Arquivo mensal: dezembro 2015

Temer já tem todas as cartas na manga!

“Jornalismo militante e a multidão invisível” esse é o título de um texto produzidos por um líder MBL sobre sociedade civil e o papel da imprensa na cobertura política.
Num país onde o coronelismo midiático é expresso esse debate é bem vindo. O jornalismo chapa branca domina a pauta diária de informação para grande massa. Diariamente soterrados por opiniões de comentaristas da laia de Cristiana Lobo ou Airton Soares, não raro é do twitter que algum livre pensador, ou livre jornalista rebelde, que desembarcou dos grandes órgãos da imprensa diz algumas verdades sem ser coagido pelo editor de política controlador.
A censura hoje em dia mora dentro das redações da imprensa falada e escrita. Seu codinome é Beija Bunda do governo que lhe sustenta com verbas de propaganda como podemos notar pela Carta Capital e blogs sujos como o Brasil 247. Quem lê e acredita no que é manifesto nessas revistas e blogs é militante pelego do PT e seus aliados genuflexos ao lulopetismo decadente que precisam passar urgente por uma lobotomia moral.
Esses dias zapeando os canais da TV aberta, lá estava eu, no quarto dum hotel, camisa amassada desabotoada, ar condicionado no máximo, com uma bela dose de vodca com muito gelo e limão para ter que aturar William Bonner comentando a carta “vazada” de Michel Temer dizendo que a carta era indiscutivelmente um desabafo, porque, ora, estava descrito na própria carta que era um desabafo ora bolas do meu saco! Que lógica cartesiana impressionante!
Todavia o “dasabafo vazado” repercutiu no plenário da Câmara dos Deputados. A carta de Temer foi mais nitroglicerina pura num quebra pau homérico anunciado entre deputados governistas, soldadinhos de chumbo do Planalto, liderados por um almofadinha peemedebista carioca chamado Leonardo Picciani e outros Sibás Machados genéricos do baixo clero.
O que já fedia enxofre se tornou escandalosamente em mais um cenário de deputados cretinos mantidos à tributação excessiva numa farra em que os rumos do país são definidos por esses sacripantas calhordas corrompidos por dólares na cueca, como vem personifica o líder do governo na Câmara Federal e seus asseclas.
Um dia depois, vimos Eduardo Cunha emanar seus poderes sórdidos na Comissão de Ética em mais uma oportunidade barrando pela sexta vez o andamento do processo contra ele naquela comissão vendida aos interesses espúrios duma classe política corporativista. Evidente como batom no colarinho, Eduardo Cunha distribuiu ordens para rachar Fausto Pinato, um deputado meia sola paulista que está sendo acusado de receber propina do para foder com Cunha duma vez por todas. Certamente a grana preta iria parar nas cuecas do deputado do PRB que entraria na galeria de deputados famosos por usar esse método da ceroula endinheirada para fins nada lícitos.
Ao relatar as ofertas de propina, Pinato, porém, não deu nomes e diz que não sabia se as pessoas queriam que ele votasse contra ou a favor de Cunha. Ora bolas deputado! Acha mesmo que essa conversa furada contada para a grande imprensa cola?
Segundo Pinato, uma das vezes em que foi abordado para receber, ele estava em um aeroporto de São Paulo, local estratégico onde emissários petistas da ORCRIM adoram entregar malas cheias de pixulecos aos seus destinatários. Certa vez usaram um hotel e shopping em Curitiba para entregar o din-din deslavado para Gleisi Hoffmann e Requião; e daí vem o “santo” Pinato diz que não sabe de onde essa grana vem?
Pinato, para azar de Cunha, era um peão que cederia aos apelos da opinião pública com extrema facilidade. Para sorte dele, ou por manobra dele, acabou sendo destituído do cargo após a Mesa Diretora armar sua substituição na surdina. A troca foi realizada na sessão em que deveria ser votado o seu parecer preliminar, após sucessivos adiamentos, defendendo a continuação das investigações por suposta quebra de decoro parlamentar.
Cunha é acusado de não ter declarado contas bancárias na Suíça e de ter mentido em depoimento à CPI da Petrobras sobre a existência delas. Ele nega ser o dono das contas, mas apenas ter o usufruto de ativos geridos por trustes. Daí aparece o tal Fausto Pinato, um deputado sem traquejo, testa de ferro da Universal, e diz: “Nessas abordagens, essas pessoas, que eu não sei quem eram, diziam, fazendo sinal de dinheiro com a mão: ‘Você pode arrumar a tua vida’. Eu já desviava, não dava ‘trela’ para o assunto. Procurei ficar bem reservado.”
Enquanto o coro dele era tirado na Comissão de Ética, Picciani dava seus últimos suspiros de líder do PMDB na Câmara. Temer já tramava derrubar o garotinho seduzido pela pedófila política Dilma por outro deputado fiel aos seus interesses. O nome dum deputado ligado ao lobby da mineração, forte dentro da casa em diversos partidos era o nome mais indicado para fazer essa outra substituição para beneficiar outro peemedebista, ou seja, desta vez o próprio Michel Temer, taxado por Ciro Gomes como “capitão-do-golpe do impeachment”.
Resultado desse rolo foi que o desabafo de Temer na verdade foi uma bafão para todo Congresso Nacional sentir que o PMDB está predestinado ao poder quando o impeachment ronda o Planalto. Não será um aliado da Dilma como Ciro Gomes que irá ter capacidade e nem habilidade e muito menos meios de negociar com um cacique do PMDB como Eunício Oliveira – que odeia Ciro – para deixar de servir ao grande mestre peemedebista forjado sob medida para ser o segundo na linha de sucessão.
Renan Calheiros e outros tantos terão que se dobrar aos planos de Temer e sua trupe. Terão que seguir o mesmo destino de Eliseu Padilha e  destroçar o PT com requintes de ações mafiosas do Poderoso Chefão sob a batuta de Michael Corleone. Enquanto isso, Cunha barra pela sétima, oitava, nona ou décima vez o andamento do processo de quebra de decoro parlamentar contra ele, e coloca a casa em xeque para que tudo que Temer venha a tramar em conversas aqui e acolá se reflita positivamente ao seu favor.
O que vemos é Temer e PMDB esvaziando o poder do Planalto com apunhaladas certeiras nas costas de todos os aliados do PT. Temer retira passo a passo Dilma de cena e a coloca a presidenta em saias justas diante da opinião pública. Dilma cai feito um patinho e de quebra faz Jacques Wagner ser parceiro dela na tentativa desatinada de minar a reputação de Temer diante duma nação que está cansada dessa novela da usurpadora da república que usou dinheiro surrupiado da Petrobras para se eleger e reeleger.
Agora é a vez de Temer, como um dia foi de Itamar, e com carta ou sem carta de desabafo, o PMDB tem o baralho inteiro em suas mãos e é uma questão de tempo desinstalar Dilma do Planalto. As cartas marcadas estão na manga do paletó de Temer.
E o suposto “golpe” não vai passar na TV, pois o jornalismo da grande mídia perdeu a capacidade de ler na entrelinhas dos fatos…
E tenho dito!
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