PT e dossiês tu a ver com mensalão e até com o Trensalão

José Dirceu pária da sociedade e cabeça pensante do PT é macaco velho em tramar tramóias eleitoreiras. A sua nova trapaça eleitoral já começou e tem como alvo conquistar o governo paulista e derrubar os tucanalhas do poder em São Paulo via Trensalão e tentar desmoralizar o STF de quebra. 

Vale lembrar que a tática atual é similar ao do Escândalo do Dossiê ou Escândalo dos Aloprados de 2006 e Dossiê Cayman de 1998. Reunir provas e compilar conteúdo probatório contra inimigos ou desafetos políticos é sem dúvida ainda mais antigo e antiquado e tal práxis remonta aos mais célebres casos de julgamentos e conspirações históricas. Só para citar um desses casos famosos e um tanto peculiar que tenha a ver com o caso atual, vale trazer à baila o caso em que Thomas Cromwell planejou a queda e execução de Ana Bolena acusando a mesma de incesto. Parece que o Alckmin e a “sede vacante” do palácio dos Bandeirantes são a “Ana Bolena” da vez na mira dos petralhas.

O Dossiê Cayman foi um conjunto de documento comprovadamente falsos criado com o objetivo de atribuir crimes inexistentes a políticos e candidatos do PSDB nas eleições 98 . O dossiê atribuía a prática de elisão fiscal aos tucanalhas Fernando Henrique Cardoso – o qual se candidatava à reeleição para presidente da república e , Mário Covas que intentava reeleição para governador de São Paulo e José Serra e Sérgio Motta.

Esse dossiê continha informações de que esses candidatos teriam milhões de dólares depositados em paraísos fiscais do Caribe. Investigações posteriores provaram que esse dossiê continha informações forjadas, produzidos por pessoas interessadas em ganhos com a venda do mesmo a adversários políticos dos tucanos acusados. Cópias foram espalhadas e vendidas a candidatos da oposição durante as eleições de 98. Entre eles, estaria Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo, e ainda o ex-presidente Fernando Collor de Mello é acusado de, junto com seu irmão Leopoldo, de comprar o dossiê por US$ 2,2 milhão.

O Dossiê também teria sido oferecido para Lula que não se interessou em comprá-lo.
Apurou-se que montagem do falso dossiê começou quando os empresários brasileiros residentes em Miami Ney Lemos dos Santos, João Roberto Barusco, Honor Rodrigues da Silva e sua mulher Cláudia Rivieri compraram por US$ 3,2 mil a empresa CH J&T aberta em 1994 nas Bahamas4 pelo advogado americano Robert Allen Junior.
Na papelada, eles colaram uma cópia da assinatura oficial do ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta como sendo um dos seus diretores, junto com um sócio fictício chamado “Ray Terence” e venderam as fotocópias para Leopoldo Collor e a Luiz Cláudio Ferraz da Silva, amigo da família Collor. Um dos falsificadores, Honor Rodrigues da Silva, chegou a ser preso no México.
O Ex-Reverendo Caio Fábio D’Araújo Filho, ex-líder evangélico de grande prestígio na época, foi acusado pela Polícia Federal de ser o principal intermediador do esquema. Processado por calúnia pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso. Caio Fábio D’araujo Filho revelou recentemente numa entrevista: “Caio Fábio Conta Tudo”, que teve conhecimento do tal Dossiê pela ex-senadora Benedita da Silva e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Eles foram quem incentivaram o então reverendo da Igreja Presbiteriana a tentar negociar uma cópia do documento forjado para tentar vencer as eleições de 1998, prejudicando o PSDB, e principalmente seu candidato à presidencia, Fernando Henrique Cardoso. Em novembro de 2011, Caio Fábio foi condenado a quatro anos de prisão por envolvimento no crime. A sentença, da juíza da Justiça Eleitoral Léa Maria Barreiros Duarte, foi posteriormente anulada por decisão do juiz do Tribunal Regional Eleitoral Alexandre David Malfatti, em fevereiro de 2012.

Os políticos tucanalhas não foram prejudicados naquela eleição, porém o assunto sempre volta a tona em épocas eleitorais, usado por adversários de outros partidos, É comum aparecer versões da mesma história na internet divulgadas por blogs alinhados com opositores tucanos.

Já o chamado Escândalo dos Aloprados, deve-se a repercussão da prisão em flagrante em 2006, de alguns integrantes do PT acusados de comprar um falso dossiê, de Luiz Antônio Trevisan Vedoin, com fundos de origem desconhecida. O dossiê acusaria o candidato ao governo do de São Paulo pelo PSDB, José Serra, de ter relação com o escândalo das sanguessugas. O suposto plano seria prejudicar Serra na disputa ao governo de São Paulo, no qual seu principal adversário na disputa era o senador Aloizio Mercadante. Supostamente, não só Serra era alvo, pois também haveria acusações contra o candidato à presidência Geraldo Alckmin. As investigações e depoimentos dos suspeitos demonstraram que o conteúdo do dossiê contra políticos do PSDB era falso. A expressão usada por Lula da Silva para designar os acusados de comprar o dossiê, “aloprados”, notabilizou-se.

No dia 16 de setembro, em nota assinada pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini no site oficial do Partido dos Trabalhadores divulgada na imprensa, afirmando que:”O PT sempre rejeitou (…) a produção ilegal de dossiês (…)”. Na nota, Berzoini considera graves as novas acusações relativas ao escândalo dos sanguessugas publicadas pela revista “Isto É” e que envolvem o governo anterior. 

Segundo a nota, diz que “o PT sempre rejeitou o denuncismo eleitoral e a produção ilegal de dossiês” e confia “na apuração da Polícia Federal”, em que o partido encaminhou ao diretório nacional, o pedido de suspensão do filiado envolvido no episódio, Gedimar Pereira Passos. Berzoini atribui o suposto dossiê à tentativa de desestabilizar PT e Lula e nega que PT tenha pagado por dossiê. As prisões da dupla petista, provoca a queda de Passos, torna o primeiro ligado ao PT a cair.

Após o episódio, outros nomes ligados ao PT começaram a ser relacionados ao dossiê na semana seguinte. A Polícia Federal divulga no dia 17 de setembro, partes dos depoimentos do empresário Valdebran Padilha e ex-agente Gedimar Passos. Em depoimento à PF, Gedimar disse que foi “contratado pela Executiva Nacional do PT” para negociar com a família Vedoin a compra de um dossiê contra os tucanos, e que do pacote fazia parte entrevista acusando Serra de envolvimento na máfia. Ele disse ainda que seu contato no PT era alguém de nome “Froud ou Freud”.

Os Vedoin, de acordo com Gedimar, pediram inicialmente R$ 20 milhões de reais por “informações graves” que envolveriam “não só políticos de outros partidos, mas também do próprio PT”, mas o valor cobrado “estava fora do alcance do partido”. A negociação teria prosseguido, para R$ 10 milhões, até baixar a R$ 2 milhões. Como mesmo essa quantia foi considerada elevada, o PT, segundo Gedimar, ofereceu “uma importante revista de circulação nacional sociedade na compra das informações”. Ele disse não saber se a revista seria “IstoÉ”, “Época” “ou mesmo um grande jornal de São Paulo”. Gedimar contou à PF que “houve um acordo entre o PT e o órgão de imprensa e que chegaram a reunir pouco menos de R$ 2 milhões”. 

No dia 18 de setembro, antes de depor, Freud Godoy concede entrevista exclusiva à TV Globo na manhã (os telejornais Jornal Hoje,Jornal Nacional e Jornal da Globo exibem a entrevista de Godoy) em que admite reunião com Gedimar Passos. Ele afirma que se encontrou com ele 4 vezes, mas só tratar de assuntos relacionados à segurança do comitê de campanha de Lula e nega o envolvimento com o dossiê. Após o depoimento de 20 minutos no início da tarde, Godoy afirma à imprensa que anunciou ao governo “que deixa temporariamente o cargo” e que foi aceito de imediato pelo Lula. Ele disponibilizou à PF o sigilo telefônico e admite que a quebra revelará “4 ou 5 conversas com Gedimar Pereira Passos”, que é “poucas” na opinião dele. Negou as afirmações de Gedimar ter afirmado na PF que teria encomendado a compra do dossiê. Houve uma tentativa de acareação entre Godoy e Gedimar Passos, mas Gedimar afirmou direito constitucional e ficou calado. O advogado de Godoy afirma que acusações contra ele são falsas. 

Só no dia seguinte que a exoneração de Godoy é publicada no Diário Oficial. Godoy é o segundo integrante do PT a cair. Consultado pelas imprensas ao site do governo federal, mostra de fato um novo nome: Freud Godoy, Assessor Especial da Presidência da República, do presidente Lula. O anúncio de que um assessor próximo ao presidente Lula suscita suspeitas de mais um envolvimento de pessoas próximas ao presidente Lula.

O Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, Ricardo Berzoini (SP), declara que o PT é vítima de armação no caso do dossiê, ao negar os rumores nos últimos dias que o dinheiro teria vindo do próprio partido.

A revista IstoÉ divulga a nota em que nega que a matéria sobre a acusação de Serra teria sido comprada e afirma que a matéria escrita foi apenas jornalística.
Surge novo nome do escândalo: Simone Godoy, que é casada com o ex-assessor Freud Godoy. A empresa de segurança dela possui vínculos comerciais com as principais instâncias partidárias e campanhas eleitorais do PT, faz a vigilância e o controle da portaria da sede do Diretório Nacional do PT em São Paulo.

Por conta do novo escândalo, os partidos da oposição PSDB-PFL, da coligação “Por Um Brasil Mais Decente”, protocolam o pedido de investigação contra Lula e a coligação “Lula de Novo com a Força do Povo” no TSE A oposição faz duras críticas contra Freud Godoy, chamando como “o novo Waldomiro Diniz”, em referência ao ex-chefe de gabinete do então ministro José Dirceu, responsável pela primeira crise política do governo Lula em 2004. 

A PF revela à imprensa o conteúdo do depoimento do agora ex-Assessor Especial da Presidência da República, Freud Godoy, que aponta mais um nome envolvido: Jorge Lorenzetti, que é amigo do presidente Lula, um dos chefes do comitê de reeleição e é uma espécie de “churrasqueiro oficial do presidente Lula”, que apresentou ao Gedimar Passos. No início da noite, o Presidente Nacional do PT e Coordenador da Campanha do presidente Lula, Ricardo Berzoini, declara à imprensa que Gedimar Passos é funcionário de Comitê de Reeleição e que tem o mesmo cargo de Jorge Lorenzetti: Analista de Risco e Mídia. 

Entre a noite do dia 18 para a madrugada do dia 19 de setembro, chegam algemados em Cuiabá, Mato Grosso, Valdebran Padilha e Gedimar Passos. Na manhã, o jornal Folha de S. Paulo, afirma que Passos foi segurança da campanha de Lula em 2002. A Polícia Federal faz acareação (mais tarde o conteúdo divulgado) dos quatro presos no caso dossiê: Gedimar Passos, Valdebran Padilha, Luiz Antônio Vedoin e Paulo Roberto Dalcol Trevisan. Gedimar Passos cita revista Época ter sido contratado pelo PT para negociar um dossiê com denúncias contra o candidato José Serra. Valdebran Padilha declara à PF que o dinheiro do dossiê “veio do PT”.Logo depois, o PT de Cuiabá suspende por 60 dias o filiado Valdebran e instaura comissão de ética para investigar sua participação na compra de dossiê. 

Horas depois, o Blog da Revista Época publica às 15:39:15 o “Esclarecimento”, afirmando que a revista foi procurada para publicar as denúncias contra José Serra e Barjas Negri. O blog cita que Oswaldo Bargas, ex-secretário do Ministério do Trabalho e atual responsável pelo capítulo de Trabalho e Emprego do programa de governo de Lula, procurou há duas semanas o jornalista da revista, Ricardo Mendonça. O encontro foi marcado pelo Bargas na suíte do hotel Crowne Plaza, em São Paulo, no final da tarde do dia 6 de setembro e nessa reunião estava Jorge Lorenzetti. Bargas afirmou ter sido procurado por alguém que tinha denúncias sérias contra políticos de renome, as acusações, segundo ele, poderiam ser comprovadas por meio de fotos, vídeos e de uma “farta documentação” e perguntou se havia interesse da revista em publicá-las. 

O repórter queria saber do teor da denúncia, mas que Bargas não poderia mostrar agora, mas antecipou que era contra os ex-ministros da Saúde, Serra e Negri. O blog afirma que o presidente Nacional do PT, Ricardo Berzoini, sabia da reunião, mas não às denúncias e a conversa durou 30 minutos, Bargas telefonou para avisar ao repórter que o denunciante voltara atrás e não queria mais apresentar o material e nem dar entrevista. A página do blog recebe mais de 300 comentários e tem forte repercussão, levando Bezoini a admitir a reunião. 

Surge mais um nome do escândalo: horas depois de que o Blog da Revista “Época” revelar que Oswaldo Bargas teria procurado revista, surge à informação que ele é casado com a Monica Zerbinato, secretária pessoal do presidente Lula. Nos dias seguintes, não há evidência que ela tenha ligação ao escândalo, mas o fato dela ser secretária do Lula aumenta mais evidência que pessoas mais próximas do Lula estão envolvidas no escândalo.

Quase fim de tarde, o juiz federal Marcos Alves Tavares nega todos os pedidos de prisões temporárias contra Paulo Roberto Trevisan, Gedimar Passos, Valdebran Padilha, Freud Godoy, Darci Vedoin, mas a PF indicia Gedimar Passos por supressão de documentos. O pedido foi feito pela Procuradoria da República na manhã. Na madrugada do dia seguinte, eles são soltos.
O site de Contas Abertas revela que a ONG ligada ao amigo de Lula, o churrasqueiro presidencial Jorge Lorenzetti, a Unitrabalho, recebeu R$ 18.499.684,31 milhões do Governo Federal, ganhou 21 vezes mais do que o governo FHC, que foi entre 1998-2002 foi de R$ 840.468,53. 

Um dia depois ter sido citado como envolvido, Jorge Lorenzetti anuncia em uma carta o afastamento da campanha eleitoral pela reeleição do presidente Lula, afirmando “que extrapolou limites de suas atribuições na campanha ao tratar do dossiê” e “afirmo taxativamente que em momento algum autorizei o emprenho de qualquer tipo de negociação financeira.” Ele é o terceiro integrante do PT cair. Com o afastamento, ele volta a ser o Diretor Administrativo do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC), mas fica até o dia 28 de setembro.

O Blog de Noblat publica sobre mais um envolvido no escândalo do dossiê: Expedito Afonso Veloso, diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil, que foi citado pelo empresário Valdebran Padilha à PF. Segundo Padilha, o diretor Expedito Veloso e Gedimar Passos, contratado para trabalhar na campanha de Lula, o recepcionaram na semana passada no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que os três seguiram para o hotel Íbis, nas vizinhanças do aeroporto. Foi nesse hotel que Valdebran e Gedimar acabaram presos pela Polícia Federal. Padilha confirma que no dia 6 de setembro, Oswaldo Bargas e o churrasqueiro presidencial Jorge Lorenzetti se reuniram em São Paulo com repórter da revista Época, Ricardo Mendonça, na suíte do hotel Crowne Plaza. Na ocasião, Bargas perguntou ao repórter se a revista teria interesse em publicar “denúncias fortes o suficiente para desmoralizar o candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo, José Serra, e o ex-ministro da Saúde Barjas Negri”. A notícia recebeu quase 200 comentários.

No dia 20 de setembro, o consultor sindical Wagner Cinchetto afirma em entrevista à Folha de S. Paulo, que o “PT já fazia dossiês em 2002”: “Organizamos um grupo… no sentido de antecipar alguns fatos, algumas denúncias que adversários poderiam fazer e reunir material suficiente e capaz de não só combater as denúncias dos adversários como também divulgar as denúncias contra os principais adversários”. 

O jornal “O Estado de S. Paulo” revela mais um nome envolvido no escândalo: é o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. Ele é acusado de ser uns dos envolvidos no chamado “Escândalo do Mensalão”. Segundo o jornal, a SMPB, depositou R$ 98,5 mil na conta da Caso Comércio e Serviços Ltda., de propriedade de Freud Godoy.

A diretoria do Banco do Brasil se reúne para discutir situação de diretor de Gestão de Riscos do Banco do Brasil, Expedito Afonso Veloso, que estaria envolvido em dossiê, mas horas depois, o diretor Expedito Veloso se antecipa e pede afastamento do cargo em uma nota à imprensa. Ele é o quatro integrante do PT cair.

Um dia depois que o blog da revista Época ter publicado que um membro do PT, o ex-secretário do Ministério do Trabalho Osvaldo Bargas, ter procurado a revista para publicar denúncias contra Serra, o ex-secretário perde o cargo de Trabalho e Emprego do programa de governo de Lula. Ele é o quinto integrante ligado ao PT a cair

Surgem rumores durante a tarde, de que o presidente do PT, Ricardo Berzoini, seria afastado da coordenação da campanha eleitoral do presidente Lula. Berzoini foi chamado novamente pelo Lula, que exigiu explicações imediatas sobre a origem do dinheiro, que por vez o presidente do partido sustenta que não foi do PT, fato comprovado horas depois. Berzoini diz que fica no cargo e só sai da campanha se Lula quiser. Mesmo assim, Lula afasta Berzoini da campanha no início da noite e nomeia o Assessor Especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia no comando e Berzoini divulga a nota da saída e é o sexto integrante do PT cair.
No meio da tarde, um site de jornalistas que trabalham na revista Isto É, divulga mais um nome que surge na história do dossiê: Hamilton Lacerda. Segundo o Redator-Chefe da revista Mário Simas Filho, diz que Lacerda foi pessoalmente à Redação da “Isto É” negociar a entrevista com os Vedoin. Ele esteve na Editora Três, responsável pela impressão da revista, oferecendo e negociando a entrevista com Luiz Antônio Vedoin que envolveria os políticos do PSDB com a máfia das sanguesssugas, que depois ele mesmo teria marcado essa entrevista, que foi acompanhada pelos membros do PT: Oswaldo Bargas e Expedito Afonso Veloso. Hamilton Lacerda é ex-vereador do PT e atualmente Coordenador de Comunicação da Campanha de Aloizo 
Mercadante para governo do estado de São Paulo.

Horas depois, Lacerda, divulga a nota em que admite fez a intermediação da entrevista de Vedoin para a revista Isto É, mas “é importante informar que nenhum momento houve qualquer oferta de dinheiro”. Na noite, horas depois da nota e a informação do repórter da revista, de que esteve na editora da revista IstoÉ para intermediação da entrevista de Vedoin contra políticos do PSDB e estar acompanhado com membros do PT, o candidato ao governo do Estado de São Paulo, Aloizo Mercadante, diz que “houve quebra de confiança” e decide afastar da campanha. Lacerda é o sétimo homem de cargo de confiança no PT a perder o emprego em menos de uma semana.

Dos sete integrantes do PT que caíram, cinco mantinham relações diretas com o Lula, revelando de fato que eles se envolveram no novo escândalo contra adversários políticos.

Por essas e outras, alegar que o ex-presidente Lula jamais “não sabia de nada” inclusive no caso do Mensalão delatado por Roberto Jefferson é uma afirmação esdrúxula e desconcerte devido ao amontoado de envolvidos diretamente ligados à alta cúpula petralha visando dentre outros objetivos conquistar a cadeira do governo do estado de São Paulo.

A revista Veja resistiu ao máximo a tratar do propinoduto tucano em São Paulo. Mas na edição desta semana, finalmente, ela citou o escândalo, que envolve chefões do PSDB e poderosas multinacionais, como a Siemens e Alstom. É certo que ele não deu capa e nem destilou o seu costumeiro veneno. Ela até tentou justificar o seu atraso na denúncia. Na prática, porém, a Veja confessou que foi atropelada pelo “trensalão” tucano.

No artigo intitulado “Corrupção em São Paulo: PF mostra a trilha do dinheiro”, a revista reconhece que os “documentos da Polícia Federal revelam enriquecimento inexplicável de servidores suspeitos de envolvimento no esquema que envolvia a Siemens”. A seletiva revista argumenta, de forma cínica e risível, que demorou a se manifestar sobre o escândalo porque não existiam provas concretas.

“Nunca saiu da fase genérica a acusação de formação de cartel de companhias estrangeiras fornecedoras de equipamentos para governos de São Paulo comandados desde 1995 pelo PSDB”. Agora, porém, afirma a “responsável” Veja, surgiram provas concretas de “que houve combinação de preços entre as empresas de modo a encarecer a conta para os cofres do estado”. 

“Investigação da PF sobre a atuação da multinacional francesa Alstom, uma das parceiras da Siemens no arranjo, descobriu evidências, mesmo que indiretas, do pagamento de propina a servidores. Isso coloca o caso num estágio superior ao que estava antes… Os relatórios de inteligência e laudos da evolução patrimonial de funcionários do governo paulista aos quais Veja teve acesso revelaram que ao menos quinze investigados, que ocuparam cargos nas áreas de transporte e energia, tiveram movimentações financeiras incompatíveis com seus rendimentos”.

A revista tenta jogar a culpa pelo desvio do dinheiro público em servidores do governo paulista. Mas é obrigada a citar os chefões tucanos. “Na semana passada, foi revelado que João Roberto Zaniboni, ex-diretor de operações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), recebeu 836.000 dólares em uma conta em um banco suíço. Zaniboni esteve em todos os governos tucanos de São Paulo, de Mário Covas a José Serra, passando por Alckmin”.

Com a tímida reportagem, o “trensalão” acaba de atropelar um dos últimos bastiões do tucanato paulista. Só falta agora a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de desvio de recursos públicos e de propina para figurões do PSDB – e, tudo indica, para a montagem de caixa-2 de campanha da legenda. 

Será que agora vai Dirceu? Vale a pena seguir essa novela!

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Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 22 de novembro de 2013, em Uncategorized e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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