Nota de repúdio à militância do PSOL na USFM

Alguns sujeitos acreditam piamente que aquilo que eles mesmos são e creem devem vincular os outros a serem como eles; e ainda dizem defender a liberdade estampada na bandeira do seu partido? Conta outra!

É vergonhoso como algumas pessoas se portam em sua conduta pessoal em relação ao mundo que vivem. Se ainda fosse apenas um caso isolado de ódio, realizado por algum bêbado, doente mental ou drogado passaria. Como se trata de algo recorrente advindo dum bêbado e drogado que acha graça e aceitável ser assim, creio, que não se possa aceitar. Nos comentários seja em redes sociais ou outros espaços existem sujeitos que expressam ódio e ignorância gratuitos ao que eles não aceitam e desconhecem cabalmente por crerem com devoção fervorosa nas suas ideologias.

Em outros lugares mais politizados do estado do Rio Grande do Sul vê-se gaúchos sóbrios em todos os sentidos, especialmente no moral e intelectual, repudiando a atitude imbecil da UFSM que se tornou um antro de militantes de esquerda dos mais recrudecentes em intolerância em face de qualquer coisa. Se os ativistas políticos, sejam professores ou alunos, estavam ou não fazendo piada com a situação do anti-semitismo, isso não importa. O que estão fazendo é danoso para sociedade.

Que fique claro que nada tenho contra os gaúchos. A questão aqui vai além da famigerada característica do bairrismo gaudério. Essa hipervalorização do local, das origens, passa uma ideia de que possam ser melhores do que o resto do país de forma inculta e ensoberbecida já depõe contra os mesmos muitas vezes, mas aqui a situação vai além disso.

O engraçado é como isso pode ser usado para controlar as pessoas. Trata-se duma vulnerabilidade no intelecto de boa parte dos gaúchos, que aceitam falácias fundamentadas no que não tem fundamento: a localização. Aliás, um mínimo de dignidade deveria ser mantido justamente por crer que suas origens são mais nobres do que as dos demais, mas no caso de alguns nativos isso passa ao largo.

Não me envolvo com política partidária; não faço parte dessa polarização que praticamente divide as pessoas em duas ou mais classes distintas no Brasil com ódio pela classe média ou mais abastada. Acredito que são os fanáticos que levam a sério demais suas posições e não a realidade e a verdade dos fatos que tornam esse país divido — numa tentativa constante de provarem que estão com a verdade aninhada debaixo de seus argumentos, de alguma forma, se sentem melhores do que os outros por agir nesse sentido deletério.

Sou um tanto globalista. Não aceito nem aquele argumento de que “somos todos brasileiros”. Um bairrismo brasileiro ainda é bairrista — apenas aumentou-se o tamanho do local que estamos superestimando. É preciso respeitar todas as culturas do mundo, inclusive todas que existem no Brasil, sem limitar-se a qualquer fronteira, seja ela política, geográfica ou cultural. Não se deve substituir um orgulho por outro. Idealmente, o bairrismo deve servir apenas como incentivo para se esforçar mais, para melhorar, e jamais para menosprezar a conquista alheia como muitos fazem e levam isso para o campo da política partidária também.

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Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 8 de junho de 2015, em Comportamento e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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