Arquivo mensal: julho 2015

O PT corre atrás do leite derramado

Durante seus 35 anos de existência, o PT sempre manteve pelo menos um traço de coerência: apostou na divisão do país para travar a luta política e, quando já estava no governo, abusou da cizânia como arma eleitoral e instrumento de perpetuação no poder. Agora, que o governo Dilma está nas cordas, os petistas acenam com diálogo. Qual PT é o verdadeiro?

Nos últimos dias, com a situação política, econômica (cuja cereja do bolo foi a nova meta de déficit prevista para este ano), social e ética do país atingindo níveis de deterioração nunca antes vistos, os petistas puseram para circular a versão de tanto Lula quanto Dilma buscam diálogo com a oposição, mais especificamente com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em favor da “governabilidade”. Agora governadores também seriam alvo deste “pacto”.

Sim: debater o país, buscar as melhores alternativas de forma suprapartidária e republicana são práticas desejáveis e típicas de democracias e de democratas maduros. São, no entanto, tudo o que o PT jamais fez nos seus 35 anos de história e, principalmente, nos 13 anos no poder até agora.

Foram anos em que o PT reiteradamente provocou o embate, estimulou a divisão, recusou a opinião crítica (qualquer uma), atacou instituições e transformou adversários em inimigos. Agora, quando o calo aperta de vez, a postura muda num passe de mágica. Será?

Quem por acaso tiver alguma dúvida deveria revisitar os discursos de Lula tanto quando presidente – em que tudo acontecia no Brasil como “nunca antes na história” – e também quando, depois de sair do Planalto, aboletou-se sobre palanques pelo país afora e manteve-se em sua campanha permanente.

Quem ainda alimentar alguma suspeita sobre em qual PT deve-se acreditar, pode gastar horas assistindo aos programas de TV da presidente Dilma na campanha do ano passado ou revendo suas frases ensaiadas para serem repetidas nos debates presidenciais, segundo as quais o problema do Brasil do presente estava sempre no passado.

FHC foi o anátema desta estratégia. Tudo de ruim que possa ter ocorrido no Brasil nos últimos 20 anos foi sempre creditado a ele pela narrativa petista. Nas campanhas eleitorais do PT, culminando com a mais torpe delas, a do ano passado, o ex-presidente foi sempre retratado como o Judas a ser malhado pelas agruras – principalmente as atuais – dos brasileiros.

Depois de anos de distorção e mentiras, agora, num passe de mágica, o PT transforma FHC no esteio da governabilidade. Das duas, uma: Ou os petistas estão finalmente reconhecendo a importância de fato do ex-presidente para a história contemporânea do país ou estão, mais uma vez exercitando seu conhecido oportunismo. Em que PT acreditar?

Ao mesmo tempo em que assopra, o partido de Lula e Dilma morde. Ao mesmo tempo em que põe para circular a tese do diálogo, o velho PT de guerra prepara, junto com seus satélites, vários atos ao longo de agosto para tentar tachar, segundo a Folha de S.Paulo, de “antidemocráticas” e “golpistas” as manifestações de insatisfação em relação ao governo petista programadas para o próximo dia 16. Qual PT vale na prática?

Ao mesmo tempo, Lula também planeja correr o Nordeste para defender-se e ao governo – provavelmente expiando a culpa pela penúria atual nos bodes de sempre e não na gestão de sua pupila. Em quem confiar: em quem diz buscar diálogo ou em quem vocifera contra os adversários em reuniões quase diárias pelo país afora?

No mesmo momento, petistas no governo também tentam modificar critérios para aplicação de verbas publicitárias oficiais de maneira a privilegiar veículos alinhados ao petismo, em detrimento de parâmetros técnicos de alcance e audiência. Em quem apostar: nos que acenam com equilíbrio ou em quem ensaia manipular recursos públicos para – novamente – tentar cercear a imprensa?

A história é boa conselheira e pode servir sempre para iluminar o presente e ilustrar decisões e opiniões. O país quer ver saídas, desde que expressem um sentimento verdadeiro. Não é, por toda a história pregressa, o comportamento de quem até hoje agiu sempre de maneira contrária ao que agora acena. A história ensina: a mão que afaga é a mesma que apedreja.

Diante da esquizofrenia petista o que vemos é um ex-presidente investigado por tráfico de influência até mesmo no exterior e uma presidente encurralada sem apoio político e popular. É justamente nesse momento que o PT vem ardilosamente atrás do diálogo buscando um pacto pela governabilidade do país que destruiu nos últimos 13 anos no poder.

Sobre a mídia golpista e seus patrocinadores e adeptos.

O filósofo americano Harry Frankfurt, ao escrever o livro “Sobre falar merda”, não poderia ser mais realista, analisando o comportamento daqui e de fora. Manda um recado direto aos que passam o tempo falando bobagens nas redes sociais, embora o objetivo dele seja o de desvendar a essência do discurso político. O livro, um mini-book com pouco mais de 60 páginas que podem ser lidos durante uma ida ao banheiro.
O livro estabelece uma diferença básica entre a mentira e o falar merda. Diz que o mentiroso esconde os fatos e inventa deliberadamente suas histórias; respeita a verdade, mesmo que fuja dela. Já o outro não tem o mínimo de classe, consideração ou respeito e tenta induzir quem quer que seja a aceitar sua versão como verdadeira, procurando sempre chamar a atenção, construindo uma impressão sobre si mesmo. Isso é um perigo porque o mentiroso, embora reconheça o blefe, respeita regras e limites; já o “evacuador” revela o seu cardápio por meio de suas ideias ou palavras – ele é mais perigoso do que aquele que mente.

O orador, no entanto, não está mentindo, afirma o filósofo, porque não tem intenção de impor à plateia crenças que considera falsas. Um político, quando sobe à tribuna para falar em público, só está interessado na opinião dos outros sobre ele: “Ele quer ser considerado um patriota, alguém que aprecia a importância da religião, que é sensível à grandeza de nossa história, cujo orgulho combina com a humildade perante Deus”.

Esse livro se encaixa como uma luva neste momento político em que velhas raposas da política envolvidas até o pescoço com operações criminosas, duvidosas, escandalosas, mentem descaradamente para provar inocência quando suas vidas já foram vistas e revistas e suas falcatruas se tornaram públicas. Do outro lado, um exército de abnegados cidadãos sem a mínima consciência, levados no bico e totalmente desinformados, tenta defender as trincheiras da corrupção, entra no jogo político de quem não quer mudanças, quando a mudança é a única saída. A corrupção tem dois lados e contaminou os coxinhas que chamam a esquerda de petralhas e petralhas que chamam os da direita de coxinhas.

Na verdade, os mentirosos, travestidos de pastores do bem, com seus sermões e mazelas buscam controlar a ira do seu rebanho e os adeptos por sua vez só falam merda. Claro que ainda sobram os corruptores. Bom, estes estão por toda parte, na mídia em especial.

Temos visto a Carta Capital por exemplo lançar todos os dias notícias deturpadas e sempre seguindo o contexto do partido do governo como algo natural e aceitável. Isso é no mínimo cara de pau. Em contrapartida os que comungam da Carta Capital. Reclamam da Veja por ser uma revista que detona diariamente o PT e todos seus asseclas via seus colunistas que são no mínimo tendenciosos e no máximo proxenetas jornalísticos assim como a redação da Carta Capital.

No final das contas todos mentem, distorcem, e por fim desinformam. Resta para nós que estamos com cabeça fora da lama a tarefa de ter sobriedade e separar joio do trigo da opinião pública. Caso contrário vamos falar merda e mentiras tanto quanto a mídia nacional alucinada.

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Fora Joaquim Levy e leve a Dilma e o PT junto!

É uma decepção anunciada o que Levy faria na agenda da economia nacional. Além de sujar seu nome como o “Tombão” ainda embaralhou-se com as mesmas sandices que tornaram Mantega um vassalo da visão econômica desastrosa de Dilma.

Achei numa certa altura do jogo que ele tinha aproveitado a situação de debilidade de Dilma para não saudar a mandioca e assim impor o que seria necessário. Ledo engano. Fez uma ajuste sem corte de despesas do governo e todos 39 ministérios restam intacto e gastos e pedaladas deixam esqueletos em todos os ministérios e instituições financeiras públicas. Isso não um ajuste fiscal sério. É um embuste surrealista que só ocorre mesmo no Brasil que precipita-se para ser a nova Grécia daqui alguns anos se nada for feito corretamente.
Se tudo continuar assim ele conserta o que estava errado somente depois de 2018 e só beneficiará o PT com isso nas próximas eleições. A recessão será de 2,5 a 3% em 2015 e 1,5% em 2016.

Quando Levy aceitou entrar na equipe do governo já se sabia que boa coisa não poderia ser devido ser um economista ligado a bancos privados diretamente. Qualquer pessoa com um mínimo de neurônios sabe que com o PT mais bancos só dá isso: A enganação pura. Toda a competência desses calhordas está concentrada na mentira e na formação de quadrilha.

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Janot reencarnação do Brindeiro no PGR?

“Janot Brindeiro” também livrou a cara do Senador Aloísio Nunes do PSDB seletivamente ao que tudo indica. Qual a probabilidade dum PGR repetir a façanha de livrar a cara dum tucano num governo do PT? 100%?A mira se voltou para o PP e PMDB duma hora pra outra. Façam os cálculos estatísticos com essas variáveis.

Se o PGR fosse sério e corajoso listava todos no mesmo rol de investigações. Sem exceção.

No Brasil são 22 mil pessoas com direito a foro privilegiado. Me valho da mesma perspectiva do Gilberto Dimenstein para questionar: Que país do mundo civilizado possui tanta gente assim com direito a prerrogativa de foro excepcional?

House of Cunha dos 5 mi de pixulecos convertidos em U$ vai nos mostrar isso daqui a pouquinho no STF quando o Lewandowski plantonista do recesso começar a deferir HCs de tesoureiros do PT e recursos de outros tantos blindados. Se é que já não fez isso. Lula já começou a fazer o mesmo em outra instância ao pedir para questionarem a conduta do procurador do DF que o denunciou. O óbvio ululante está aí para quem quiser ver. Só não vê quem não quer.

A mídia comprada não quer ver… e diz que só Cunha deve no cartório…

Todos tem colarinho branco, até mesmo Janot…

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Pérola aos tucanos

Fui informado que um dos meus maiores odiadores soltou uma de suas pérolas petistas e evadiu-se das redes-sociais. Depois de ter dito que ditadura de esquerda não existe e nunca existiu por crer que quando um ditador chega ao poder ele deixa de ter ideologias e passa a ser um mero caudilho que manda e desmanda no governo só se aliando a interesses extra-ideológicos. Após dizer essa sandice Nestor Mortadela desapareceu e seu paradeiro é desconhecido. Fazemos votos que suma duma vez para sempre.

Vejam o que o MAV-PT subdesenvolvidinho mental e hipopótamo do Sibá Nestor do Rosário disse dessa vez: “Engraçado o cara sempre associar ditadura à esquerda. O fio, quando se instaura uma ditadura o governo perde a ideologia em prol do coronelismo, paternalismo, conchavos, que eu saiba nas manifestações pró impeachment um dos movimentos que andavam ao lado dos manifestantes era o pessoal do movimento “volta milicos”. O que ocorre em Cuba e Venezuela são atrocidades de governos que SE DIZEM ESQUERDA, apia-los como o PT faz é uma patacoada mesmo, muito embora seja a Venezuela um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, assim como o Irã, Arábia Saudita (nação está que formalizou cirurgias para se remover o hímen de meninas, porque mulher não pode sentir prazer) são para os liberais, engraçado que para manter um conceito econômico outras nações são obrigadas a carregar o piano. Apontar erros andando ao lado de golpistas soa tão verdadeiro quanto uma cédula de 3 reais”.

Essa ameba lulopetista não toma vergonha na cara? Não. Não toma! Vejam a que ponto a demência desse mentecapto chegou e a que ponto sua amizade com aquele sujeito adepto da suruba homossexual via câmera de MSN chegou. Sim, más companhias estragam hábitos úteis e o pobre sub-projeto mutante  de Maria do Rosário com Sibá Machado funcionou pelo visto. Seu nome: Nestor Mortadela.

Eis a biografia do rapazola: Nascido numa cidadezinha do interior de São Paulo durante a gestão do Quércia o pequenino Nestor Mortadela cresceu brincando na rua do subúrbio onde morava com seus coleguinhas que lhe davam chave de cueca e faziam troca-troca com ele sempre o iludindo que retribuiríam-lhe a pepeta nele sem nunca cumprirem o combinado. Quando completou a maioridade penal e depois duma vida infantil e adolescência um tanto pacata e sem maiores emoções a não ser chupar chupeta e fazer chupeta ele decidiu ingressar na militância política depois que viu Lula comendo uma banana num horário eleitoral. Aquela imagem daquele barbudo comendo banana nanica mexeu com o emocional de Nestor Mortadela e o fez ingressar no PT do qual ele integra as alas MAV-PT do sindico-peleguismo-virtual com grande devoção e destemor nas redes sociais e na sua vida pública que se resume a sair de casa com uma camisa vermelha do PT para buscar ansiolíticos no CAPS da sua localidade berrando aos quatro cantos: “FHC golpista! A culpa é do FHC! Morte aos tucanos! Chupa Aécio!” O resto do dia passa vendo TV e nas redes sociais denegrindo tucanos e direitistas com argumentos como esse acima transcrito. Desenvolveu ranço e ódio pelos tucanos e tal qual Paulo Betti só fala da era FHC com desdém e sangue nos olhos ao ponto de tatuar na bunda branca que nunca toma sol “PT forevis”.

Depois de mais de vinte anos de governo tucano em São Paulo é claro que ele não conseguiu grande coisa por lá, pois onde já se viu arrumar emprego num estado governado pelo PSDB. Ainda mais o estado de São Paulo onde as elites dominam tudo, onde os bancos da elite golpista tomam seus rendimentos, onde estradas, universidades, hospitais são sucateados e onde Lula fez toda sua carreira no meio dessa elite branca golpista e hoje reside num suntuoso triplex no Guarujá. Imagina se Nestor Mortadela iria ficar por lá. Que nada. Se mandou pro Paraná do Requião, comedor de mamona amiguinho do PT ser feliz e assim foi de mala e cuia pro Paraná. Chegando na grande Curitiba logo se enturmou com os maconheiros esquerdistas do DAE da UFPR e viveram lindos anos numa relação verde-vermelha sob a névoa da fumaça do baseado e teses políticas populistas do peleguismo luleiro decoradas como um jihadista decora o Alcorão.

Após essa formação acadêmica no lulopestismo retornou para sua terra disposto a propagar em São Paulo a sua grande criação intelectual o “Mamonismo-Lulo-Relativismo” que mistura a ideologia de Lula com Requião e relativismo ético e moral e político e sócio-econômico para negar todas as condutas corruptas e ímprobas do PT e transferí-las no espaço e tempo para a era FHC valendo-se duma retórica inflamada e desconexa da história brasileira.

As principais teses dessa criação teórica do Nestor Mortadela se fundam em  dogmas chamados por ele de Mandamentos Lulo-Dilmistas:

  1. FHC é o Anticristo
  2. Lula é o Messias
  3. Hitler e Mussolini era tiranos genocidas, mas Stalin e Pol Pot não
  4. Ditadura de direita não pode, mas de esquerda pode
  5. Pelo menos uma vez na vida, visitar Cuba e pagar um boquete para Fidel Castro
  6. Hugo Chavez é um democrata
  7. Todas as culpas dos problemas do Brasil no presente momento e do futuro e da era Lula são culpa e herança maldita do FHC. Todos os méritos são do Lula. Quem disser o contrário é da zelite que ficou no poder 500 anos.
  8. Luciano Huck tem de ficar feliz por terem lhe roubado o Rolex, já que foi um imposto-latrocínio que a classe rica deve pagar aos miseráveis desonestos.
  9. Mensalão foi uma invenção da Veja, da Folha, do Estadão e da Rede Globo que estão aliados a Portugal para transformar de novo o Brasil em Colônia.
  10. O ser humano é bom por natureza. Ele rouba, estupra, trafica e mata porque a sociedade burguesa capitalista não dá condições de vida e trabalho.
  11. Bolsa Família e PROUNI é a resposta de todos os problemas da nação.
  12. Se algo sair errado, retorne ao ponto 7.

Desta forma não resta alternativa a não ser chamar Nestor Mortadela de louco, militonto e sem noção.

E tenho dito!

O novo anti-herói da República

Existem claras diferenças  e semelhanças entre Roberto Jefferson e Eduardo Cunha.

A maior delas, talvez, seja o estilo e o impacto que causam cada vez que abrem a boca para falar do PT. Enquanto Roberto Jefferson era um showman – dono duma verve impagável, ele transformou seus depoimentos sobre o mensalão, em 2005, em espetáculos eletrizantes. Já Eduardo  Cunha é, em termos de de jogo de cena um usuário da retórica da crítica ácida e direta sem meias palavras em muitos casos, mas isso não nega sua astúcia por de trás daqueles óculos fundo de garrafa.

Ambos se parecem muito naquilo que nos interessa: são personagens da base governista que, ao se verem envolvidos em denúncias de corrupção, romperam com governos petistas e passaram a enfrentá-lo abertamente e pagando altos preços por esse movimento arriscado. a tendência natural é que caiam uma hora ou outra em contradição ou falhem em algum movimento estratégico mal pensando ao mover alguma peça no tabuleiro complexo de bastidores políticos e sejam traídos por suas vaidades e falhas.

O que, hoje, apresenta-se apenas como promessa em Eduardo Cunha, foi o que, entre 2005 e 2006 transformou Roberto Jefferson numa espécie de anti-vilão. Sem suas denúncias, não existiria o processo do Mensalão e nem mesmo prisão de figuras da alta cúpula do PT que comandavam todo esquema.

Num determinado momento Jefferson, motoqueiro e cantor, com retórica afiada de advogado criminalista ganhou aparência de herói e simpatizantes com sua fala eivada de finas ironias e cinismo bem dosado. A opinião pública se renderam à forma corajosa com a qual ele entregou, um a um, os agentes do maior esquema de corrupção do qual se tinha notícia até aquele momento.E o fato de que fizesse isso colocando o dedo na cara de figuras, até então poderosíssimas, como José Dirceu contribuiu muito para isso na formação dessa lenda política da corrupção brasileira.

Já Eduardo Cunha, por outras características peculiares e pessoais parece estar contando com uma vantagem sobre Roberto Jefferson para ganhar as simpatias de boa parte da opinião pública: O presidente da Câmara dos Deputados, desde que foi citado na mídia mais recorrentemente, sempre apareceu destacado como alguém pelo o qual o PT nutria desprezo e ódio.  Nas investigações da Lava Jato sobre o Petrolão ele passou a fazer uso do cargo e corporativismo para jogar para outros lados da Praça dos 3 Poderes as crises e bombas de suas declarações sob a tática de dizer que o Poder Legislativo tinha se tornado novamente independente com sua chegada à presidência da casa.  Por ser evangélico e pautar especialmente assuntos da ala mais conservadora da sociedade logo ficou conhecido como baluarte das causas anti-esquerda sem se deixar macular ou contaminar pela imagem histriônica de bolsonaristas e felicianistas. Embora sem a desenvoltura de um showman digna de Roberto Jefferson, Cunha tem utilizado o monitoramento das redes sociais com habilidade e muita propriedade. Foi assim com a recente manobra que resultou na aprovação da queda da maioridade penal na Câmara fazendo o projeto voltar a votação um dia após ter sido derrotado em votação. Fez uso do regimento interno da Câmara, irritou a esquerda, e prestigiou a vontade dos ditos 93% da população que desaprovam as posições do governo do PT e . Tem sido assim quando contra outros órgãos e segmento fazendo declarações contra a OAB ou ao STF por dizer são órgãos que interferem onde não deveriam e agem com base em interesses contrários à população.

Roberto Jefferson foi capaz de proporcionar de cenas e episódios onde aparecia na CPI dos Correios com olho roxo e capaz de fazer piadas e soltar frases de efeito que faziam seus adversários explodirem de raiva, já Cunha como evangélico passa a imagem de sujeito família, mais sereno, mas não menos audaz com sua língua afiada quando diz que o governo faz tudo errado e não pensa em nada além de si mesmo.


Eduardo Cunha ao chamar coletiva de imprensa para avisar de seu rompimento com o governo e desengavetar pedidos de impeachment e declara que sabe de coisas que podem explodir o governo do PT. Assim como Roberto Jefferson faz anúncios estrondosos sob olhares atentos de jornalistas e seus bloquinhos que anotam cada palavra dita em tom solene e fulminante. Se tais arroubos de Eduardo Cunha não passam de ameaças ou se ele, de fato, pretende contar o que sabe as próximas semanas irão revelar.  No entanto, ainda está faltando o principal para garantir a Eduardo Cunha aquele momento decisivo de anti-herói vivido dez anos atrás por Roberto Jefferson: A coragem para entregar seus seus ex companheiros sem poupá-los. Sem esta coragem – que vem mais das entranhas do medo do que da razão – é impossível a um simples corrupto se transformar no herói às avessas nessa trama onde não existem mocinhos, mas sim apenas vilões dos mais variados tipos e estilos.

Se Eduardo Cunha irá permanecer ou não na presidência da Câmara ou seja qual for seu destino o estrago tá feito, quem tentar impedir ou engavetar e votar contra o processo impeachment que ele deu andamento logo  após “romper com o governo” vai trair a nação e se lascar na mão do povo e mergulhar o Brasil na agenda do caos total em todos sentidos.

Cunha

Somos todos delatores da Rainha das Mandiocas e do Cachaceiro Ladrão!

O impeachment, na minha visão, funciona como o botão que se aperta para dar descarga na privada. Você já fez o que precisava ser feito e não precisa mais olhar os seus dejetos, misturados ao papel higiênico usado. E se tudo ainda não for pelo buraco adentro, engolido pelo jorro de água, você aperta o botão de novo. Simples assim o impeachment.

Hoje, milhões de brasileiros já apertaram o botão que deveria fazer sumir essa “bosta de governo petista”. Há um misto de repugnância e exasperação nas pessoas. Digamos – para continuar com a imagem escatológica – que estamos sofrendo uma insuportável prisão de ventre que faz doer a barriga, em espasmos. Nossos intestinos estão cheios, empanturrados com fatos e verdades não só sobre as mazelas do Planalto.
Mas o Congresso como sempre quer que a privada fique lotada de merda para fazer a higienização necessária com mais trabalho e mais produtos de limpeza. A começar Renan Calheiros, que também é corrupto, decidindo um eventual processo de impeachment o que serve para nós povo brasileiro é isso e ponto final. Nada mais nos resta a não ser isso. Os congressistas, deputados federais, a maioria está sendo processada por malfeitos e também não é lá essas coisas que legitimam o apelo do povo, mas mesmo assim, nos priores do mundos onde PT detém poder é o que temos para nos livrar do lulopetismo.

Seriam Eduardo Cunha e Renan Calheiros o nosso purgante salvador? Pelo visto sim infelizmente. Como sabemos, mais da metade desses indivíduos que assentam cadeiras no parlamento nacional nem eleitos foram de fato, foram puxados por outros políticos de mais renome e tradição eleitoral. Pagaram as despesas de campanha com dinheiro das empresas que os querem lá para manter o status quo sempre o mesmo; a saber: Na cantilena do roubo e enganação demagógica.

Esses caras exageraram na dose da roubalheira não é de hoje. São canalhas contumazes, viciados por anos e anos de impunidade. Eles tem alçadas de poder, verbas de tudo quanto é jeito, sinecuras – e agora preparam seus filhotes para lhes suceder na boca rica. O nepotismo corre ainda solto, vide Maranhão dos Sarneys, Pará dos Barbalhos e tantos outros recantos . Não há o que se esperar deles, não virá de lá nenhuma atitude cívica – como votar o impeachment da Dilma por bem e dever constitucional e obediência às leis da República e sim por vozes das ruas que ocuparem a Praça dos Três Poderes como fizeram na Praça Tahir no Egito.
Pois eles também deveriam ser “impichados”. Vale o mesmo sentimento para com a Justiça, que a imprensa todo dia mostra como um vulgar balcão de negócios e interesses. O STF é escritório de advocacia do PT e dos corruptos, o STF ou STJ sala anexa e despachante do Kakay, Podval & Cia para libertar colarinhos brancos como Daniel Dantas e Zé Dirceu. A Petrobrás, o BNDES, as estatais todas aparelhadas pelo Lula e quase quarenta Ministérios. O numerário cabalístico dos 300 picaretas hoje remonta a cargos em comissão aos milhares até para agentes cubanos.

Dilma preside esse lupanário (palavra antiga, puteiro seria melhor) com seu beicinho arrogante, perpetrando absurdos com a cumplicidade de seus 39-pé-no-saco de ministros. Nem vou listar os despautérios, quem não é analfabeto, do MST ou bóia-fria sabe de cor que a senhora Dilma extrapolou não é de hoje. Os fatos se igualam à gastança grega, ao chavismo e ao castrismo. Estamos fartos desse governo que fala sobre mandiocas e marolinhas.
Ela, no passado, conseguiu até falir uma lojinha de badulaques chineses, seu maior empreendimento até ser guindada a ministra pelo pior dos brasileiros vivos. Essa desgraça e anomalia política denominada Lula tornou o Brasil um país miserável por excelência na arte de roubar do povo e lhe prometer o mundo e os fundos sem lhe dar nada além de direitos básico mal cumpridos.

Então é o seguinte: as manifestações já apertaram o botão da privada, coletivamente, num ato de dignidade e consciência política. Esses 9% de aprovação não sustentam ninguém no poder num país sério. Mas lá dentro da privada a merda rodou, rodou – e não foi embora. Falta um balde de água. Falta uma mudança total, de tudo. Falta uma greve geral que tenha a força de liquidar essa quadrilha do PT, incrustada no poder. Falta o impeachment da Dilma. Quem será essa pessoa que vai salvar os restos deste país não sabemos, mas o que precisa ser feito para que tudo se resolva o quanto antes é tirar a Dilma e Lula de onde eles estiverem e mandá-los para cadeia.

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