Arquivo mensal: novembro 2012

Lixo music na telona e boa música na lona

Para o meu espanto hoje recebi a notícia horripilante que irão fazer um filme sobre a banda de forró Calypso . A protagonista será Deborah Secco (a mesma que fez a puta Bruna Surfistina).

Diante disso, não sei se eu vomito ou se fico indignado mais ainda com o péssimo nível da cultura nacional recheada de referências culturais que nada possuem de cultural.

Antigamente – e bota antigamente nisso – a música popular brasileira tinha letra e poesia.  Não era um hinário de depravação como é atualmente.  Aliás, quando não é letra de depravação é letra de louvor desses cantores gospel e católicos que querem um espaço no mercado fonográfico da auto-ajuda.

Do funk ao forró passando pelo sertanejo universitário, fica evidente que as letras sobre balada, bunda, traição, cerveja e sedução de sirigaitas são a temática preferida desses compositores mobrais.

Se algum desses gênios da lixo-music quiser fazer uma música com alguma mensagem política eu creio piamente que será em favor do Mensalão tamanha é alienação de tais letristas. Imaginem um funk da Dilma, ou um Ai se eu te pego Joaquim Barbosa, ou até mesmo arrasta pé do Carlinhos Cachoeira?

Na maioria das vezes culpam as rádios comerciais de jabá e nível educacional e cultural de baixa qualidade para que esse tipo de música nojenta seja tolerado e garanta cada vez mais o seu lugar no mercado.  Mas não é só isso. A divulgação de música de qualidade passa também pela formação de bons músicos em conservatórios e meios desses profissionais propagarem seus trabalhos musicais sem serem massacrados pelo jabá das rádios e TVs.

Incentivar a produção de música de qualidade é antes de tudo valorizar a profissão do músico e reconhecer que sua contribuição profissional merece um feedback adequado em termos de mercado.

Já tivemos um ministro da cultura que foi músico e que conhece como funciona esse mercado e certamente sabe das dificuldades do músico profissional ser bem alocado no mercado. Gilberto Gil passou batido no Ministério da Cultura e parece nada ter realizado para mudar esse cenário caótico da musicalidade nacional em termos de incentivo a boa música de qualidade.

Agora o que nos resta a fazer é tapar os ouvidos e fechas os olhos, pois a lixo-music está chegando aos cinemas e se alguém algum dia assistiu um filme sobre Villa-Lobos sinta-se satisfeito, porque não tem mais músicos dessa estirpe para serem encenados na telona.

Falcatruas Factuais

Antes de tudo, quero informar que continuo fiel ao meu princípio de respeitar as pessoas sensatas que aparecem em qualquer comunidade buscando trocar ideias e debater e não insultar de forma gratuita.

Todos sabem muito bem que sou considerado um sujeito polêmico por lançar temas de debates que muitos entendem como uma afronta a determinados estilos de conduta e pessoas como naquele caso também ocorrido na Ringue Filosófico no tópico Juventude Imbecil do Brasil Varonil nos idos tempos de Orkut.

É inútil arrotar falso moralismo para cima de mim tentando jogar toda a culpa para cima de mim, quando resta evidente e exposto que certo grupo de pessoas e suas condutas são passíveis de críticas e chacotas devido sua alienação e tentativa de ludibriar os fatos.

Tenham certeza de que eu não saio retrucando em ninguém à toa. Tenho os meus motivos e estes motivos são sempre fundados em fatos onde algum sujeito ou grupo de sujeitos mal intencionados quer de toda forma arrumar confusão com minha pessoa ao invés de debater comigo dentro das regras do jogo.

Antes de criticarem a minha pessoa, espero que analisem os fatos, e vejam que meus motivos se justificam sempre em fatos, depois, se quiserem, façam seus julgamentos quanto a minha pessoa, e para não perderem o hábito de julgar e condenar – Julguem e condenem, mas façam isso caso os fatos forneçam subsídios para tal efeito.

Na tarde de ontem a comunidade Ringue Filosófico estava tranquila, apesar das provocações imotivadas de outros dias e de outros elementos como Leonardo Levi, Eduardo Mazza, Chico Sofista e outros, tudo estava tudo na paz e os debates transcorrendo normalmente. De repente insurge certo elemento chamado Adriano Walter com bobagens como estas:
“ Marise Lima Muniz .. cuidado.. seu grupo.. parece estar cheio de estúpidos que se escondem atrás de uma merda de canudinho que o papai pagou.. tipo esse homossexual não assumido Alonso Prado

A minha resposta foi a seguinte: “Como já dito antes: Determinado sujeito elabora uma tese cretina que só existe na mente perturbada dele e acha que é verdade. Esse Adriano Walter é mais um desse naipe”.

Na tréplica ele disse:”Claro que sou.. afinal eu penso por mim.. ao contrario de vc.. que se esconde atras de outros e de palavras de outros.. vc eh bem do tipinho que nada soma em nada.. o tipico parasita, que alguem te adestra a uma coisa. e vive assim sempre… quando começar a falar e usar palavras suas. Alonso Prado .. me chame.. até lá;.. nao tenho saco pra idiotas”.

 

Ao ler a provocação em tom insultuoso, digam se eu tenho ou não tenho motivos para me posicionar contra um sujeito impertinente que sai por aí me procurando atrás de briga?

Depois disso desafiei o famigerado Adriano Walter para um debate acatando uma ideia do Leonardo Levi  na tentativa de viabilizar um debate que viesse motivar os demais membros a debaterem em duelos novamente, mas o Adriano Walter não quis aceitar e continuou com seus impropérios. Isso mostra que ele não estava ali para debater, mas sim ofender exclusivamente.

Creio que tenha ficado nítido com solar clareza, que o nome da Marise foi elencando desde o começo pelo troll Adriano Walter e quando eu respondi o insulto do débil mental ela resolveu tomar as dores de seu amiguinho adepto da filosofia do Coringa ao invés de ser imparcial como administradora do grupo e zelar pelo bem estar da casa e propagar os debates de acordo com as regras.

Ela poderia até ter advertido a conduta de ambos, mas não, preferiu acobertar e fazer vista grossa em face dos insultos do seu estimado amiguinho Adriano Walter convidado por ela mesma a entrar no grupo para polemizar.

Depois de toda essa celeuma ambos (Marise e Adriano) resolvem posarem de donos da verdade, de vítimas do malvado Alonso chegando ao ponto de dizer que eu estava sendo manipulador e mais isso e aquilo como de praxe.

Para terminar o show a mesma resolve deixar o grupo fazendo alegações infundadas que teria sido imprudente ao ter me readmitido na Ringue Filosófico. E aqui está o equívoco maioral desta senhora: Admitir coisas de forma parcial tentando arrumar um foco para colocar a culpa em outra pessoa pelos fatos. Quando na verdade, a culpa é de outra pessoa que aí sim, devido falta de prudência e imparcialidade da mesma, foi colocado no grupo e defendido por ela depois de ter atacado um membro do grupo ao invés de fomentar debates sobre temas polêmicos.

Não é novidade isso ter ocorrido, mas é irônico que sempre eu esteja sendo alvo dessas intrigas por todos os lados.

Como era de se esperar ela parece ter se valido quase do mesmo golpe publicitário que me vali para sair da Ringue Filosófico e depois voltar para causar comoção e certo apoio do público em geral para que debates fossem criados, mas com uma diferença: Eu não fiz isso fundado em motivos falsos e deturpados de acordo com os fatos. Quando resolvi sair foi para atrair a percepção dos membros que tretas entre membros, seja quem for e de que origem for, passam a inviabilizar projetos que podem realizados em conjunto com os debates mano a mano ou duelos retóricos como são chamados no outro grupo.

Estava disposto a ficar fora do grupo num primeiro momento para que tanto a Ringue Filosófico e Duelos Retóricos chegassem a um acordo para revitalizar os debates. No entanto, o acordo não foi fechado por motivos duma das partes não desejar dar o mesmo nível e igualdade de condições nas decisões e participação efetiva na administração de um novo grupo visando debates longos e aprofundados sobre algum tema.

 

Pelo visto ninguém nesses grupos está mais disposto ao bom e velho debate mano a mano sobre um tema relevante, a não ser o velho Aloprado Alonso aqui, que queiram ou não, sempre está debatendo apesar dos pesares.

Diante desses fatos é que certas coisas não prosperam nos grupos de debates. A falta de compreensão de fatos de forma imparcial e necessidade de fazer prevalecer condutas fundadas em pontos de vista descabidos de fundamento é que desagrega e inviabilizam debates em alto nível como havia antes com fluxo constante.

Espero ainda que algum dia cheguem a um acordo em que todos tenham participação efetiva e democrática numa espécie de comando plural e imparcial dos grupos de debates e produção de novos debates entre os membros, pois é isso sem dúvida o que precisa ser feito para eliminar de vez essas falcatruas factuais que só geram atritos desnecessários.

Discurso de Gordon Gekko: A ganância é boa

O discurso de Gordon Gekko, no filme  (1987), é um clássico da filmografia relacionada ao mundo dos investimentos financeiros. Gekko é o maior representante do paradigma do especulador financeiro desalmado, que na linguagem mais popular dos investidores, é chamado de “tubarão” – uma comparação com nós, os pequenos investidores, que somos chamados de “sardinha”.  No imaginário popular, os tubarões ganham muito dinheiro no mercado financeiro por ter acesso a informações privilegiadas (a insider information) e nós, pobres sardinhas, só podemos comer as migalhas. É claro que, apesar dos esforços pela regulação do mercado, existem especuladores que ganham dinheiro com informação privilegiada (os Gekkos da vida real) – mas isso não significa que investidores de longo prazo não têm chance de enriquecer.

O discurso de Gekko é proferido na assembléia anual de acionistas da empresa Teldar Papers, quando o especulador tenta justificar perante os acionistas a aquisição agressiva do controle da empresa. Nele, Gekko imortaliza a frase “A ganância é boa”, que inspirou uma geração de especuladores. Vamos ao discurso, sem deixar de registrar que o filme foi dirigido por Oliver Stone e que os direitos de distribuição são da Fox:

– Gekko: Bem, eu aprecio a oportunidade que você está me dando, Sr. Cromwell [o Presidente da Teldar Papers, que se opunha à aquisição], como o maior acionista da Telda Paper, de falar. Bom, senhoras e senhores, nós não estamos aqui para sermos indulgentes com a fantasia, mas com a realidade política e econômica. A América, a América se tornou uma potência de segunda classe. Seus déficits fiscal e comercial são um pesadelo de proporções gigantescas.

Mas nos dias de livre mercado, quando nosso país era a principal potência industrial, havia prestação de contas para o acionista. Os Carnegies, os Mellons, os homens que construíram este grande império industrial, garantiram isso porque era o dinheiro deles que estava em jogo. Hoje, a administração não é proprietária da companhia! Todos estes homens que estão sentados aí em cima [a administração da Teldar] têm menos de 3% da empresa. E onde o Sr. Cromwell investe seu salário de um milhão de dólares? Não nas  da Teldar: ele possui menos de 1% delas.

Vocês possuem a empresa. É verdade — vocês, os acionistas. E vocês estão sendo enganados por eles, esses burocratas, que almoçam filé, viajam para caçar e pescar, têm jatos corporativos e paraquedas dourados.

– Intervenção de Cromwel: Isso é um ultraje! Sr. Gekko, você saiu de linha!

– Gekko: A Teldar Paper, Sr. Cromwell, a Teldar Paper tem 33 vice-presidentes diferentes, cada um ganhando mais de 200.000 dólares por ano. Agora, eu passei os últimos 2 meses analisando o que esses caras fazem, e até agora não descobri. Uma coisa que eu sei é que nossa empresa de papel perdeu 110 milhões de dólares no ano passado, e eu aposto que metade disso foi gasto com a papelada que vai e volta entre todos esses vice-presidentes.

A nova lei da evolução da América corporativa parece ser a sobrevivência do mais fraco. Bem, no meu livro ou você faz certo ou você é eliminado. Nas últimas 7 transações em que estive envolvido, havia 2.5 milhões de acionistas que tiveram um lucro antes dos impostos de 12 bilhões de dólares. [Palmas] Obrigado. Eu não sou um destruidor de empresas. Eu sou um libertador delas!

A questão é, senhoras e senhores, que a ganância — na falta de uma palavra melhor — é boa. Ter ganância é certo. Ter ganância funciona. A ganância esclarece, separa e captura a essência do espírito evolucionário. A ganância, em todas as suas formas — ganância pela vida, pelo dinheiro, pelo amor, pelo conhecimento — marcou a evolução da humanidade. E a ganância — lembrem-se de minhas palavras — irá salvar não apenas a Teldar Paper, mas aquela outra empresa chamada Estados Unidos da América. Obrigado.”

Contundente, não? Apesar de ter uma filosofia de investimento diferente da adotada por  Gekko (até porque não tenho insider information, nem pretendo ter), concordo com boa parte do que ele diz. Uma empresa deve prestar contas a seus acionistas e deve ser lucrativa. Uma empresa não pode ter uma administração burocrática demais. Ela serve para dar lucros. Ela tem que ser agressiva para dar lucros para seus verdadeiros donos, os acionistas. A ganância, nesse sentido, é boa. Não à ganância corrupta, sim à ganância produtiva. Gekko, sendo um especulador inescrupuloso, talvez não defendesse algo como uma distinção entre ganância corrupta e ganância produtiva, mas também podemos extrair essa leitura de seu discurso.

Wall Street  retratou o espírito de uma época que culminou na  de 1987. Essa semana estreou no Brasil a sequência do filme, Wall Street 2: o dinheiro nunca dorme — e que provavelmente será lembrado como o retrato de uma época que também culminou numa , da qual ainda não saímos por inteiro. Pra finalizar, deixo uma palhinha do novo filme. Uma frase de Gekko que já destaco é: “Alguém me lembrou que eu já disse: a ganância é boa. Agora, ela foi legalizada”.

Marx o profeta

Corporativismo ideológico na mídia brasileira

Quando se afirmo que a grande mídia manipula a informação sempre em favor do Lula e seus sequazes, sobretudo a Folha de São Paulo no que se relaciona à imprensa brasileira, não estou dizendo nada além da realidade nua e crua.

O jornalista Augusto Nunes acaba de postar em sua coluna no site da revista Veja, um texto que nos faz sentir vergonha alheia. Os tarados ideológicos que infestam a redação da Folha, desta feita foram contestados pelo jurista alemão Claus Roxin que se viu de repente quase como um advogado da causa dos mensaleiros.

É algo impressionante e inaudito. Transcrevo por isso mesmo o artigo de Augusto Nunes com link ao final para que os honrados leitores deste blog nunca esqueçam de dar uma olhada diária na coluna do Augusto, que além de escrever com maestria é dos poucos jornalistas da grande imprensa brasileira que não costuma falsear a verdade dos fatos.

Leiam:

“Na edição de 11 de novembro, a Folha de S. Paulo amparou-se em declarações atribuídas ao jurista alemão Claus Roxin, um especialista na teoria do domínio do fato, para socorrer na página 5 os condenados no julgamento do mensalão. Participação no comando do esquema tem de ser provada, diz o título da reportagem que promoveu um desfile de frases muito animadoras para os companheiros punidos pelo Supremo Tribunal Federal. Por exemplo:  “Roxin diz que essa decisão precisa ser provada, não basta que haja indícios de que ela possa ter ocorrido”.

Neste domingo, um esclarecimento público divulgado por Roxin em Munique e reproduzido pelo site Consultor Jurídico atestou que a reportagem é tão verdadeira quanto um palavrório de Paulo Maluf sobre contas em paraísos fiscais (leia a íntegra na seção Feira Livre). Durante a conversa ocorrida no Rio no fim de outubro, em nenhum momento o jurista imaginou que as perguntas estavam associadas ao julgamento em curso no STF, que não tem acompanhado e cuja essência desconhece.

“O professor se limitou a repetições das opiniões gerais que ele já defende desde 1963, data em que publicou a monografia sobre “Autoria e domínio do fato” (Täterschaft und Tatherrschaft)”, esclarece o documento redigido pela assessoria de Roxin, que se declarou especialmente perplexo com outro espasmo de criatividade dos autores da reportagem: “O jurista alemão disse à Folha que os magistrados que julgam o mensalão não tem (sic) que ficar ao lado da opinião pública, mesmo que haja o clamor da opinião pública por condenações severas’”.

“A Folha já havia terminado suas perguntas quando um dos participantes 
(da mesa-redonda na Universidade Gama Filho), em razão de uma palestra em uma escola para juízes (a EMERJ) que Roxin proferiria, indagou se havia alguma mensagem para futuros juízes, que, muitas vezes, sofrem sob a pressão da opinião pública. O professor respondeu a obviedade de que o dever do juiz é com a lei e o direito, não com a opinião pública”.

Além de demolir a reportagem, o texto ressalta que Roxin se espantou “ao ler, no dia 18 de novembro de 2012, notícia do mesmo jornal em que consta que ele teria manifestado “interesse em assessorar defesa de Dirceu”. O professor afirma tratar-se de uma inverdade. O professor declara tampouco ter interesse em participar na defesa de qualquer dos réus. Segundo ele, não só não houve, até o presente momento, nenhum contato de nenhum dos réus ou de qualquer pessoa a eles próxima; ainda que houvesse, o professor comunica que se recusaria a emitir parecer sobre o caso. Em primeiro lugar, o professor desconhece o caso quase por completo”.

Em resumo: Claus Roxin não acompanha o julgamento do mensalão, não está interessado no assunto, não fez comentários sobre o caso, não analisou o desempenho dos ministros do STF, não foi convidado para assessorar advogados de defesa de qualquer condenado e, se for convidado, recusará. Os leitores do jornal aguardam explicações. Se é que existem”.

O corporativismo ideológico em blogs e redes socais

Já nos dizia Schiller: “Aquilo que não pode ser visto pela razão de um homem inteligente. Pode ser visto pelas torrentes de ideias duma mente infantil?”. Eis uma questão crucial.

O corporativismo ideológico destrutivo liberdade de expressão de certos grupos de debates e blogs está cada vez mais assemelhados as práticas sem ética da administração pública e dos representantes do Estado opressor. Logo, discutir seus procedimentos nos leva fatalmente a perceber que existem entidades virtuais que, sem explicação adicional alguma transformaram seus espaços em órgãos idênticos ao Estado opressor com poder de coerção e repressão sobre ideias manifestas que desagradem o comando advinda algum indivíduo que ainda preze liberdade de opinião.

Liberdade de expressão nesses espaços é a primeira garantia atacada em conjunto pelos apedeutas de forma condicionada a fazer prevalecer seus pontos vista, nivelando com isto o grau das discussões a um nível segmentado de hipocrisia e manipulação

Encontramos nesses perseguidores do livre pensamento certa emoção patológica que os move em rebanho para evitar que sejam expostos seus preconceitos e posicionamentos irracionais dando-lhes uma fachada de falsa integridade moral e intelectual. Fazem isso como forma de auto-proteção devido ideologia comuns e como meio de manter a unidade de força de ataque contra os que desejam expressar suas opiniões de forma livre e desembaraçada.

Como versaria o velho Marx: “Numa época em que é uma audácia filosófica duvidar da realidade de fantasmas, quando é paradoxal manifestar-se contra a caça as bruxas, essa época legitima fantasmas e caça as bruxas”.

Qualquer um do povo, assim como qualquer debatedor tem direito de ter independência opinativa e direito de pensar e falar a verdade tanto nos espaços públicos como nos meios virtuais que propõe do debate.

Entretanto, existe um grupo de bobos da corte que dependentes de ardis de manipulação para fazerem prevalecer seus pontos de vista irrefletidos e ideologicamente subordinados, os quais se unem para calar a voz daqueles que desejam se manifestar livremente e independemente em espaços destinados aos debates.

Numa discussão corriqueira sobre o conflito árabe-israelense determinado grupo de apedeutas ideologicamente subordinados aos pregadores da esquerda sufocaram a livre manifestação de opinião dum debatedor que apoiava o lado israelita. Certamente fariam o mesmo caso alguém ali declarasse unilateralmente apoio ao lado árabe-palestino devido falta de reflexão sobre a temática e total desconhecimento dos pilares do tema.

Isso fica claro ao citarem de forma clara um pensador que passou sua vida aclamando os ideais da Revolução Cubana, mas quando o regime cubano assassinou três jornalistas este retirou seu apoio ao regime, mas nunca retirou sua admiração enquanto o regime castrista  já havia matado mais de cem mil opositores populares no paredão.

Este é o tipo de incongruência que mais uma vez comprova que o controle das discussões estão sob o controle de apedeutas que quando se enxergam em xeque passam para o campo da injúria e difamação conjunta sem a menor cerimônia, pois não conseguem refutar as colocações feitas de forma livre e embasada.

Duvido que alguém negue Nietzsche ou Marx como nega a Deus

Ser ateu é uma forma de não obedecer a ideia de Deus para obedecer as ideias dos homens?

Muitos ficam espantados quando o sujeito diz não crer em Deus, mas acredita piamente e com devoção religiosa em cada parágrafo de Nietzsche ou citação marxista que declare Deus morto ou ópio do povo.

Deveriam ler um pouco de Feuerbach em sua crítica a Hegel para tentar desvendar como Marx ao menos chegou a essa menção que está na boca de qualquer ateu descolado por citar este ou aquele pensador como garantidor da sua superioridade intelectual sobre os religiosos.

Na verdade, venhamos e convenhamos se ateus reclamam ou acusam que a maioria dos católicos, protestantes e deístas em geral não terem conhecimento real de onde vieram suas crenças e argumentos isso me soa injusto com os mesmos, pois os ateus em grande parte também não sabem de onde advém vasta parcela da sua forma de pensar. Ambas as partes vivem numa sistemática oca: Omissa, contraditória e obscura.

É isso aí brodis debatam sobre isso se quiserem!

Remake de Silêncio dos Inocentes made in China

Indubitavelmente a nova aventura hollywoodiana é fazer um remake desastroso de Silêncio dos Inocentes estando o autor da nova intriga não só na condição de roteirista, mas também no papel do Dr. Frederick Chilton.  Sim o papel caiu como uma luva ao roteirista. Tanto pelo atrevimento de se considerar uma figura importante na trama, quanto ao atrevimento do uso deletério do poder da imaginação de achar que  Hanibal Lecter e Clarice Starling teriam sido bons amigos algum dia.

Entretanto, o maior apelo desse script é fazer Bufallo Bill falar, ou melhor, dessa vez a trama terá não terá um búfalo, mas sim um parente próximo da mesma espécie bovídea fazendo o mesmo papel semelhante ao do psicótico da primeira trama. Creio que o papel caiu como uma luva mais uma vez. Dessa vez ponto para o roteirista por adaptar bem o personagem a situação real.

Espero que depois disso a crítica mais adepta da farsa surrealista do que de remakes do passado não fiquem incomodados e passem a proceder novamente manifestações conjuntas do próprio opróbrio público tecendo comentários consubstancialmente inverossímeis acerca de Hanibal Lecter. Isso seria mais uma prova cabal de que o novo Buffalo Bill tem seguidores do mesmo naipe.

Devo acrescentar que existe sempre aquele na trama que de nada sabe, que sempre fica a mercê dos fatos fazendo  sempre jogo de cena como vítima por saber tudo que se passa, mas nesse remake a coisa mudou, ele ganhou o papel que seria dado a quem saiu de cena por sete ou oito vezes por encenar com brilhantismo a tragicomédia.

Por isso que fazer falar o novo Bufallo Bill é uma tacada interessante do roteirista ao qual indagaria se ele pudesse responder: O que levou o personagem a se calar e depois abrir o bico nessa trama? Teria sido a agente Starling promovida a uma posição de comando e agora resolveu caçar Lecter quer onde ele esteja através do mesmo modelo de psicótico da primeira trama que ressurge nessa com todos os traços e semelhanças do primeiro script?

Cabe ao roteirista responder isso. Caso ele responda eu garanto que farei um novo “Quid pro quo” aqui nesse blog enquanto o roteirista hollywoodiano faz em outro.

Justiça seja feita

Creio que finalmente deva concluir que agi com sabedoria em ter deixado o grupo Ringue Filosófico que da noite para o dia depois de minha partida se tornou numa extensão do antro de maledicências e injúrias da Duelos Retóricos.

Não se discutem opiniões, nem fatos socialmente relevantes, nem ideias. Apenas discutem entre si se este ou aquele fez isto ou aquilo e se este ou aquele são aquilo que pensam conforme sua premeditada maledicência em conjunto.

A atividade do debate e de troca de ideias foi totalmente assassinada antes do que eu imaginava. Ficou reduzida a numa briga de marmanjos e caipiras que se manifestam enfezados e de forma repugnante uns sobre os outros. Essa masturbação e siririca mental tomou conta das pautas por lá infelizmente conforme fui informado. O que já era previsível devido a presença de novos membros advindos da Duelos Retóricos.

Um dos motivos de ter me escafedido de lá, quem sabe para nunca mais voltar, é esta conduta evidentemente condizente com tudo que denunciei ao sair. Saí de lá para provar que tem gente de má índole moral e mental que só está afim de confusão recíproca. A minha ausência comprova que não sou quem cria as celeumas. Agora está bem evidenciado de quem partem as rixas e afrontas.

Ante a isso espero que os administradores revejam para quem a porta da rua é serventia da casa.

E tenho dito!

Tem Charles Mansons soltos por aí

Determinadas coisas não convencem. Embora alguns doentes retardados sejam convencidos de certas coisas irreais.

Basta que uma determinada pessoa com baixo grau de decência dê uma reboladinha ou jogue uma moedinha que outras fazem o que esta pessoa ordena numa troca de favores escusos. Isso se chama corrupção e aviltamento de valores morais.

Qualquer modalidade de perjúrios, perfídias e imposturas passa a ser justificado pela união de propósitos comum desses seres aviltantes quando se unem para levar a cabo suas peripécias macabras. Isso se chama formação de quadrilha.

Tem muita gente portadora de psicopatologias nesse mundo caótico disposta a fazer parte dessas engenhosas elucubrações e agremiações de fanfarronices para jogar na lama o bom nome daqueles que estão além do bem e do mal.

Reunidos e motivados por inverdades, ódio e vingança, pois a verdade nua e crua sobre sua natureza doentia e repleta de perversidade precisa ser antes de tudo partilhada com indivíduos do mesmo naipe grotesco e depois abafada negando a verdade partilhada. Isso é uma das armas de destruição em massa mais corriqueiras na sociedade atualmente.

A desonestidade moral e intelectual chega a tanto que são capazes de dizer: Tá vendo aquele ali é maluco não é normal como nós que pensamos agimos assim e assado e somos gente fina. A maioria dessas pessoas tem tanta confiança em seus conceitos e propósitos que suas ideias sequer necessitam de estudos ou provas. Basta dizer algo é determinada coisa que automaticamente aquilo que acham se torna uma realidade indiscutível.

Isso é muito comum nos portadores de dissonância cognitiva que negam determinadas verdades condicionadas a sua própria realidade e passam viver num submundo surrealista onde criam uma convicção e geram uma espécie de imperativo categórico falseador de verdades. Não é à toa que Nietszche diz: “As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”.

Um mentiroso é apenas um mero enganador sem compromisso com a verdade, mas uma pessoa convicta que uma mentira é uma verdade é um ser incapaz de compreender a própria realidade. Não é por acaso que este segundo grupo taxa qualquer um de insano ou louco por qualquer coisa que os desagrade.

Aqueles que se recordam dos comportamentos de Charles Manson irão notar que ele afirmava na sua resposta épica categoricamente que ele era o dono jogo que era ele quem dava as cartas para prostitutas e viciados em drogas. Este é o exemplo clássico dessa formatação de realidade doente e obscura onde são os outros os anormais.

Agora o que causa espanto é que existem sujeitos soltos e vagando no mundo fazendo isso de forma latente sem que sejam impedidos de se unir a outros sujeitos da mesma espécie e com isso formam comunidades de doentes retardados morais que atacam pessoas que estão ou estavam reféns da falsidade destes.

O mundo é um lugar perigoso para pessoas com retórica e argumentos que evidenciam esse tipo de gente. Elas são sorrateiramente perseguidas por estes grupos de seres aviltados e correm risco de serem atacadas por qualquer um destes a qualquer momento quer onde eles estejam.

Por isso meus caros amigos quando identificarem esse tipo de gente ou grupos desse tipo de pessoas saiam correndo, pois não adianta dialogar com os mesmos. Eles estão no controle dessa situação de anormalidade moral e intelectual embora achem que isso a mais pura normalidade.