Val Marchiori: a socialite laranja e os bancos estatais que emprestam aos ricos

Determinadas coisas não convencem…

O Banco do Brasil concedeu um empréstimo de R$ 2,7 milhões para Val Marchiori, uma socialite cafona ex-esposa dum rico empresário do ramo frigorífico, que se julga blogueira, apresentadora de TV ex-modelo.  De fato, a mulher subiu na carreira de alpinista social fazendo jus ao traseiro empinado e jeitinho tolinho de ser que só engana proxenetas da alta roda. Não a condeno por isso…cada um ganha a vida com o que têm de talento e sorte…

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Valzinha, como é chamada por Narcisa, se tornou uma sub-celebridade com o programa “Mulheres Ricas”, muito embora sua única fonte de renda reconhecida seja a pensão paga aos filhos pelo pai das crianças, tipo assim a Luciana Gimenez até certo tempo atrás que vivia às custas do Mick Jagger. Bão mas isso não interessa tanto assim…

O que me deixa de cara é o seguinte:

A grana vultuosa, milionária, a bagatela de 2,7 milhões emprestados pelo Banco do Brasil pertencem, nada mais nada menos, do que a uma linha de crédito subsidiada pelo BNDES. Isto é, é o seu e o meu dinheiro de contribuinte que está indo parar nas mãos – nas bolsas Prada no caso – dessa socialite cafona e brega. Essa Valdirene nasceu com a bunda virada pra lua mesmo não acham?

Pense você meu caro amigo, casado ou divorciado que sustenta uma mulherzinha fútil cujo único talento na vida é servir de cabide ambulante de roupas, jóias e sapatos e dar supostamente uma trepada fenomenal. Você acha justo que uma mulher desse naipe receba grana do contribuinte via empréstimos?

Agora saquem a seguinte parada escabrosa de como o socialismo socialite petralha funciona nos bastadores…

Val Marchiori não poderia ter obtido o empréstimo porque:
1: Não quitou empréstimo anterior e já estava devendo ao banco em questão;

2:  Ela não possui fonte de renda formal, pois vive de bicos em programas de TV e ser blogueira ao meu ver é passatempo para escrever abobrinhas na maior parte dos casos;

3:  A empresa pela qual Val Marchiori tomou o empréstimo, uma tal Torke Empreendimentos, apresentou como comprovação de receita a pensão alimentícia dos seus filhos. Isso quer dizer a empresa no mínimo tem como sócios os filhos menores de idade da dita cuja e o capital de giro da empresa é a mesada das crianças;

4: A tal Torke Empreendimentos pegou o dinheiro para investir na área de transportes, isto é, aquisição de caminhões, embora não tivesse know how  algum nessa área e não tenha em seu quadro funcional sequer motoristas de carreta.

Como o Banco do Brasil é um dos bancos mais farofeiros do país, lá existe um mecanismo contábil, que no fundo maquiagem financeira chamado “operação customizada”.  Isto significa que através duma gambiarra contábil o banco dá crédito a quem bem entender, como quiser, na hora em que quiser e com prazos e juros diferenciados. Acha isso justo meu caro trabalhador que precisa enfiar a mão no FGTS para comprar sua casinha própria? Acha?

As atrocidades bancárias não pararam por aí não. Ainda tem mais: A Torke Empreendimentos tomou o empréstimo e, imediatamente, sublocou os caminhões para a empresa Veloz Empreendimentos, a qual por sua vez é do irmão da Valdirene, um sujeito chamado Adelino Marchiori. Parece uma operação nítida de laranja nesse caso, a qual contraria e muito uma cláusula da linha Finame/BNDES, de onde saíram os recursos desse empréstimo. Essa clausula impede cessão ou transferência dos direitos e obrigações do crédito sem a autorização do BNDES. Então podemos agora taxar a socialite de laranja sem a menor dor na consciência.

E agora vamos ao tráfico de influência que nenhum pobre tem em lugar algum no Brasil, muito menos no Banco do Brasil, Caixa  Econômica Federal ou BDNES: Val Marchiori conseguiu o empréstimo com tamanha facilitação, pois  ela é amiga pessoal de Aldemir Bendine, que é, nada mais nada menos, do que presidente do Banco do Brasil.

Toda essa história acima detalhada parece jocosa, mas no fundo é a pura realidade de como pessoas com as costas quentes agem no Brasil sem a menor parcimônia com o dinheiro público. Os bancos públicos brasileiros se transformaram em agencias de créditos para ricos empresários bem relacionados com diversos setores do governo.

E você meu caro pobretão que vai votar no PT, e você micro-pequeno empresário ou empregado que ganha salários que dizem ser melhores que na era FHC. E você? Você consegue um níquel do banco sem passar por uma tremenda burocracia e sem se endividar até a cueca? Pense bem nisso, pois a realidade da era Dilma é essa e vai continuar a ser essa: Vazamento de dinheiro do nosso bolso para os ricos ficarem mais ricos e fazer a classe média desmoronar de vez e assim os pobres irão achar ilusoriamente que subiram de patamar social segundo as estatísticas furadas do governo federal.

E tenho dito!

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Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 22 de outubro de 2014, em Política e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. antonio pernambucano

    Pessoal o que deve ser tratado é do fato gerador da questão. Isso já aconteceu em todos os governos anteriores inclusive no governo militar e vai acontecer ainda nos futuros governos. Não esta em pauta o partido politico e sim o acontecimento. Todos nos sabemos que no Brasil tem um jeitinho. Se você tem amigo em qualquer instituição sempre arranja um jeito de resolver as coisas. Não devemos culpar qualquer Presidente da Republica pelo um fato ocorrido em qualquer instituição. Ele nomeia representante para gerenciar e o presidente da república não pode estar dentro de todas as repartições ao mesmo tempo para evitar esse tipo de acontecimento. O fato quando acontece ele é o ultimo, a saber, consequentemente leva a culpa. Deve ser apurado os fatos : quem fez a sumula de operação de crédito? Quem deferiu? Quem fez a sumula de analise de risco? Quem deferiu? Baseado em que normativos do banco. A operação foi analisada na agencia ou órgão superior. Houve ordem superior para tal operação ( Presidente do banco ou Superintendência). A Val Marchiori, tinha restrições e não podia operar Junto ao Banco do Brasil, porque se beneficiou. Suas rendas não eram suficientes para tal empréstimo, por que foi necessário apresentar como comprovação de renda para o empréstimo a pensão dos filhos (isso é legal ou nao). Tudo isso tem que ser investigados. Todos os funcionários envolvidos tem que ser AFASTADOS IMEDIATAMENTE desde do Presidente do Banco, Superintendente, Gerente Geral, gerente de relacionamento, gerente de carteia e escriturário. E no final, se culpados, tem que ser demitidos. É assim que a coisa funciona. Olha? Não faço parte e não pertenço a nenhum partido político, apenas voto naquele que eu acho que merece. Se eu achar que nenhum merece voto em branco ou anulo isso se chama de democracia

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