Dilma no país das maravilhas… SQÑ

Esse post vai deixar muito luleiro e dilmeiro pseudo-socialista com a cara de bunda, assim como Nelson Motta deixou Juca Kfouri na ESPN quando perguntando se ele era de direita. Vamos aos fatos!

Logo no primeiro dia de abertura do mercado após o governo corrupto ter sido reeleito na figura da assombrosa Dilma Yousseff tudo poderia acontecer, mas nem tudo aconteceu. O que vimos nos movimentos de  mercado financeiro foi  Dilma agindo conforme o mercado quer e recebendo ordens quase psicografadas que quem ela queria matar durante a campanha eleitoral, isto é, Armínio Fraga e toda política econômica do PSDB que já retirou o Brasil da hiperinflação e resgatou a credibilidade do cenário econômico brasileiro no exterior.

Governo Federal passou os últimos dois anos escondendo o rombo das instituições financeiras estatais e manipulando dados estatísticos sobre avanço social no campo da educação e redução da pobreza como se fosse aprendiz de ditador norte-koreano.

Menos de uma semana depois do final da campanha eleitoral, o governo da presidente Dilma passou a fazer tudo aquilo que atribuíam como intenção perversa dos adversários do PSDB.

Ingressaram com o pé no acelerador no pacote de “medidas impopulares”  usando a  tão criticada elevação da taxa de juros  – que, segundo o PT nos debates da TV era o que tira a comida do prato dos mais pobres – e depois disso ainda  aumentaram o preço dos combustíveis, e ainda planejam uma série de ações a serem anunciadas para tapar o o sol com peneira do até então camuflado rombo gigantesco nas contas públicas em especial do Tesouro Nacional e outras instituições tais como INSS e bancos estatais que eram os alvos prediletos das pedaladas de Guido Mantega.

Diante disso, ficou claro quem falou a verdade e quem falou a mentira na última campanha eleitoral. Infelizmente tinham razão aqueles que afirmavam que o governo petista tinha colocado a nação em enormes dificuldades e malabarismos financeiros que só serão resolvidas com sacrifício de grande parte dos brasileiros, principalmente dos mais pobres. A irresponsabilidade do PT na condução da economia só não é vista por cegos e caolhos fanáticos pelo partido e devotos de assistencialismo que se tornou mais uma vez garantidor do voto de cabresto do que mecanismo de avanço social.

Depois de represar dados e índices durante a última semana de eleição antes do segundo turno agora tudo se torna oficial: O déficit nas contas públicas brasileiras chegou a R$ 15 bilhões em setembro, o pior resultado nos últimos vinte anos quando o cenário ainda era de hiperinflação. O endividamento do país subiu de 33,6% para 35,9% apenas em 2014 o que de fato contribuiu para o crescimento nulo neste exercício.

A constante deterioração das contas públicas veio com a expansão das despesas que cresceram até setembro 13,2%. Já as receitas se elevaram apenas 7,2%. Para resolver o descompasso, o Brasil precisará fazer o que Dilma diversas vezes negou que fosse necessário durante a sua campanha: um ajuste fiscal rigoroso para combater gastos excessivos e isso no final das contas gera menos investimento em saúde, educação, segurança e infra-estrutura devido o cenário anterior ser a herança maldita deixada de Dilma para ela mesma. Quando o presidente do PT diz que o Bolsa Família já cumpriu o seu papel e que os gastos desse programa devem ser extintos ou reduzidos isso se deve a ineficácia da política econômica do PT nos últimos anos.

Na mesma semana após ganhar as eleições, o governo aumentou a taxa de juros numa clara alegação da realidade  de que a inflação não estava sob o controle, ou seja,  a inflação que hoje na ponta do lápis é de 6,84% já está fora do chamado teto da meta há semanas. Dilma que em toda a campanha eleitoral disse que não iria elevar taxa de juros mentiu e mais uma vez foi pega na sua incompetência na gestão econômica e fiscal do Estado. Ante esse cenário, resta evidente que o PT levou o país em direção ao abismo financeiro apenas para vencer as eleições. Não tinham como prioridade o interesse da população, mas apenas a obsessão em se manter no poder à custa do rombo no erário e de esquemas de cargos, propinas e mesadas para sua base aliada repleta de saqueadores e ladrões de legendas de aluguel.

A notória campanha de infâmias feita pelo marqueteiro João Santana do PT, marcada por acusações pessoais seja contra Marina Silva, seja contra Aécio Neves, era apenas uma vertente de um projeto eleitoral que visa manter no poder quem dele se locupleta. Pelo jeito, não importa que o país ficasse quebrado e próximo da bancarrota. O que importava era ganhar a eleição, a qualquer custo, pois no final das contas que recebe a conta é o povo e não o seu presidente eleito.

Após eleita, Dilma aparentemente consciente de suas dificuldades de governabilidade devido a redução da sua bancada de apoio para o próximo ano, Dilma pediu “diálogo” a todos os setores da base política de sustentação e oposição. Ora, como dialogar com quem há poucos dias difamou e atacou injustamente e, pior, escondeu dos brasileiros a real situação do país? Melhor continuar do lado de fora da porta. Pessoas que agem dessa maneira não merecem conversa séria e credibilidade seja de quem for.

Com base nesse cenário caótico da economia nacional torna-se evidente que o nosso modelo de desenvolvimento está esgotado e precisa ser mudado. Nos últimos anos, o crescimento brasileiro baseou-se no crescimento da classe média e seu potencial de consumo interno, e deixou setores como exportação e construção de infra-estrutura estacionados, ou melhor, construíram até um porto, mas lá em Cuba, compraram refinarias, mas pagaram preços exorbitantes além do valor de mercado e estes contratos de compra com cláusulas sem sentido são alvo da CPI da Petrobrás.

Até pode-se dizer que a expansão do consumo de massas em si é muito benéfica em termos econômicos e sociais,mas fica restrito a um certo limite de tempo até onde a demanda e oferta podem suprir isso sem gerar desníveis inflacionários. O problema é que esse modelo de política econômica e social não pode ser a única base de crescimento do país e tem sido justamente esta a causa da recessão que agora atravessamos. Se um país só estimula o consumo e não estimula a produção, acaba acontecendo um desequilíbrio entre forte crescimento da procura por produtos e serviços e crescimento menor da oferta destes produtos e serviços. O resultado é menor crescimento econômico, pressão inflacionária e piora da balança comercial devido à forte aumento das importações. Foi exatamente o que aconteceu no Brasil nesse período do final da era Lula e primeiro mandato de Dilma.

DILMA PENSA

Os dados econômicos não mentem: Desde 2011 o crescimento econômico tem decepcionado ano após ano e neste ano não foi diferente. Há um ano e meio, a maioria dos analistas mais otimistas acreditava que o PIB poderia crescer pelo menos 1%  em 2014. A esta altura quase no final do ano de 2014, sabe-se que o crescimento será nulo. Na economia, o vexame tem sido pior do que foi na Copa. O Brasil está tomando de 7 a 0, neste ano em diversos setores da economia que estão parando aos poucos, como evidencia a atividade industrial. A inflação está em quase 7% e o crescimento do PIB será próximo de 0%.

Isso por si só demonstra que é inevitável que uma mudança do modelo de desenvolvimento econômico seja implantada em curto prazo, favorecendo a produção e investimento em infra-estrutura sem isso o país dá o primeiro passo para se esborrachar no abismo. A própria presidente Dilma já reconheceu a necessidade de mudança, porém sabe que ela não dá o braço a torcer e tem concepções econômicas que remontam ao passado tanto quanto a sua mania de dormir de sapatos e guardar grandes somas em dinheiro em sua residência como se estivesse sempre pronta para fugir.

Em termos mais práticos, mudança significa que nos próximos anos deve ser feita uma economia de criação de soluções e não oneração tributária e de taxas de juros. O  foco deve ser em reduzir a carga e simplificar a legislação tributária, reformar leis trabalhistas, ampliar o ambiente de negócios reduzindo burocracia e estimulando investimentos privados.  Alia-se a isso  o  aumento nos investimentos em infra-estrutura e melhoria da qualidade da educação. Para que tudo isso seja possível, o governo deveria cortar seus gastos para liberar recursos,mas isso aprece que o PT não quer fazer de forma alguma, então o corte será fundo no bolso do povo até sangrar…e pagar a conta do governo Dilma que será cobrada com juros e correção monetária, quiçá como na Argentina.

Anúncios

Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 3 de novembro de 2014, em Economia e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: