Sobre a mídia golpista e seus patrocinadores e adeptos.

O filósofo americano Harry Frankfurt, ao escrever o livro “Sobre falar merda”, não poderia ser mais realista, analisando o comportamento daqui e de fora. Manda um recado direto aos que passam o tempo falando bobagens nas redes sociais, embora o objetivo dele seja o de desvendar a essência do discurso político. O livro, um mini-book com pouco mais de 60 páginas que podem ser lidos durante uma ida ao banheiro.
O livro estabelece uma diferença básica entre a mentira e o falar merda. Diz que o mentiroso esconde os fatos e inventa deliberadamente suas histórias; respeita a verdade, mesmo que fuja dela. Já o outro não tem o mínimo de classe, consideração ou respeito e tenta induzir quem quer que seja a aceitar sua versão como verdadeira, procurando sempre chamar a atenção, construindo uma impressão sobre si mesmo. Isso é um perigo porque o mentiroso, embora reconheça o blefe, respeita regras e limites; já o “evacuador” revela o seu cardápio por meio de suas ideias ou palavras – ele é mais perigoso do que aquele que mente.

O orador, no entanto, não está mentindo, afirma o filósofo, porque não tem intenção de impor à plateia crenças que considera falsas. Um político, quando sobe à tribuna para falar em público, só está interessado na opinião dos outros sobre ele: “Ele quer ser considerado um patriota, alguém que aprecia a importância da religião, que é sensível à grandeza de nossa história, cujo orgulho combina com a humildade perante Deus”.

Esse livro se encaixa como uma luva neste momento político em que velhas raposas da política envolvidas até o pescoço com operações criminosas, duvidosas, escandalosas, mentem descaradamente para provar inocência quando suas vidas já foram vistas e revistas e suas falcatruas se tornaram públicas. Do outro lado, um exército de abnegados cidadãos sem a mínima consciência, levados no bico e totalmente desinformados, tenta defender as trincheiras da corrupção, entra no jogo político de quem não quer mudanças, quando a mudança é a única saída. A corrupção tem dois lados e contaminou os coxinhas que chamam a esquerda de petralhas e petralhas que chamam os da direita de coxinhas.

Na verdade, os mentirosos, travestidos de pastores do bem, com seus sermões e mazelas buscam controlar a ira do seu rebanho e os adeptos por sua vez só falam merda. Claro que ainda sobram os corruptores. Bom, estes estão por toda parte, na mídia em especial.

Temos visto a Carta Capital por exemplo lançar todos os dias notícias deturpadas e sempre seguindo o contexto do partido do governo como algo natural e aceitável. Isso é no mínimo cara de pau. Em contrapartida os que comungam da Carta Capital. Reclamam da Veja por ser uma revista que detona diariamente o PT e todos seus asseclas via seus colunistas que são no mínimo tendenciosos e no máximo proxenetas jornalísticos assim como a redação da Carta Capital.

No final das contas todos mentem, distorcem, e por fim desinformam. Resta para nós que estamos com cabeça fora da lama a tarefa de ter sobriedade e separar joio do trigo da opinião pública. Caso contrário vamos falar merda e mentiras tanto quanto a mídia nacional alucinada.

veja carta

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Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 19 de julho de 2015, em Comportamento e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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