As ossadas e pedaladas de Guido Mantega & Cia

O carequinha Armínio Fraga vem advertindo há anos acerca da existência de esqueletos fiscais acumulados no governo do PT em sua gestão econômica chefiada por Guido Mantega.

Embora isso seja uma denúncia de fundo oposicionista com viés eleitoral, não podemos descartar que a política fiscal do governo petralha vez ou outra sempre deixou escapar indícios que podem servir de provas de atividades ilícitas encobertas.

A ginástica financeira feita pelo Ministério da Fazenda e Planejamento atinge especialmente os bancos públicos, em especial o BNDES.

Há diversos esqueletos amontoados e ocultados em cantos obscuros das explicações sobre os reflexos concretos da economia nacional tendo em vista as medidas aditas por Guido Mantega. Especialmente a partir de 2009 e mais ainda em 2011, sem ainda mencionar períodos anteriores da era Lula que desembocaram no Mensalão e outros escândalos.

Essas ossadas são facilmente descobertas pelos olhos mais atentos, pois esses esqueletos são e estão propositalmente camuflados. Desta forma, podemos desconfiar de que existam ainda mais ossadas ocultas e camufladas a serem descobertas, pois lá pelas tantas, sempre surgem do nada uma falange suspeita ou uma ponta de tíbia e até mesmo crânios como caso da Petrobrás hoje noticiado pela imprensa nacional dando destaque ao depoimento de Paulo Roberto Costa na Justiça do Paraná.

O governo petista praticamente fundou um vasto cemitério envolto em trevas devido ser o maior produtor de esqueletos e ossadas deixadas nesses dozes anos de seu governo repleto de pedaladas na economia doméstica.

Resumir isso apenas ao caso do Mensalão, o qual  poderia ser um golpe de mestre devido a estrutura organizada com requintes de Cosa Nostra, sendo que poderia passar imperceptível aos radares das autoridades e impressa devido usar vários núcleos e repasses parcelados supostamente não rastreáveis, mesmo assim, veio tudo à tona. Isso se deve aos esqueletos deixado por figuras como Herinque Pizzolato ex-direitor do Banco do Brasil, e ossadas camufladas pelos núcleos de Marco Valério e Delúbio Soares que tinham em comum um articulador central ora oculto em todo sistema que a Justiça ainda insiste em não trazer para atrás das grades. Nisso Zé Dirceu como co-piloto dessa mega operação serviu de bucha de canhão.

Em outros casos não se tratam meramente de vestígios contábeis que se revelam na execução de projetos da Petrobrás ou de outras estatais e sistemas assistenciais e programas de incentivos fiscais do governo. Por outro lado também não são aplicações de anabolizantes em receitas liquidas do governo federal, nem tampouco, truques de contabilidade inventiva as quais as contas públicas não surgem aos nossos olhos totalmente transparentes.

Atualmente o até agora inexplicável rombo do seguro-desemprego, isto é, Fundo de Amparo ao Trabalhador, já detém a cifra bilionária de R$ 13 bilhões. Isso  apenas neste ano.  O peculiar nesse caso concreto é a circunstância de que vivemos numa fase, ou melhor dizendo, numa conjuntura de pleno-emprego, quando não cabem pagamentos tão altos do seguro-desemprego. Sendo assim para o que isso aponta na verdade? Há suspeitas que recaem sobre estes fatos e podem levar à descobertas de ossadas e esqueletos em sistemas como o Bolsa Família e outros programas de assistência social ou até mesmo impactos em fluxo de caixa de algumas entidades pontualmente escolhidas para serem cemitérios de esqueletos.

Outro dado suscetível de receber desconfiança paralela a esse fato é de que em abril deste ano, o Mistério da Previdência comunicou o déficit das contas da Previdência Social em cerca de R$10 bilhões a mais do que o anunciado anteriormente pelo governo federal. Naquela ocasião o ministro da Fazenda Guido Mantega ficou indignado com esse comunicado, pois de fato se tratava duma revelação que ele dizia ser equivocada e ordenou demitir o autor técnico dessas projeções “bastardas e inglórias”.  Algumas semanas depois, o rombo foi não só confirmado, mas tambm´pem corrigido para a cifra de R$ 15 bilhões. Depois disso, não se falou mais nos cálculos realistas nem do paradeiro desconhecido do técnico que os fez… Estranho não é caro leitor?

Vamos ao famigerado BNDES, este que parece ser isoladamente como o maior cemitério de esqueletos e toneladas de ossadas. Desde 2009 até o fim deste ano, o BNDES terá recebido transferências do Tesouro Nacional de nada menos que R$ 339 bilhões.  Tais quantias estratosféricas são referentes a recursos redirecionados em operações de financiamentos subsidiados ou de participações acionárias cujos destinatários permanecem ocultos sob alegação de “sigilo bancário e fiscal”.

Recordem-se que um frigorífico, o JBS, recebeu subscrições em ações da subsidiária BNDESPar o invejável volume de R$ 8 bilhões. No período de 2002 a 2015, a distribuição de subsídios do BNDES deverá alcançar a cifra de R$ 79,5 bilhões. Então querem mais ou basta?

Vamos às pedaladas entonces…

Existem coisas no mundo do futebol e da contabilidade cujo nome é “pedalada”. São manobras que envolvem bancos oficiais, nesse caso o próprio BNDES, ou a Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil e até mesmo o Banco Central (BACEN).

Essas operações estranhas começam com atrasos propositais de pagamento de obrigações do Tesouro com benefícios sociais, como Bolsa Família e seguro-desemprego. Em seguida, os bancos públicos são chamados a dar cobertura ao Tesouro, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, com operações que funcionam mais ou menos como empréstimos.

Depois, se, além disso, o banco escorrega dos limites de crédito impostos pelas disposições macroprudenciais ou pelos critérios de Basiléia, o BACEN trata de apagar impressões digitais e começa assim a deixar ossos largados em alguns cantos.

Em maio deste ano por exemplo, apareceu o famigerado  caso dos R$ 4 bilhões, um crédito estranho a favor do Tesouro encontrado numa conta paralela de um banco privado a ser contabilizado como ativo federal, aparentemente, para escapar do efeito-calendário (caixa baixa no final do mês).

As autoridades reconhecem e atestam que está tudo em ordem e insistem em que não há nada de errado nessas operações. Se não há, por que então o esquema de despistamento operacional? E por que os peritos do Tribunal de Contas da União estão debruçados sobre elas? Essas respostas ficam para os próximos capítulos, pois como sabemos a avaliação de contas nessa esfera é lenta e recebe entraves de todos os lados, mas os ossos e esqueletos dessas pedaladas estão por aí…e serão encontrados!

guido-mantega

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Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 10 de outubro de 2014, em Economia, Política, PT e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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