Lobão & Cia: decadence avec demence

Ciro Pessoa, poeta sacana, cuja obra “poética” desconheço por não fazer a mínima questão de ler ou ouvir o mesmo declamando, e cuja petulância e tempo já passou, é reconhecido por ser um sujeito depravado tanto quanto mal alinhado ideologicamente. Ah isso é notório. Sobre isso podemos falar abertamente. As idéias furadas que ele defende junto de Lobão e Cláudio Tognolli sem dúvida mostram a dor de cotovelo e que foram pré-concebidas a base ácido lisérgico malhado que ainda deve estar matando o que lhes restam de neurônios.

Não sei o motivo artístico que tornam esses caras tão reconhecidos assim como obras de suma importância para a cultura pop brasileira nos últimos trinta anos na opinião de muitos, mas certamente respeito muito mais pessoas como Ney Matogrosso, o qual tem uma postura anos luz mais decente e toneladas de talento se comparado com as gramas de oco intelectual e criativo que esses mendicantes de holofotes supracitados possuem atualmente ou talvez por toda suas respectivas carreiras. A começar pela voz e afinação. Ney Matogrosso é afinado, eles reverberam notas fora do compasso no máximo. Quem tem ouvido absoluto sabe do que estou falando, ou até mesmo quem estudou minimamente teoria musical e alguma coisa de harmonia.

Ultimamente a carreira do mitológico Lobão, mito da alegoria da caverna do Olavão, cativo numa “coisa que vem malhada antes de você nascer” profissionalmente desempenha a função de entrevistado do tal The Noite e pseudo-escritor e quando não tem shows desmarcados e cancelados arrisca a fazer um acústico sem levar lata. No mais ele é ativista político mega coxão mesmo. Isto aponta para que sua carreira originária de “cantor de rock” eventualmente é exercida. Ciro Pessoa, segue a mesma toada, e Claudinho Cui Bono pelo visto foi recontratado para mais uma tempora de hangouts no canal do Lobis Canabis Canidae no youtube com cachê com base na cotação de banana em fim de feira.

Dizer que Lobão é hoje em dia cantor de rock é uma afronta ao rock, disso podemos falar, pois seus últimos produtos sonoros não são rock, e se for confundido com algo que lembre ao rock é porque seu ouvido está com muita cera e sua memória auditiva é péssima. No máximo o que ele produz é uma espécie de mimimi sonoro regressivo gravado em picos de euforia toxicômana residuais. Ciro Pessoa, este sim, podemos dizer que um dia produziu algo rentável nesse ramo, e hoje está na lona também como nosso colega citado. Não sei se foi a sanha alcoólatra, idólatra e paranóica de mal-educado, mal-agradecido, invejoso e um tremendo pé frio que transformou a carreira do Lobão numa espécie de limbo de mercado. O mesmo já tentou também, sem sucesso, diga-se de passagem, produzir bonecos emos com seu look agressivo e fodão que polui o vão do MASP eventualmente quando o mesmo partcipa em manifestos políticos fadados ao fracasso devido sua presença.

Lobão depois de tantos insucessos na música e literatura de alto nível passou a desempenha junto de seus coleguinhas uma espécie de Café Filsófico que aborda todas as nuances do pensamento do Olavo de Carvalho em segunda mão e sem citar referencias bibliográficas ao mesmo, num ato de total pirataria do repertório ideológico do astrólogo que acha que é filósofo, ou do comédia devasso que acha que católico praticante.

Todos estes citados estão passando o que lhes resta de tempo de vida bradando contra a hipocrisia que impera na vida cotidiana do brasileiro; e isso nos leva a crer que a atividade de no ramo de xingador profissional na mídia nacional é carreira aspiradíssima pelos seus fãs, os quais se inspiram no mesmo para produzir filosofia, música, poesia, artigos de jornal de grande insucesso. Como se sabe no passado remoto Lobão é tem um profile marcado por grandes parcerias no passado como, por exemplo, com Cazuza que manda bem cantando Vida Louca Vida. Depois de Cazuza tornar Lobão aceitável o mesmo realizou vários projetos com várias gravadoras e artistas, porém todos estes projetos tiveram um baita fracasso comercial, e Lobão então colocava a culpa nos seus ex-parceiros, nas gravadoras, na MPB, nos Estados Unidos e é claro na Rede Globo como os petistas fazem hoje em dia. Nesse caso o mérito de Lobão está em nunca ter colocado a culpa no FHC, pois isso seria demais para ele que nega ter defendido a presença e até convidado políticos do PSDB para o 15 de Março ser mais democrático pra valer segundo ele.

O fato é que Lobão está para música assim como Olavo de Carvalho está para a filosofia assim como Paulo Coelho está para a literatura ou até pior, porque cá entre nós, é mais fácil se encontrar literatura numa obra do Paulo Coelho do que encontrar filosofia em qualquer dos escritos do Olavo de Carvalho ou música palatável nas composições de Lobão pós-Cazuza.

Quanto a Ciro Pessoa e Claúdio Tognolli a carreira dos mesmos é inexpressiva se comparada a proporção de luta para se manterem vivos num ramo onde talento e criatividade é o que menos existe no Brasil. Nem mesmo eu arrisco a dizer que sou um sujeito legítimo, criativo, ao menos consegui me graduar em ótimas faculdades lendo muito e produzindo muitas coisas laureadas em nota máxima pelos meus pares acadêmicos. Certamente tenho muito mais reconhecimento do que esses experts em tudo e todos que transmitem seus legados via hangouts e livros editados depois de implorarem e soltarem um cafézinho para editora. Ante a isto, resta claro que esses sujeitos tão senhores de si mesmos e proprietários de tamanhas verdades incontestáveis passarão para posteridade como notas de sites como Desciclopédia e nada mais que isso.

Enquanto eu tenho uma reputação a zelar, esses senhores parecem que se esmeram em jogar suas trajetórias profissionais e pessoais na lama com afinco e muita canastrice nas redes sociais e em outros espaços. Até entendo que isso possa ser um hobby divertido que toma boa parte do tempo ocioso dos mesmos, que perfaz muitas horas do dia da agenda de cada um pela proporção de mimimi que produzem diariamente por onde passam. O que é incompreensível é se julguem as últimas bolachinhas do pacote. Se João Luiz Woerdenbag Filho, o Lobão, não fosse uma celebridade, ninguém daria bola aos absurdos que profere em redes sociais, entrevistas repugnantes se valendo da sua metralhadora giratória que atingiu políticos e artistas com acusações sem fundamento e uma enormidade de insultos gratuitos.
Lobão será lembrado pela arte do insulto, e não pela sua obra literária, musical periclitante com efeito cultural Dunning-Kruger. Seus associados nos hangouts estão indo para o mesmo limbo e mato sem cachorro e sabem disso. O pretexto da insânia dos mesmos para serem entrevistados recorrentemente e ainda ouvidos e admirados nesses meios de propagação de idéias se deve fartamente a uma categoria de brasileiros iletrados. Ocorre que o povo que segue esses sujeitos é muito inculto e dado a piada pronta, caso contrário esses mentecaptos não teriam livros lançando sob o sincero título “Manifesto do Nada na Terra do Nunca” – de fato, é um manifesto sobre o nada, ou sobre delírios mentais do autor; tanto quanto um idiota como Olavo de Carvalho escreve sobre a idiotice que lhe é peculiar em “Tudo que você precisa saber para não ser um idiota” .

Se não fosse possível identificar os infelizes proprietários de opiniões que chocam pelo nível de desinformação e fanatismo, eles facilmente passariam pela figura dum velho general chefe da censura que hoje está decrépito e usa pijamas e se vangloria de seus feitos macabros, tais como suas perversões durante a ditadura que até hoje não querem admitir como crimes que foram cometidos naquele período obscuro da história. Isso aponta que vivemos num período intelectualmente negro em nossa história, pois se eles reclamam de Chico Buarque, com razão, por outro lado não possuem um ambiente cultural nem social que tenha condições de inovar algo e trazer mudanças para o cenário atual seja cultural ou político, ou seja, o máximo que Lobão e sua trupe fazem é colaborar para o lixo que vivemos se tornar pior ainda.
Por essas e outras que se tornam evidentes que o desconhecimento de história e cultura de bom quilate por parte dos mesmos não combina em nada com suas origens e trajetórias profissionais. Certamente não faltaram boas escolas e companhias para os mesmos, mas a sanha por serem celebridades ofuscou o senso desses cidadãos e os mesmos se tornaram uma grave ameaça para nossa cultura social hoje em dia. Lobão e Olavo quando escrevem ou falam com ares de superioridade não dizem nenhuma novidade, apenas cagam regras obsoletas de moral e pseudo-intelectualismo fútil e banal; se valem de teorias conspiratórias para explicar tudo e não aceitam ser contraditados. Ambos ou todos eles, capricham um pouco mais nas acusações irresponsáveis e na deturpação de fatos históricos e teóricos que proferem ou escrevem sem menor embasamento. De tanto em tanto tempo esses dois indivíduos escrevem “livros-bomba”; como em 2010, quando Lobão usou a mesma estratégia comercial para vender livros sem conteúdo.

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Exemplo da incapacidade de compreender coisas simples e que impactam a vida das pessoas é ainda mais notória em Lobão do que em Olavo de Carvalho, pois as referências que esse personagem histriônico faz à própria mãe numa entrevista à Folha é a pista para entendermos que vender livros não é a única motivação de Lobão – ele acredita nas sandices que lhe enfiaram na mente. Portanto, resta muito claro que a deformação mental de Lobão por certo tem origem na criação por pais mentalmente doentes como segue abaixo trecho duma Reportagem do Correio Brasiliense de 2010 que permite entender como ter pais perturbados pode causar problemas numa criança indefesa, os quais irão perdurar pelo resto de sua vida:
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CORREIO BRASILIENSE
17 de dezembro de 2010

Xurupito era o apelido do menino que os pais vestiam como um garoto da década de 1940. Não bastassem as camisas de linho, as calças de tergal, os sapatos de verniz e a cabeça raspada com máquina 1 e “um topete ridículo erguido à base de muito gumex”, João Luiz Woerdenbag Filho era chamado pela mãe, no meio da rua, em pleno Rio de Janeiro dos anos 1960, por este nome: Xurupito. Tinham que rir. Tímido em excesso, filho de um “casal jovem, apaixonado, meio desprotegido, meio de direita”, Joãoluizinho (pois é, o outro apelido familiar) tinha tanto medo de entrar em contato com o mundo exterior que acabou inventando várias vidas pra ele.
(…)
Entre os momentos mais difíceis de contar, Lobão lembra o dia em que foi expulso de casa pelo pai, aos 19 anos. Levou um cruzado na cara e rebateu com o violão, despedaçando-o inteiro em cima do pai (“Só sosseguei quando não havia mais violão para continuar batendo”). Depois disso, a relação dos dois ficou suspensa, “num limbo relacional”. Muitos anos mais tarde, eles tiveram uma bela tarde de sábado juntos. Logo depois, o pai se matou, envenenado. Lobão também carregaria a culpa pela morte da mãe. Após uma discussão, ela (bipolar) parou com os remédios que tomava três vezes por dia — “uma forma sutil e profissional de se matar”, como ele diz. Sim, a mãe deixou uma carta responsabilizando-o por sua morte.
(…)
Mas nem tudo é tragédia nessa história. Há episódios engraçados, narrados com humor às vezes ácido, e outros de uma cara de pau inacreditável. Como a vez em que fingiu que continuaria como baterista da Blitz só para sair na capa de uma revista. A entrevista já estava agendada, ele falou pelos cotovelos, chamou a maior atenção. Em seguida, com a revista debaixo do braço e a fita de Cena de cinema nas mãos, foi bater à porta da gravadora. Vinte minutos depois, já tinha assinado contrato para a carreira solo. Saiu chamuscado da Blitz — e riscado da capa do disco da banda. Em retaliação, desenharam, no lugar dele, a cara do lobo mau.
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Esses três trechos selecionados da matéria em questão permitem entender de forma definitiva a pessoa à qual muitos programas que só prezam pela briga por audiência com programação de conteúdo duvidoso dão espaço para suas sandices. A simples razão de que Lobão se mostra sempre disposto a fazer ataques virulentos e irresponsáveis aos inimigos políticos em suas entrevistas sem sombra de dúvida baseiam-se na sua personalidade perturbada e pouco caráter pouco confiável.
Vale frisar ainda acerca dos devaneios político-ideológicos dos pais de Lobão que o fizeram crescer acreditando que comunistas comem criancinhas. O acesso de fúria contra o pai, o qual confessa que espancou até perder as forças, ou o golpe que aplicou nos companheiros para atingir o estrelato, dispensam maiores comentários. Apesar da relação conflituosa com os pais, está claro que Lobão assimilou perfeitamente seus conceitos sobre “comunismo” e “comunistas”. Hoje tais conceitos ficam mais claros em entrevista que o cantor deu ao Globo também em 2010, quando retratou o pai como “uma espécie de nazista conceitual” que “adorava valsas de Strauss e acrósticos“. Resta muito claro, com solar clareza que essa é a pessoa que alguns cretinos ainda defendem como um santo, e os mesmo defensores de tal sujeito nem se dão conta que estão transformando em herói um sujeito que tem tudo para ser considerado um crápula e péssimo exemplo para qualquer pessoa. Perdoar Lobão por suas falhas com seus pais, não é nossa tarefa, muito menos absolvê-lo pelas sandices e ilações que lança dia após dia como Olavo e seus outros colegas em delírio profissional.
Não cabe a nós dar cabo a quem resta acabado, porque, o fim da linha é produto de todas as atitudes que esse sujeito tomou durante toda sua vida, que basicamente é agir de mal a pior, maldizer quem quer que seja para se esquivar de suas responsabilidade por atos e omissões. O que está por trás de boa parte dos que entoam esse discurso político cínico, mentiroso típico de Lobão & Cia é que estes nada tem de verdade democrática e em defesa da liberdade. Nas redes sociais, nas ruas tudo é motivado por ecenação para onter alguma vantagem. Se estão lutando contra corruptos que fazem o mesmo, perguntem-se porque os mesmos se valem dos mesmos ardis hipócritas e camuflagens para encobrir suas falhas?
Lula e Lobão talvez não sejam ainda pacientes psiquiátricos, ou internos em centros de recuperação, nem mesmo devidamente processados pelas suas falas cínicas e mal intencionadas, mas permitir que continuem a proferir delírios que influenciam a cabeça de certas pessoas e tolerar suas atitudes sem nexo com uma luta política que exige desinfetar o que há de podre na sociedade, isso sem dúvidas não condiz com esses sujeitos. Contra eles restam seus atos e palavras, as quais assimilam e revelam pessoas pessimamente preparadas para opinar sobre assuntos públicos, pior ainda influenciá-los de alguma forma direta ou indireta. Padece todos eles duma doença social, duma carreira onde o cinismo e possibilidade de serem vistos, ouvidos e idolatrados é tudo que lhes interessa para manterem-se com sobrevida à base de mentira com a intenção de ainda obter meios para se dar bem às custas dos outros.

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Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 1 de junho de 2015, em Comportamento e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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