A ignorância não é uma benção!

São Tomás de Aquino dizia duas coisas: “Tenho medo do homem de um só livro.”
(Timeo hominem unius libri.) e que “a humildade é o primeiro degrau para a sabedoria.”

A partir dessa premissa, as universidades no Brasil podem ser descritas como cemitério de pensadores: O sujeito trabalha uma vida para dar a educação que não teve para seu filho ou filha. Os filhos dos trabalhadores ingressam nas faculdades ainda com certos valores e boa conduta moral, seis meses depois, estão com um livro do Nietz debaixo do braço pra cima e pra baixo, fumando baseado e falando em revolução do sistema.

É pra isso que serve aquela liberdade? Liberdade serve para não me prender a nada que me defina. A arte de exercer liberdade é isso, ou ao menos, a simples possibilidade de ser algo tão inevitável e não inventado diante da companhia da mais extrema idiotice que nos impõem em determinados pensamentos e comportamentos de manada em certos antros intelectuais.

Tudo que aprendemos de lixo deveria servir como um background para algo mais lógico e inteligível e não estacionar nossa mente em concepções sedimentadas que não permitem rompimento. O segredo da originalidade é saber esconder suas influências, sejam estas quais forem. O valor do homem é determinado em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego enão por aquilo que o aprisiona em conceitos fechados em si mesmo. Portanto, existem apenas duas maneiras de ver a vida: Uma é pensar que não existem verdades e a outra é que tudo traz uma verdade a ser descoberta.

Sabemos que a percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências, e se o sujeito não tem a mente aberta para os mistérios e o que existe atrás das estruturas que o cercam passará pela vida sem conhecer realemnte nada . Desde a arte, que é a expressão dos mais profundos pensamentos da maneira mais simples até a ciência ou até a religião; de tudo é possível se extrair verdades e novos conhecimentos. A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É esta a emoção fundamental que está na raiz de toda ciência e arte. O homem que desconhece esse encanto, incapaz de sentir admiração e estupefação, esse já está, por assim dizer, morto e tem os olhos extintos.
A mente avança até o ponto onde pode chegar; mas depois passa para uma dimensão superior, sem saber como lá chegou. Todas as grandes descobertas realizaram esse salto. A única coisa de que temos certeza é da singularidade do indivíduo,porém apenas duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Assim sendo,devemos ainda crer que diante de Deus todos somos igualmente sábios e igualmente tolos? Se eu quero saber como Deus criou este mundo não devo estar interessado neste ou naquele fenômeno, no espectro deste ou daquele elemento mas sim em conhecer os pensamentos divinos, o resto são detalhes.
A partir disso, crer, depositar fé em algo, seja no que for, pode ser tormento ou redenção. No sentido filosófico do termo a liberdade do homem quer ser expressa por si mesma e não mediante paralaxes que nos servem como bengalas para um vida toda no obscurantismo. Todos agem não apenas sob um constrangimento exterior mas também de acordo com uma necessidade interior, assim o primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma como máxima de sua potencialidade para desvendar novos pensamentos.

Quando acreditamos que o ser humano é vivência a si mesmo, dos seus pensamentos como algo separado do resto do universo – numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência – é essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Isto é que nos faz meditar que: O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego.

Os problemas significativos com os quais nos deparamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando eles foram criados. Se pensamos noventa e nove vezes e não descobrimos a verdade, isso não é motivo para deixar de pensar, ou mergulhar em profundo silêncio, e assim deixar escapar a verdade nos é revelada.

Uma pessoa meramente inteligente resolve um problema, uma sábia condiciona a algo mais amplo para aprender com este problema. Pensar é como andar de bicicleta: é preciso avançar na qualidade e quantidade de pensamentos para não perder o equilíbrio. A mente é intuitiva, por isso a fé é um dom sagrado tanto quanto a mente fria e racional, pois um é servidor fiel do outro em busca da libertação de paradigmas e revelação da verdade.

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Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 3 de junho de 2015, em Filosofia e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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