“Vamos celebrar nossa justiça, a ganância e a difamação”

Sobre a papelada incriminatória que o Itamaraty quer impor sigilo e outras cositas:

Evidente que o Itamaraty não entregará a cabeça do Lula numa bandeja prateada nem mesmo num prato de porcelana fajuto. Assim como a CGU blinda as pedaladas fiscais da Dilma e deixa o TCU nas cordas sofrendo pressão da oposição de fachada e militância governista. Tudo isso demonstra que tem algo muito mais vultuoso por debaixo dos panos entre Lula e Odebrecht, entre empreiteiras e governo federal. Fatos e pactos que vão muito além do Petrolão e das investigações da Lava Jato, das falcatruas do BNDES e outros escândalos.

Como um governo pode falar em democracia se o Itamaraty blinda o Lula e uma empresa privada que empresta dinheiro de banco público? Como crer que as instituições republicanas funcionam com isenção e presunção de legitimidade se são as mesmas as primeiras a acobertar os desmandos dos ocupantes de cargos públicos? Se são estas as protagonistas em fazer vistas grossas para expedientes como os ocorridos no CAF e órgãos como o TSE?

No nazismo, ninguém podia mostrar nada sobre os atos de Hitler nem das empresas que faziam negócios com o governo alemão naquela fase da história. No fascismo idem, tudo que era contra o Estado e seu regente eram taxados de golpe contra a moralidade pública e governo de Mussolini. Hoje, aqui e agora, estamos vivenciado algo muito similar em pleno século XXI na América Latina em países como Argentina, Brasil e Venezuela.
Ontem mesmo as versões do laudo técnico da polícia federal argentina de que o promotor Nizman cometeu suicídio foram refutadas por peritos particulares deixando uma nefasta sombra que o governo argentino deve fazer de tudo para abafar o caso se valendo de todos os recursos estatais que dispõe. Esse é um caso de crime contra a vida não apenas de um promotor que poderia implicar a presidente Cristina Kirchner num grave processo judicial. Acima disso é um atentado à vida e liberdade de ação de um cidadão em sua tarefa de servir à Justiça com imparcialidade. Imaginem se algo similar acontece com o juiz Sérgio Moro ou seus assessores? Eles que travam uma batalha gigante contra a ladroagem que envolve figuras graúdas de empresas privadas que tem acordos com personagens como José Dirceu, Pallocci e outros do partido do governo.
Diante duma situação como essa, já sabemos que os investigadores da Lava Jato estão sendo alvo de retaliações administrativas por parte do Estado brasileiro. A narrativa surpreende até mesmo aqueles que ainda acreditam que exista alguma decência por parte das instituições, pois quando vemos que o governo federal chega ao ponto de plantar escutas ambientais nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para fiscalizar a própria Política Federal em suas atividades ligadas à operação Lava Jato; vemos que o Estado serve a quem está com a faixa presidencial e não a nossa suposta democracia.
A exigência que tudo que envolve atos do presidente da república precisa ser esclarecido de forma isenta ressoa não apenas aqui no Brasil, mas brada muito mais forte hoje na Argentina e Venezuela. Apesar de Cristina Kirchner, Maduro e Dilma entoarem a cantilena tradicional dos socialistas sul-americanos, esses presidentes de ocasião não conseguem disfarçar que o peronismo argentino, chavismo e lulopetismo que eles representam e encarnam. Os mesmos ainda deixam transparecer traços claros do ranço nazifascista dos tempos onde tudo que interessava era manter o poder até mesmo a custo de sangue, e manter o controle da sociedade sob a égide do império do discurso populista e incentivador do ódio contra os supostos inimigos do Estado. Portanto, não surpreende que tudo o que testemunhamos hoje nesses países é a mesma manifestação dessa doença social que infestou a Europa antes, e hoje reside na América Latina se valendo da esfinge do socialismo populista com traços de nazifascismo. Como dizia Winston Churchil: “É a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação do ódio e da inveja e o seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria”.

O Itamaraty blindando o Lula tem nome: Ditadura. O STF servido aos caprichos do PT nas ações do Mensalão e agora possivelmente do Petrolão refletem o Estado brasileiro aparelhado. A CGU serve às intenções de encobrimento das relações de Dilma com doações ilegais para sua campanha presidencial na última eleição. A pergunta não é mais apenas que país é este, mas sim que povo é este que enxerga tudo isso e não se mobiliza ao ponto de ocupar Brasília e enxotar essa escória do epicentro do comando da República?
Os rapazes que marcharam até Brasília foram recebidos com pompas e depois levaram um pé na bunda dos congressistas da oposição inconsistente e da situação contraproducente. Esses sujeitos não conseguiram nada além do que quinze minutos de fama. Agora estão abraçados ao ostracismo de seus movimentos que não coloca mais ninguém nas ruas. Vemos ainda a imprensa nacional fadada a republicar peças jornalísticas enfadonhas, mal redigidas e desfocadas da realidade que apelam para o sentimentalismo político ora de direita ora de esquerda num jogo de cartas marcadas.
A situação que emana de todos esses pólos é que tudo gira em torno do caos e é sugado para o olho do furacão corrosivo do desmando e descaso que vem destruído sem a menor cerimônia a dignidade de nações inteiras. Perdemos todos com isso, e no futuro seremos lembrados como uma geração de providenciou o que existirá de pior na outra por omissão e conivência com governos corruptos e destruidores da moralidade tanto pública quanto privada.

RenatoRusso11

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Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 13 de junho de 2015, em Política e marcado como , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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