O cangaceiro empalador

Publiquei esse conto em outros espaços virtuais e a repercussão foi estranhamente de taxá-lo de discurso homofóbico genocida em face da população nordestina onde só tem cabra macho pra chuchu! Eita gente arretada de porreta nas críticas!

Eis o conto:

O cangaceiro empalador

Reino Encantado era um vilarejo sertanejo onde nem o demo queria dar as fuças. Seria deboche chamar o lugar de reino quiçá de encantado. O lugarejo era toca de jagunços e fugitivos da lei e salpicado de imoralidades até mesmo entre brutos afeminados às escondias.

Numa noitinha dessas enquanto as lavadeiras batiam boca umas com as outras por causa de ninharias e fofocas Jerimum chegou a galope em seu casebre pouco mais adelante no meio da mata onde seu companheiro Heleno o esperava com ansiedade e cheio de arrependimento. Ansiedade era no fundo por temer que o caixeiro viajante que era desertor da tropa que combateu um jagunço famoso nas redondezas um dia o fosse pro cárcere. Arrependimento era por ter cedido às imoralidades e bestialidades carnais duma vida de matrimonio dum macho com outro. A coisa era levada fora da vista dos outros para que o padre da paróquia um velho que mais parecia bruxo do que sacerdote não os excomungasse.

Jerimum chega tinhoso, desmonta de sua égua seca num salto só, entra no casebre de barro praguejando e tirando suas vestes empoeiradas. Heleno já sabendo que a noite seria triste entre sovas e abraços fica no seu canto encolhido sem saber o que dizer. Num instante Jerimum fita olho no olho e Heleno diz com voz embargada e trêmulo: Não quero mais ficar aqui com ocê não Jé. O outro homem corpulento e avantajado na pança se aproxima segura no queixo de Heleno e diz: Também nem te quero mais coelhinho branco de Minas.

Heleno sem saber se ficava feliz ou intrigado com a resposta do amante pergunta o motivo e Jerimum responde: É que eu tava lá pelas banda da serra e encontrei quem me fez feliz mais do que ocê seu abestado. Jerimum continua: Um rapazola mais condizente com a obediência que quero nas cousa me deixou enfeitiçado com aquela conversa todinha que ocê já sabe.

Heleno responde em tom de alívio imediato: Sei bem que ocê prefere quem faça seus gosto sem pestanejar senão tu agride qualquer um com seus modo bruto e pexera né não? Jerimum apenas consente com a cabeça e coça a cabeça calva numa tranqüilidade incomum e diz entre um suspiro: Sabe que a vida de nois nessa terrinha leviana num é do gosto de Deus e eu já faz desde pequeno que sou assim dado a essas cousa. Jerimum se agacha pega um objeto qualquer do chão do casebre e continua: Ocê faça suas trouxas e escafede da minha vista senão te faço comer capim pela raiz Heleno. Não te quero mais aqui, amanhã cedinho se tiver aqui eu te mato sem pensar de novo nisso. Heleno arregala seus olhos tira o cabelo de tigela da frente da vista e começa a chorar de alegria contidamente e sai em disparada arrumar suas coisas e some pelo sertão na madrugada.

Jerimum de manhã acorda cedo e oriçado e quando percebe que Heleno tinha ido pensa consigo que poderia se mudar daquele lugar sem eira nem beira e ir morar com Chiquinho seu novo padrinho de coração numa cidade de verdade.

Pra saber Chiquinho era um moço ainda novo de jeito sonso e chegado em bolinar em homens mais velhos dados aqueles atrevimentos que a bíblia condena. Era filho de gente abastada, porém o pai tocou logo cedo o moleque das terras por perceber que o filho era fraco pra lida na lavoura e afeminado quando brincava com as irmãs. Era a decepção do coroné seu pai e da mãe devota de reza diária na capela do lugar.

Jerimum e Chiquinho haviam se encontrado e se afeiçoado logo na primeira vez que se encontraram numa feira onde um cantador de cordel recitava contos de jagunços, é daquele mesmo que Jerimum tinha combatido tempos antes em alguma peleja no sertão. Os dois logo trocaram um dedo de prosa e foram para uma venda comer macaxeira às custas de Jerimum que tinha recebido um soma boa vendendo por ter vendido a herança da vó que tinha batido as botas tempinho antes.

Jerimum com nó no peito pegou sua égua cansada e voltou pra cidade reencontrar seu novo amado sem pensar em mais nadinha. Na viagem o sol parecia que batia a pino fosse qualquer hora e quando Jerimum chegou na cidade logo avistou Chiquinho na pracinha. Mal teve tempo de saudar o rapazola e um estampido de tiro veio duma venda e o alvoroço nas ruelas se formou com toda gente correndo.

Pela porta da venda saiu o dono do estabelecimento cambaleando com as mãos nas tripas ainda vivo, logo atrás dele eis que surge Altério Levino o jagunço que Jerimum tinha combatido nos recantos do sertão quando ainda era da tropa. Altério Levino em passo lento e meio embriagado foi na direção do comerciante com uma pistola já engatilhada, olhou pro pobre diabo que ali se esvaia em sangue apontou a arma, mas na hora de puxar o gatilho mudou de pensamento e guardou calmamente a arma na cintura da calça.

Olhou pro céu fez o sinal da cruz e disse alto: Eita terrinha de homi frouxo que não honra a mulher que casou e deixa ela na casa pronta pra servir de meretriz pra cangaceiro que nem eu! Oxe! Mas eu hoje tava é com vontade é de destripar memo era afeminado que tem aqui nessas bandas podre onde homi casa com homi! Altério Levino coçou a barba grande e emaranhada, acendeu um palheiro e voltou tomar o resto da cachaça na venda sem ninguém o incomodar.

Nisso Jerimum e Chiquinho já tavam picando o trecho dali, pois ao testemunhar a cena e ouvir as palavras de Altério Levino mijaram pelo dedão do pé e foram urinado mesmo para o vilarejo onde passaram uns tempos sossegados na maior libidinagem vivendo de resto da renda da herança da vó de Jerimum.

Certo dia eis que surge a notícia que o padre do vilarejo tinha morrido e Jerimum e Chiquinho foram no velório do vigário e quando chegaram perto do caixão para dar a ultima olhada no defunto comentaram entre si cochichados: Eita bem que ele poderia ter casado a gente né Jé? O velho caixeiro respondeu: É mesmo bem que nois podia ser que nem marido e mulher e até fazer uma festa.

Logo que terminaram de falar isso, sem que tivessem notado havia um sujeito de cabeça baixa e chapéu segurado no peito que rendia as últimas homenagens fúnebres ao vigário. O homem levantou a cabeça e logo a barba grande já saltou as vistas de Jerimum que ficou tremendo mais que vara verde sem conseguir falar um azinho sequer. Era o jagunço matador Altério Levino que era devoto daquele padre por julgar que o mesmo tinha poderes e rezava para ele exterminar com a putaria daquele vilarejo visto que sermão não dava jeito naquela genta imoral e perniciosa.

Altério Levino levantou a cabeça e com um sorriso do demo estampado na cara disse logo então: Eita, mais é pra isso que eu vim pra cá mesmo oxente! É pra cumprir a promessa que eu fiz ao vigário de acabar com essa raça de afeminado e beber o defunto desse sacerdote que tinha pacto mais com o cramunhão que com os anjinhos.

Prosseguiu o cangaceiro barbado: Mas ceis dois eu faço questão de fazer primeiro, inté porque to reconhecendo esse cabra safado, é não se amolenga não nos cambito seu fi duma égua ronca e fuça, eu sei quem ocê é, sei sim, tu é aquele recruta covarde que fugiu quando dei cabo no volante da tropa que me perseguia nas bandas do Jalapão! Ah é sim é ocê mesmo e continua covarde!

Segue o discurso do jagunço cachaceiro: O que eu não sabia era que tu era flor que dá em pau, inté tinha ouvido falar que ocê era o marido desse rapazola que mais parece calango desnutrido… Oxe! Que misere vai ser hoje aqui nessa terra, e hoje que o sarapatel de bucho de afeminado vai alimentar os corvo – Altério Levino puxa um facão de cortar mato grosso e sem anunciar nova ameaça logo enfia o facão em Chiquinho que cai estrebuchando no chão do velório.

Jerimum cai chorando aos berros sobre o corpo do companheiro e logo sente o cano da espingarda na nuca e o sotaque sergipano cerrado de Altério Levino: Ocê se alevante seu vadio de pai e mãe, que agora eu quero ver a tua fuça antes de tu ir pros quintos dos inferno sentar no colo do demo! Ah seu mequetrefe covarde que fugiu da tropa, saiba que ocê é ultimo que restou matar daquele bando de milico frouxo que num honra a farda que veste! Ah é sim! Sim sinhô ou… ou devo dizer senhora?

Jerimum implora pela vida em vão… chora mais que criança desmamada na garapa e treme mais que cortina em ventania e se ajoelha pedindo clemência. Enquanto isso o cangaceiro desalmado engatilha a carabina e vai enfiando na boca do covarde ora viúvo afeminado que num ato sem precedentes começa a chupar o cano da arma deixando o cangaceiro jagunço indignado que diz: Arre égua! Mas será que nem na hora da morte esse sujeito toma tento? Eita que sujeito mais devasso e mais curva de rio meu sinhô do Bonfim!

Altério Levino retira o cano da boca de Jerimum olha sério para ele e diz: Ocê num merece morrê não vice? Ocê merece outra coisa bem pior que a morte aqui no meu entendimento! O jagunço pega uma corda e amarra Jerimum como se fosse novilho e coloca na garupa de seu cavalo capenga e leva até uma colméia debaixo duma árvore e faz um rasgo nos fundilhos do refém passa mel no fiofó do dito cujo e deixa as abelhas fazerem o serviço enquanto enrola um palheiro…

O cangaceiro fica horas e horas vendo as abelhas torturarem Jerimum que geme com um pano abafando os berros de dor de cada ferroada. Enquanto o suplício de Jerimum continua o jagunço arretado de ódio pela demora da ferroada fatal resolve dar cabo no serviço e corta um pedaço de galho da árvore aponta e começa a empalar no ânus de Jerimum até o galho furar as tripas e todo resto e sair pelo pescoço banhando de sangue afeminado a terra seca do sertão…

Dado cabo no serviço o cangaceiro vai até a casa de Jerimum, saqueia o resto da herança, toca fogo no casebre cospe no chão e diz: Eita mais fazia tempo que eu tava com vontade de matar esses cabras afeminados que serve de fêmea pra outro homi!

Leonardo Levi está aqui o novo conto. Se quiser incluir no concurso fica a seu critério: 

O cangaceiro empalador

Reino Encantado era um vilarejo sertanejo onde nem o demo queria dar as fuças. Seria deboche chamar o lugar de reino quiçá de encantado. O lugarejo era toca de jagunços e fugitivos da lei e salpicado de imoralidades até mesmo entre brutos afeminados às escondias.

Numa noitinha dessas enquanto as lavadeiras batiam boca umas com as outras por causa de ninharias e fofocas Jerimum chegou a galope em seu casebre pouco mais adelante no meio da mata onde seu companheiro Heleno o esperava com ansiedade e cheio de arrependimento. Ansiedade era no fundo por temer que o caixeiro viajante que era desertor da tropa que combateu um jagunço famoso nas redondezas um dia o fosse pro cárcere. Arrependimento era por ter cedido às imoralidades e bestialidades carnais duma vida de matrimonio dum macho com outro. A coisa era levada fora da vista dos outros para que o padre da paróquia um velho que mais parecia bruxo do que sacerdote não os excomungasse.

Jerimum chega tinhoso, desmonta de sua égua seca num salto só, entra no casebre de barro praguejando e tirando suas vestes empoeiradas. Heleno já sabendo que a noite seria triste entre sovas e abraços fica no seu canto encolhido sem saber o que dizer. Num instante Jerimum fita olho no olho e Heleno diz com voz embargada e trêmulo: Não quero mais ficar aqui com ocê não Jé. O outro homem corpulento e avantajado na pança se aproxima segura no queixo de Heleno e diz: Também nem te quero mais coelhinho branco de Minas. 

Heleno sem saber se ficava feliz ou intrigado com a resposta do amante pergunta o motivo e Jerimum responde: É que eu tava lá pelas banda da serra e encontrei quem me fez feliz mais do que ocê seu abestado. Jerimum continua: Um rapazola mais condizente com a obediência que quero nas cousa me deixou enfeitiçado com aquela conversa todinha que ocê já sabe. 

Heleno responde em tom de alívio imediato: Sei bem que ocê prefere quem faça seus gosto sem pestanejar senão tu agride qualquer um com seus modo bruto e pexera né não? Jerimum apenas consente com a cabeça e coça a cabeça calva numa tranqüilidade incomum e diz entre um suspiro: Sabe que a vida de nois nessa terrinha leviana num é do gosto de Deus e eu já faz desde pequeno que sou assim dado a essas cousa. Jerimum se agacha pega um objeto qualquer do chão do casebre e continua: Ocê faça suas trouxas e escafede da minha vista senão te faço comer capim pela raiz Heleno. Não te quero mais aqui, amanhã cedinho se tiver aqui eu te mato sem pensar de novo nisso. Heleno arregala seus olhos tira o cabelo de tigela da frente da vista e começa a chorar de alegria contidamente e sai em disparada arrumar suas coisas e some pelo sertão na madrugada.       

Jerimum de manhã acorda cedo e oriçado e quando percebe que Heleno tinha ido pensa consigo que poderia se mudar daquele lugar sem eira nem beira e ir morar com Chiquinho seu novo padrinho de coração numa cidade de verdade.

Pra saber Chiquinho era um moço ainda novo de jeito sonso e chegado em bolinar em homens mais velhos dados aqueles atrevimentos que a bíblia condena. Era filho de gente abastada, porém o pai tocou logo cedo o moleque das terras por perceber que o filho era fraco pra lida na lavoura e afeminado quando brincava com as irmãs. Era a decepção do coroné seu pai e da mãe devota de reza diária na capela do lugar. 

Jerimum e Chiquinho haviam se encontrado e se afeiçoado logo na primeira vez que se encontraram numa feira onde um cantador de cordel recitava contos de jagunços, é daquele mesmo que Jerimum tinha combatido tempos antes em alguma peleja no sertão. Os dois logo trocaram um dedo de prosa e foram para uma venda comer macaxeira às custas de Jerimum que tinha recebido um soma boa vendendo por ter vendido a herança da vó que tinha batido as botas tempinho antes.

Jerimum com nó no peito pegou sua égua cansada e voltou pra cidade reencontrar seu novo amado sem pensar em mais nadinha. Na viagem o sol parecia que batia a pino fosse qualquer hora e quando Jerimum chegou na cidade logo avistou Chiquinho na pracinha. Mal teve tempo de saudar o rapazola e um estampido de tiro veio duma venda e o alvoroço nas ruelas se formou com toda gente correndo.

Pela porta da venda saiu o dono do estabelecimento cambaleando com as mãos nas tripas ainda vivo, logo atrás dele eis que surge Altério Levino o jagunço que Jerimum tinha combatido nos recantos do sertão quando ainda era da tropa. Altério Levino em passo lento e meio embriagado foi na direção do comerciante com uma pistola já engatilhada, olhou pro pobre diabo que ali se esvaia em sangue apontou a arma, mas na hora de puxar o gatilho mudou de pensamento e guardou calmamente a arma na cintura da calça. 

Olhou pro céu fez o sinal da cruz e disse alto: Eita terrinha de homi frouxo que não honra a mulher que casou e deixa ela na casa pronta pra servir de meretriz pra cangaceiro que nem eu! Oxe! Mas eu hoje tava é com vontade é de destripar memo era afeminado que tem aqui nessas bandas podre onde homi casa com homi! Altério Levino coçou a barba grande e emaranhada, acendeu um palheiro e voltou tomar o resto da cachaça na venda sem ninguém o incomodar.

Nisso Jerimum e Chiquinho já tavam picando o trecho dali, pois ao testemunhar a cena e ouvir as palavras de Altério Levino mijaram pelo dedão do pé e foram urinado mesmo para o vilarejo onde passaram uns tempos sossegados na maior libidinagem vivendo de resto da renda da herança da vó de Jerimum.

Certo dia eis que surge a notícia que o padre do vilarejo tinha morrido e Jerimum e Chiquinho foram no velório do vigário e quando chegaram perto do caixão para dar a ultima olhada no defunto comentaram entre si cochichados: Eita bem que ele poderia ter casado a gente né Jé? O velho caixeiro respondeu: É mesmo bem que nois podia ser que nem marido e mulher e até fazer uma festa. 

Logo que terminaram de falar isso, sem que tivessem notado havia um sujeito de cabeça baixa e chapéu segurado no peito que rendia as últimas homenagens fúnebres ao vigário. O homem levantou a cabeça e logo a barba grande já saltou as vistas de Jerimum que ficou tremendo mais que vara verde sem conseguir falar um azinho sequer. Era o jagunço matador Altério Levino que era devoto daquele padre por julgar que o mesmo tinha poderes e rezava para ele exterminar com a putaria daquele vilarejo visto que sermão não dava jeito naquela genta imoral e perniciosa. 

Altério Levino levantou a cabeça e com um sorriso do demo estampado na cara disse logo então: Eita, mais é pra isso que eu vim pra cá mesmo oxente! É pra cumprir a promessa que eu fiz ao vigário de acabar com essa raça de afeminado e beber o defunto desse sacerdote que tinha pacto mais com o cramunhão que com os anjinhos. 

Prosseguiu o cangaceiro barbado: Mas ceis dois eu faço questão de fazer primeiro, inté porque to reconhecendo esse cabra safado, é não se amolenga não nos cambito seu fi duma égua ronca e fuça, eu sei quem ocê é, sei sim, tu é aquele recruta covarde que fugiu quando dei cabo no volante da tropa que me perseguia nas bandas do Jalapão! Ah é sim é ocê mesmo e continua covarde! 

Segue o discurso do jagunço cachaceiro: O que eu não sabia era que tu era flor que dá em pau, inté tinha ouvido falar que ocê era o marido desse rapazola que mais parece calango desnutrido... Oxe! Que misere vai ser hoje aqui nessa terra, e hoje que o sarapatel de bucho de afeminado vai alimentar os corvo  – Altério Levino puxa um facão de cortar mato grosso e sem anunciar nova ameaça logo enfia o facão em Chiquinho que cai estrebuchando no chão do velório.     

Jerimum cai chorando aos berros sobre o corpo do companheiro e logo sente o cano da espingarda na nuca e o sotaque sergipano cerrado de Altério Levino: Ocê se alevante seu vadio de pai e mãe, que agora eu quero ver a tua fuça antes de tu ir pros quintos dos inferno sentar no colo do demo! Ah seu mequetrefe covarde que fugiu da tropa, saiba que ocê é ultimo que restou matar daquele bando de milico frouxo que num honra a farda que veste! Ah é sim! Sim sinhô ou... ou devo dizer senhora?

Jerimum implora pela vida em vão... chora mais que criança desmamada na garapa e treme mais que cortina em ventania e se ajoelha pedindo clemência. Enquanto isso o cangaceiro desalmado engatilha a carabina e vai enfiando na boca do covarde ora viúvo afeminado que num ato sem precedentes começa a chupar o cano da arma deixando o cangaceiro jagunço indignado que diz: Arre égua! Mas será que nem na hora da morte esse sujeito toma tento? Eita que sujeito mais devasso e mais curva de rio meu sinhô do Bonfim! 

Altério Levino retira o cano da boca de Jerimum olha sério para ele e diz: Ocê num merece morrê não vice? Ocê merece outra coisa bem pior que a morte aqui no meu entendimento! O jagunço pega uma corda e amarra Jerimum como se fosse novilho e coloca na garupa de seu cavalo capenga e leva até uma colméia debaixo duma árvore e faz um rasgo nos fundilhos do refém passa mel no fiofó do dito cujo e deixa as abelhas fazerem o serviço enquanto enrola um palheiro...

O cangaceiro fica horas e horas vendo as abelhas torturarem Jerimum que geme com um pano abafando os berros de dor de cada ferroada. Enquanto o suplício de Jerimum continua o jagunço arretado de ódio pela demora da ferroada fatal resolve dar cabo no serviço e corta um pedaço de galho da árvore aponta e começa a empalar no ânus de Jerimum até o galho furar as tripas e todo resto e sair pelo pescoço banhando de sangue afeminado a terra seca do sertão...

Dado cabo no serviço o cangaceiro vai até a casa de Jerimum, saqueia o resto da herança, toca fogo no casebre cospe no chão e diz: Eita mais fazia tempo que eu tava com vontade de matar esses cabras afeminados que serve de fêmea pra outro homi!
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Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 14 de outubro de 2014, em Literatura e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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