O tiro que saiu pela culatra – Manifesto contra a corrupção do povo brasileiro

O tiro que saiu pela culatra é isso aqui…

Entidades ligadas ao governo federal patrocinou em meados de 2013 uma manifestação via Movimento Passe Livre e algumas lideranças sindicais um protesto para atormentar o Alckmin e tentar desestabilizar a política de São Paulo visando dividir a opinião pública paulista para angariar votos nas eleições do ano seguinte.

Apostando alto na mão pesada do governador paulista em lidar com atritos públicos nas ruas usando a truculência policial como foi no caso do Pinheirinho a pretensão era ferrar com Alckmin nesse sentido e criar uma celeuma em torno disso. Essa estratégia montada falhou, pois não foram às ruas apenas os pseudo-militantes ligados aos movimentos sindicais de classe e manifestantes do Movimento Passe Livre. Saíram às ruas massas difusas como a classe média e classes mais baixas reivindicando medidas contrárias a impunidade em casos de corrupção e pautas referentes ao aumento do custo de vida de um modo geral entre outras reivindicações como melhoria na educação, saúde  e segurança pública. Portanto, a coisa toda não ficou apenas nos R$0,20 lema do MPL. Foi muito além disso, fazendo o tiro sair pela culatra.

De lá pra cá, o descontentamento geral com a classe política em geral emergiu e alastrou-se pela população de forma mais orgânica e desvinculada de ideologias partidárias, de classe ou segmentos econômicos. A insatisfação com a péssima qualidade da política nacional ressoava de norte a sul do país como um recado que fez as instituições políticas lançarem algumas medidas que pretendiam atender as reivindicações das ruas logo em seguida as manifestações daquele período.

Hoje dois anos depois e após uma eleição nacional marcada por jogo sujo no marketing eleitoral e discurso político que quase nada teve de propositivo, e por outro lado exacerbou em técnicas de desconstrução do adversário das urnas mediante acusações de todos os moldes. Destaca-se nisso a campanha da situação em face aos oposicionistas; devido contar com a máquina pública ao seu favor como foi no caso dos Correios e outras formas de propaganda indevida e negativista.

Terminadas as eleições no meio de trocas de farpas entre situação e oposição devido escândalos de corrupção gravíssimos intimamente ligados à gestão do governo aliado ao fenômeno da forte polarização eleitoral, tudo isso fez com que houvesse rumores de que uma falsa legitimação eleitoral estivesse também ocorrendo para atender ao sistema de manutenção do poder que evita a renovação dos quadros políticos e mantém o continuísmo dos mesmos atores políticos no comando da República.

Sem dúvidas foi dentro dessa situação de atos e fatos que surgiram os contornos mais evidentes e aspectos mais contundentes de que há um fingimento ou uma crença fundada em discursos de divisão com base na tese que há uma elite de direita ou classe média organizada que quer retirar direitos sociais e avanços econômicos da população mais pobre a todo custo caso esse governo não tivesse sido eleito novamente apesar dos números e índices sociais e econômicos que mascaravam a derrocada da política dos mandatos anteriores. Essa foi a tese encabeçada pela militância que apóia o governo e que hoje taxa de golpista e anti-democrática qualquer livre manifestação em face do governo, que por pior que possa parecer, se funda em dados factíveis concretos e contrários a administração atual. Disso conclui-se que a crítica ao atual status quo não nasce e permanece num discurso calcado em acusações sobre o passado meramente, mas sim revela um presente e passado pouco recente desastroso alicerçado em fatos para formular essa crítica que é tida como golpista e anti-democrática.

Une-se a isso uma tradição sócio-econômica maléfica que assola o Brasil há décadas e séculos. Fenômenos sociais, políticos e econômicos ligados a baixa escolaridade e cultura política do cidadão mediano, ao apadrinhamento e coronelismo político, a uma economia sustentada por mão de obra assalariada que depende da estrutura do governo para atender todas suas necessidades mais básicas. Isso se deve na esmagadora parte dos casos ao próprio Estado e governos personificarem uma entidade que atravanca o desenvolvimento social e econômico dos setores produtivos da sociedade e do cidadão comum servindo a todos com péssimos serviços e condições de vida niveladas por baixo, as quais ainda pesam mais por serem onerosos para todas as classes e camadas da população via tributação excessiva.

Nenhum governo avançou o prometido, bem como, em nenhuma fase dos governos recentes houve de fato respeito à dignidade da cidadania de qualquer pessoa independente de classe ou condição econômica no Brasil. Há uma reiterada falácia repetida à exaustão que a miséria foi erradicada e que os níveis de distribuição de riqueza aumentaram devido aos planos sempre eficientes do governo nesse sentido. O que houve na realidade foi um mundo que ficou mais rico devido iniciativas privadas eficientes e excessivamente tributadas e não um governo que tornou mais próspera a economia particular do cidadão mais pobre através do trabalho e emprego desempenhado por este. O governo não funcionou como deveria e sempre andou de mãos dadas com os setores de grande produção de bens e riquezas por pura conveniência. Sempre existiu no fundo um interesse mútuo em diversos casos para que o poder fosse dividido com os grandes espectros mediante troca de favores.

Enquanto isso o cidadão incauto e desavisado crê piamente que existe um político apto a compreender suas necessidades mais básicas, porém o político até se passa por compreensivo e até entrega o que o seu eleitor sempre desejou, mas não é por bondade é porque o sistema se funda até mesmo nessa relação eleitor-eleito na base da troca de favores e interesses influenciados pelo que se ganha em troca. Essa é a face da corrupção estrutural que reina no Brasil. Uma corrupção fundada em valores oriundos duma tradição que remonta as suas bases do colonialismo, do coronelismo, do caudilhismo e de tantas outras facetas da nossa trajetória política como nação.  O brasileiro na maior parte dos casos não possui uma identidade política profunda e história de grandes lutas que visam tornar eficiente a coisa pública para todos, mas sim tornar a coisa pública servidora dos seus próprios interesses isolados. Nesse ponto há que se entender, e hoje grande parcela da população parece ter acordado para essa realidade óbvia, que para a coisa pública servir a todos indistintamente a coisa pública precisa ser administrada honestamente para depois sim se tornar eficiente.

Governar para setores e camadas se valendo de suas necessidades ou interesses não é uma democracia é uma grande farsa chamada ainda de Estado Democrático de Direito, onde na realidade ninguém possui direitos efetivos, mas sim interesses atendidos enquanto continuarem os corruptos sendo eleitos por aqueles que se corrompem por qualquer coisa. Seja uma doação eleitoral ou uma promessa feita pessoalmente ao eleitor que confia naquele político que promete mundos e fundos para todos, tudo isso é uma trama e jogo de interesses e não gera benefícios para a população, pelo contrário vicia o povo ainda mais nas antigas formas de se fazer política e manter pessoas públicas desonestas no poder.

Hoje nas ruas nas manifestações do dia 13 de março vimos muito disso ainda. Noticiou-se que militantes defensores do governo, ou melhor dizendo, do partido que  governa, recebiam dinheiro para participarem da manifestação em defesa da democracia e reforma política e outros tantos jargões coringas falaciosos que iludem apenas pessoas sem discernimento da verdade dos fatos.  Isso é a amostra, é o retrato cabal que uma parte da população ainda é cúmplice do sistema de desmandos, falcatruas e corrupção institucional que se mantém no poder.  Hoje sexta feira 13 de março de 2015 o tiro saiu pela culatra mais uma vez…

Domingo dia 15 de março de 2015 – e quantas vezes for preciso – aguarda-se que gente honesta saia às ruas para comprovar que nem todos são como estes que se manifestaram na data de hoje no Brasil. Antes que digam ou acusem que isso é um discurso de ódio, perseguição ou divisão, lembrem-se por favor: Não estamos sendo pagos para proteger a própria honra e liberdade, pois isso não tem preço. Estamos contra os crimes de lesa pátria que atingem a todos, inclusive àqueles que ainda se vendem por ninharia para defender o que já se tornou indefensável há tempos…

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Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 13 de março de 2015, em Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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