Em vista disso, Dilma está se tornando cada vez mais uma mandante de fachada, não tem comando do Congresso Nacional que é dominado pelo PMDB, não tem liderança interna dentro do PT e caiu nas garras de assessores incompetentes e desleais, que ao primeiro sinal de que Dilma falha viram as costas e deixam ela a ver navios.

Já foi assim antes, e continua sendo assim agora. Ainda há outros pesos e contrapesos: os quase 40 ministros de Dilma não possuem interesse legítimo em defender a presidência nas saias justas que ela se mete. Fazem defesas do seu governo somente para manter as aparências, mas nos bastidores agem como bem entendem trabalhando em prol de interesses próprios. Eles não largam do osso também,  isso Cid Gomes se furtou a dizer em seus discurso de despedida do cargo de ministro do MEC. Portanto, não há coalizão de governo, há um bando de ratazanas que abandonará o navio quando ele estiver prestes a afundar.

A aliança política entre PT e PMDB é tão infiel e promíscua, tanto quanto é dependente e manipuladora que em pouco tempo a única maneira de Dilma continuar presidente será se filiando ao PMDB.

Piada a parte reflitam sobre o seguinte:

O PMDB se vale de sua postura de negociador e interlocutor com opositores e base aliada para também se destacar dentro da sua posição de comandante supremo do parlamento em relação as manifestações das  ruas. O PMDB não condena os manifestantes das ruas em momento algum, enquanto o PT demoniza o 15 de Março e a todos manifestantes como ligados a oposição. Prova disso, são as declarações de Miguel Rosseto na coletiva de imprensa onde cita que há vértices de golpismo por parte daqueles que não votaram em Dilma. Já Michel Temer em entrevista recente no programa de Roberto Dávila, diz que as manifestações são saudáveis, democráticas e vocalizam o poder que emana do povo, dizendo que a classe política está apenas no poder transitoriamente exercendo o poder que lhe foi conferido pela população. Quem escuta isso simpatiza com Temer e vê Rosseto como um subalterno arrogante que é porta voz de outra prepotente que envia um ministro dar recados ao povo quando o assunto é diretamente com ela.

São essas grandes diferenças e nuances que tornam o PMDB o partido que dá as cartas, que condiciona entendimentos, e manipula setores. Enquanto isso, o PT cria confusões e gera escândalos e ataca a todos como um cão raivoso acuado. Nessa escalada pelo poder vemos que o maquiavelismo, muito personificado na figura de Eduardo Cunha, traz a essência do político hábil que explora a virtú e fortuna para obter seus objetivos por meios ora velados ora expositivos. Tudo feito sob medida, na hora certa, com o tom forte e suave bem condensado, e com a retórica afinada tanto para o ataque como defesa

Dilma deveria tomar lições de como se influência políticos e de como aproveitar momentos ao seu favor no  House of Cards que se instalou entre Congresso e Planalto. Além disso, ela deve tomar cuidado para não se tornar inimiga declarada e frontal de seus “aliados”. Afinal de contas, a cabeça que pode rolar antes de qualquer outra é a dela e não a deles…

ptmanipualdo

O maquiavélico Eduardo Cunha vence mais uma

Não se iludam com a isenção inicial do Deputado Eduardo Cunha e tampouco com a queda de Graça Foster.

Ontem o Deputado Eduardo Cunha obteve mais uma vitória em face do governo. Enquanto a bancada vermelha do PT, PSOL, PC do B e até mesmo o PRB na figura do Deputado Celso Russomano (o qual demonstrou nitidamente que não sabe interpretar o regimento interno) tentou de todas as formas obstruir a votação e não dar prosseguimento a proposta de admissibilidade de análise de temas da Reforma Política.

Depois de horas de discussões e obstrução de partidos comandados pelo PT, o plenário da Câmara aprovou, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/13, que trata da Reforma Política e Eleitoral.

A PEC estava tramitando na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, onde deveria ter sua admissibilidade aprovada já no ano passado. Como isso não ocorreu, devido manobras da bancada petista e seus aliados, o novo presidente da Câmara, num gesto de ousadia e confronto direito com a bancada vermelha decidiu avocar a decisão para o plenário visando a acelerar o processo de discussão e votação da reforma política. Eduardo Cunha saiu mais uma vez vitorioso contra o governo, pois ao aprovar a admissibilidade, colocou em xeque o discurso tanto da Presidente Dilma como dos partidos de esquerda que dizem querer a Reforma Política, mas na prática fazem de tudo para impedi-la.

Muitos questionamentos foram feitos em relação à decisão de Eduardo Cunha, mas ele argumentou que isso é regimental e que a medida tem o objetivo de acelerar a discussão e votação da reforma.

Com apoio maciço do bloco do PMDB e da oposição comandada pelos tucanos, ontem o que se viu na Câmara foi uma primeira sessão na qual houve o desmascaramento de deputados demagogos tais como Chico Alencar, Jandira Feghalli, Sarney Jr, Vicentinho e outros deputados aliados do PT que foram desmascarados todos duma só vez  devido o antagonismo entre seus discursos e práticas políticas.

Evidentemente que não é primeira vez que deputados do PT, PSOL e PC do B e até PV são desmascarados através de suas práticas que não condizem com seus discursos meramente ideológicos e municiados de ataques ao poder econômico, mídia, opositores dentre outros tantos ataques e xiliques falso moralistas. Entretanto, ontem houve um sabor especial, pois quando estes deputados perceberam que o kit obstrução promovido pelo PT não iria obter êxito, começaram a buscar interpretações distorcidas do Regimento Interno da Câmara, o qual Eduardo Cunha demonstrou conhecer de cabo a rabo e como maior entendimento para vergonha do Deputado Russomano que por duas ou três vezes foi corrigido pelo próprio Eduardo Cunha nas suas interpretações equivocadas do regimento.

Com a aprovação da admissibilidade, o presidente da Câmara vai criar uma comissão especial que analisará o mérito da PEC. A comissão poderá apensar à PEC do grupo de trabalho todas propostas que tramitam na Casa e que tratam da Reforma Política e Eleitoral. Com isso o governo e bancada da esquerda deve ter ido dormir o barulho dos aplausos do plenário ao seu novo presidente.

Hoje, a mesa diretora da Câmara deve receber e promover a instalação da nova CPMI da Petrobrás, e com isso haverá mais choro e ranger de dentes da bancada petista ainda hoje no plenário da Câmara e também no Senado, em especial na figura da Senadora Gleisi Hoffmann que é uma espécie de procuradora da Presidente Dilma quando a mesma se vê engavetada pelo Congresso e demais notícias quase sempre desfavoráveis ao PT. Dessa vez, com a demissão de Graça Foster, a oposição tem um prato cheio para lançar críticas na cara da Presidente Dilma, pois a oposição vinha solicitando a demissão de Graça Foster desde abril do ano passado.

Além disso, irão taxar a demissão de Graça Foster, conhecida como Dona Maracujá de Gaveta, como bode expiatório para a incompetência e ingerência de Dilma Rousseff sobre a Petrobrás quando ainda era Ministra de Minas e Energia do governo Lula. Munidos com parecer jurídico de Ives Gandra Martins a oposição tem pano pra manga ainda para falar sobre impeachment e com isso deixar dona Gleisi enfurecida em seus discursos na tribuna do Senado.

Mesmo assim é bom manter olhos bem abertos com o maquiavélico Eduardo Cunha que não é de confiança e com as manobras palacianas para combater os avanços da Lava Jato e com o destino da Petrobrás. Na esperança que Dilma Rousseff seja encaxotada de vez pelo Congresso e também pela Operação Lava Jato aguardamos mais novos fatos dessa novela que só tem vilões…

Dilma no país das maravilhas… SQÑ

Esse post vai deixar muito luleiro e dilmeiro pseudo-socialista com a cara de bunda, assim como Nelson Motta deixou Juca Kfouri na ESPN quando perguntando se ele era de direita. Vamos aos fatos!

Logo no primeiro dia de abertura do mercado após o governo corrupto ter sido reeleito na figura da assombrosa Dilma Yousseff tudo poderia acontecer, mas nem tudo aconteceu. O que vimos nos movimentos de  mercado financeiro foi  Dilma agindo conforme o mercado quer e recebendo ordens quase psicografadas que quem ela queria matar durante a campanha eleitoral, isto é, Armínio Fraga e toda política econômica do PSDB que já retirou o Brasil da hiperinflação e resgatou a credibilidade do cenário econômico brasileiro no exterior.

Governo Federal passou os últimos dois anos escondendo o rombo das instituições financeiras estatais e manipulando dados estatísticos sobre avanço social no campo da educação e redução da pobreza como se fosse aprendiz de ditador norte-koreano.

Menos de uma semana depois do final da campanha eleitoral, o governo da presidente Dilma passou a fazer tudo aquilo que atribuíam como intenção perversa dos adversários do PSDB.

Ingressaram com o pé no acelerador no pacote de “medidas impopulares”  usando a  tão criticada elevação da taxa de juros  – que, segundo o PT nos debates da TV era o que tira a comida do prato dos mais pobres – e depois disso ainda  aumentaram o preço dos combustíveis, e ainda planejam uma série de ações a serem anunciadas para tapar o o sol com peneira do até então camuflado rombo gigantesco nas contas públicas em especial do Tesouro Nacional e outras instituições tais como INSS e bancos estatais que eram os alvos prediletos das pedaladas de Guido Mantega.

Diante disso, ficou claro quem falou a verdade e quem falou a mentira na última campanha eleitoral. Infelizmente tinham razão aqueles que afirmavam que o governo petista tinha colocado a nação em enormes dificuldades e malabarismos financeiros que só serão resolvidas com sacrifício de grande parte dos brasileiros, principalmente dos mais pobres. A irresponsabilidade do PT na condução da economia só não é vista por cegos e caolhos fanáticos pelo partido e devotos de assistencialismo que se tornou mais uma vez garantidor do voto de cabresto do que mecanismo de avanço social.

Depois de represar dados e índices durante a última semana de eleição antes do segundo turno agora tudo se torna oficial: O déficit nas contas públicas brasileiras chegou a R$ 15 bilhões em setembro, o pior resultado nos últimos vinte anos quando o cenário ainda era de hiperinflação. O endividamento do país subiu de 33,6% para 35,9% apenas em 2014 o que de fato contribuiu para o crescimento nulo neste exercício.

A constante deterioração das contas públicas veio com a expansão das despesas que cresceram até setembro 13,2%. Já as receitas se elevaram apenas 7,2%. Para resolver o descompasso, o Brasil precisará fazer o que Dilma diversas vezes negou que fosse necessário durante a sua campanha: um ajuste fiscal rigoroso para combater gastos excessivos e isso no final das contas gera menos investimento em saúde, educação, segurança e infra-estrutura devido o cenário anterior ser a herança maldita deixada de Dilma para ela mesma. Quando o presidente do PT diz que o Bolsa Família já cumpriu o seu papel e que os gastos desse programa devem ser extintos ou reduzidos isso se deve a ineficácia da política econômica do PT nos últimos anos.

Na mesma semana após ganhar as eleições, o governo aumentou a taxa de juros numa clara alegação da realidade  de que a inflação não estava sob o controle, ou seja,  a inflação que hoje na ponta do lápis é de 6,84% já está fora do chamado teto da meta há semanas. Dilma que em toda a campanha eleitoral disse que não iria elevar taxa de juros mentiu e mais uma vez foi pega na sua incompetência na gestão econômica e fiscal do Estado. Ante esse cenário, resta evidente que o PT levou o país em direção ao abismo financeiro apenas para vencer as eleições. Não tinham como prioridade o interesse da população, mas apenas a obsessão em se manter no poder à custa do rombo no erário e de esquemas de cargos, propinas e mesadas para sua base aliada repleta de saqueadores e ladrões de legendas de aluguel.

A notória campanha de infâmias feita pelo marqueteiro João Santana do PT, marcada por acusações pessoais seja contra Marina Silva, seja contra Aécio Neves, era apenas uma vertente de um projeto eleitoral que visa manter no poder quem dele se locupleta. Pelo jeito, não importa que o país ficasse quebrado e próximo da bancarrota. O que importava era ganhar a eleição, a qualquer custo, pois no final das contas que recebe a conta é o povo e não o seu presidente eleito.

Após eleita, Dilma aparentemente consciente de suas dificuldades de governabilidade devido a redução da sua bancada de apoio para o próximo ano, Dilma pediu “diálogo” a todos os setores da base política de sustentação e oposição. Ora, como dialogar com quem há poucos dias difamou e atacou injustamente e, pior, escondeu dos brasileiros a real situação do país? Melhor continuar do lado de fora da porta. Pessoas que agem dessa maneira não merecem conversa séria e credibilidade seja de quem for.

Com base nesse cenário caótico da economia nacional torna-se evidente que o nosso modelo de desenvolvimento está esgotado e precisa ser mudado. Nos últimos anos, o crescimento brasileiro baseou-se no crescimento da classe média e seu potencial de consumo interno, e deixou setores como exportação e construção de infra-estrutura estacionados, ou melhor, construíram até um porto, mas lá em Cuba, compraram refinarias, mas pagaram preços exorbitantes além do valor de mercado e estes contratos de compra com cláusulas sem sentido são alvo da CPI da Petrobrás.

Até pode-se dizer que a expansão do consumo de massas em si é muito benéfica em termos econômicos e sociais,mas fica restrito a um certo limite de tempo até onde a demanda e oferta podem suprir isso sem gerar desníveis inflacionários. O problema é que esse modelo de política econômica e social não pode ser a única base de crescimento do país e tem sido justamente esta a causa da recessão que agora atravessamos. Se um país só estimula o consumo e não estimula a produção, acaba acontecendo um desequilíbrio entre forte crescimento da procura por produtos e serviços e crescimento menor da oferta destes produtos e serviços. O resultado é menor crescimento econômico, pressão inflacionária e piora da balança comercial devido à forte aumento das importações. Foi exatamente o que aconteceu no Brasil nesse período do final da era Lula e primeiro mandato de Dilma.

DILMA PENSA

Os dados econômicos não mentem: Desde 2011 o crescimento econômico tem decepcionado ano após ano e neste ano não foi diferente. Há um ano e meio, a maioria dos analistas mais otimistas acreditava que o PIB poderia crescer pelo menos 1%  em 2014. A esta altura quase no final do ano de 2014, sabe-se que o crescimento será nulo. Na economia, o vexame tem sido pior do que foi na Copa. O Brasil está tomando de 7 a 0, neste ano em diversos setores da economia que estão parando aos poucos, como evidencia a atividade industrial. A inflação está em quase 7% e o crescimento do PIB será próximo de 0%.

Isso por si só demonstra que é inevitável que uma mudança do modelo de desenvolvimento econômico seja implantada em curto prazo, favorecendo a produção e investimento em infra-estrutura sem isso o país dá o primeiro passo para se esborrachar no abismo. A própria presidente Dilma já reconheceu a necessidade de mudança, porém sabe que ela não dá o braço a torcer e tem concepções econômicas que remontam ao passado tanto quanto a sua mania de dormir de sapatos e guardar grandes somas em dinheiro em sua residência como se estivesse sempre pronta para fugir.

Em termos mais práticos, mudança significa que nos próximos anos deve ser feita uma economia de criação de soluções e não oneração tributária e de taxas de juros. O  foco deve ser em reduzir a carga e simplificar a legislação tributária, reformar leis trabalhistas, ampliar o ambiente de negócios reduzindo burocracia e estimulando investimentos privados.  Alia-se a isso  o  aumento nos investimentos em infra-estrutura e melhoria da qualidade da educação. Para que tudo isso seja possível, o governo deveria cortar seus gastos para liberar recursos,mas isso aprece que o PT não quer fazer de forma alguma, então o corte será fundo no bolso do povo até sangrar…e pagar a conta do governo Dilma que será cobrada com juros e correção monetária, quiçá como na Argentina.