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“Vamos celebrar nossa justiça, a ganância e a difamação”

Sobre a papelada incriminatória que o Itamaraty quer impor sigilo e outras cositas:

Evidente que o Itamaraty não entregará a cabeça do Lula numa bandeja prateada nem mesmo num prato de porcelana fajuto. Assim como a CGU blinda as pedaladas fiscais da Dilma e deixa o TCU nas cordas sofrendo pressão da oposição de fachada e militância governista. Tudo isso demonstra que tem algo muito mais vultuoso por debaixo dos panos entre Lula e Odebrecht, entre empreiteiras e governo federal. Fatos e pactos que vão muito além do Petrolão e das investigações da Lava Jato, das falcatruas do BNDES e outros escândalos.

Como um governo pode falar em democracia se o Itamaraty blinda o Lula e uma empresa privada que empresta dinheiro de banco público? Como crer que as instituições republicanas funcionam com isenção e presunção de legitimidade se são as mesmas as primeiras a acobertar os desmandos dos ocupantes de cargos públicos? Se são estas as protagonistas em fazer vistas grossas para expedientes como os ocorridos no CAF e órgãos como o TSE?

No nazismo, ninguém podia mostrar nada sobre os atos de Hitler nem das empresas que faziam negócios com o governo alemão naquela fase da história. No fascismo idem, tudo que era contra o Estado e seu regente eram taxados de golpe contra a moralidade pública e governo de Mussolini. Hoje, aqui e agora, estamos vivenciado algo muito similar em pleno século XXI na América Latina em países como Argentina, Brasil e Venezuela.
Ontem mesmo as versões do laudo técnico da polícia federal argentina de que o promotor Nizman cometeu suicídio foram refutadas por peritos particulares deixando uma nefasta sombra que o governo argentino deve fazer de tudo para abafar o caso se valendo de todos os recursos estatais que dispõe. Esse é um caso de crime contra a vida não apenas de um promotor que poderia implicar a presidente Cristina Kirchner num grave processo judicial. Acima disso é um atentado à vida e liberdade de ação de um cidadão em sua tarefa de servir à Justiça com imparcialidade. Imaginem se algo similar acontece com o juiz Sérgio Moro ou seus assessores? Eles que travam uma batalha gigante contra a ladroagem que envolve figuras graúdas de empresas privadas que tem acordos com personagens como José Dirceu, Pallocci e outros do partido do governo.
Diante duma situação como essa, já sabemos que os investigadores da Lava Jato estão sendo alvo de retaliações administrativas por parte do Estado brasileiro. A narrativa surpreende até mesmo aqueles que ainda acreditam que exista alguma decência por parte das instituições, pois quando vemos que o governo federal chega ao ponto de plantar escutas ambientais nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para fiscalizar a própria Política Federal em suas atividades ligadas à operação Lava Jato; vemos que o Estado serve a quem está com a faixa presidencial e não a nossa suposta democracia.
A exigência que tudo que envolve atos do presidente da república precisa ser esclarecido de forma isenta ressoa não apenas aqui no Brasil, mas brada muito mais forte hoje na Argentina e Venezuela. Apesar de Cristina Kirchner, Maduro e Dilma entoarem a cantilena tradicional dos socialistas sul-americanos, esses presidentes de ocasião não conseguem disfarçar que o peronismo argentino, chavismo e lulopetismo que eles representam e encarnam. Os mesmos ainda deixam transparecer traços claros do ranço nazifascista dos tempos onde tudo que interessava era manter o poder até mesmo a custo de sangue, e manter o controle da sociedade sob a égide do império do discurso populista e incentivador do ódio contra os supostos inimigos do Estado. Portanto, não surpreende que tudo o que testemunhamos hoje nesses países é a mesma manifestação dessa doença social que infestou a Europa antes, e hoje reside na América Latina se valendo da esfinge do socialismo populista com traços de nazifascismo. Como dizia Winston Churchil: “É a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação do ódio e da inveja e o seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria”.

O Itamaraty blindando o Lula tem nome: Ditadura. O STF servido aos caprichos do PT nas ações do Mensalão e agora possivelmente do Petrolão refletem o Estado brasileiro aparelhado. A CGU serve às intenções de encobrimento das relações de Dilma com doações ilegais para sua campanha presidencial na última eleição. A pergunta não é mais apenas que país é este, mas sim que povo é este que enxerga tudo isso e não se mobiliza ao ponto de ocupar Brasília e enxotar essa escória do epicentro do comando da República?
Os rapazes que marcharam até Brasília foram recebidos com pompas e depois levaram um pé na bunda dos congressistas da oposição inconsistente e da situação contraproducente. Esses sujeitos não conseguiram nada além do que quinze minutos de fama. Agora estão abraçados ao ostracismo de seus movimentos que não coloca mais ninguém nas ruas. Vemos ainda a imprensa nacional fadada a republicar peças jornalísticas enfadonhas, mal redigidas e desfocadas da realidade que apelam para o sentimentalismo político ora de direita ora de esquerda num jogo de cartas marcadas.
A situação que emana de todos esses pólos é que tudo gira em torno do caos e é sugado para o olho do furacão corrosivo do desmando e descaso que vem destruído sem a menor cerimônia a dignidade de nações inteiras. Perdemos todos com isso, e no futuro seremos lembrados como uma geração de providenciou o que existirá de pior na outra por omissão e conivência com governos corruptos e destruidores da moralidade tanto pública quanto privada.

RenatoRusso11

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Esquerda vs Direita = Caos social

É grotesco o grau da esquizofrenia – eufemismo para parcialidade populista – que toma conta das redes sociais através de certos militantes da esquerda arcaica, com mentalidade deformada, os quais se manifestam babando extremismo. Sou obrigado a mais uma vez colocar na linha de fogo lulopetistas que também no fundo são chavistas e sujeitos infiltrados em movimentos como a Via Campesina, MST e com ligações estreitas com todo menu ideológico do PSOL linha auxiliar do PT e PC do B.
Apesar de estar convicto que na direta existem pessoas tão estafermas e mal intencionadas, a saber; coxinhas incultos, reaças militaristas adeptos da lobotomia olavista, bolsonarismo, felicianismo e até do cunhismo maquiavélico, isso não altera um milímetro a falta de ética e perfil anti-democrático dos militantes de esquerda. Esses dois  mundos são refratários das duas faces da mesma moeda do extremismo e intolerância social e política. São pessoas que engrossam as fileiras do caos social brasileiro e agem em sintonia para desvirtuar qualquer mudança positiva que possa haver no Brasil no meio desse cenário de incongruências e corrupção.
Ontem o 30 de Maio na Venezuela deu uma grande lição aos militantes brasileiros, pois oposição se faz de forma séria e honesta e não com pieguices conceituais de filósofos que são astrólogos e cantores que são oportunistas ou líderes políticos que detém planos de poder a curto, médio e longo prazo. Os brasileiros eivados de ignorância cultural e política se entregam para esses crápulas políticos suas mais nobres convicções para que os mesmos as transformem em extremismo e futilidades contraproducentes para causas realmente nobres.

Os portais de notícia nacionais trabalham a favor da desinformação, exemplo clássico disso são os jornais, sites, emissoras e revistas pertencentes ao Grupo Globo, onde informar é a arte de ocultar e transgredir a verdade dos fatos na sua raiz e decorá-la com falsas concepções da verdade. Exemplo disso são as notícias que um dia apontam para uma história e no outro dão motivos para que essa mesma história tenha inúmeras versões diversas em toda mídia as quais não fecham com o noticiado pela imprensa global e nem com a imprensa chapa branca sem pedigree.

As pessoas, ora enganadas e crentes em certas correntes de direita tanto quanto de esquerda, em grande parte dos casos consomem reportagens políticas e econômicas direcionadas que limitam-se a insinuar que o fato noticiado foi uma consequência de uma disputa entre facções rivais dos conservadores da direita em face dos mais progressistas da esquerda no contexto político e social nacional e vice-versa. O controle dos pontos de vista sociais dessa forma é antagonizado para criar um cenário perfeito para o divide et impera. Desde assuntos como liberação da venda de drogas até aborto a disputa se acirra a cada dia que passa, mas quem perde com isso são as pessoas quem vivem no meio do fogo cruzado e bombardeio ideológico no sense eivado de más intenções e extremismo vil.

A visão a olho nu desse lapso mental do brasileiro mediano que é absorvido por essa jogatina de conceitos e informações é notória. Isso está sendo refletido na forma pelas quais cada dia mais as pessoas rechaçam a política tradicional como forma de compilar e atender seus interesses cívicos e direitos difusos deixando o campo político à mercê de fanáticos que sobrevivem alimentados por factoides. Em matéria de debates sobre costumes e direitos da família, a guerra agressiva de intolerância se instala entre essas pessoas, prós e contras baseiam-se em depoimentos de fontes que só preconizam a disputa retórica e nenhum argumento que gere bom senso e direção saudável para essas pautas. Nesse ringue de idéias é onde vemos integralizar-se um desses caos sociais do nosso tempo: a intolerância.

Os diversos textos de blogs, hangouts, tuitadas que circulam na internet expressam conteúdos e relatos passageiros sem profundidade sobre questões sociais, políticas e econômicas em grande parcela dos conteúdos observáveis e mais acessíveis. Pesam mais ainda nas pautas de debates os ataques proferidos por sub-celebridades e militantes incautos que discorrem sobre política com espaço na mídia, os quais se valem dessa exposição e seguidores para se tornarem porta vozes duma massa corrompida pela desinformação. Compreensivelmente muitas pessoas de bom senso e que filtram informação e conceitos estão assustadas com esse cenário de repetição à exaustão de argumentos falidos e teses capengas sobre política e sociedade. As pessoas que realmente pensam e debatem no Brasil estão à margem da pauta de debates em nossa sociedade, pois o patrulhamento ideológico é patente seja na esquerda ou na direita. Pensar independente dessas raízes ideológicas é heresia e logo é rechaçado pelos grupos tribais que exalam intolerância primitiva e anti-civilizatória.
Vemos hoje me dia a osmose do caos com vereadores e prefeitos despreparados conduzindo os assuntos públicos repetindo os mesmos erros de conduta da presidente também despreparada, governadores, deputados e senadores oportunistas que dão um toque ainda mais dramático para nossa situação de falta de consciência política e ética. Para comover os eleitores grande parte dos políticos age como vendedores de propostas que levam o eleitor a crer que eles são pessoas que irão realizar grandes feitos, quando na verdade estão interessados em realizar caixa dois, desvios para seus patrocinadores eleitorais e manter grupos de interesses sugando as entidades públicas de administração.

Isto nada mais é do que reflexo do brasileiro que vota mal, que entende pessimamente de conceitos políticos dos mais simples e desconhece os mais complexos totalmente. Uma nação com esse nível decrépito de entendimento e embasamento político e social tende a ser massa de manobra do populismo e demagogia por prazo indeterminado. Em face desta realidade obtusa e cruel cabe a nós cidadãos refletir constantemente sobre aquilo que estamos aderindo em matéria de filosofia política; e quais pontos de vistas estamos defendendo ou endossando com conhecimento da profundidade de suas raízes teóricas e práticas. Caso contrário a turba organizada, os pelegos seguidores de caudilhos e extremistas eufóricos em breve estarão dando as cartas em todos os recantos do país, estarão cerceado nossa liberdade de expressão e de opção de quais caminhos queremos trilhar, qual legado podemo  deixar para as próximas gerações.
Complementando, o movimento liberal está para o libertarianismo como o movimento socialista está para o comunismo. Mesmo que como ideais filosóficos racionalmente cativantes, são impraticáveis na vida real. Ironicamente o liberalismo é a forma utilitária de se trabalhar o cenário sem tantos fanáticos dando palpites em causas sérias e necessárias para o desenvolvimento social, econômico e político deste Brasil; um Brasil que se vendeu ao populismo e extremismo radical de diversas fontes.

“Desconfio muito dos veementes. Via de regra, o sujeito que esbraveja está a um milímetro do erro e da obtusidade”. Nelson Rodrigues

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Rebanho de ovelhas negras no poder

Presidentes populistas e corruptos aliados e turistas admiradores da Revolução Cubana que visitam Havana ficam perplexos: Nenhum deles por mais bem informado que seja sabia ainda que prédios à beira da ruína são uma catástrofe real dos cartões postais de Cuba. O governo cubano assim como o governo venezuelano, brasileiro e argentino dentre outros da América Latina populista e corrupta sobrevivem de propaganda mentirosa dizendo que tudo está bem em seus respectivos países. A população analfabeta funcional e cerceada de informação com credibilidade acredita piamente nessa lorota.

Talvez com exceção de Nicolas Maduro, que é dotado de vidência e mantém diálogo permanente com pássaros, talvez ele seja um presidente plenamente informado da real situação do mundo socialista a sua volta e daquilo que o povo realmente pensa sobre sua figura. Já outros como Pepe Mujica que na última semana entregou Lula de bandeja para oposição num “ato falho” de delação, este pensa o seguinte sobre o regime de Maduro: “Creio que existe um interesse em ser preso na Venezuela. É uma técnica, é a forma de luta da oposição. Induzem o governo a ultrapassar o limite. Criam uma notável contradição internacional — e esses bobos entram”.

Mujica como ex-presidente uruguaio financiado pelo lobby internacional da legalização da maconha e como antigo guerrilheiro dos Tupamaros sempre solta esse tipo de declaração e depois volta atrás dizendo que nada disse ou que foi mal interpretado. Pepe Mujica também sobrevive de propaganda enganosa, pois ele como uma celebridade da politicagem internacional devido explorar seu modo de vida simples e posando de vovozão pacato e boa praça e pai das medidas pops na política sul americana e mundial engana muitos desavisados os quais desconhecem suas reais intenções e conluios nos bastidores.
Ainda nesse cenário de contradições eivadas de bom mocismo fajuto tivemos a visita de Lilian Tintori e Mitzy Capriles ao Brasil, ora não recepcionadas por Dilma Rousseff, que diz defender a liberdade e democracia acima de tudo. Essa conduta de Dilma e Mujica, como tantas de Lula, evidenciam com solar clareza a leviandade moral e multiplas facetas dos governantes desses países em avançado estágio de corrosão democrática, republicana, social e econômica à exemplo da grande mãe Cuba ou grande vovó Rússia.
Mesmo as eleições que deveriam ser um pressuposto da democracia e poder emanado do povo, hoje em dia são a fraude capital contra a própria liberdade democrática desses países, pois retiram da sociedade o direito sagrado de optar por mudanças de rumo na administração do país.

No Brasil as fortes acusações contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli, que é um aliado direto do PT nesse esquema de corrupção eleitoral torna esse quadro mais claro. Em outros países cria-se cada vez mais mecanismos de limitação aos direitos da oposição popular, parlamentar e política como é caso da repressão à fogo defendida por Maduro contra manifestantes de rua e prisão de políticos como Antonio Ledezma e Leopoldo Lopez. Presidentes que se mantém no poder mediante fraudes depredam a democracia e sobrevivem criando oligarquias que gravitam ao seu redor, próximas ao poder e que recebem os espólios pagos pela população que é pilhada por seus governantes corruptos que se valem disso como plano de manutenção no poder.

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Na Venezuela a verborragia e indecência tanto de Hugo Chávez como de Nicolás Maduro subordinaram até mesmo o Poder Judiciário à plena vontade do Poder Executivo gerando assim maior grau de impunidade aos seus atos e ações de seus apoiadores. Retrato cuspido e escarrado disso são as falas de Tarek William Saab, o qual exerce o cargo de “defensor do povo” do governo Maduro, que é uma espécie de face política das milícias armadas do chavismo. Este “defensor do povo” esteve no Senado à convite do PT e PSOL, partidos que são franco admiradores de carteirinha chavismo caudilho e do séquito de pelegos irracionais que idolatram o defunto como santo nos dias atuais.

Seguindo esta mesma toada o governo Dilma Rousseff tenta cada vez mais aparelhar as altas cortes do judiciário brasileiro, à exemplo do que ocorre com a indicação do “companheiro” Luiz Edson Fachin para o STF. Essa estratégia sórdida e sagaz visa abolir na prática o sistema de separação de poderes e impetrar no cerne da Democracia a ditadura perpétua da opinião unilateral, geral e irrestrita nos poderes da República.
Quando presenciamos Pepe Mujica imputando aos oposicionistas as responsabilidades pelos encarceramentos deles mesmos, o que se sustenta é que a insidiosa propaganda contra a liberdade de expressão dos cidadãos chega num nível elevado seguindo algoritmos de sustentação da máfia política populista que se mantém no poder a todo custo. A gradativa destruição da independência dos magistrados brasileiros ainda ousa atacar a Operação Lava Jato, na qual o Juiz Sérgio Moro e procuradores federais não contaminados fazem um excelente trabalho desarticulando a quadrilha posta pelo PT no comando da Petrobras. Mesmo assim os pilares tanto do Poder Judiciário quanto da diplomacia brasileira já seguem a olhos vistos os princípios da fratura da democracia e suas instituições públicas à moda venezuelana visando calar a qualquer pessoa que levante a verdade sobre os fatos que acontecem nos bastidores do poder.

Maduro tal qual como Lula e Dilma reproduzem fielmente o arquétipo dos líderes do povo oprimido pela elite dominante, posam como detentores do poder áulico de compreender as necessidades da camada mais pobre da população e dizem lutar por eles com todas as armas. Sob o argumento clássico da divisão de classes que passa desapercebida ao interlocutor com baixa cognição dos fundamentos duma verdadeira República e Estado Democrático de Direito essa espécie predatória da democracia sobrevive devorando suas próprias presas.

Quando vemos Maduro, Mujica, Dilma e Lula discursando vemos populistas vendendo o marketing da divisão de classes e duma falsa aura de anjos da guarda do povo mais pobre. Na verdade, estamos diante de lobos em pele de cordeiro, ou seja, daqueles que agem como estelionatários que compactuam do mesmo credo ideológico de que os fins justificam os meios, como foi dito por Lula à Pepe Mujica no livro “Uma oveja negra al poder”. O ex-presidente uruguaio envergonhou seus camaradas ao tocar no assunto, mas expôs todo cinismo e veleidade satânica que impera em suas personalidades dúplices.

Como sabemos a lavagem cerebral operada pelos partidos de esquerda tornam seus militantes em fanáticos cegos que não enxergam nem entendem a verdade sobre fatos óbvios nem mesmo a um palmo diante do nariz. A subordinação aos princípios ideológicos e morais de suas lideranças amputa o livre exercício da racionalidade e moralidade de seus adeptos, e mais ainda dos ocupantes de cargos públicos, isto é, tornam todos quase sem exceção em “ovejas negras al poder”. Esse rebanho hostil à verdade é compilado no seio das camadas mais pobres e deseducadas da sociedade, nas universidades onde a juventude imatura se vende ao sonho socialista duma realidade da soberania da liberdade do mais fraco, vendem utopias como realidade e tornam o sonho de luta por melhores condições de vida num pesadelo de onde emana vingança contra os mais educados da oposição e contra aqueles em melhores condições sociais e econômicas dentro da mesma sociedade.

O alinhamento ideológico nefasto impetrado por Lula, Maduro e Mujica tem implicações políticas mui evidentes que saltam aos olhos quando analisamos a forma pela qual eles tratam opositores que estão nas ruas ou meramente declarando opinião em face seus governantes corruptos e populistas. Na América Latina, o populismo e demagogia exacerbada da propaganda, do discurso político recalcado e vicioso é a tradição na qual eles se baseiam para deturpar fatos e opiniões. Presidentes de parlamentos tais como José Sarney, Renan Calheiros e Eduardo Cunha se valem do mesmo expediente retórico macabro que ilude massas de manobra de seus currais eleitorais. Mesmo que neguem que prisões aos manifestantes sejam uma medida necessária em certos casos, como é a realidade na Venezuela, estes políticos populistas e demagogos aprisionam mentes despreparadas através da sua conversa fiada repetida à exaustão sobre um Estado forte que combate as mazelas da sociedade ombro a ombro com o povo mais pobre e carente buscando a justiça social plena.

Esse é o discurso fundamentalmente já verbalizado por Fidel Castro e Che durante a Revolução Cubana. Discursos hoje travestidos com técnicas de marketing político e publicidade enganosa para atender ao mesmo princípio: A tomada de assalto da sociedade e perpetuação no poder com aval duma parcela que aderiu ao assalto moral e intelectual que subiste. Tanto quanto os prédios da orla de Havana, o que vemos hoje é uma fachada desfigurada, a qual esconde a podridão interna das lideranças de esquerda da América Latina que tornam refém pessoas ludibriadas pela retórica maquiavélica.

O populismo é uma teoria ou uma realidade?

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O conceito de populismo sempre foi elástico e subjetivo. Contudo, em alguns momentos da história chegou a fazer sentido. No século passado, porém, não era usado apenas para caracterizar a forma de governar de políticos de esquerda como hoje. O caudilho, que por definição governa de forma populista, poderia ser partidário de qualquer ideologia.

Em resumo, caudilho seria um chefe político que governa acima dos partidos e que adota medidas populistas ou demagógicas que agradam aos governados independentemente de serem viáveis, o que, por essa teoria, no médio e no longo prazos terminariam por causar mais malefícios do que benefícios.

No Brasil, o “caudilho populista” mais famoso é Getúlio Vargas, ainda que outros políticos trabalhistas como Leonel Brizola tenham sido associados a essa pecha.

A história do populismo, no entanto, importa menos do que o uso contemporâneo desse conceito, tal como vem sendo empregado na América Latina e, mais precisamente, na América do Sul ao longo do século XXI, período em que líderes de esquerda ascenderam ao poder por toda a região e a revolucionaram econômica e socialmente.

O recém-falecido Hugo Chávez foi proclamado “caudilho” e “populista” por ter contrariado interesses econômicos dos Estados Unidos e de classe social na Venezuela – mesmo vendendo 40% da sua produção de petróleo para o Tio Sam, e mesmo tendo em vista que 95% das exportações venezuelanas correspondem a vender sua produção petrolífera – e com isto exportado um modelo de organização social e econômica para vários outros países da região, dos quais os governantes também foram rotulados como “populistas”.

O conceito contemporâneo de populismo, assim, tem servido para grupos de direita tentarem subverterem a imagem de governos que vem reduzindo a pobreza e distribuindo renda e que, por isso, tornaram-se extremamente populares. Ante a isso, para a direita latina o venezuelano Chávez foi populista, o brasileiro Lula é populista, o boliviano Evo Morales é populista, o equatoriano Rafael Correa é populista, e por aí vai…

A direita sempre tentou vender, sobretudo aos povos de “Terceiro Mundo”, a premissa de que para a vida de um povo melhorar ele precisa antes passar pelo inferno. Distribuir renda, reduzir a pobreza, gerar empregos suficientes para que a demanda por mão-de-obra aumente e, assim, os salários se valorizem, tudo isso seria negativo.

Acredite quem quiser.

Governante bom seria aquele que “planta” hoje para que o povo colha benefícios no futuro. E se essa premissa lhe soa familiar, não é à toa.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nunca foi chamado de populista porque seu governo dito “responsável” não trouxe benefícios imediatos – ou tardios. Por isso, você sempre lê ou escuta na mídia que FHC “plantou”.

FHC não é nem foi populista porque seu governo foi impopular – terminou seu segundo mandato com 85% de rejeição. E foi impopular porque ao fim de seus oito anos de governo a inflação, o desemprego e a dívida externa explodiram, o país não tinha crédito ou credibilidade no exterior, enfim, foi uma época em que a vida dos brasileiros piorou muito.

Eis por que todo reacionário, quando confrontado com a popularidade dos governantes latino-americanos mal chamados de “populistas”, vem com aquela história de que Hitler também era popular, como se impopularidade fosse sinônimo de qualidade de um governante.

Dia desses assisti ao filme A Dama de Ferro, com Meryl Streep no papel da ex-premiê britânica Margareth Tatcher. O que se nota é a verdadeira obsessão da direita pela impopularidade, que denotaria coragem de tomar medidas impopulares que, em tese, depois produziriam efeitos benfazejos – o que, como se sabe, nunca acontece.

Em resumo, é a velha história de primeiro fazer o bolo crescer para depois dividir. Contudo, como bem sabem os brasileiros, o bolo cresce, cresce e nunca é dividido coisa nenhuma.

Populismo, portanto, é um conceito que busca deturpar a popularidade de um político associando-a à demagogia, como se ser popular fosse indicativo de não ser bom governante quando é justamente o oposto, pois se quem governa é popular é porque seu governo está satisfazendo a população.

Por fim, uma péssima notícia para os devotos dessa teoria canhestra: após anos sendo governados por “populistas”, os povos da América Latina entenderam que não é preciso sofrer indefinidamente para que um dia – que nunca chega – atinjam o bem estar social.

O conceito populismo, hoje, só faz sentido para uns poucos reacionários endinheirados.