Arquivo mensal: dezembro 2016

A raça aeciana

Aécio é postulante a presidência da república. Todos sabem que ele é versado na retórica refinada até bem embasada em economia e políticas públicas. Todavia, o que salta aos olhos é o fato dele ter uma carreira política alicerçada à sombra da fama do avô Tancredo Neves.

Aécio teve votação expressiva no último pleito eleitoral de 2014. Mesmo sendo vítima duma suposta “fraude toffoliana” na saleta de totalização de votos do TSE, isso não torna ele um sujeito magnânimo e escorreito na política.

Aécio vocaliza um eleitorado carente e cafona, sendo o menos pior entre Marina Silva e Bolsonaro, ou qualquer outro do PMDB que possa aspirar a ser presidenciável.  Portanto, Aécio tem chances de ser o próximo mandachuva planaltino numa época em que a república carece de estadistas e lideranças políticas sólidas.

 

Há um sujeito oriundo de São João Nepomuceno que personifica o típico eleitor de Aécio Neves, seu nome: Hanger Bartholomeu, o ícone da indolência da classe média rentista bastarda do Plano Real. Desde que foi escorraçado duma agência do Bradesco, levando um chute no meio das nádegas brancas e moles, o sujeito vem sendo sustentado pela varoa, vivendo uma rotina de dona de casa e troll tucano nas redes sociais.

 

Hanger, mineiro castiço apreciador de lingüiça defumada, cervejinhas de marca importada, e fumante de Hollywood, não faz nada além de passar o dia lavando louça e provocando debates inúteis sobre política em grupos sub-olavianos, nos quais ele enaltece o seu ídolo eleitoral Aécio Neves.

 

A raça aeciana, a qual esse pária conjugal representa com maestria, é sem dúvida aquele tipo de pessoa que sobrevive do trabalho alheio, apostando numa vidinha fútil provinciana sustentada por aplicações bancárias sortidas como CDB pré-fixado, investimentos em fundos de crédito privado imobiliário e essas bossas bancárias para quem não consegue ser cliente da XP ou Clear investimentos.

 

Apesar de ter uma renda média estável, não quer saber da labuta, não quer sequer ajudar a própria progenitora que vive na penúria, o sujeito quer apenas e tão somente viver dilapidando rendimentos comprando carros semi-novos à prestação sem quitar nenhum leasing até o final ao ponto do veículo ser retomado depois de várias fraudes à execução. Esse é o tipo de gente que vive apostando na retomada da liquidez do mercado financeiro no dia que seu ídolo chegar ao poder.

 

Se querem saber do futuro de como será um eventual governo Aécio, olhem para esse tipo de gente que vota nele. Esse tipo de gente indolente, que sobrevive de capital de terceiros, que posa de sabichão, belo e moral, mas no fundo vive de fachada assim como Aécio que é mineiro viveu uma vida de playboy nababo no Rio de Janeiro como se fosse da gema de Copacabana.

Para fechar, o camarada ainda é torcedor do Fluminense, time mais corrupto do futebol brasileiro, depois do Corinthians laranja da Odebrecht no esquema do Itaquerão.  Se querem Aécio no poder, saibam de antemão, quem vota nele é uma raça que vive de engabelar pobres inocentes em troca de favores. Se Aécio for presidente, Hanger Bartholomeu e toda escória aeciana, irá ter orgasmos múltimos pela via retal. Pois, até mesmo a masculinidade deve ser fachada para inglês ver…

 sinatra

 

 

 

Todos contra Temer!

O costume da mídia usar os mesmos argumentos falaciosos diante de todas circunstancias é o que trouxe Marina Silva à tona novamente. Os beiçudos da imprensa precisam vender a divisão e intransigência de pontos de vista; e daí dão espaço e voz aos que agem irracionalmente movidos por razões torpes em busca de poder.
A imprensa vendida, assim como os manifestantes do MST que nada cultivam na agricultura, mas cultivam no seio social mais nada além da divisão e semeiam medo nas pessoas por onde passam, assim também é a imprensa de nossos dias. Sabem apenas bradar o mesmo discurso enfadonho e decrépito na mentira, sabem apenas empunhar suas foices e facões nas redes sociais, emissoras de rádio e TV. Marina Silva é um fantoche da mídia para eles darem o seu recado ao governo. Logo virão outros tendo o mesmo espaço na mídia.
 
Versa a Lei de Coulomb, que é uma lei da física que descreve a interação eletrostática entre partículas carregadas eletricamente, que as cargas iguais se repelem e as cargas opostas se atraem. Marina Silva é uma carga oposta aos interesses da sociedade, por isso ela é eleitoralmente viável, o povo não sabe votar, não sabe o que essa falsa evangélica seringueira representa, e ela fala o que uma parcela de desavisados quer ouvir. Cuidado com essa mulherzinha de voz de taquara rachada que nos últimos dias ocupou espaço na mídia pregando a teoria de renúncia, de novas eleições e se colocando na ordem do dia como pré-candidata novamente.
Hoje Marina Silva, estampa manchete do Estadão fazendo suas análises inoportunas sobre a cena política. Desta vez ela foi chamada a falar em face de Temer.
Qualquer pessoa minimamente sensata e racional, sem olhar movido por paixões estapafúrdias na política, sabia desde o início que em meio a acalorados acontecimentos políticos, principalmente com a batalha entre governo e oposição sobre impeachment, que muito se discutiu sobre as consequências que um processo como este traria ao país. Agora o impeachment é um ato concreto no espaço e tempo e seus efeitos já foram exauridos quando Temer assumiu o governo em definitivo. Marina Silva é uma das partes que não aceita essa realidade e agora reaparece falando suas habituais teorias aos interlocutores da imprensa. A mesma imprensa que ao invés de debater o governo Temer com base em verdades, prefere debater o panorama com meias verdades de acordo com toda avassaladora onda de delações da Odebrecht.
O problema da governabilidade de Temer será sempre afetado por conta dessa grave crise econômica, com dois anos de recessão que ele herda de Dilma. É necessário marcar um ponto no espaço e tempo e colocar o impeachment como ponto de partida duma herança que se impõe ao herdeiro do cargo. É sabido que Temer, até por ele mesmo, que ele não vai resolver por si só todos os problemas do quadro político em torno dele organizando sua base em torno de sua agenda para governar em paz. Tanto isso é verdade que, os bundamolengas teleguiados pela Globonews e colunistas da escória reinaldiana não estão relatando o fato do Aécio estar tramando a queda do Ministro da Fazenda de forma intencional, premeditada e sistemática por todos os meios que forem possíveis.
O PSDB está apostando no “quanto mais pior melhor” para eles aparecerem em 2018, ou antes disso, como mocinhos em meios ao vilões e incompetentes do governo Temer. Isso mostra que Meireles é apenas um alvo secundário, o principal é Temer. Fazer ruir a economia nas mãos do PMDB é meio caminho andado para atestar o óbito político de Temer e todo PMDB. Todos queremos a melhoria da economia em curto prazo, mas isso é inviável, é uma falsa esperança, as medidas tomadas por Meireles ainda não surtiram efeito concreto justamente porque a base aliada do Temer joga contra eles ao lado de petistas ensandecidos no Congresso e nas ruas. O tempo para os remédios de Meireles fazerem efeito demora e isso joga a favor de Aécio e seu plano de desestabilizar o governo Temer.
 
O clima hostil, de má fé entre pares e punhaladas nas costas é constante e chegou às ruas, mercado e opinião pública. Isso faz a imprensa vender o complô do afastamento de Temer e consequente justificação para tomarem uma medida extraordinária de eleições diretas implodindo a Constituição mais uma vez. Isso só favorece um sujeito chamado Aécio e seus patrocinadores da mídia globelzebu. Quem viver verá essa saga aeciana contra Meireles sendo levada a cabo em conluio com a mídia para desembocar no projeto de PEC de novas eleições ou algo parecido como a tese de renúncia já solta na mídia por Marina Silva.
 
No meio desse caldeirão, não podendo contar com uma voz petista que tenha autoridade e respaldo, a mídia chama Marina Silva para fazer eco as teses oposicionistas ao governo Temer. Isso é péssimo. Temer não terá tranqüilidade política ante um cenário tão conturbado, principalmente se a Lava Jato continuar trazendo essa “agenda negativa” para o Planalto. Negativa no sentido de não criar estabilidade, do ponto de vista político a quem tanto precisa dela nesse momento, isto é, Temer e seus fiéis escudeiros envolvidos até o talo nas delações da Odebrecht que vazam seletivamente segundo os detratores da operação da República de Curitiba. Destaque-se que a Lava Jato não tem compromisso com a estabilidade política alheia, nem do PT nem do PMDB ou PSDB. A Lava Jato tem compromisso com operar a justiça independente de qualquer mote ou clichê politizado que queiram colar na operação ou no juiz Moro.
 
Mesmo assim, a classe política, através de Renan e outros pares, não vê com bons olhos que a corrupção tenha finalmente virado pauta entre os diversos setores da sociedade e que isso pode acarretar em um amadurecimento maior sobre o assunto por parte da sociedade e órgãos judiciais. Renan ataca magistrados e procuradores, e tem aval de grande parte dos parlamentares que sabem ter rabo preso com caixa dois, propinas e lavagem de dinheiro investigadas pela Lava Jato. As pesquisas mais recentes tem mostrado como a corrupção é percebida como um dos maiores problemas do sistema político brasileiro e que a Lava Jato é apreciada por atacar esse problema em pontos nevralgicos. Isso somado ao esgotamento no papel dos partidos no diálogo com a sociedade é ponto de ignição para o desespero de políticos que querem alçar voo nas próximas eleições. 
Com um sistema complexo de acontecimentos, o processo de mudança ainda será lento e criticas ao governo Temer serão incentivadas pela imprensa devido ao seu histórico de político de ex-aliado do PT e delações da Odebrecht o colocarem na ordem do dia. Estruturalmente, o problema que estamos tratando é em como proteger o estado brasileiro deste perverso meio político querendo manter o poder, e de empresas tentando aproveitar do poder para ambas as castas terem enriquecimento ilícito. Política é basicamente poder, de quem decide e quem ganha, isso naturalmente vai gerar incentivo para grupos tentarem influenciarem o processo para uma nova eleição ou chegarem a 2018 com mais viabilidade política perante a opinião pública desinformada pela imprensa subserviente aos partidos e governos. 
Temer será posto a prova, e ele terá que mostrar dia após dia que tem o poder em suas mãos até 2018.
 

temer

PT o partido dos terroristas!

Em março deste ano, a ainda presidenta Dilma sancionou, com vetos, a lei 13.260/2016, conhecida como Lei Antiterrorismo. Assunto que ela sem dúvida alguma entende, pois é expert em práticas dessa natureza…

Entre os artigos que foram validados a partir do projeto aprovado pelo Congresso Nacional está o que classifica como atos de terror “incendiar, depredar, saquear, destruir ou explodir meios de transporte ou qualquer bem público ou privado”.

E ora bolas do meu saco, vejam só: Não foi exatamente o que vimos acontecer ontem em Brasília, São Paulo e outras cidades, com os protestos contra a PEC 55?

O que falta para as autoridades policiais enquadrarem os meliantes que foram presos durante o quebra-quebra de ontem nesta nova legislação? Por que a falta de coragem em tachar de “terrorista” quem verdadeiramente pratica o terrorismo?

E tem mais…

Como se não bastasse a violência absurda cometida por vândalos em Brasília, a pretexto de protestarem contra a PEC do teto de gastos, soube-se que deputados do PT foram à delegacia pressionar delegados a não enquadrarem na Lei de Segurança Nacional os manifestantes presos. Graças aos petistas, os criminosos responderão apenas por danos.

Acordo de leniência com quem age como um terrorista é uma covardia, aumenta a sensação de impunidade e fragiliza a democracia. No fundo, são todos iguais, os vândalos, os seus patronos e a causa que defendem.

PT é o partido do terrorismo não tenham dúvidas!

 

vandalos2

Alckmin um santo homem?

Quem vê aquele homem seco, travado, de expressão fechada em algumas missas da Nossa Senhora do Líbano, pode achar Alckmin um sujeito minimamente bem intencionado e um político que foge aos padrões da corrupção tradicional do Brasil. Ledo engano. Alckmin é só mais uma na multidão de corruptos que assola a pátria.

São inúmeros os caso de corrupção envolvendo o governador paulista. A começar pelo Trensalão chegando até hediondo caso corrupção da merenda escolar que era executada de dentro do Palácio dos Bandeirantes. O governador do estado São Paulo, “São” Geraldo Alckmin, que chegou ao ponto de afirmar em Brasília, que o ex-presidente Lula não poderia usar de “subterfúgios” para fugir da Justiça, agora está lado a lado de Lula na Lava Jato citado como recebedor de propinas de empreiteiras lesa pátria. À época, ao comentar a deflagração de nova etapa da Operação Lava Jato, que cumpriu mandado de condução coercitiva para Lula prestar depoimento à Polícia Federal em São Paulo, Alckmin disse que “ninguém está acima da lei”. E agora senhor governador? Retifica a sua fala? Ou a lei só servirá para os trastes petistas, excetuando a cúpula tucana do alcance da lei?

 

Segundo os delatores da Odebrecht, foram repassados R$ 2 milhões em espécie ao empresário Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama, Lu Alckmin, cunhado do governador. A entrega do recurso teria ocorrido no escritório de Ribeiro, em São Paulo.

Em 2010, o tucano venceu a eleição em primeiro turno e foi eleito governador. Na eleição seguinte, em 2014, segundo os depoimentos, o caixa 2 para a campanha de Alckmin teve como um dos operadores o atual secretário de Planejamento do governo paulista, Marcos Monteiro, político de confiança do governador. Questionado sobre a denúncia, Monteiro disse apenas que é tesoureiro do diretório estadual do PSDB em São Paulo há dois anos. Ele acrescentou que presta contas à Justiça Eleitoral com regularidade. Ora, que coincidência, mais um tesoureiro partidário envolvido em transferências de propinas! E agora um do PSDB aliado do governo paulista! Será que apenas Delúbio e Vacari foram operadores desse sistema inescrupuloso de compra e venda de apoio de empreiteiras para políticos? Será apenas Cabral o único governador atolado nesse mar de lama?

 

Segundo os delatores, o codinome de Geraldo Alckmin nas listas de propina e caixa 2 da empreiteira era “santo”. O apelido aparecia associado nas planilhas da Odebrecht apreendidas pela Polícia Federal à duplicação da rodovia Mogi-Dutra, uma obra do governo Alckmin de 2002. A palavra “apóstolo”, escrita originalmente na página, foi rasurada e trocada por “santo”.

 

O mesmo codinome é citado em e-mail de 2004, enviado por Márcio Pelegrino, executivo da Odebrecht que gerenciou a construção da linha amarela do metrô da capital paulista. Na mensagem, Pelegrino diz que era preciso fazer um repasse de R$ 500 mil “com vistas aos interesses locais” da empreiteira. Segundo consta, o executivo afirma que o beneficiário do suposto suborno era o “santo”.

A assessoria de Alckmin disse também que o apelido “santo” aparece em outros documentos apreendidos pela Lava Jato, referentes aos anos 2000 e 2004, sem qualquer relação com o governador. O PSDB declarou que não comenta supostas delações não homologadas e que reitera sua confiança nas condutas do governador Alckmin e também do ministro Serra.

 

Será que o “santo” irá operar o milagre da impunidade tucana ou dessa vez vossa santidade tucanalha irá para atrás das grades? Ou a cúpula do PGR e STF ao homologar a delação dirá: São Geraldo Alckmin rogai pelos tucanos da Lava Jato livra-os do Sérgio Moro! Oremos!

 

_d62715

 

Um anômalo que coloca os pingos os is…

A política brasileira está cheia de coelhos do Bambi que gritam desarvorados: “Fogo, fogo na floresta”. Aliás, não só na política. Na imprensa também, especialmente na imprensa chapa branca.
Alguns lobos velhos da imprensa, desdentados de tanto rancor, enxergam golpe até na própria sombra. É alguém ameaçar seja Lula ou o Palácio do Planalto com a lei, com a Constituição, com as instituições, e eles tossem suas ignomínias: “Golpe… Cof, cof, cof… Golpe!” ou “Deixa o homem trabalhar!” ou chegam ao cúmulo que colocar a Lava Jato em xeque tecendo comentários sem nexo com a realidade. Alguns estão mais para vampiros com sede de sangue. Sangue do povo nas ruas!
Nos últimos dias, devido o STF ter se aliado aos corruptos de plantão mais uma vez, e terem se irmanado para fazerem deboche institucional contra a lei e contra o povo, ficou evidente que o jornalista da Jovem Pan e VEJA, o famigerado Reinaldo Azevedo, tomou ares de constitucionalista de boteco e resolveu afrontar, tanto quanto Renan, decisões judiciais, mas não com desobediência, e sim com teses jurídicas sub-ginasianas emitidas via rádio, colunas , blogs, por simplesmente discordar delas e porque isso faria um petista insignificante do extrato do pelego acreano Jorge Viana chegar a presidência do Senado por algumas semanas colocando mais gasolina na fogueira contra um governo que sucumbe ante a própria incompetência e trapalhadas.
Uma coisa é certa, seja Marco Aurélio ou Renan Calheiros, todos ali juraram defender a Constituição, contudo fazem dela uma prostituta e a usam da forma que lhes bem convém e praticam estupro coletivo. Todos, sem exceção, desde o presidente da República, que mandou acatar o que diz “o livrinho”; subjugam a Carta Magna a um pedaço de papel de pão que só vale quando lhes convém. A imprensa mentecapta segue a mesma toada: inflama o povão a pensar de acordo com aquilo que os mentores do alto clero tucano querem para poderem ter argumentos úteis em face dessa quizumba. Ou seja, há idiotas úteis de todos os lados hoje em dia.
Ao que parece os críticos da lavra de Reinaldo Azevedo, escolhem suas vítimas com precisão cirúrgica sob ordens de algum partido, os quais ordenam para a peãozada da imprensa bater firme ora no Cunha, ora na Dilma, ora no desafeto de ocasião e babar ovo pra Aécio, FHC ou fazer vista grossa para as trapalhadas dos ministros de Miguel Temer e outros escroques do PMDB, PSDB e suas linhas auxiliares no governo de coalizão temerário.
Desmistificando Reinaldo Azevedo fica nítido que ele é um personagem criado pela Veja para substituir o Diogo Mainardi, que foi defenestrado da revista para capitalizar em cima de um projeto jornalístico muito mais louvável, e não me refiro ao Antagonista, mas sim a um ensaio dele sobre paralisia cerebral pela editora Record. Sendo Mainardi fã de FHC, e Reinaldo seu substituto imediato, dotado da mesma personalidade histriônica, fica nítido que a VEJA optou em trazer mais um sub-tucano arruaceiro da imprensa para versar sobre como o PT, e seus aliados, são o que há de pior na face da terra.
É risível atestar que Reinaldo Azevedo tenha fãs de carteirinha, tanto quanto seu desafeto maioral, a saber; o astrólogo Olavo de Carvalho. Os fanáticos por ambos não arredam o pé de suas posições utilitaristas, seja em prol dum Bolsonaro ou de um Aécio de ocasião. De um lado, seguem os devaneios esboçados em podcasts e livros de um, do outro, creem piamente nas falácias transmitidas todo final de tarde pela rádio Jovem Pan, no programa sensacionalista, ao estilo Aqui Agora travestido para política, o qual Reinaldo diz que coloca os pingos nos is como bom professor de gramática que é, porém como jornalista e comentarista político e aventureiro em análises jurídicas, não passa de um embusteiro de marca maior com espaço na indigitada emissora de rádio e revista.
É típico de Reinaldo Azevedo errar crassamente sobre fatos, e por sorte acertar outros fazendo futurologia barata em seus textos, onde jaz sepultado o bom senso do jornalismo informativo, e donde exala a falsa modéstia da crônica opinativa por vezes desconectada da veracidade dos fatos. Essa é forma taxá-lo de embusteiro, mentiroso e inventor de falácias mais suave possível, pois ao lermos os textos, ouvirmos os comentos da lavra do douto jurista culto e pop star da rádio Jovem Pan, ficamos estarrecidos, nos perguntando como é que pode uma emissora apostar num formador de opinião sensacionalista daqueles cujo maior interesse é manter a fama barata de sub-celebridade da imprensa crítica, ao passo que existem jornalistas sérios e mais abalizados que poderiam ocupar aquele horário discorrendo com sobriedade e concretude factual sobre os temas da vida cotidiana da República.
Como se não fosse muito, ou não bastassem as falácias que Reinaldo se vale, fica nítido que ele é o canal de informação predileto dos militantes anti-petistas de última hora, ou seja, dos coxinhas que começaram a ter opiniões políticas pós protestos de 2013 entrando na modinha e oba-oba das manifestações de rua. Esse tipo de público, sequer entende muito bem como funcionam as instituições e leis do pais, mal sabem como são os bastidores de Brasília, mas creem piamente em tudo que o oráculo da VEJA e Jovem Pan assevera com devoção “PTfóbica”. Inequivocamente resta óbvio que Reinaldo Azevedo é um farsante manipulador de incautos. Apesar do bom humor dele, das imitações do Lula, ele tem momentos de chiliques que atestam sua personalidade histriônica. São momentos nos quais ele ataca com as piores vulgaridades a quem discorde de suas falácias tratando com verborragia os divergentes de suas opiniões.
No mínimo isso é deselegante, e revela um sujeito suburbano, dotado do espírito encarnado das fofoqueiras barraqueiras dos confins das vilas paulistanas; que hoje, graças a Reinaldo de Azevedo, Olavo de Carvalho, Jair Bolsonaro e outros dão a tônica nos debates nas redes sociais. O cidadão que acha que a política e imprensa precisa de melhores práticas, de mais racionalidade, de menos populismo e emocionalismo barato passa ao largo desses sujeitos. Se os cidadãos, mesmo os que tenham pouca instrução e capacidade de abstração, compreendessem que a política vai além das figuras que a usam em benefício próprio, comportando um padrão de modernidade e debates mais civilizados, isso tornaria todo esse emaranhado de opiniões falaciosas de sub-jornalistas um ponto fora da curva.
Desafortunadamente é o contrário disso o que ocorre hoje em dia. Por fim, ante esta visão, está muito claro para muitos que Reinaldo Azevedo pertence ao grupo dos jornalistas espalhafatosos eivados de truculência quando criticados e que reagem com o ego inflado quando aplaudidos.
Por outro lado, Reinaldo Azevedo detesta quando lhe taxam de tucano. Ele dá pitis homéricos nos microfones e blogs se dizem que ele é cego irracional ao ponto de defender o indefensável em prol até de um Renan Calheiros da vida em face de um Marco Aurélio Mello já combalido com a pecha de serviçal petista no STF. Isto aponta, com vasto conteúdo probatório, que o único mote jornalístico do destemido Reinaldão é vociferar contra o PT. Em tese, Reinaldo Azevedo age realmente como um tucano do baixo clero ensimesmado, prepotente e arrogante que não acata nada além do ódio incondicional ao PT.
Por isso que Reinaldo possui fãs, por isso ele é idolatrado pelos coxinhas reinaldetes de última hora, pois nutrir ódio incondicional ao PT é fácil, mas o difícil para essa gente abitolada é enxergar que o PT não vale nada e manter-se desligado emocionalmente desse fato sem pagar mico seja onde for repetindo o que esses jornalistas desmiolados dogmatizam nas cabeças de seus leitores devotos.
Reinaldo e os reinaldetes tiveram seu ápice justamente na época em que o PT estava cambaleando, sendo posto nas cordas, sendo combatido de todas as formas de todos os lados, e para alicerçar a postura anti-PT era preciso elogiar as Forças Armadas, ir em todas as manifestações de rua, bradar palavras de ordem, e incluir no seu menu informativo Olavo de Caravalho, Reinaldo Azevedo como gurus de seitas de coxinhas desavisados que votaram em Aécio Neves, solapando Marina Silva e Dilma nas urnas, mas ao final, graças a Toffoli, Dilma levou e os tucanos ficaram sem eira bem beira. Foi nessa fase que Reinaldo Azevedo se revelou como tucano convicto nas entrelinhas de seus textos e no tom de suas palavras na Jovem Pan. Quem puder analisar os textos e programas dessa época verá isso com clareza.
A tese que Reinaldo seja tucano ainda é alicerçada, pelo fato dele durante o impeachment, ser o mote inspirador do Movimento Brasil Livre, cujos militantes são filiados nas linhas auxiliares tucanas e tem logrado êxito em repetir copiosamente a mesma linha tendenciosa do mestre Reinaldo em suas publicações e conduta política desaforada em alguns momentos. Para eles o PT tem que ser combatido com exorcismo caso as leis e instituições do país falhem.
Esses argumentos acima postos podem até serem alvo de discordância ou causarem dor de barriga nos fãs de carteirinha de Reinaldo Azevedo, mas uma coisa é certa, o jornalismo que ele representa é de péssima qualidade e só tem espaço porque os leitores e ouvintes precisam de entretenimento e sensacionalismo para suportar a podridão da política brasileira ao ponto de fazerem piada de tudo. Para esse público, Reinaldo Azevedo serve como uma luva, mas para quem quer pensar num país de acordo com princípios éticos e legais bem fundamentados, o recomendável é que fuja desse tipo de jornalismo caricatural e busque outras bases para formar opinião e obter conhecimento. Façam isso antes que se contaminem com conceitos errôneos, principalmente no campo do Direito, o qual emana todo ordenamento jurídico pátrio que rege toda a sociedade e instituições.
Em suma, não deixe um serviçal tucano da imprensa adestrar vocês!
reinaldo-azevedo-os-pingos-nos-is

O voto de cabresto de Celso de Mello

Quando mudamos de ideia a respeito de qualquer coisa na vida, há muitas vezes por de trás disso a intenção de corrigir falhas, redimir erros ou render-se a razão. Podemos chamar isso de “animus corrigendi”

Mas quando a própria noção de corrigir um erro, sanar um gravame, ou agir com falsa retratação é comprometida dando lugar a uma mudança de paradigmas para observar  interesses escusos isso se chama: “animus abutendi”, ou seja, intenção de abusar.

Foi essa segunda postura que o ministro decano Celso de Mello tomou ontem no STF ao mudar seu voto na ADPF que deu causa a lide de ontem no STF. Celso de Mello vindo posteriormente a rejeitar a liminar do colega vice-decano Marco Aurélio Mello em face do senador Renan Calheiros obrou com “animus abutendi” e precipitou o STF para além da falta de credibilidade. O decano da Suprema Corte jogou o STF no abismo da falta de legitimidade.

Quem está com a verdade do seu lado, do ponto de vista axiológico jurídico, jamais mudaria de opinião acerca das conclusões que os postulados jurídicos que formaram anteriormente a convicção decisória, para em seguida, numa outra situação particular, dar lugar a um arremedo de voto, ou voto de cabresto, em favor dum réu que nitidamente manipulou a opinião do julgador com subterfúgios extra-legais.

Juízes não podem ser pessoas que alteram suas opiniões e conclusões jurídicas, por mais genéricas que possam ser; ao sabor dos acontecimentos. Celso de Mello, ontem, no julgamento da liminar desobedecida por Renan, obrou exatamente isso da forma premeditada; e para usar palavras do próprio Marco Aurélio foi algo: inconcebível, intolerável e grotesco Celso de Mello ter agido desta forma.

O decano do STF tende a divergir de Marco Aurélio e pela praxe do colegiado, conforme regimento interno, o decano deve ser o último a votar, mas se decide antecipar o voto, isso pode influir os demais pares a segui-lo. Foi exatamente isso que ocorreu ontem, mas não por força dos argumentos do decano, e sim pela chantagem de bastidores à qual determinados ministros cederam da noite para o dia em favor de um réu no próprio tribunal, no qual, dizem zelar pela Carta Magna e sua interpretação.

Mesmo Marco Aurélio tendo dito que o STF incorreria em “deboche institucional” caso não fosse enérgico quanto aos fatos desencadeados pela desobediência de Renan em face duma ordem judicial emanada por um membro da mais alta corte judicial do país, mesmo assim, os seis ministros que acompanharam Celso de Mello, em seu voto de cabresto, levaram a cabo o acovardamento do STF em face de um senador que é investigado em mais de uma dúzia de processos criminais.

A máxima marcoaureliana de que “processo não tem capa, tem conteúdo”; uma citação clássica do eminente ministro flamenguista, apreciador de motocicletas e cavalos puro sangue, nunca foi tão veraz quanto ontem. Uns apreciaram a matéria olhando e temendo o nome contido na capa da lide, outro, desferiu um julgamento em face de um réu que ocupa um cargo de presidente do Senado, podendo ser assim censurado e até sacado do cargo por ser réu em processo crime no STF; isso desde que sejam bem observados os axiomas constitucionais numa exegese mais escorreita.

Num primeiro momento a decisão monocrática de Marco Aurélio teria efeitos concretos como qualquer outra ordem judicial acatada e cumprida à risca. Mas não foi isso que aconteceu. Renan, agindo de forma desaforada, burlou por duas vezes o oficial de justiça do STF, dando-lhe um chá de cadeira, agindo de forma evasiva através de assessores parlamentares, ou seja, foi uma amostra gratuita de quanto Renan não respeita a lei em momento algum.

Após a liminar expedida, e sem efeitos ante a realidade dos acontecimentos, o artigo 5º da lei 9.882 diz ordenava o seguinte: “O Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria absoluta de seus membros, poderá deferir pedido de medida liminar (…). Em caso de extrema urgência ou perigo de lesão grave, ou ainda, em período de recesso, poderá o relator conceder a liminar, ad referendum do Tribunal Pleno”. E foi isso o que processualmente aconteceu. A cautelar foi apreciada em no pleno colegiado, e foi aí que as manobras insidiosas de Renan sobre meia dúzia de togados supostos guardiões da Constituição deu razão aos dizeres de Lula quando chamou o STF de um bando de acovardados.

Apesar de Marco Aurélio ser arrogante e narcisista, sua decisão tinha que ser no mínimo apreciada com base nos postulados constitucionais pelos ministros divergentes, simplesmente por ele ser investido de poderes jurisdicionais para tal finalidade. Teriam de operar isso por respeito ao julgador e muito mais pela Constituição e instituições que servem. Mas desde o começo Marco Aurélio, que é só uma peça do STF, já foi atacado e execrado publicamente pelo colega de toga; a saber: Gilmar Mendes, um dos aliados de Renan no STF. Isso já insinuava que o STF tinha se tornado num puxadinho onde as ordens de congressistas do alto clero corrupto dão as cartas e são obedecidos cegamente pelos ministros da Suprema Corte brasileira.

O presunçoso Marco Aurélio achou que tinha bala na agulha. Deve ter achado que teria o corporativismo do STF ao seu lado, ao menos para proteger a classe de magistrados, a qual nenhum corrupto de alto escalão desse país nutre mínimo respeito ao ponto de lavrar leis contra os mesmos desmoralizando-os também com “animus abutendi” no foro legislador. No entanto, Marco Aurélio foi dilacerado apesar de ter acertado a mão dessa vez, e assim o STF recheou uma pizza à moda alagoana feita sob pedido expresso do próprio réu.

Celso de Mello, o decano, e Carmen Lúcia, atual presidente do STF, participaram dessa chicana mantendo aquela pose de santidade que cultivam sempre. Celso de Mello, com auxílio explícito de mais cinco pares, incluindo a presidente do STF, “recolocou” Renan de volta ao cargo que ele nunca perdera na prática. Isso sim foi um verdadeiro golpe contra a lei, contra as instituições e contra o povo. Testemunhamos um réu de grande envergadura mandar nos juízes instância judicial maior do país e nos poderes da República na tarde de ontem.

O voto do Celso de Mello foi contraditório, para dizer o mínimo. Ele repudiou que qualquer ente ou sujeito desacate uma ordem judicial, e depois, lavrou um voto alternativo predefinido extra lei. Daí ficou fácil, até para Dias Toffoli votar acompanhando ele, sem fundamentar nada, cair fora da sessão alegando que tinha mais o que fazer, e ainda pior foi Teori Zavascki, ele se acovardou aderindo à tese costurada nos bastidores, a qual Celso de Mello foi porta voz mor. Zavascki, justo ele, que tinha afastado Eduardo Cunha do mandato, consequentemente do cargo, se rendeu ao jogo de sombras e cordas perpetrado por Renan e lavado a cabo por Celso de Mello e demais pares que acompanharam a divergência.

Resumo da ópera: O voto de cabresto de Celso de Mello safou Renan Calheiros. Agora aguardemos o voto de cabresto dos eleitores alagoanos que deverão reconduzi-lo a mais um mandato, ao menos que haja um juiz nesse país capaz de colocar esse senador cangaceiro atrás das grades antes da próxima eleição.

renan

“Inúteu”!A gente somos “inúteu”!

“Inúteu”!A gente somos “inúteu”!
 
“A gente não sabemos escolher presidente” – São 13 anos de atraso! A cada vez que a OCDE divulga o seu ranking mundial do ensino, elaborado a partir da aplicação do teste Pisa em mais de 70 países, o Brasil é confrontado com todo o seu atraso em relação à educação praticada no país. Neste último ranking, ficou evidente não apenas o nosso atraso, mas o quanto estamos regredindo, em vez de evoluir.
 
Depois de 13 anos de governos petistas, ainda estamos, no setor educacional, no mesmo patamar de quando eles assumiram o governo. E o PT e seus puxadinhos chamados de “movimentos sociais”, além de terem ficado em silêncio sobre o ranking da OCDE, ainda se mantém inflexíveis contra qualquer tipo de reforma no sistema de ensino. A esquerda não quer evolução do ensino, e sim a propagação da mediocridade. Por esse e outros motivos o Brasil gritou: Fora PT!
Kant dizia que a sociedade era mantida autoritariamente num estado a que chamou de “menoridade”, ou seja, a incapacidade de servir ao seu próprio entendimento, de pensar e agir a partir de sua própria análise crítica. Em outras palavras, era como se a sociedade não tivesse capacidade de tomar conta de si, conduzida por aqueles que tinham o poder político, econômico e social.
 
No entanto, o filósofo alemão também afirmava que deveríamos nos erguer diante disso e tentar sair do tal estado de menoridade. A forma pela qual isso se tornaria possível? Através da crítica, interrogando as “verdades” que nos são dadas.
 
De forma extremamente resumida, a crítica, segundo Kant, seria o exercício da autonomia frente àquilo que é imposto e, portanto, essencial à busca pela liberdade e por uma sociedade mais justa.
 
Bem mais tarde, Foucault formulou a seguinte questão: o que nos tem levado à atual organização social econômica, notoriamente cheia de problemas, após o exercício de tantas críticas durante tanto tempo? Seria a insuficiência da razão ou haveria poder contrário demais?
 
Como seres notoriamente orgulhosos de sua racionalidade, a insuficiência da razão não parece ser a opção mais adequada (por mais que pertinente), ainda mais diante da alternativa “poder contrário demais”. Sendo possível optar pelas duas opções, razoável escolher ambas.
 
Pois bem, agora, meio século depois, perguntamos: como exercer tal crítica num tempo em que a falta de representatividade popular é gritante em todas as instâncias do estado democrático, somado ao ensurdecedor silêncio dos instrumentos de comunicação (referindo-se a mídia tradicional e de grande alcance) diante das inúmeras tentativas de retirada de nossos direitos?
 
Como sair da menoridade que nos é imposta por decisões político governamentais e que parecem nos excluir do jogo político, como o andamento da medida provisória de reformulação do ensino médio ou o Projeto de Emenda Constitucional do teto dos gastos, entre tantos outros? Como se erguer diante de um judiciário que aparenta estar cada vez mais contaminado por posições políticas e que tem nos mostrado possuir, em inúmeros exemplos e nas mais diversas instâncias, mais intenção do que isenção em seus julgamentos e decisões?
 
É notável como a luta dos estudantes secundaristas e universitários e suas ocupações ganhou tamanha importância mesmo não ocupando o espaço que merece na mídia tradicional e nos debates na esfera pública: as ocupações são o mais puro exercício da crítica e da autonomia perante a força governamental e tem nos permitido perceber, de forma cada vez mais clara, as conexões entre os mecanismos de coerção entre o Estado e demais poderes.
 
Para ficar somente em alguns exemplos, como não lembrar do silêncio midiático do 4º Poder, que finge não ver aquele que já é, talvez, um dos maiores movimentos políticos protagonizados por estudantes, ou o uso exacerbado das forças repressoras do Estado personificado na brutalidade policial nas escolas ocupadas, ou uso de instrumentos legais claramente abusivos, como a ordem do juiz que permitiu que métodos e artifícios de tortura fossem empregados para desocupação de secundaristas de uma escola estadual, além da tentativa de individualizar e criminalizar quem ocupa, conforme solicitação e orientação formal do próprio Ministério da Educação às instituições ocupadas, entre tantos outros exemplos.
 
Mas se as mais diversas instituições demonstram estar em pleno exercício da “arte” pedagógica, econômica e política de como nos governar, os estudantes se permitiram e estão nos mostrando que é possível pensar em “como não ser governado” tão passivamente e por princípios, objetivos e formas dos quais discordamos ou julgamos injustos.
 
Num momento em que a PEC 55 (ex-241) é vendida como única solução para a economia do país e a reformulação do ensino médio desconsidera o diálogo com as partes mais interessadas (educandos e professores), posto que a melhor solução teria sido encontrada pelo atual governo, embalada e despachada como lei por medida provisória com pouco ou quase nada a discutir, estes jovens e suas ocupações têm nos mostrado que é possível erguer-se e tomar o direito de interrogar o discurso do Estado, que se impõe como verdadeiro tão somente pelo seu poder.
a187d1742a185791296cd5a1921ac60d
(fonte: Observatório da Imprensa)

Requião de comedor de mamonas à bolivariano meia sola

Requião, um homem desequilibrado e não mais respeitado. Foi o que sobrou para ele: gritar raivosamente contra manifestantes taxando-os de “mentecaptos manipuláveis”. Déspota e destemperado, agressivo, quando no poder; gagá e ridículo, agora. Requião caminha para as sombras, no estertor da sua já empoeirada vida política.

Requião virou um heteróclito da política nacional. Bajulador do Lula e demais canalhas petistas bolivarianos. E, óbvio, que também, ele está se defendendo do que vem por aí de mais deletério quer onde haja evidências contra ele. Ah se Itaipu falasse!

Não devemos mais dar atenção a esse senhor decrépito cujo destino será o opróbrio constante até o findar de sua biografia marcada pela paspalhice. Requião não tem credibilidade para mais nada. Ele usurpa das prerrogativas do cargo para usar a tribuna para defender o indefensável nos últimos tempos como se fosse um petista convicto. Se não fosse ele do PMDB, seria fácil reconhecê-lo como senador petista, dado o recorrente uso dos mesmos jargões falaciosos dos defensores de Dilma e simpatizantes de Lula.

 

O senador paranaense hoje não passa de figura histriônica e caricatura que representa com fidelidade a política de baixo quilate moral e intelectual. Esteve ao lado de Sérgio Moro num debate no Senado sobre abuso de autoridade como relator do projeto que visa desmantelar a Lava Jato. Nessa posição de escroque duas caras ele valeu-se de toda sua cara de pau para falsamente elogiar o juiz em rede nacional, e tacar-lhe o pau pelas costas nos bastidores. Requião nas suas inserções na mídia e tribuna da casa moderadora, mas como imoderado, sempre faz questão de colocar a imagem do magistrado da Lava Jato em dúvida com jogo de palavras e falácias das mais boquirrotas Eis que Roberto Requião é exemplar e adepto da mesma hipocrisia renaniana que impera no Senado Federal há décadas.

Requião ainda teve um governo fértil em escândalos de corrupção e ingerência administrativa. Um exemplo claro disso envolve a Sanepar e a empresa Pavibrás. A Pavibrás venceu licitação no valor de R$ 69 milhões para executar obras no litoral do estado do Paraná. Em certa altura das obras, a empresa tinha recebido R$ 113 milhões, mas as obras ainda não tinham sido concluídas. Depois disso, Requião foi acusado ainda de caixa dois durante todo o tempo que passou no Palácio da Araucária.

Por essas e outras é que Requião não deve nem pode ser levado a sério como político e deve ser esquecido pelos eleitores do Paraná, e apenas lembrado pelas autoridades judiciárias. Os mentecaptos manipuláveis são sem dúvida aqueles que o elegeram e reelegeram…

requiao-1

 

 

 

 

 

E agora Dr Meirelles?

As propostas do governo de ajustes nas contas públicas até aqui não apresentaram aumento de tributos como medida. Por outro lado o governo Temer duplicou os gastos de verbas e emendas para bancar a base aliada desse presidencialismo de coalizão pós-impeachment. Isso sem dúvida gera reflexo no caixa da União que está combalido e retira dos investidores esperanças que esse governo venha a fazer uma política de acordo com regras sérias. Nesse caso Temer está patinando, ladeado por serviçais envoltos na sombra da corrupção e escândalos constantes e sanguessugas do congresso nacional que vivem de barganha.

Apesar de contar com um ministro da Fazenda que está ficando atolado com índices de retração que não pararam de dar marcha ré até agora, está claro que Henrique Meirelles não um desses economistas que Alexandre Schwartsman taxaria de “quermesseiro keynesiano”.

O ministro da Fazenda já reafirmou que “tudo indica” que não será necessário aumento de tributos para ajudar as contas públicas do país, sobretudo diante dos sinais de recuperação da atividade econômica e que devem alimentar a arrecadação. Além disso, acrescentou ele, o governo deve contar com receitas provenientes de privatizações, concessões, entre outras. Todavia, a maioria dos índices econômicos não pararam de engatar marcha reversa, as pequenas melhorias em alguns apontadores de recuperação deixaram de movimentar-se positivamente.

E agora Meirelles? O que esperar de ti? O que esperar do governo perdulário que faz gastança de verbas para manter uma base de parlamentares incautos e profanadores dos cofres públicos? Renan, numa ação de retaliação quer combater os “super salários” dos servidores, em especial do Poder Judiciário. O Planalto disse que iria cortar os cabides de emprego do aparelhamento estatal petista, mas tudo isso até agora foi apenas um conto da carochinha para boi dormir. Então o que esperar para os próximos meses do governo Temer na área política e econômica que fica correndo atrás do próprio rabo?

O ministro da Fazenda já palestrou diversas vezes mencionando que: “A realidade objetiva é que o Brasil tem uma dívida bruta pública muito elevada para o nosso nível atual de desenvolvimento. Essa é uma realidade que fizemos questão de declarar, a realidade tal como ela é” Disse ainda que: “Para se enfrentar um problema é muito importante que o problema seja reconhecido, explicitado e a partir daí possa ser enfrentado. Esse é o ponto fundamental”. Esse é o diagnóstico, mas onde está o tratamento sendo feito caro ministro? O reconhecimento do problema fiscal brasileiro e da real situação das contas públicas, com o reconhecimento da meta de déficit primário da ordem de 170,5 bilhões de reais e uma previsão de uma meta de 130 bilhões para o próximo ano é sem dúvida um alerta que as coisas não tendem a melhorar em curto prazo.

A queda gradual da receita tributária, da arrecadação em função da crise na atividade econômica do país e falta de confiança com a solvência do país é outro problema do governo. Meirelles sabe que tudo isso é como um problema de saúde, onde a primeira coisa é fazer o diagnóstico correto e depois examinar se o paciente tem condições de enfrentar um tratamento rigoroso com cortes de elementos nocivos a sua saúde e tomar remédios fortes que o farão melhorar.

Assim sendo, não basta o remédio ser apontado com precisão, tem que haver colaboração do paciente tendo uma postura mais saudável ante a enfermidade. Hoje, o governo é um como se fosse um sujeito com obesidade mórbida, que não para de comer tributos e gerar colesterol ruim, isso é, come um alimento que não o nutre e ainda por cima sustenta os parlamentares que causam uma série de problemas ao país por serem deletérios a saúde política do paciente.

Arrecadação escassa e gastos excessivos com parlamentares e Poder Judiciário nababesco sem dúvida não farão fechar a conta no saldo positivo. Então por que não cortar os dispendiosos gastos com as folhas de pagamentos do Legislativo e Judiciário? Por que raios o ministro não toma uma medida nessa direção de forma contundente e acaba com a farra e esse câncer que corrói o governo há décadas? Será que ele é um médico da economia que não quer tratar do paciente de forma completa? E agora Dr Meirelles? Aplicar injeção na testa não vale!

 

henrique-meirelles-02-20101124-original