Máfia do hidrômetro da Sabesp e Inmetro

Hidrômetro novo, mais gastos e mais problemas. É assim que o consumidor pensa quando o assunto é a troca do equipamento que mede o consumo de água de imóveis em São Paulo, que é o segundo item mais reclamado na Ouvidoria do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) no período de janeiro a julho deste ano foram 158 reclamações sobre o medidor.

 

No total, a Ouvidoria atendeu a 6.211 solicitações entre denúncias, reclamações e pedidos de informações sobre produtos, serviços e instrumentos de medição.

 

“Depois que as concessionárias trocam os medidores antigos, já desgastados e viciados, por novos, o consumidor toma um susto quando chega a conta no mês seguinte, pois a aferição do consumo é muito mais precisa”, explica Luiz Henrique de Almeida Silva, ouvidor do Ipem-SP. “Assim, é natural pensarem que o equipamento está com algum tipo de defeito.”

 

Houve 36 reprovações nas análises dos hidrômetros. Segundo Silva, elas ocorreram porque estavam medindo o consumo “a favor do consumidor”, ou seja, menos do que o consumo real.

 

Quando isso acontece, a concessionária faz a troca do equipamento sem custo para o consumidor e sem cobrança retroativa. “Nenhum dos hidrômetros analisados estava medindo água de forma a prejudicar o consumidor”, afirma o ouvidor do Ipem.

 

De acordo com a Sabesp, o setor de atendimento ao consumidor da empresa praticamente não recebe queixas sobre hidrômetros. A concessionária informa, ainda, que todos os hidrômetros novos passam por rigorosos ensaios fiscalizados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) quando saem das fábricas. Portando, segundo a empresa, é normal que, com o decorrer do tempo e com o uso, as partes internas do equipamento se desgastem e passem a marcar menos. É quando a troca é necessária.

 

Há dois tipos de substituição: corretivas, quando é constatado o mau funcionamento, quebra, vandalismo ou fraude no equipamento; e preventivas, que levam em conta o tempo de instalação do medidor e o volume de água registrado.

 

Outras reclamações:

 

O medidor de água só perde em reclamações para bombas de combustíveis, com 205 queixas. “As bombas de combustível ficam em primeiro lugar porque sempre que o cidadão fica sabendo de uma operação do Ipem, ele fica motivado a reclamar sobre postos de combustíveis. A maioria das denúncias tem se mostrado procedente”, explica Luiz Henrique Silva, do Ipem-SP.

 

 

O caso é que isso nada mais é que uma máfia da Sabesp com Inmetro para fazer o consumidor de água e redes de esgoto pagar mais por um bem natural que está se tornando artigo de luxo.

 

Ora bolas do meu saco, num país como o Brasil até isso é golpe? Cobrem tributos dos rios, represas e Cataratas do Iguaçu já que querem o povo passando sede e fedendo porque a conta de água vem nas alturas!

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Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 12 de março de 2013, em Sociedade e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Justiniano Carnero

    Prezado amigo Alonso

    Aqui onde moro, em Eldorado -SP, e acredito que em todo o território nacional, o que se observa vai alem dos hidrômetros instalados nas nossas residências, que como anuncia Celso Russomanno ao fazer propaganda de um equipamento que corrige o ar que passa pelo hidrômetro e é registrado como água. Pagamos ar por água!
    Mas infelizmente vai além. A justificativa para que a água seja cobrada são a principio dois: evitar o desperdício e investir na proteção dos mananciais. Hora, evitar o desperdício cai nas costas de quem ganha pouco ou seja, os mais pobres!
    Já investir nos mananciais é uma verdadeira piada, já que o dinheiro arrecadado é todo direcionado para outros bolsos!
    É ai que mora o perigo! Como n investem nada na conservação, proteção e recuperação dos nossos mananciais a tendencia natural é eles secarem. Infelizmente a SABESP e outras concessionárias do setor se tornaram empresas de um negocio lucrativo, mal administrado e que tende a falir.

  2. Alerta com SABESP desde 2006 a troca do hidrômetro em minha residência até hoje este transtorno sem solução e muito alto consumo moradora nascida eu e minha irmã local muitos acordos consumo este de 15 de média foi 30 a 40 de média de consumo e sem vazamento e fizemos nova tubulação não posso aceitar este abuso indevido nós trabalhamos e o registro fica fechado e abre quando eu estou em casa ,urgente nos ajuda a corrigir este erro… Muito obrigada.

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