Piketty não é a pica das galáxias é o buraco negro

Elementar meu caro Watson: Se não existisse o vil metal podem ter absoluta certeza que seriam os seus dotes físicos, intelectuais e morais mais elevados que seriam o capital de fluxo nesse mundo ordinário e corrompido pela ganância e enganação. Estamos atrasados na civilização em comparação aos supostos alienígenas raça superior do universo, os quais não precisam mais de money, pois já tem conhecimento de que suas capacidades mentais potencializadas ao extremo são o que evoluem a sociedade.

Ora ora…dúvidas sobre obviedades? Os conceitos centrais da obra de Piketty são: 1) A concentração da riqueza aumentou em todos os países desenvolvidos; 2) Mantém-se a tendência de não intervenção tributária sobre essas fortunas (uma amostra é a resistência à taxa Tobin na Europa); 3) Caso não haja mudanças nessa situação, a economia do século XXI será parecida com a do século XIX, quando as elites econômicas herdavam a riqueza ao invés de obtê-la pelo trabalho. Será uma sociedade neovitoriana classista, dominada pela riqueza de uma elite hereditária, que não foi conquistada. Isto significa que a proposta de Piketty, que ele admite ser “utópica”, para evitar esse retorno a um mundo oligárquico é um esforço coordenado, em nível mundial, para aplicar impostos a essa imensa massa de riqueza concentrada em poucos. Ele conclui que caso não sejam tomadas medidas contundentes, o funcionamento da economia será condicionado por pessoas que simplesmente possuem a riqueza herdada de seus pais.

O argumento principal de “O Capital no século XXI” é que o capitalismo, em sua forma neoliberal (de mercado) ou intervencionista (Estado de Bem-Estar), conduz a uma economia dominada por aqueles que têm a sorte de nascer em uma posição de riqueza herdada. Embora tenha realizado a análise a respeito de países desenvolvidos (Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Canadá, Japão e o Reino Unido), na Argentina também está havendo esse reflexo e é interessante observar como os filhos de famílias de grande fortuna e de visibilidade pública começaram a se reunir em grupo de afinidades comuns, revistas de teatro, esportivas e de negócios demonstram isso.

Ausência de capital tornaria essas pessoas menos ricas ou as pobres menos pobres? O principal argumento de Piketty é que a riqueza (que tende a se concentrar em poucas mãos) cresce mais rapidamente do que a economia, de modo que aqueles que já possuem muita riqueza vão se tornando cada vez mais ricos em relação a todos os outros. Supostamente, esta seria uma característica inevitável do capitalismo.Se essa tese lhe soa familiar, é porque ela realmente é: a teoria de Piketty é apenas uma repetição mais atualizada do que Marx e Keynes já haviam dito, embora seja válido lembrar que Keynes zombou da maioria das coisas ditas por Marx, classificando-as como “embuste”. Então melhor ler o velho Marx e o velho Keynes do que a sua cópia barata não é vero?

Enquanto não evoluímos: show me the money e pague meu lunch!

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Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 7 de junho de 2015, em Economia e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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