Big John x Aloprado Alonso Ed.35 – Vícios x Virtudes – Parte I

Introdução de Big John:

24 Horas depois de aguardar A Paula manifestar-se, infrutiferamente, tendo a posição do Octávio Henrique registrada, deselegante e assumidamente mau-educada, negando-se, numa defensiva precipitada e medrosa, resta-me assumir meu principal oponente dos últimos anos, Aloprado Alonso, edição 35.

Mas como vamos discutir Vícios x Virtudes, somos, eu e Alonso, exemplos clássicos de antagonismo, haja vista que defendo o que é belo, justo e verdadeiro, enquanto meu oponente, já em seu perfil desfila a ausência de qualquer fundamento da moral Agostiniana.

Nutrindo verdadeiro desprezo pela honra, assumindo-se na busca dos prazeres mundanos desprezíveis, entre eles o desleixo com o corpo,higiene, saúde, alcoolismo, drogas, sexo incluindo-se suas bizarrias, entre outras Desvirtudes.

Adepto Socrático e Aristotélico, preservando os ensinamentos da infância vivida em lar Cristão, tendo a família, Deus e a pátria por referências obrigatórias, não poderia olvidar os valores de uma moral elevada. Sob pena de ser um infiel, traidor e bastardo.

Certamente, meu adversário não dispôs de semelhante condição, senão não seria esse exemplo execrado por todos os povos da terra, com semelhante e tamanha disposição para a imoralidade.

Entendo que o comportamento humano, deve estar embasado numa relação de harmonia que supere os infortúnios naturais que nos atormentam. Se todo homem ousasse amar seu próximo, respeitando-o e a seu limite, honrando-o da mesma forma que esparasse SER honrado, o mundo seria um lugar maravilhoso.

A honestidade e a corteza haveriam de suplantar TODO desentendimento, trazendo os povos de todos as nações a um estágio de solidariedade nunca dantes conhecido. Mas, é da natureza humana ser mesquinho, interesseiro, desonesto, oportunista, entre outros.

A imoralidade causada pela ascensão dos vícios chegou a tal ponto que, o errado é aquele que procede COM caráter. O desonesto e o malfeitor são tratados com uma parcimônia quase cúmplice, enquanto que o verdadeiro, justo e fiel é visto como um alienígena.

Sei que em alguns países, notadamente a Inglaterra, meus conceitos se empregam em sua totalidade. Há respeito mútuo e um caráter honesto predomina, pela informação que tenho. Nosso pais, entretanto, é folclórico na corrupção e nos desmandos que sofremos de governos corrompidos, influenciando toda uma escala social.

Desafio o meu oponente a elencar as vantagens dos vícios e porque assumi-las públicamente? Porque oferecer-se como um produto contaminado por todas as mazelas da humanidade como se estivesse ofertando algo desejado.

Espero que decline as razões para postar-se ao lado da injustiça, fazendo coro com a bandidagem que, de terno e gravata levam seus pares ao desespero, propagando à miséria em meio desconhecido, trazendo a fome e infelicidade entre lares, cuja esperteza deixou fluir levando desgraça.

Qual a vantagem e como convive com a própria consciência, sabendo de todo mal que suas mãos geraram, toda lágrima que causaram e toda a infelicidade que provocaram.

A vida passa rápido, escoa entre nossos dedos com velocidade. Urge que cada homem decida rápido COMO quer ser reconhecido, seja pela sua virtude e honradez, seja pelos vícios e canalhice.

Introdução de Aloprado Alonso:

Eis me aqui com a única carapuça que me serve: A da VERDADE!

Adentro as profundezas desse reino para debater mais uma vez com Big John, que é um ser “monstrum in animo” apesar de também ser cômico de caráter como aquele que é demonstrado pelo personagem estulto do Auto da Barca do Inferno, que classicamente na literatura portuguesa descreve o caráter e personalidade dum parvo, que devido à sua pobreza de espírito não mede as suas palavras, não podendo ser responsabilizado pelos seus erros, tal como Big John, meu relés adversário de outros carnavais não pode por caridade da nossa parte, e por sabedoria do legislador pátrio, ser imputado na letra da lei, pois de fato, é incapaz de acordo com a doutrina jurídica vigente.

Resta assim apenas aguardar que ao final desse debate ela receba por parte das autoridades competentes tão somente uma medida de segurança, ou que ele mesmo reconheça-se tal como Simão Bacamarte vindo a se auto-recolher em alguma Casa Verde de seu mais fácil acesso, por ter se tornado vítima de si mesmo e suas idéias sem nexo e fundamento com a realidade e reputação alheia. Ou que se mude para a terra da Rainha já que nega a própria origem e pátria e se diz patriota com tamanha desfaçatez!

O bom e sensato leitor há de notar já desde o início que Big John irrompe seus apontamentos introdutórios de forma trôpega quanto a virtude e com sofreguidão injuriosa, difamatória e caluniosa perfazendo assim toda tipicidade dos artigos 138 ao 140 do Código Penal pátrio, com isso comprovando ser, nada mais nada menos, que um delinqüente no que tange a honra alheia.

Primeiramente assaca descalabros contra uma moça, visto que o Octávio é uma moça em pessoa quanto a educação e modos. Assim, lançando o bom nome do dito cujo no lamaçal da deseducação incorrendo desta forma com afrontosa perniciosidade um falso nivelamento consigo mesmo. Isto é, o autor do disparate (Big John) toma “a moça” como se ele a fosse o próprio Big John nos quesitos deselegância, medo, e falta de educação.

Deveras isso seria o suficiente para asseverar como um dogma que Big John de fato, de longa data e de incorrigíveis modos passa o longo de seus dias ociosos a ostentar virtudes que não possui enveredando-se na torpe vaidade que anula toda virtude, ou seja: Ao ostentar virtudes ele não só mente como peca por vaidade. Entretanto, prezados leitores, digam-me se não é mais salutar ser humilde e honroso, e quiçá virtuoso, aceitando que é quase impossível seguir todos os ensinamentos e predicados de Santo Agostinho ou de qualquer outra persona que fora canonizada, sendo eu  um mero pecador ainda na busca da redenção de seus pecados?

Dado ciência desse fato, atentai-vos para a imprudência do meu oponente que atesta como se fosse o próprio Deus no juízo final a me julgar quando diz em tom blasfemo o seguinte despautério: “Mas como vamos discutir Vícios x Virtudes, somos, eu e Alonso, exemplos clássicos de antagonismo, haja vista que defendo o que é belo, justo e verdadeiro, enquanto meu oponente, já em seu perfil desfila a ausência de qualquer fundamento da moral Agostiniana.

Nutrindo verdadeiro desprezo pela honra, assumindo-se na busca dos prazeres mundanos desprezíveis, entre eles o desleixo com o corpo, higiene, saúde, alcoolismo, drogas, sexo incluindo-se suas bizarrias, entre outras Desvirtudes.

Adepto Socrático e Aristotélico, preservando os ensinamentos da infância vivida em lar Cristão, tendo a família, Deus e a pátria por referências obrigatórias, não poderia olvidar os valores de uma moral elevada. Sob pena de ser um infiel, traidor e bastardo.
Certamente, meu adversário não dispôs de semelhante condição, senão não seria esse exemplo execrado por todos os povos da terra, com semelhante e tamanha disposição para a imoralidade”. Comprova-se aqui um argumento “ad populum” usado por Big John de forma acintosa e deliberada visando apenas lançar a reputação do oponente na lama como fizera com “a pobre moça que” taxou de deseducado.

Aprofundemo-nos mais ainda na análise da falácia de Big John que se diz a virtude em pessoa e ostenta isso como pavão no cio sua cauda. Ostentar virtudes como já dito é vaidade, e vaidade é uma das mais potentes formas de corromper a virtude. Logo, ao se dizer devoto dum lar cristão e pessoa dotada  de moral elevada, este anula toda essa condição antes ostentada ao arrematar que eu não tomo banho, que eu bebo, fornico e finaliza o nefando juízo ao meu respeito dizendo que não tive berço e que sou imoral. Isso é atitude de alguém que se diz detentor das virtudes do Nosso Senhor Jesus Cristo? A resposta é desenganadamente não! Não detém nem isso, nem mesmo a melhor virtude de Maria Madalena antes de sua conversão. Isto é, senhoras e senhores: Big John lança até mesmo o cristianismo na lama da hipocrisia ao se dizer adepto dessa doutrina. Como se não fosse o suficiente, faz ainda Sócrates e Aristóteles se revirarem nas suas tumbas e cuspe até nos ensinamentos deles na cara dura.

No entanto, evidencie-se com solar clareza que é Big John que começou sua introdução com palavrório ensimesmado, inquisidor, acusativo e condenatório aos seus semelhantes já desde o início de seu primeiro parágrafo lançando o bom nome “da moça” no rol dos sem educação, como se fosse um apetitivo para o veneno de naja que viria “a posteriori” destilar contra mim.

Somente nesse diagnóstico estão comprovadas que na alma de Big John habita não os aspectos dum cristão por criação que ele mesmo disse ser a sua base moral, mas sim o animo diabólico e demoníaco do próprio Satanás que como todos sabemos, mente, ilude e acusa tudo e todos e quer dominar o mundo com sua maldade e mentiras. Tal como Big John quer dominar a gramática; mas repetidamente falha ao empregar solecismos e morfossintaxe falida repleta de injúria, difamação e calúnia ao ponto de me chamar de toxicomaníaco, sendo que eu jamais pitei sequer um baseado. Já ele, não sabemos, mas parece ter fumado um charuto de THC o dia todo antes de vir redigir essas calamidades verbais contra tudo e todos com se ele, e somente ele, fosse a virtude em pessoa!

Assim, como posso eu atender ao desafio de Big John de “elencar as vantagens dos vícios” – sendo que ele mesmo já fez isso posando como pessoa virtuosa falsamente, denotando com isso o vício da hipocrisia que toma seu ser em integral teor? Não longe disso, já extermino a segunda parte do desafio por ele determinado: Ao contrário dele que se diz cristão, eu, e não ele, me assumo como pecador ainda não redimido, e ele, age como um fariseu que jejua desfigurando a própria face para que todos vejam que ele está fazendo. E isso na lição do Nosso Senhor Jesus Cristo, conforme narrado nos evangelhos é hipocrisia. Não sendo hipocrisia elencada no rol das virtudes, fica provado que quem vive publicamente no vício é muito mais Big John do que eu que clamo a Deus pela minha conversão e perdão dos meus inúmeros pecados!

Sem mais delongas, eu retorno a palavra ao Big John para que ele a use como bispote para proferir mais prolíficos desatinos em sua réplica. E que Deus nos ajude a suportar isso com perseverança até o final do debate!

Anúncios

Sobre Aloprado Alonso

O cara mais aloprado da internet - barbudo, blogueiro, rockeiro, mulherengo e sempre tentando parar de fumar ...

Publicado em 18 de fevereiro de 2012, em Duelos Retóricos. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: